Posted by oculos on Feb 18, 2011 in
Livros,
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Título Original: Fall of Giants
Autor: Ken Follett
Outro excelente livro de Ken Follett, sempre ao estilo de misturar ficção com realidade, só que dessa vez com vários personagens reais. Conforme um amigo comentou, é o tipo de livro que, se fizesse parte do currículo escolar, ensinaria muito mais sobre o período da Primeira Guerra Mundial do que as aulas tradicionais – muito embora eu tenha tido o privilégio de ter aprendido história com um excelente professor.
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Tags: Ken Follett, Livros, Queda de Gigantes
Posted by oculos on Feb 18, 2011 in
Livros,
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Título original: World without End
Autor: Ken Follett
Eu havia assistido Os Pilares da Terra, série baseada no livro homônimo de Ken Follett, e decidi ler um de seus livros. Nada melhor do que Mundo Sem Fim, meio que continuação daquele outro.
Trata-se de uma narrativa fictícia que tem como pano de fundo a decadência do poder eclesial em detrimento de uma burguesia mais forte. E, ao estilo de Ken Follett, ficção mistura-se com realidade, em um texto fácil e prazeroso de ler. A sensação do leitor, ao final, é a de ter estudado para a prova de história e, ao mesmo tempo, ter lido um excelente romance.
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Tags: Ken Follett, Livros, Mundo Sem Fim
Posted by oculos on Feb 11, 2011 in
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É o fim de uma era: a Nokia, depois de viver essa crise de identidade há um tempão, resolve fazer um softwarecídio e adotar o Windows Phone 7.
Fico triste. Alguns dos melhores celulares que já usei eram da Nokia, empresa que parece ter sempre privilegiado os geeks em seus designs. Só uma empresa de geeks poderia lançar aparelhos que já viam com SiP (VoIP) de fábrica, recursos que 99% dos usuários nem saberiam pra que servem. Os aparelhos eram quase indestrutíveis. Quem não tem um relato de algum Nokia que sobreviveu a alguma hecatombe, seja uma queda no vaso sanitário, seja um pulo sem paraquedas da mesa ao chão?
O problema é que a Nokia parecia perdida: enquanto as lindas interfaces da Apple e do Google tomaram os aparelhos, a companhia finlandesa ainda insistia em uma interface que ainda era um misto de telefone comum e smartphone. A Nokia era imbatível na interface para celulares, e, embora seus smartphones eram excelentes, a Blackberry parece ter sido muito mais competente quando tomou o mercado móvel corporativo de assalto. Por falta de uma estratégia adequada de distribuição de aplicativos – a Ovi Store só veio depois – a Nokia perdeu o bonde. Instalar um aplicativo em um smartphone da Nokia era muito louco – quem não se lembra de ter que ler tutoriais para tirar aquela exigência chata de exigir assinatura dos programas a serem instalados?
Por outro lado, pode ser que agora a Microsoft ganhe credibilidade. Seu sistema, apesar de parecer muito bom (o que duvido, porque sou pirracento e acho que nada de bom vem de Seattle, exceto o grunge), parecia fadado a morrer, não por ser ruim ou nada, mas simplesmente por questão de timing – o mundo hoje é do iOS e do Android. Porém, se há uma coisa que a Nokia tem é respeitabilidade de sua base de usuários (apesar dos constantes tiros no pé), e pode ser que isso sirva para dar o empurrão que a Microsoft precisa.
Em todo o caso, é uma pena que uma empresa, que parece ser a que mais entendia o que um celular deveria ter, tenha que abandonar a sua essência por ter perdido o trem da história.
Só me explicando: esse meu último parágrafo parece uma contradição. Mas é porque os celulares da Nokia, no que se refere a hardware, eram sempre completos! SIP, bluetooth, WiFi, 3G, câmera frontal, GPS, cartão de memória… se esses recursos hoje são dos celulares top, eram raros há 3, 4 anos atrás, exceto em aparelhos medianos da Finlândia…
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Tags: Nokia
Posted by oculos on Feb 11, 2011 in
Apple,
Livros,
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Enfim, sucumbi ao Kindle.
Eu sou um consumidor voraz da Apple, e a pergunta natural é: preferiu o Kindle ao iPad?
