<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ManéBlog &#187; Vitória da Conquista</title>
	<atom:link href="http://maneblog.mgate.com.br/tag/vitoria-da-conquista/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://maneblog.mgate.com.br</link>
	<description>Onde a juripoca vai piar...</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 11:35:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>FTC: A omissão (ou &#8220;Crônicas de uma morte anunciada&#8221;)</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2011/12/07/ftc-a-omissao-ou-cronicas-de-uma-morte-anunciada/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2011/12/07/ftc-a-omissao-ou-cronicas-de-uma-morte-anunciada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 09:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[FTC]]></category>
		<category><![CDATA[Gervásio Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/?p=2125</guid>
		<description><![CDATA[A situação era conhecida, todo mundo sabia, e ninguém fazia nada: sempre que algum professor da FTC era demitido, tinha que mover processo judicial para receber os valores devidos a título de FGTS. Até aí, nada de anormal: a Justiça está aí pra isso, e dela se utilizar para receber parcela trabalhista não-paga é absolutamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A situação era conhecida, todo mundo sabia, e ninguém fazia nada: sempre que algum professor da FTC era demitido, tinha que mover processo judicial para receber os valores devidos a título de FGTS.</p>
<p>Até aí, nada de anormal: a Justiça está aí pra isso, e dela se utilizar para receber parcela trabalhista não-paga é absolutamente corriqueiro.</p>
<p>O problema começa quando se nota que TODOS os funcionários da FTC, ao serem demitidos tinham que percorrer idêntico caminho, e isso desde 2006 (provavelmente até antes disso, mas a memória não me ajuda aqui).</p>
<p>Pergunta: como foi possível que, durante esse tempo todo, essa situação perdurasse sem que ninguém questionasse o que estaria acontecendo?</p>
<p>Sim, porque, ao que todo o resto indicava, a FTC seria uma instituição em franco crescimento: suas filiais recrutavam cada vez mais alunos, a publicidade da empresa era onipresente, os alunos costumavam adiantar os pagamentos semestrais através de cheques.</p>
<p>Porém, insistentemente, a instituição, apesar do estilo de vida de ostentação e luxo de alguns dos seus proprietários (muito se falou do apartamento luxuoso do Sr. Gervásio Oliveira, sócio da instituição), parecia sangrar de propósito.</p>
<p>Algo que era de conhecimento de todos era o fato de que, alguns anos atrás, a empresa começou a adotar a tática de não mais demitir seus funcionários &#8211; esperava que estes &#8220;caíssem de maduro&#8221;. Ou seja: não davam mais horários de aula para alguns professores, ou simplesmente comunicavam a demissão de forma informal, a fim de &#8220;cavarem&#8221; uma briga judicial que lhes permitissem prorrogar o pagamento das verbas rescisórias. Era comum o funcionário de RH dizer ao empregado demitido &#8220;isso só pagamos na justiça&#8221;, mesmo se tratando de verba corriqueira como aquela do FGTS.</p>
<p>Sendo a FTC uma empresa autorizada pelo Ministério da Educação, prestando, assim, serviço público (Educação), sempre foi estranha a grande mudança de personalidade jurídica. Primeiro, SOMESB. Depois, IMES. Tudo isso dificultava a execução das dívidas trabalhistas. Depois, engenhoso esquema financeiro foi montado para que o dinheiro que ingressava na faculdade (oriundo das mensalidades dos alunos) não fosse visto pela Justiça: a sua folha de pagamento foi, aparentemente, terceirizada! Ao invés do dinheiro entrar direto na conta da FTC, os valores pagos pelos alunos eram depositados na conta de uma empresa sediada em São Paulo, fora, portanto, do alcance das penhoras online da Justiça.</p>
<p>Nesse meio-tempo, as notícias de mandados de prisão contra o Sr. Gervásio Oliveira pipocaram nos noticiários, mas a omissão da grande imprensa, normalmente destinatária da publicidade ostensiva da FTC, causa espanto.</p>
<p>Para efeito de comparação, quando a FAINOR, de Vitória da Conquista, proporcionalmente bem menor do que a FTC, passou por problemas financeiros, a comoção social foi enorme, a ponto de que uma ampla negociação foi feita com professores que deixaram a instituição, sendo que, até onde se sabe, todos os acordos foram devidamente honrados. Por que só agora os professores da FTC entraram em greve? Por que não houve nenhuma comoção antes?</p>
<p>Perguntas, então, que exigem uma resposta:</p>
<p>- onde está o MEC, que, após sucessivas inspeções na FTC, após sucessivos rebaixamentos nas notas dos cursos da instituição, após sucessivos cortes no número de vagas de alguns cursos, nunca pareceu atentar para o problema do FGTS?</p>
<p>- onde está o Ministério Público do Trabalho, que parece nunca ter procurado verificar a precarização das relações de trabalho de uma faculdade que não é qualquer uma, mas talvez a maior faculdade de ensino privado do Nordeste?</p>
<p>- onde está a Justiça do Trabalho, que, a despeito de centenas de reclamações trabalhistas, até recentemente, chegou a recusar o pedido de advogado, de enviar o caso ao MPT (o que talvez responda em parte a questão anterior) para que este investigasse a situação, sabendo que se tratava de empresa de grande porte que, curiosamente, tinha apenas centavos em suas contas-correntes?</p>
<p>- onde está o Ministério do Trabalho?</p>
<p>- onde estavam os professores que hoje fazem greve, quando assistiam a seus colegas serem demitidos e viam estes terem que brigar na justiça para receberem o FGTS?</p>
<p>- onde estavam os alunos, ao verem as notas de seus cursos caírem, e ao tomarem conhecimento de que seus mestres eram diariamente vilipendiados no que se refere aos seus direitos trabalhistas mais indiscutíveis?</p>
