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	<title>ManéBlog &#187; UESB</title>
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	<description>Onde a juripoca vai piar...</description>
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		<title>Sensibilidade exacerbada</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 19:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[ADUSB]]></category>
		<category><![CDATA[Caíque]]></category>
		<category><![CDATA[Nas Ruas]]></category>
		<category><![CDATA[UESB]]></category>

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		<description><![CDATA[Descobri, finalmente, a razão de nossas mazelas: A sensibilidade exacerbada. Ora, vejamos: Uma ministra do STJ diz que existem &#8220;bandidos de toga&#8221;, e só faltou ser crucificada. Um deputado falou que 30% dos seus pares não se salvam. Jornalista em Conquista, participando de movimento, critica entidade de classe e recebe críticas de referida entidade. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobri, finalmente, a razão de nossas mazelas: A sensibilidade exacerbada.</p>
<p>Ora, vejamos:</p>
<p>Uma ministra do STJ diz que existem &#8220;bandidos de toga&#8221;, e só faltou ser crucificada. Um deputado falou que 30% dos seus pares não se salvam. <a href="www.nucleodenoticias.com.br">Jornalista em Conquista</a>, participando de movimento, critica entidade de classe e recebe críticas de referida entidade.</p>
<p>Por trás das respostas às críticas acima, sempre o mesmo argumento: &#8220;generalização&#8221;.</p>
<p>É, como já disse aqui antes, infantilizar o debate, tentando esvaziá-lo com argumentos meramente formais. Ou seja: ao invés de discutir a essência da crítica, tenta-se desqualificá-la sob o argumento de generalização. É como se, de repente, dizer que &#8220;ganha-se muito mal no Brasil&#8221; seria uma mentira apenas porque algumas pessoas ganham bem.</p>
<p>No caso do <a href="http://www.nucleodenoticias.com.br">Caíque</a>, a situação é ainda mais surreal, porque a ADUSB, entidade que o critica, não costuma usar de linguagem lá muito franciscana quando revolta-se (sempre com razão) contra o poder incubente. Aliás, nunca vi movimento algum de protesto usar palavras de ordem do tipo &#8220;Governador (ou prefeito) mauzinho!!! Assim não vem mais!!!&#8221;. Para quem já viu até enterro simbólico de prefeito, eu acho que &#8220;masturbação mental&#8221;, uma das expressões que o Caíque teria usado, é até pudico.</p>
<p>Pior: a ADUSB, ao falar em patrulhamento, não só patrulha, como ainda ameaça de forma velada, lembrando do vínculo profissional do Caíque. É vergonhoso, porque espera-se de uma entidade formada por professores o estímulo ao pensamento plural, à crítica, à indignação. Talvez até incentivem isso, mas não contra eles próprios. Crítica sempre é bom quando é contra os outros.</p>
<p>Em um país tão acomodado como o nosso, a provocação para que a academia participe de um debate construtivo é bem-vinda. Pode até ser que a boa parte dos professores tenha algum engajamento em uma mudança social, ou mesmo o contrário. O que importa, no caso, não é a verdade ou inverdade da afirmação. O que me parece grave, aqui, é essa sensibilidade de freira carmelita (com todo respeito às religiosas), justamente quando se sabe que, em protesto contra o sistema, não se pode esperar suavidade.</p>
<p>Eu, se estivesse em Conquista, pode ser até que não teria participado da manifestação. Estaria, é bem possível, enchendo a &#8220;pança de batata frita&#8221;. Mas, se assim estivesse, me sentiria envergonhado por, em um país tão injusto, não estar protestando.</p>
<p>Aliás, professores devem entender que são, mais do que ninguém, exemplos. Portanto, devem acostumar a ser vidraça também. E, se injustas as críticas, que contestem-nas. Agora, protestar contra o ato de criticar, chegando ao absurdo de dizer que seu exercício beirou a injúria é, mais do que desconhecimento jurídico, intolerância.</p>
<p>E, sinceramente, tenho medo de professores falando que tal manifestação seria um &#8220;germe da desagregação&#8221;. Muito fascistóide pro meu gosto. Como assim desagregação, cara pálida? Devemos agregar-nos? Com quem? Com a ADUSB? A ADUSB, por acaso, defende o pensamento único, em torno do qual devemos nos agregar?</p>
<p>Acho que a crítica do Caíque não usou de palavras que eu, cheio de não-me-toques que sou, não usaria. Mas acho que esconde, no fundo, uma decepção: se em protestos desse tipo professores não se fazem presentes, acaba por retirar-lhes um pouco de contundência. Porque são eles quem nos ensinaram a indignação. É como se, de repente, tivéssemos sido traídos.</p>