Bom, embora análises sobre o iPad e o Kindle como leitores de livros digitais existam aos montes na internet, deixa eu dar aqui o meu pitaco:
O Kindle e o iPad não são competidores – ou melhor: os dois aparelhos, em si, não competem um com o outro. Eu penso no iPad mais como um substituto do netbook, como disse Jobs. A leitura de livros digitais é apenas uma das funções do aparelho. Assim como processamento de textos, planilhas eletrônicas, retoques de fotos, etc., serem usos/tarefas que o iPad dá conta, claro que são melhor realizadas em um computador. Assim como é possível ler livros no iPad, em algumas situações, ler no Kindle é muito melhor.
Explico: o que eu gosto no Kindle são quatro coisas específicas:
- o Kindle é leve. MUITO leve. Eu não me incomodo com o peso do iPad para ler (embora muita gente se incomoda com seu peso), mas segurar o Kindle para ler é mais confortável.
- a tela do Kindle não tem reflexos, ou, pelo menos, esses não são tão fortes quanto os do iPad. Ler no iPad em sala com muita iluminação, ou próximo a uma janela, é um exercício de buscar o melhor ângulo. Com o Kindle, o problema não é tão grande.
- a bateria do Kindle dura uma eternidade, enquanto que o iPad nem sempre aguenta um dia de leitura.
- no Kindle posso usar um dicionário bilingue, o que não posso fazer no iPad, nem mesmo no aplicativo do Kindle para esse tablet. Para quem lê muito em inglês, é muito bacana poder descobrir o significado de alguma palavrinha marota que o autor usou.
O Kindle parece papel. Tanto assim que, ao recebê-lo, pensei que o que tava na tela era algum adesivo.
Mas o iPad tem seu lugar como leitor de eBooks. O que prefiro no iPad:
- as fontes do iPad são muito melhores, bem mais rebuscadas.
- ler à noite no iPad, pra mim, é melhor – não preciso ligar a luz, posso reduzir o brilho da tela, etc.
- o acesso à internet pelo iPad é mais confortável, e é possível fazer alguma pesquisa durante a leitura – o que também é possível pelo Kindle – só não é tão prático.
- eventuais ilustrações nos livros são fiéis, e não são reduzidas aos tons de cinza do Kindle.
- jornais e revistas são mostrados de forma muito mais legal no iPad.
O modelo que peguei é o menorzinho. Optei pela versão com 3G, só por precaução: o 3G faz falta no meu iPad, o que não seria necessário se a Apple fosse decente com seus usuários e permitisse o compartilhamento do 3G do iPhone pelo WiFi. Hoje em dia, o cidadão precisa pagar uns 3 planos de dados para seus gadgets funcionarem, caso opte pelo ecossistema da Apple, e isso é um absurdo. Parece que essa situação maluca vai mudar em breve, já que a Apple deverá implementar a função de hotspot no iPhone na próxima atualização do sistema, embora provavelmente ficará a cargo da operadora permitir ou não tal serviço. Aposto uma visita ao estábulo da cidade como a Oi não vai permitir, até porque não habilita o tethering via cabo/bluetooth para seus usuários, senão em planos BEM mais caros. A Amazon foi muito mais legal com seus usuários, dando o 3G de lambuja, sem necessidade de planos junto à operadora, a fim de que a experiência do usuário seja a mais agradável possível.
Ainda não comprei livros diretamente pelo aparelho da Amazon, porque já tinha livros comprados via site, e que já li ou ia ler através do iPad. Os livros foram baixados normalmente no aparelhinho.
Portanto, se você é um leitor voraz, e gostaria de ler ao ar livre, de dia, e não gostaria de recarregar o aparelho o tempo todo, o Kindle é seu amigo.
Mas se você quer ler revistas, jornais, quer ler mais à noite, e quer alternar toda hora entre livros e internet, o iPad ainda é imbatível no que se refere à interface. É a minha opinião.
P.S. – O Kindle permite, sim, a leitura de jornais e revistas. Mas esse tipo de conteúdo sempre tem muitas fotos, recursos multimidia, etc., e eu não gosto da interface do Kindle para esse tipo de conteúdo. Questão de gosto.
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Tags: Kindle, ipad
Posted by oculos on Feb 6, 2011 in
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Falando em telemarketing, fazia tempo que telefonava para a Oi. Deu saudade, sei lá.
Aí telefono, perguntando se poderiam aumentar a velocidade do meu DSL , chamado Velox.
“Senhor, infelizmente a velocidade máxima para a sua linha é 1mb.”