<p>- onde estava a imprensa, que parece nunca ter visto nada?</p>
<p>Quem acompanhava judicialmente a questão, compreendia que havia (e há) uma estrutura jurídica bem montada com o propósito de enriquecimento dos donos da FTC às custas do suado trabalho de seus funcionários. Não se podia compreender como uma instituição em franco investimento podia ser tão omissa quanto aos pagamentos de seus professores. A coisa era deliberada. Mas, curiosamente, era tratada de forma individual: cada professor que matasse seu leão quando chegasse a hora.</p>
<p>E, pior: havia um valor depositado na Justiça Estadual, referente ao Prouni, em favor da FTC, não liberado porque parece ter havido irregularidade nessas bolsas.</p>
<p>Não quero aqui criticar o ensino privado, mas perguntar não ofende: como pode uma instituição de ensino, cujo objetivo primordial é formar profissionais éticos, preparados para o mercado de trabalho, ou, dizendo de outra forma, cujo objetivo é educar, pode se comportar de uma forma tão mesquinha, tão aviltante, tão deplorável?</p>
<p>Lembro-me de professores-doutores, usados de forma descartável, que se mataram para aprovar determinados cursos e depois foram praticamente chutados da instituição. Lembro-me de árduos defensores da FTC, inclusive diretores, que depois tiveram que entrar na fila para tentar receber algum dinheiro que caísse por acidente dos seus proprietários.</p>
<p>Preferia que a FTC não caísse de podre. Preferia que as pessoas acordassem, e que a instituição fosse publicamente confrontada, e não incensada, como se fossem respeitáveis cidadãos ou próspera empresa. Gostaria que seus donos tivessem que enfrentar uma cela fétida. Incomoda-me não tanto os crimes pelos quais alguns são investigados &#8211; &#8220;operação jaleco branco&#8221;, &#8220;octopus&#8221; e outros nomes. Incomoda-me que seu enriquecimento tenha ocorrido através da espoliação sistemática de professores, profissão que merece respeito, e não funcionário de RH mandando &#8220;buscar na justiça&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>P.S. &#8211; Não posso deixar de fazer uma homenagem anônima e silenciosa a determinado Procurador da República e a determinado Juiz Federal, que não se reduziram à burocracia das funções que ocupam, mas que promoveram as devidas diligências a fim de defenderem os interesses dos alunos em determinado processo contra a FTC. Queria que a Justiça do Trabalho fosse igualmente diligente. Não foi, e não é &#8211; pelo menos até onde vi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2011/12/07/ftc-a-omissao-ou-cronicas-de-uma-morte-anunciada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Politização demais é ruim</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/12/politizacao-demais-e-ruim/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/12/politizacao-demais-e-ruim/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 13:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Cultural do BNB]]></category>
		<category><![CDATA[vereadores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/?p=2090</guid>
		<description><![CDATA[Dizem que Conquista é uma cidade politizada. Não acho. Conquista é uma cidade onde a frivolidade é centrada na política, como se esta fosse apenas a Sessão da Tarde, ou a revista Contigo. Enfim, é um passatempo. Aliás, não é diferente no interior da Bahia &#8211; a polaridade na política é onipresente na maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que Conquista é uma cidade politizada. Não acho. Conquista é uma cidade onde a frivolidade é centrada na política, como se esta fosse apenas a Sessão da Tarde, ou a revista Contigo. Enfim, é um passatempo. Aliás, não é diferente no interior da Bahia &#8211; a polaridade na política é onipresente na maioria das cidades, com as famílias devidamente alinhadas a um ou a outro grupo político.</p>
<p>Isso, penso eu, é extremamente alienante. Pessoas bem-intencionadas acabam apoiando causas ruins em nome do grupo político que integram, apenas para evitar o fogo-amigo. Do mesmo modo, criticam projetos adversários apenas por serem defendidos por estes.</p>
<p>O pior é quando políticos agem a reboque dessa forma simplista de agir com a coisa pública. Vereadores ou jogam movidos com certo medo da opinião pública (o que seria, em tese, bom), ou simplesmente de acordo com sua posição nessa polarização da política: se são oposição, tendem a criticar tudo e, se situação, costumam defender tudo.</p>
<p>Poucos são os políticos que procuram ter uma postura construtiva, independente ou destinada a criar decisões mais discutidas, ou de acordo com a própria consciência.</p>
<p>O maior exemplo disso é a questão do <a href="http://maneblog.mgate.com.br/2010/01/14/precisamos-de-urbanistas/">Centro Cultural Banco do Nordeste</a>.</p>
<p>Pelo que me lembro, referido centro seria destinado a funcionar onde hoje existe a Feira do Paraguai. Difícil pensar em melhor lugar: estacionamento de sobra (à noite), central, com acesso às principais artérias da cidade, transporte público frequente, e possibilidade de revitalizar uma região degradada.</p>
<p>Pois bem: a prefeitura, então, coloca o debate da seguinte forma: ou será na Praça Sá Barreto, ou não será em lugar nenhum. Aí o que os vereadores (e bons amigos meus) fazem? Votam com o seguinte raciocínio: &#8220;o melhor lugar seria no centro, mas, para não perder o equipamento, vamos aprovar&#8221;. Ou seja: não quiserem arriscar um desgaste com a opinião pública.</p>
<p>Na verdade, a administração de uma cidade deveria ser coletiva. Se os vereadores, quando chamados a discutir uma séria questão (ao invés da costumeira trivialidade de mudança de nomes de ruas, indicações do tipo &#8220;indicamos enviar o fulano à lua&#8221; sem consideração com orçamentos, etc.) preferem não assumir riscos ao invés de promover uma adequada consulta às suas bases, apenas para salvar a pele, isso apenas aponta que o parlamento não tem a devida autonomia ou interesse pelo coletivo &#8211; apenas joga para a torcida e pela auto-preservação. A cidade que se dane.</p>