<p>Confesso que, ao receber os primeiros releases sobre o &#8220;Nas Ruas&#8221;, fiquei preocupado. Nossos professores sempre nos ensinaram a ter medo de movimentos que se dizem apartidários. E estavam certos &#8211; vide o &#8220;CANSEI&#8221;. O problema é que as esquerdas, no poder, provaram que corrupção não tem ideologia. Antes de defender o capitalismo, o socialismo, ou outro ismo, o que estamos pedindo é tão-somente decência com a coisa pública. Sim, eu continuo achando que o capitalismo é, em essência, corrupto. Por isso, acabo sendo de esquerda. Mas há algo legítimo em um pouco de pragmatismo quando se pede, simplesmente, decência. O &#8220;Cansei&#8221; era dissimulação de burgueses para desestabilizar um governo. Já os Nas Ruas me parece, simplesmente, um legítimo movimento social em uma hora em que a demissão de ministros por corrupção está se tornando algo corriqueiro.</p>
<p>E sim, nossa omissão até hoje deixou que a corrupção se alastrasse.</p>
<p>Não vi nenhuma intolerância em relação às diferenças, conforme afirmou a ADUSB. A crítica do Caíque, dando o desconto para as palavras de ordem e retórica de protesto, resume-se no sentido de falta de envolvimento da Academia nos protestos. Concorde-se ou não com essa falta de envolvimento, parece ser razoável tal crítica. Pode até não agradar, mas, no academicismo de alguns, há pouco ativismo, exceto nas catarses das greves.</p>
<p>E acrescento: infelizmente, não só os professores foram omissos. Fomos, também, nós, advogados. Servidores públicos. Médicos.</p>
<p>Falta de motivos para protestar não é o caso. Falta-nos, na verdade, coragem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A eleição da UESB, e o cúmulo da hipocrisia</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 01:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[UESB]]></category>

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		<description><![CDATA[Os neo-democratas, ou melhor, democratas conforme a ocasião, estão soltos. Quanta hipocrisia&#8230; Refiro-me ao resultado das eleições da UESB. Quando o Prof. Abel Rebouças foi nomeado, apesar de não ter sido o mais votado, onde estava a verve democrática desse povo? É por isso que, cada vez mais, detesto a politicagem brasileira. Detesto os argumentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os neo-democratas, ou melhor, democratas conforme a ocasião, estão soltos. Quanta hipocrisia&#8230;</p>
<p>Refiro-me ao resultado das eleições da UESB. Quando o Prof. Abel Rebouças foi nomeado, apesar de não ter sido o mais votado, onde estava a verve democrática desse povo?</p>
<p>É por isso que, cada vez mais, detesto a politicagem brasileira.</p>
<p>Detesto os argumentos tolos que dizem que o Governador deve nomear A, B ou C. Tolos, porque a LEI dá a prerrogativa ao Chefe do Executivo de nomear alguém DENTRE OS MAIS VOTADOS. A lei, com isso, determina que a sociedade, através do seu representante eleito, é quem tem a palavra final a respeito de quem deve assumir a direção de uma autarquia de tamanha importância.</p>
<p>Além disso, o voto paritário distorce qualquer idéia de legitimidade. O candidato mais votado (ao qual tenho grande simpatia) não foi o preferido por professores e alunos. Assim, sua vantagem perante aos funcionários lhe daria legitimidade? Veja que falo isso por falar, porque legítimo é o escolhido pelo Governador dentre os mais votados, e fim de papo.</p>
<p>Esse discurso hipócrita de hoje é um desserviço à democracia. É uma falta de respeito com um representante do povo, eleito por ele, a quem cabe a prerrogativa INDELEGÁVEL de nomear o Reitor da UESB. É de um oportunismo sem limites tentar misturar as coisas, como se a nomeação da segunda colocada fosse alguma teratologia ditatorial.</p>
<p>Eu, se fosse o Governador, nomearia a candidata ligada a si. O ônus e bônus da atuação da candidata serão do Governador. Ou se o Reitor mais votado for nomeado e fizer uma gestão ruim alguém tem dúvida de que os oportunistas de plantão irão culpar o Governador pela nomeação?</p>
<p>Está na hora de civilizar o debate político, sem esse teatrinho bobo, destinado apenas a garantir os interesses de grupos políticos sob o manto de ideais nobres, como legitimidade, escolha democrática, mas que são apenas palavras, dirigidas com o propósito de sustentar, de forma hipócrita, interesses particulares.</p>
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