“Mas aqui na minha cidade tá todo mundo tendo sua velocidade aumentanda.”
“Entendo, senhor. É que isso está sujeito a vários fatores: armário onde sua linha está conectada, número de portas no seu armário, se sua estação já teve upgrade, etc.”
“E há alguma previsão de upgrade da minha linha? Posso mudar a minha linha de armário?”
“Senhor, poder, pode. Mas só quem pode fazer isso, e só quem tem previsão de quando esse upgrade pode ser feito, é um técnico da operadora.”
“Ah, ótimo! E como faço pra falar com um técnico?”
“Senhor, não sei…”
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Tags: Oi, eu odeio a oi
Posted by oculos on Feb 6, 2011 in
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É incrível acreditar no quanto essas empresas que nos atendem por telefone podem nos fazer passar raiva. E é incrível o meu aparente grau de masoquismo: telefono para essas porcarias voluntariamente.
Resumindo a ópera: a Sky possui um serviço denominado Sky Livre, destinado, creio eu, aos seus ex-assinantes (devem ser milhares), para que estes possam usar seus aparelhos para ver televisão gratuita e comprar pacotes pré-pagos. Como ex-assinante, foi-me oferecido o serviço, mas não consegui usá-lo. Narrei todo o problema no post anterior.
Na sexta-feira à noite, ligo novamente para a Sky, na esperança de ver o problema resolvido. A atendente foi extremamente simpática, compreendeu o problema, e disse “Olha, vou ver se isso aqui vai resolver seu problema… Vou falar com o meu supervisor, mas antes deixa eu tentar… ” – tu, tu, tu…. Ligação caiu. Já escaldado pelo acontecimento anterior, Não liguei de volta.
Hoje vou almoçar com a família, mas me pediram mais uma hora. O que fazer com o tempo extra recém adquirido? Nada melhor que ligar pra Sky, pois não? Ligo. A atendente, dessa vez do tipo que gosta de empurrar o problema com a barriga, me disse: “senhor, são três os meios de recarga. o senhor já tentou comprar os créditos na casa lotérica?”. Eu explico para a senhorita que gostaria de fazer a recarga pelo site ou pelo telefone, conforme oferecido pelo serviço, e que saber que posso ir à casa lotérica para comprar créditos pode vir a ser um bom programa, pode ser que as atendentes das lotéricas sejam inteligentes, bonitas e prestativas, pode ser que minha vida social melhore sensivelmente se eu passar a frequentar as lotéricas, pode ser até que ganhe milhões por causa de uma simples compra de créditos pré-pagos. Mas eu sou obstinado, e ponderei que gostaria mesmo de fazer as recargas pelo site ou pelo telefone, e que, ora bolas, embora eu possa comprar créditos de outro modo, está havendo um serviço defeituoso, e que, acredito, é do interesse da própria Sky resolver, afinal, ela é quem deseja que eu compre créditos! E, imagino, gostariam de investigar o que está acontecendo que um (e possivelmente outros) cliente não consegue usar o telefone nem a internet para comprar créditos.
A atendente, porém, com o interesse de um torcedor do Manchester United pelo jogo do Serrano x Conquista, disse-me: “Senhor, a única coisa que posso fazer é recomendar que o senhor vá a lotérica.”.
E a única coisa que eu deveria ter feito é recomendado que ela fosse a um estábulo.
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Tags: Sky, Sky Livre
Posted by oculos on Jan 30, 2011 in
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Conselho: nunca pense que ao ligar para qualquer número de telemarketing achando que vai ser rapidinho, ou que dessa vez vai ser diferente, e que todos os seus problemas que o levaram a ligar serão resolvidos. Não serão.
Eu estava aqui, sem fazer nada, calmo e desestressado, quando fui ligar o aparelho da Sky. Eu saí da Sky, como já disse aqui, mas semana passada ofereceram um tal de Sky Livre, serviço no qual eu tenho canais gratuitos e, se quiser algum canal pago, posso pagar um valor e recebê-los por determinado período. Como não iria me custar nada, aceitei.
Fui no meu quarto da bagunça tentar achar o receptor empoeirado, bem como os cabos do infeliz. Coloquei tudo no lugar (não sem antes derrubar umas duas ou três vezes itens diversos da estante, como, por exemplo, a porcaria da barra do Wii), e liguei. Nenhum sinal, apenas um erro dizendo que deveria ligar para a Sky. Como eu já sei como essas coisas funcionam, preferi não ligar e deixar pra lá. Afinal de contas, eu nem TV ando assistindo mesmo.