<p>Sempre votei nas administrações de esquerda, e sempre nelas continuarei a votar. Apóio o atual governo, do qual fiz parte, inclusive. Mas essa decisão foi praticamente empurrada goela abaixo, e, infelizmente, nenhum vereador deve a coragem de não ceder à implícita chantagem do &#8220;ou aqui ou em lugar nenhum&#8221;. Eu prefiro uma Câmara que erre com coragem do que acerte com medo. Medo é bom freio quando se toma uma decisão apenas por um motivo político, em detrimento da população. Mas é péssimo incentivo quando destina-se apenas a decidir para não ficar feio na foto.</p>
<p>Conquista precisa de praças, de lugares abertos. O surgimento da cidade, quase sem planejamento, fez da ocupação desordenada uma regra. Com o surgimento de shopping centers mais afastados, os centros da cidade de varias cidades enfrentam, sempre, estagnação. O de Conquista já começa a estagnar-se, seja por causa do trânsito, seja por causa da migração dos serviços públicos para lugares descentralizados. O que será do centro de Vitória da Conquista daqui a 10 anos, com o Poder Judiciário todo na Estada para a UESB, com Shopping Centers em franca expansão, e com milhares de novos carros postos em circulação?</p>
<p>No entanto, um bom equipamento para trazer cultura ao centro é destinado a uma região quase predominantemente residencial, sem muito estacionamento e com o argumento de que estaria próximo a bairros populares, como se existisse algum lugar em Conquista que não estivesse próximo a bairro populares&#8230;</p>
<p>Enfim, não conheço bem as razões para a escolha do local. Vai ver até exista alguma exigência do BNB &#8211; eu não me lembro de ter ouvido isso, mas pode ser que seja essa a razão. Mas fico triste pela excelente oportunidade perdida pela cidade. E fico triste de que nossos destinos sejam tratados por vereadores que preferiram se omitir para salvarem suas cabeças ao invés de serem firmes em uma postura mais democrática.</p>
<p>P.S. &#8211; Não, não passei para a oposição. Continuo a admirar o governo como sempre o fiz. Mas, da mesma forma que seria estúpido acreditar que todos no governo concordam com tudo o que ali acontece, seria também cínico ou hipócrita achar que não posso criticar algo no governo só porque sou alinhado com ele.</p>
<p>P.S.2 &#8211; Sim, eu sei que pessoas que só querem atingir o governo podem usar meus argumentos apenas para prejudicarem um adversário. O problema é dessas pessoas, não meu. Se seu modo de fazer política consiste nesse comportamento mesquinho de que tudo da oposição é bom e tudo do governo é ruim, não preciso eu agir da mesma forma de fingir que tudo que eu mesmo faço e apóio é bom e tudo o que os outros fazem é ruim. Ingênuo? Talvez. Mas é mais honesto e menos cínico.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/12/politizacao-demais-e-ruim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os dados da revista Veja</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/09/os-dados-da-revista-veja/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/09/os-dados-da-revista-veja/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 10:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[revista Veja]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/?p=2081</guid>
		<description><![CDATA[De longe, acompanhei nessa semana a repercussão de artigo do querido Prof. Paulo Pires, que, em seu texto sempre muito bom de se ler, protesta contra o protesto, ou melhor, contra a manifestação motivada pelos dados divulgados pela revista Veja, que situam Conquista como a pior cidade do Brasil no quesito educação. Para o Prof., [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De longe, acompanhei nessa semana a repercussão de artigo do querido Prof. Paulo Pires, que, em seu texto sempre muito bom de se ler, protesta contra o protesto, ou melhor, contra a manifestação motivada pelos dados divulgados pela revista Veja, que situam Conquista como a pior cidade do Brasil no quesito educação. Para o Prof., pelo que entendi, &#8220;Vergonha Nacional&#8221; seria um termo pejorativo demais para uma cidade como Conquista.</p>
<p>Meu amigo Gutemberg Macedo, da OAB, pelo que li em outro artigo do Prof. Paulo Pires, teria dado um &#8220;puxão de orelha&#8221; no Prof. Paulo Pires, e este teria recebido críticas no sentido de que seu artigo acabaria por defender o prefeito.</p>
<p>Eu confesso que não sei como me posicionar. Não acho eu que tenho que me posicionar sobre tudo nessa vida, mas gosto de ter idéias claras.</p>
<p>Gosto da idéia do protesto. Eu prefiro protesto errado, mal direcionado, do que ausência de protesto. Políticos precisam ter medo. Autoridades são bajuladas a todo instante; é preciso sempre mostrar-lhes que devem um trabalho bem-feito à sociedade. Nesses termos, acho que o protesto foi bem-vindo.</p>
<p>Por outro lado, acho que essas coisas acabam sendo factóides. Sinceramente: alguém precisaria da revista Veja para descobrir que a educação pública sempre foi ruim em Conquista, na Bahia e no Brasil? Ou será a Veja agora a única fonte de visão para nós, cegos a respeito da nossa própria realidade?</p>
<p>Alguém acha que a educação de Conquista é de fato a pior do Brasil? Alguém acha que é a melhor? Isso importa?</p>
<p>O que importa, acho eu, é conhecer a realidade da educação e se envolver com ela. É saber quem são os professores que ensinam aos nossos alunos.</p>