Hoje é domingo, estava aqui sem muito o que fazer, e pensei comigo – os anos passam, as coisas evoluem, o atendimento deve estar melhor. Mas a voz da razão insistia: “olha lá, não vá se estressar em pleno domingo”. Mas tem sempre o capeta que insiste: “que nada, vai ser rapidinho…”. O idiota aqui liga pra Sky.
Um atendimento que tenta ser descontraído (uma recepcionista digital com texto engraçadinho), não sem antes um rapaz me pedir doação para as vítimas das enchentes no Rio, me surpreende. Primeira ligação cai, depois de ser transferido para o tal do “setor responsável” – falei com o setor irresponsável, na certa…
Ligo novamente. Pedido de doação para o Rio, atendente digital saída de algum baile funk, e falo com algum “responsável”, e explico que estou sem sinal. Esse me corrige: tenho que falar com outro setor. O “outro” setor explica que, para ter os sinais gratuitos, preciso fazer pelo menos uma recarga, a fim de que meu aparelho seja reconhecido e, a partir daí, terei meus canais gratuitos.
Vou para o site fazer a recarga. A frase “Ocorreu um erro sistêmico, tente mais tarde” aparece nas 3 tentativas. Ligo para o número que está no site para tentar fazer a recarga pelo telefone.
A essa altura você, leitor sensato, já teria ido retomar a trajetória calma e feliz do seu domingo. Eu não. Eu gosto é de sofrer.
Ao ligar, ouço novo pedido de doação para os desabrigados do Rio. A atendente virtual – juro que tá me gozando – diz que sou cliente Sky Digital, e que, portanto, meu número é outro. Disse como quem diz: ”Vaza, tio!”. Detalhe: a infeliz remete-me para número pra o qual eu tinha ligado em primeiro lugar, número que me reconhece como ex-cliente (ela até debocha de minha cara dizendo: “Será que está querendo voltar pra nós? Eu adoraria…”.)
Volto à estaca zero. Ligo, então, para a porra do número original enquanto faço um Nissim Miojo só pela nostalgia. Novo pedido para a doação para o Rio, novamente a louquinha virtual, e, ao falar com o atendente de carne e osso, que me remete a um outro, esse diz que agora normalizou tudo, que atualizou meu cadastro, que eu posso ligar para o número da Sky Livre, que agora vai. Que eu nem tentasse pelo site, que está meio lento…
Ligo. Balbucio em conjunto com a gravação o pedido de doação para os desabrigados do Rio, que agora sei de cor, e a atendente virtual – dessa vez, não sei porque, parecia mais irônica – confirma meus dados. Após alguns segundos, diz que sou cliente Sky Digital (e não Sky Livre) e que, para tanto, devo ligar para… o primeiro número para o qual já havia ligado.
Tendo aprendido a lição, que nada de graça vale o nosso sossego, estou aqui oferecendo um receptor da Sky ao primeiro trouxa felizardo que passar aqui para retirar o aparelho, desde que ele concorde em ligar para a Sky para pedir a ativação do serviço, tendo sido cliente antigo. Pelo menos não vou me sentir o único otário do mundo.
Sky: equinos de grande porte que os enrabem, seculum seculorum.
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Tags: Sky, Sky Digital, Sky Livre
Posted by oculos on Jan 22, 2011 in
Principal
Após viagens rápidas e curtas, bem como um dezembro pós-operatório, 2011 finalmente começa. Não sei o que esperar para esse ano – aprendi que esperar muito causa decepção.
2010 foi um ano complicado. Descobri que tinha asma, e isso quase me impediu de correr a maratona de Porto Alegre. O joelho doeu, e quase não corri a maratona de Curitiba. Agora, tentando voltar ao equilíbrio após a retirada da tireóide, ainda me adaptando com a dosagem do medicamento que terei que tomar pro resto da vida, com a maratona de Zurique em vista.
Vejam que as maratonas se tornaram duplamente desafiadoras: terminá-las já é difícil per se, e também chamam a atenção para o fato de que a vida é uma grande maratona. Cada dia é parte de um grande desafio, cada nova dificuldade é um obstáculo a ser superado.
Por isso, não sei ainda quais serão os desafios de 2011. Mas sei que os desafios virão, e sei que viver significa superá-los.
Feliz ano novo pra todos vocês!