<p>Penso que o uso de palavras de ordem como &#8220;Vergonha Nacional&#8221; deveria ser o que menos importa. Pra mim, não passa de slogan. Não passei a ter vergonha de Conquista por causa dos dados da revista Veja, nem meu orgulho diminuiu. Não foi a Veja quem me disse que a educação em Conquista é ruim &#8211; a educação no Brasil é ruim, e migalhas decimais em avaliações de ensino não vão exatamente me fazer crer que essa educação seja a pior, como quer a reportagem, nem que seja excelente, como os textos oficiais querem fazer crer.</p>
<p>Pra mim, esse é o problema: introduzir o elemento paixão na briga política é sempre tentador, mas não sei se constrói. Nem dizer que a cidade é vergonha nacional, nem dizer que ama Conquista &#8211; tudo isso, parafraseando um texto conhecido, contribui tanto para resolver o problema quanto &#8220;mascar chiclete contribui para resolver uma equação matemática&#8221;.</p>
<p>Agora, cabe a pergunta: o que os políticos da cidade &#8211; oposição e situação &#8211; querem fazer para resolver o problema?</p>
<p>Preocupa-me o fato de que o Brasil, neste ano, alcança a posição de 6ª maior economia do mundo. Parece piada &#8211; estamos entrando na porta das nações mais ricas pela porta dos fundos. Mas não há um esforço de desenvolvimento direcionado a melhorar a educação. Há um esforço para fazer as obras da copa em um tempo hábil, isso sim, dá pra se ver&#8230;</p>
<p>A realidade da educação é fruto do dilema do Brasil: falta de vontade de ruptura. Sim, ruptura. A mera injeção gradual de recursos, ao que parece, só contribui para manter a educação nos níveis ruins que se encontram. Professores mal remunerados produzirão péssimos resultados. Escolas mal conservadas, idem.</p>
<p>Eu acho urgente uma avaliação contínua dos professores públicos nas áreas em que atuam. Com a qualidade de muitos professores que temos, sem acesso a salário que lhes permitam uma vida digna, como exigir deles que mantenham-se reciclados, atualizados, empenhados e motivados? E, com professores assim, o que esperam? Que alunos tenham acesso a ensino de qualidade?</p>
<p>Sinceramente, não são números da revista Veja &#8211; esse lixo de jornalismo &#8211; que irão me fazer descobrir que nenhum professor que ganha salário mínimo &#8211; ou dois, ou três &#8211; poderá desempenhar bem sua profissão. Não são os números daquela revista de gente reacionária e vendida que irão me dizer que escolas projetadas sem levar em conta a utilidade dos prédios para a tarefa de educar estarão fadadas a se transformar em depósitos de alunos.</p>
<p>Um dado interessante, que talvez ajude a entender um pouco a coisa toda: o Brasil é um país com baixo grau de individualismo, de acordo com o site <a href="http://www.geert-hofstede.com/">Geert Hofsteder Cultural Dimensions</a>. Esse site faz uma análise de dimensões culturais. No Brasil, para o bem e para o mal, nossa sociedade não é muito individualista. Nós somos um país extremamente generoso. Por outro lado, esperamos que a coletividade nos dê o que precisamos, esquecendo-nos que temos que construir essa coletividade. Eis os gráficos &#8211; Brasil e Noruega:</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/09/os-dados-da-revista-veja/hofstede_brazil/' title='hofstede_brazil'><img width="150" height="150" src="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2011/11/hofstede_brazil-150x150.gif" class="attachment-thumbnail" alt="hofstede_brazil" title="hofstede_brazil" /></a>
<a href='http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/09/os-dados-da-revista-veja/hofstede_norway/' title='hofstede_norway'><img width="150" height="150" src="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2011/11/hofstede_norway-150x150.gif" class="attachment-thumbnail" alt="hofstede_norway" title="hofstede_norway" /></a>

<p>Ou seja: não parece que cabe a nós, cidadãos, resolver o problema da educação. Não conhecemos as salas de aula onde nossos filhos estudam. Alguém já foi ajudar a limpar a escola? Alguém já coordenou algum mutirão de reforma? Alguém já organizou doações de material para a escola de sua comunidade?</p>
<p>Não &#8211; essas funções são sempre de outras pessoas. A culpa é do Prefeito, a culpa é do dono da escola particular, a culpa é dos professores&#8230; Enquanto não começarmos a nos envolver com os serviços públicos, ficaremos sempre sujeitos à realidade que não conhecemos &#8211; a dos baixos orçamentos públicos, que, segundo os políticos, impedem avanços significativos. Nunca conheceremos a real dimensão dos numeros &#8211; quer dos de Veja, quer das cifras orçamentárias. Com isso, vamos conduzidos como gado por slogans como &#8220;Vergonha Nacional&#8221; ou &#8220;Ame Conquista&#8221;. O problema, diremos, não é nosso &#8211; é do prefeito.</p>
<p>Não quero eximir a Administração Pública quanto a isso &#8211; acho que política, infelizmente, não segue a ciência da administração (ou Teoria da Administração). Segue uma lógica de poder que nem sempre coincide com as melhores escolhas. Mas acho que poderíamos ter o melhor prefeito do mundo, e a situação não seria nunca a ideal, pois o ideal sempre passará por um governo onde a sociedade, de fato, conheça a administração e com ela se confunda.</p>
<p>Voltando ao protesto &#8211; o ruim dessas coisas é que tudo acaba se politizando (no sentido ruim da palavra) &#8211; quem protesta pela qualidade da educação acaba sendo de oposição, e quem reclama do protesto acaba sendo de situação. Mas a educação, mesmo, com ela parece que ninguém se preocupa. Tudo, no fundo, acaba sendo reduzido à responsabilidade do prefeito (como se a comunidade nada tenha a ver com isso), ou ao desamor à cidade, ou à confiabilidade dos dados. Pergunto eu, que gosto de perguntar coisas: se os dados dissessem que estamos entre as 10 melhores cidades em educação pública, alguém aí estaria satisfeito, ou amaria Conquista por causa disso?</p>