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Posted by oculos on Dec 19, 2010 in
Apple,
Principal,
iPad
Com esee AirPlay, é incrível o que o iPad pode fazer!
Agora posso escutar rádio com ele, via Airport Express. Só isso já economiza o preço de um rádio dedicado.
O iPad já vinha substituindo a televisão pra mim. Agora substituiu o rádio. A app TuneIn Radio é muito bacana, e consegui escutar rádios daqui e do resto do mundo. E tirei a poeira de umas caixinhas de som que vieram de brinde no Ballantines de um amigo meu, e pronto: rádio no quarto!
Preciso só arrumar caixinhas melhores. O airport express velho de guerra ganhou uma nova utilidade, se bem que também tô pensando em utlizâ-lo para usar uma mpressora em casa, principalmente se o AirPrint passar a imprimr em qualquer mpressora compartilhada pelo Mac.
Escutar a Globo FM de Salvador e relembrar os tempos de faculdade, ou ouvir a NRK P3 e recordar das frias noites da Noruega, ou simlesmente ouvir música alternativa de qualidade, mas insuportável no Natal, da Couleur 3 da Suíça, realmente, é muito bom! E o melhor é fazer tudo isso pelo iPad, e continuar a usar o aparelho pra outras coisas.
Muito legal!
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Tags: Apple, Coleur 3, ipad
Posted by oculos on Dec 19, 2010 in
Apple,
Mac,
Principal
Backup ajuda, mas sorte é bom também…
Comentei aqui recentemente sobre a boa prática do backup. Mas tem coisas que só com sorte mesmo.
Arquivo, desde muitos anos, minhas fotos todas no iPhoto (quer dizer, arquivava – uso o Aperture desde maio de 2010).
Em uma das confusões com o meu HD, a biblioteca de fotos do iPhoto foi pras cucuias. E o pior: como parece não ter concluído o backup no Time Machine, quando recomeçou a fazer o backup, parece que zoou tudo. Talvez eu poderia ter salvo as tais fotos antes de recomeçar o backup, achando que já estava tudo ok.
Portanto, dicas:
1 – Não comece um novo backup sem antes fazer um checklist dos arquivos. Sugiro separar por áreas:
- música
- documentos
- imagens e fotografias
- videos
Acho que é uma boa idéia, não?
2 – Faça múltiplos backups. Eu, pelo menos, depois dessa, vou fazer. Parece exagero, mas não quero nunca mais passar pelo susto que passei agora. Never again, baby.
3 – Apele para o inesperado.
Apelar para o inesperado significa que, muitas vezes, você tem cópia dos arquivos em outros lugares. É comum, por exemplo, ter feito cópias das fotos em DVD para algum amigo(a) que estava no evento, por exemplo.
Ou as músicas podem estar todas sincronizadas no iPod, basta usar um utilitário tipo o iRip para copiar tudo de volta.
Ou, como eu, ter a sorte, a sorte do tamanho de um caminhão, de ter um diretório (pasta, para os moderninhos) chamada lost+found. Dentro dela, em centenas de outras pastas, estavam espalhadas 99% das minhas fotografias. Fiz um apanhado geral, usei o Aperture para lincar as fotos novamente às minhas bibliotecas, e em menos de uma manhã estou colocando quase tudo no lugar.
Sim, a sorte ajuda. Mas tudo teria sido bem mais fácil se eu tivesse feito o backup da forma correta, se eu tivesse esperado tudo acabar, etc., etc., etc.
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Tags: Time Machine, backup
Posted by oculos on Dec 9, 2010 in
Principal,
iPad
(sem acentuacao, que ninguem aguenta acentuar no iOS):
Senhores,
Apesar de visualmente atraente, o aplicativo da Folha para o iPad eh horrivel de se usar.
Primeiro, nao se consegue terminar de ler a versao impressa sem que o aplicativo se feche inesperadamente.
Segundo, a uma discrepancia entre o indice de cada editoria e o conteudo da barra de rolagem, o que nunca permite saber se estamos vendo todas as noticias. Quase sempre a ultima noticia na barra de rolagem nao consta do indice.
Terceiro, qual a razao da audencia do Editorial e das colunas de Opiniao?
Quarto, a navegabilidade eh sofrivel. Para ter acesso a lista de materias, tem-se que sempre retornar a pagina anterior, ou rolar a barra inferior, que nao memoriza a posicao da materia selecionada, acabando por forcar o leitor a uma rolagem continua e desnecessaria para navegar entre as materias.