<p>E o assunto voltará a dormir até que algum outro dado estatístico venha a dar um novo &#8220;barato&#8221; a quem precisa dele para fazer a sua &#8220;viagem&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2011/11/09/os-dados-da-revista-veja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Interesse Público</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2011/10/05/interesse-publico/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2011/10/05/interesse-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 14:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[Exame da OAB]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/?p=2040</guid>
		<description><![CDATA[Escrever sobre o próprio país quando se está longe pode ser uma tarefa delicada. A distância e as novas experiências dão uma visão privilegiada, mas também, se a reflexão não é cuidadosa, pode revelar-se arrogante ou mesmo imatura, por desconsiderar as peculiaridades do determinado país. Feita reflexão acima, eu devo dizer que algumas coisas me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrever sobre o próprio país quando se está longe pode ser uma tarefa delicada. A distância e as novas experiências dão uma visão privilegiada, mas também, se a reflexão não é cuidadosa, pode revelar-se arrogante ou mesmo imatura, por desconsiderar as peculiaridades do determinado país.</p>
<p>Feita reflexão acima, eu devo dizer que algumas coisas me chamam a atenção na forma que a gente vê as coisas no Brasil. Imagino que discutimos muito as coisas sem uma visão finalística, de resultado, mas apenas com um certo viés imediatista. Dois casos me fizeram pensar muito nisso.</p>
<p>Um, é o Exame de Ordem da OAB. Conversando com colegas de lugares tão variados, não conheci um só exemplo de país onde o exame de ordem não existe. Pelo contrário: as exigências para o ingresso na carreira da advocacia são quase sempre mais duras do que no Brasil, envolvendo, além da graduação, um tempo de mestrado, de estágio em escritórios (além daquele realizado na graduação), etc.</p>
<p>No Brasil, o que se diz? Não vi um só defensor da abolição do Exame de Ordem discutir se este é ou não útil para melhor o nível da advocacia, que é o que está realmente em jogo. O debate passa sempre pela (in)competência da OAB para regular o acesso à profissão, à vontade da Ordem em arrecadar, em que o MEC é quem deveria fiscalizar, que o Exame seria inconstitucional, etc. Ou seja: tudo o que NÃO importa tanto quanto o fato de que é absolutamente necessário maior rigor no acesso à advocacia, e isso qualquer pessoa atuante nos forums (ou &#8220;fori&#8221;, para preservar o rigor latino) pode testemunhar. O nível de preparo dos advogados no exterior é impressionante. Vi advogados que saíram das faculdades especializados em Propriedade Intelectual, Direito da Tecnologia da Informação, etc. E no Brasil, a preocupação com a qualidade dos nossos profissionais parece ser a última em ordem de relevância entre os argumentos contra o Exame de Ordem. O interesse individual é sempre maior do que o coletivo.</p>
<p>Igual reflexão fiz em relação ao projeto de lei que atualmente virou moda em algumas cidades, e agora está a ser analisado em Vitória da Conquista, sobre a regulamentação do horário de funcionamento de bares. Os argumentos contra o fechamento dos bares depois de determinado horário são sempre os mesmos: suposta inconstitucionalidade, aumento do desemprego, cerceamento da liberdade e de uma opção de lazer. O que realmente importa, a questão da suposta redução da criminalidade e da ampla discussão de que a forma de lazer da juventude hoje resume-se, nas médias e pequenas cidades, ao consumo de álcool em bares, não é sequer lembrado.</p>
<p>E quando a discussão passa pela constitucionalidade, parece piada, porque subitamente, o Brasil se transforma no país mais garantidor das liberdades, mais democrático e mais humano do mundo, como se países onde o controle da venda em bares de bebidas alcoólicas fossem exemplos de ditaduras (justo países como Reino Unido, Noruega, Japão e Estados Unidos).</p>
<p>Eu não estou dizendo que o Brasil não teria uma realidade única, e que não poderia ser vanguarda no debate das garantias civis, ou que sempre teria que respeitar, como se fosse um cão vira-lata, o entendimento de outros países. Só acho que, por conta de décadas de ditadura, desconfiamos tanto do Estado e não enxergamos mais o que é interesse coletivo (digo isso inspirado no que disse um dos primos meus em uma discussão no Facebook). Aqui na Noruega foi feita uma pesquisa que apontou a relação entre a venda de álcool e o aumento da violência.</p>
<p>O bom de se morar fora por um tempo é perceber que às vezes temos que pensar no que queremos, e não apenas se algo está de acordo com os paradigmas que construímos como uma jovem nação, ainda um tanto insegura com o que seríamos quando donos do nosso próprio destino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2011/10/05/interesse-publico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>VitoriadaConquista.com.br</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/11/09/vitoriadaconquista-com-br/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/11/09/vitoriadaconquista-com-br/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 00:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/2010/11/09/vitoriadaconquista-com-br/</guid>
		<description><![CDATA[Hoje estou realizando um sonho. Estou, juntamente com o amigo Marcus Vinícius Nunes, inaugurando o site www.vitoriadaconquista.com.br. Trata-se do primeiro site jornalístico da cidade. Conquista têm algumas páginas dedicadas à notícia. Todas são blogs. Entendemos que faltava um órgão destinado à notícia de forma profissional, isto é, com uma equipe de jornalistas voltados à produção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estou realizando um sonho. Estou, juntamente com o amigo Marcus Vinícius Nunes, inaugurando o site <a href="http://www.vitoriadaconquista.com.br">www.vitoriadaconquista.com.br</a>. Trata-se do primeiro site jornalístico da cidade.</p>
<p>Conquista têm algumas páginas dedicadas à notícia. Todas são blogs. Entendemos que faltava um órgão destinado à notícia de forma profissional, isto é, com uma equipe de jornalistas voltados à produção de conteúdo noticioso. </p>
<p>Portanto, peço aos leitores amigos que dêem uma visitada no site, e digam o que acham. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/11/09/vitoriadaconquista-com-br/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Área do novo aeroporto</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/14/area-do-novo-aeroporto/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/14/area-do-novo-aeroporto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 14:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/?p=1663</guid>
		<description><![CDATA[Conforme já publicado aqui, já foi publicado decreto expropriatório da área destinada ao novo aeroporto. Muitos perguntaram exatamente onde seria. Então, segue imagem da área para que se tenha uma idéia da sua localização. Fica a cerca de 3km do Atacadão, ou a 2,5km do posto da Polícia Rodoviária Federal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme já publicado <a href="http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/12/decreto-desapropria-area-para-novo-aeroporto-de-vitoria-da-conquista/">aqui</a>, já foi publicado decreto expropriatório da área destinada ao novo aeroporto.</p>
<p>Muitos perguntaram exatamente onde seria. Então, segue imagem da área para que se tenha uma idéia da sua localização.</p>
<p><a href="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Novo-Aeroporto-Imagem.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1664" title="Novo Aeroporto Imagem" src="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Novo-Aeroporto-Imagem.jpeg" alt="" width="640" height="469" /></a></p>
<p>Fica a cerca de 3km do Atacadão, ou a 2,5km do posto da Polícia Rodoviária Federal.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/14/area-do-novo-aeroporto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Decreto desapropria área para novo aeroporto de Vitória da Conquista</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/12/decreto-desapropria-area-para-novo-aeroporto-de-vitoria-da-conquista/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/12/decreto-desapropria-area-para-novo-aeroporto-de-vitoria-da-conquista/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/12/decreto-desapropria-area-para-novo-aeroporto-de-vitoria-da-conquista/</guid>
		<description><![CDATA[Finalmente foi publicado hoje o decreto de desapropriação de área para a construção do novo Aeroporto de Vitória da Conquista. O dito cujo vai ser construído em área próxima à Rio-Bahia (BR116), no Povoado do Pé de Galinha. Segue cópia do decreto: DECRETO Nº 12.246 DE 08 DE JULHO DE 2010 Declara de utilidade pública, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente foi publicado hoje o decreto de desapropriação de área para a construção do novo Aeroporto de Vitória da Conquista.</p>
<p>O dito cujo vai ser construído em área próxima à Rio-Bahia (BR116), no Povoado do Pé de Galinha.</p>
<p>Segue cópia do decreto:</p>
<p>DECRETO Nº 12.246 DE 08 DE JULHO DE 2010</p>
<p>Declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, a área de terra que indica, e dá outras providências.</p>
<p>A PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NO EXERCÍCIO DO CARGO DE GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições e à vista do disposto no art. 164, inciso IV, da Constituição Estadual, no art. 5º, alíneas “h”, e “n”, do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, e alterações posteriores, e do que consta do Processo nº 0900100014522, do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes da Bahia &#8211; DERBA,</p>
<p>D E C R E T A</p>
<p>Art. 1º &#8211; Fica declarada de utilidade pública, para fins de desapropriação, a área de terra medindo 6.160.000,00m², pertencente a quem de direito, com as acessões e benfeitorias nela existentes, localizada à margem direita do km 1.074 da BR-116, no sentido Vitória da Conquista-Rio de Janeiro, nas proximidades do Sítio São José, conhecido como Pé de Galinha, Município de Vitória da Conquista &#8211; Bahia, a seguir descrita: partindo-se do ponto P-1, de coordenada plana N = 8.348.451,37 e E = 296.336,70, com azimute de 305º38’42’’ e distância de 5.600,00m, determina-se o ponto P-2, de coordenadas N = 8.351.714,73 e E = 291.785,83; daí, com azimute de 36º10’49’’ e distância de 1.100,00m, determina-se o ponto P-3, de coordenadas N = 8.352.608,66 e E = 292.426,85; daí, com azimute de 125º38’38’’ e distância de 5.600,00m, determina-se o ponto P-4, de coordenadas N = 8.349.345,29 e E = 296.977,72; daí, com azimute de 216º1’56’’ e distância de 1.100,00m, retorna-se ao ponto P-1, fechando-se a área poligonal em descrição, conforme levantamento do Sítio Aeroportuário elaborado pela Gerência de Terminais do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes da Bahia &#8211; DERBA.</p>
<p>Parágrafo único &#8211; A área de terra de que trata este Decreto destina-se à implantação de um novo aeroporto regional, a ser localizado no Município de Vitória da Conquista &#8211; Bahia.</p>
<p>Art. 2º &#8211; Fica o Departamento de Infra-Estrutura de Transporte da Bahia &#8211; DERBA, autorizado a promover os atos administrativos e judiciais, se necessário em caráter de urgência, com vistas à efetivação da desapropriação de que trata este Decreto e a imitir-se na posse respectiva, providenciando, inclusive, a liquidação e o pagamento das indenizações, utilizando-se, para tanto, dos recursos de que dispuser.</p>
<p>Art. 3º &#8211; Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.</p>
<p>PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 08 de julho de 2010.</p>
<p>TELMA BRITTO<br />
Governadora, em exercício</p>