O assinante do UOL que quer a Folha pelo iPad sofre um martirio para ler as reportagens. Ao tentar ler a Folha no iPad fora do aplicativo, via Safari, nao eh possivel: misteriosamente, as paginas ficam pretas. No aplicativo, a versao impressa tem problemas (aplicativo encerrando e o zoom, as vezes, tira a nitidez dos textos). A versao em texto parece incompleta e a navegabilidade eh horrivel.
Peco-lhes, assim, um favor: esquecam o tal aplicativo e consertem a versao web, como antes, que ja vai estar bom demais. Claramente as novas solucaos sao bnitas, mas sao mal feitas e imprestaveis ao uso.
Atenciosamente,
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Posted by oculos on Dec 8, 2010 in
Apple,
Mac,
Principal
Ok, não quero ser moralista nem nada, e todo mundo já publicou um conselho parecido. Mas não custa nada, e é para o seu próprio bem, leitor desatento:
FAÇA BACKUP!
Hoje em dia, nossa vida documental é toda digital. Nossas fotografias são digitais, nossas músicas são digitais, nossos documentos – textos, imagens, comprovantes – são digitais. E, como já disseram alhures, seu disco rígido VAI falhar. Só não se sabe quando.
O HD do meu computador – um notebook, que vem a ser minha máquina principal – falhou. A minha sorte é que uso o sistema Time Machine da Apple, que copia silenciosamente todo o conteúdo da minha máquina em outro HD. Mas como estou em viagem, isso não seria suficiente. Consegui copiar todo o conteúdo do HD defeituoso, e importei os dados em uma nova instalação do sistema. Portanto, foi só um susto – a sorte é que minha máquina parece bem mais rápida agora com o sistema recentemente instalado – ou isso, ou as 7200 rpm do hd externo usado na operação de salvamento, um Seagate Expansion.
Não fosse o backup, e não fosse eu ter consigo salvar os dados do hd – que parece ter morrido imediatamente após o salvamento – seriam quase 500gb de anos de informações perdidas. Milhares de fotografias, milhares de músicas e textos.
Hoje costumo usar o dropbox, para que os documentos mais importantes estejam sempre na “nuvem”. O iPad, por enquanto, tem todas as minhas músicas. Bole estratégias de cópias múltiplas. DVD’s nem sempre resistem ao tempo. HD’s hoje são baratos. Compre um para fazer uma cópia semanal, e deixe-o no escritório, para o caso de algum furto. Tenha sempre seus dados em locais mais variados.
Enfim, sua história, suas informações, seu quartinho da bagunça, hoje, é seu computador.
P.S. – Sugestões: Time Capsule, da Apple, ou qualquer outro HD em rede. Ah, e deixe sempre livre 20% do seu HD. Acho que não observar essa regra foi o que me deu problemas.
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Tags: Time Capsule, Time Machine, backup
Posted by oculos on Dec 4, 2010 in
Apple,
iPad,
iPhone
Estou em Salvador nesse momento. Realizei uma operação para retirada da tireóide, embora nenhum problema grave existia com a mesma – apenas alguns nódulos benignos que recomendavam a retirada, antes que um nodulozinho maroto resolvesse aparecer. A convalescência está sendo muito boa, e, graças a Deus, parece não ter havido nenhuma seqüela. Para o bem e para o mal, minha voz continua a mesma! Segundo comentários, está sexy, parecida com a do Barry White! ehehehhehe
Quando aqui cheguei, percebi que o HD do meu MacBook está com problemas – talvez da tireóide, não sei. Então estou evitando usar o computador, a fim de fazer um backup em um HD externo e, posteriormente, trocar o HD interno do dito cujo. Portanto, estou usando o iPad em tempo integral, com o teclado sem fio da Apple.
Confesso que as únicas coisas que fazem falta com esse setup são:
- câmera para poder usar o Skype;
- fazer download de torrents.
O último item poderia ser feito com um jailbreak, mas ainda não há jailbreak do tipo untethered para o iPad que roda o iOS 4.2.1.
Devo dizer que o iPad é mais cômodo que um notebook em um hospital, muito embora tive alta logo, e quase não usei o aparelho por lá. Em casa, então, é muito confortável de se usar. Se tiver que escrever um texto maior, basta colocar o iPad escorado em algum canto e usar o teclado sem fio.