<p>Eva Maria Cella Dal Chiavon<br />
Secretária da Casa Civil<br />
Wilson Alves de Brito Filho<br />
Secretário de Infra-Estrutura</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/07/12/decreto-desapropria-area-para-novo-aeroporto-de-vitoria-da-conquista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Notas do gelo</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/06/13/notas-do-gelo/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/06/13/notas-do-gelo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 21:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Corrida]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[Bettmeralp]]></category>
		<category><![CDATA[McDonald's]]></category>
		<category><![CDATA[aletsch halbmarathon]]></category>
		<category><![CDATA[maratona]]></category>
		<category><![CDATA[vida Natural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/2010/06/13/notas-do-gelo/</guid>
		<description><![CDATA[Como bem falaria Emma (que saudade), “hace mucho frio!”&#8230; E, com o frio, a preguiça, a comilança e a súplica pelo sol. O sol até veio, mas eu até que fugi dele um pouco, como se não o merecesse&#8230; Mas, enfim, isso é uma outra história. O que eu queria falar de verdade é sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como bem falaria Emma (que saudade), “hace mucho frio!”&#8230;</p>
<p>E, com o frio, a preguiça, a comilança e a súplica pelo sol. O sol até veio, mas eu até que fugi dele um pouco, como se não o merecesse&#8230; Mas, enfim, isso é uma outra história.</p>
<p>O que eu queria falar de verdade é sobre algo que me irrita muito, e que hoje, se fosse num dia de muita endorfina, eu teria respondido: hoje em dia, ao comprar com cartões, somos encorajados, nós mesmos, a inserir os cartões nas respectivas maquinetas, correto?</p>
<p>Pois bem: fui ao McDonald’s hoje comer o tal McAlemanha (grande decepção &#8211; é apenas um cachorro-quente mais refinado que não é tão gostoso quanto um bom cachorro-quente de R$1,00 da frente do Seminário N. Sa. de Fátima), fui pagar com o cartão. Nisso, fiquei esperando que aparecesse no visor da máquina os dizeres “Insira ou passe o cartão.” Quando o texto apareceu, me diz a funcionária do caixa: “Pode inserir o cartão, senhor.” Tá, eu, zoiudinho, cidadã viu que era cegueta, achou que eu precisava que ela me dissesse. Quando, então, apareceu na máquina “Senha:”, informa a doce atendente: “pode digitar a senha, senhor”. Espumei um tiquinho, mas, bolas, é fim de semana, relaxa, homem. Porém, como tudo sempre pode piorar, aparece na máquina: “Transação Aceita” (ufa!) e “Retire o cartão”. Quando faço menção de fazê-lo, claro, a insofismável caixa arremata: “Pode reitrar o cartão, senhor.”</p>
<p>Vai ver o McAlemanha era bom &#8211; eu é que havia perdido o apetite&#8230; <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Terminando um livro, bateu fome. Pés gelados, e fome. Penso em fazer um prato chinês que um amigo chinês me ensinou a fazer com utensílios chineses. Tá, é pirraça: trata-se de um ovo frito com shoyo e cebolinha. A merda é que não tenho cebolinha. Será que deixa de ser um prato chinês se eu não usar a cebolhinha? Sim, porque ovo com arroz domingo à noite é deprimente&#8230; <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Semana começa. Férias idem. 20 dias fora. Muito a descobrir, muito a pensar, muito a decidir. De certo, só o iPad que virá, já que, como todo fanboy, tenho que trazer algo Apple de lá de fora. E, em uma provocação do destino, o forum poderá voltar, e eu que me internar com o stress que isso acarretará com viagem marcada pro meio da semana + jogo do Brasil + prazos que voltam a fluir. Enfim, A Vida é Bela, mas Central do Brasil é melhor&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Falando em McDonald’s, já testaram o McItália? Deveria entrar pro cardápio!</p>
<p>Eu devo dizer que quase nunca como no McDonald’s. Com a patologia da corrida, procuro me alimentar com coisas mais saudáveis (e insossas). Daí, ando muito mais no Subway (ou na Vida Natural, lanchonete aqui de Conquista que, um dia, vai tomar o Brasil). Mas sacumé&#8230; Férias chegando, a gente vai ficando menos neurótico, aí resolvi comer no McDonald’s, até pela nostalgia de voltar lá, relembrando que já trabalhei no McDonald’s (por 3 dias, mas trabalhei)&#8230;. Vi hoje que mudaram o método de salgar a batata! Antes, ensinavam pra gente que eram três séries de três sacudidas com o saleiro. Agora tem um dispositivo que, segundo me pareceu, é repousado sobre as fritas pelo preparador, deixando cair a quantidade certa de sal. Bah!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Ano passado, ao ir pra Maratona de Zurique, não levei nenhum adereço que demonstrasse minha origem brazuca &#8211; sabe como é, depois da moça que se cortou lá, acho que não seria boa RP&#8230; Mas esse ano, com copa do mundo, Brasil amiguinho do Irã, essas coisas, vou levar bandeira, camisa, a p&#8230; toda! E vou, talvez, se a coragem, Gaëlle e Matthias permitirem, correr a <a href="http://www.aletsch-halbmarathon.ch/englisch/indexe.htm">meia-maratona de Bettmeralp.</a> Não deveria, porque é uma altitude danada, mas acho que devo encarar o desafio até como agradecimento por estar respirando novamente, com a asma sendo tratada.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>A propósito, na hora de comprar a blusa para correr a tal meia-maratona, acidentalmente comprei a da seleção de vôlei. Feminina. Merda. Voltei pra trocar, e a masculina, mais feia e com o nome &#8220;Giba&#8221;, não tinha no meu número. Comprei da de futebol, triste, porque não tive coragem de dar R$250,00 na própria para esporte. Feita de garrafa pet, segundo o vendedor. Caraio, por que então não é mais barata, se é reciclada? :S E não me façam contar a saga para achar o tamanho da camisa&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Dêem licença, que vou firtar ovo&#8230; er&#8230; digo, preparar meu prato chinês.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/06/13/notas-do-gelo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Duplicação da BR-116 já!</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/30/duplicacao-da-br-116-ja/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/30/duplicacao-da-br-116-ja/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 May 2010 18:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[BR-116]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/30/duplicacao-da-br-116-ja/</guid>
		<description><![CDATA[Eu não sei se o nobre leitor sabe, mas no Edital da concessão à iniciativa privada do serviço de rodovia, mais especificamente da BR-116 (divisa com Minas a Feira de Santana) na Bahia, está prevista a duplicação total de cada trecho caso o volume diário atinja 6.500 veículos. Alguém duvida que esse alvo já foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sei se o nobre leitor sabe, mas no Edital da concessão à iniciativa privada do serviço de rodovia, mais especificamente da BR-116 (divisa com Minas a Feira de Santana) na Bahia, está prevista a duplicação total de cada trecho caso o volume diário atinja 6.500 veículos.</p>
<p>Alguém duvida que esse alvo já foi atingido?</p>
<p>Ora, basta viajar na BR-116 para perceber que a rodovia está saturada, e que uma duplicação é urgente.</p>
<p>Semana passada, voltávamos de Salvador, quando vimos 4 acidentes entre Feira de Santana e Conquista. A rodovia, apesar do melhor estado de seu asfalto nos dias de hoje, está muito mais lenta. Li hoje na Folha de São Paulo um <em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3005201002.htm">artigo</a></em> (disponível apenas para assinantes) onde é mencionado que 90% do tráfego na BR-116 aqui na Bahia é de caminhões. Senhores, 90%!!!! O artigo falava que o crescimento do Nordeste é comparável ao da China, com infraestrutura africana. O cerne é que, com o crescimento do país, é impossível conceber que nosso transporte de carga continue a ser feito por caminhões.</p>
<p>Mas, voltando ao assunto, o Governo deveria informar exatamente qual o tráfego diário de veículos. Algo me diz que o volume necessário para a duplicação completa já foi atingido. Se não foi atingido, foi uma temeridade colocá-lo nesse patamar, porque a rodovia <strong>já está inviável nas atuais condições.</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">Ou isso, ou então vamos encarar mais de 1.000 acidentes por ano em trecho inferior a 400km&#8230;</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/30/duplicacao-da-br-116-ja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A eleição da UESB, e o cúmulo da hipocrisia</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/29/a-eleicao-da-uesb-e-o-cumulo-da-hipocrisia/</link>
		<comments>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/29/a-eleicao-da-uesb-e-o-cumulo-da-hipocrisia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 May 2010 01:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[UESB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/29/a-eleicao-da-uesb-e-o-cumulo-da-hipocrisia/</guid>
		<description><![CDATA[Os neo-democratas, ou melhor, democratas conforme a ocasião, estão soltos. Quanta hipocrisia&#8230; Refiro-me ao resultado das eleições da UESB. Quando o Prof. Abel Rebouças foi nomeado, apesar de não ter sido o mais votado, onde estava a verve democrática desse povo? É por isso que, cada vez mais, detesto a politicagem brasileira. Detesto os argumentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os neo-democratas, ou melhor, democratas conforme a ocasião, estão soltos. Quanta hipocrisia&#8230;</p>
<p>Refiro-me ao resultado das eleições da UESB. Quando o Prof. Abel Rebouças foi nomeado, apesar de não ter sido o mais votado, onde estava a verve democrática desse povo?</p>
<p>É por isso que, cada vez mais, detesto a politicagem brasileira.</p>
<p>Detesto os argumentos tolos que dizem que o Governador deve nomear A, B ou C. Tolos, porque a LEI dá a prerrogativa ao Chefe do Executivo de nomear alguém DENTRE OS MAIS VOTADOS. A lei, com isso, determina que a sociedade, através do seu representante eleito, é quem tem a palavra final a respeito de quem deve assumir a direção de uma autarquia de tamanha importância.</p>
<p>Além disso, o voto paritário distorce qualquer idéia de legitimidade. O candidato mais votado (ao qual tenho grande simpatia) não foi o preferido por professores e alunos. Assim, sua vantagem perante aos funcionários lhe daria legitimidade? Veja que falo isso por falar, porque legítimo é o escolhido pelo Governador dentre os mais votados, e fim de papo.</p>
<p>Esse discurso hipócrita de hoje é um desserviço à democracia. É uma falta de respeito com um representante do povo, eleito por ele, a quem cabe a prerrogativa INDELEGÁVEL de nomear o Reitor da UESB. É de um oportunismo sem limites tentar misturar as coisas, como se a nomeação da segunda colocada fosse alguma teratologia ditatorial.</p>
<p>Eu, se fosse o Governador, nomearia a candidata ligada a si. O ônus e bônus da atuação da candidata serão do Governador. Ou se o Reitor mais votado for nomeado e fizer uma gestão ruim alguém tem dúvida de que os oportunistas de plantão irão culpar o Governador pela nomeação?</p>
<p>Está na hora de civilizar o debate político, sem esse teatrinho bobo, destinado apenas a garantir os interesses de grupos políticos sob o manto de ideais nobres, como legitimidade, escolha democrática, mas que são apenas palavras, dirigidas com o propósito de sustentar, de forma hipócrita, interesses particulares.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maneblog.mgate.com.br/2010/05/29/a-eleicao-da-uesb-e-o-cumulo-da-hipocrisia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