Portanto, se com o lançamento do MacBook Air de 11 polegadas eu fiquei na dúvida sobre qual seria a melhor companhia para viagens, hoje já não estou tão certo assim.
O que sei é que não quero mais usar o MacBook como minha máquina principal. Acho que é muito melhor usar uma máquina desktop em casa, e um notebook não tão poderoso para viajar, como o Air de 11 polegadas. Mas, na hora de ver filmes, ler revistas e jornais ou navegar, o iPad parece ser a opção mais confortável.
A única coisa chata é que, ultimamente, não consigo ler a Folha diretamente em sua versão HTML, e, pelo aplicativo para iPad, a experiência é tortuosa: o programa tem muitas falhas, vive se implodindo, e há edições, como a de hoje, que simplesmente não abrem.
De qualquer sorte, parece ser a melhor companhia para viagens desse tipo, e só falta mesmo uma câmera e um cliente de torrent para que um notebook se torne desnecessário.
Agora tem uma coisa: usar o iPad com teclado sem fio é muito mais cômodo que usar um notebook. Não sei se é porque tudo acontece instantâneamente – dá uma sensação de que tudo é feito mais rápido. A qualidade da tela também é muito boa.
P.S. – Eu andava meio arrependido por não ter comprado uma versão 3G do iPad – estava em falta na loja quando comprei o meu. Mas acho que foi uma boa escolha: pagar dois planos de dados mais a conexão fixa não me parece razoável. E, aqui em Salvador, o hospital tinha WiFi grátis disponível, o que fez o tempo passar bem mais rápido, e não perdi o contato com os entes queridos. Aqui, na casa da prima onde estou hospedado, há um roteador wifi. Portanto, as circunstâncias foram de sorte – não fosse isso, iria depender do 3G do iPhone. O 3G aqui em Salvador tem funcionado bem, usei o Yahoo Messenger para videoconferência via 3G, e funcionou muito bem! Ando tentado a fazer jailbreak do iPhone 4 e poder usá-lo como um hotspot, mas ando sem coragem de fazer essas estrupulias – quando alguma coisa dá errado, a gente perde tanto tempo consertando, e ando sem paciência para ficar consertando coisas. Já basta a preocupação agora em migrar os dados do MacBook para outro HD, que deve chegar em breve, para depois substituir o HD interno por outro confiável.
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Tags: Apple, iPhone, ipad, iphone 4, tireóide
Posted by oculos on Nov 23, 2010 in
Política,
Principal
Toda vez que vou ao Sul do País – só fui lá 3 vezes, sempre por 4 dias apenas – volto meio envergonhado. Envergonhado porque aquela região consegue ser tão mais desenvolvida que a nossa, que, ao chegar em casa, me sinto vindo de outro país.
Eu sei que a nossa herança maldita foi perversa: escravatura, coronelismo, etc. A deles: colonização com oferta de terras pelo Governo Brasileiro, cultura mais voltada à comunidade, etc. Mas será que nosso passado vai nos condenar para sempre?
Quando o Nordeste vai sair dessa mescla de pobreza, de falta de senso comunitário, de desorganização?
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Posted by oculos on Nov 23, 2010 in
Corrida,
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Fiz as pazes com Curitiba: no ano passado, fomos correr essa prova que é considerada uma das maratonas mais difíceis do Brasil. Fui muito mal em 2009, desacostumado com tanta subida e um pouco fora de forma.

Nesse ano, felizmente consegui fazer o tempo de 03:36:19, meu recorde em uma maratona. Foi uma prova muito bem organizada, como sempre, mas notamos que há um pouco de má vontade dos motoristas curitibanos para com a corrida: ficavam impacientes com os bloqueios, avançavam mesmo quando os guardas de trânsito faziam sinal para parar, etc. Uma pena, pois é uma das provas mais legais, em uma das cidades mais bacanas do País.
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Tags: Maratona de Curitiba, maratona
Posted by oculos on Nov 14, 2010 in
Principal,
Vitória da Conquista

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Posted by oculos on Nov 14, 2010 in
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Posted by oculos on Nov 9, 2010 in
Principal,
Vitória da Conquista
Hoje estou realizando um sonho. Estou, juntamente com o amigo Marcus Vinícius Nunes, inaugurando o site www.vitoriadaconquista.com.br. Trata-se do primeiro site jornalístico da cidade.
Conquista têm algumas páginas dedicadas à notícia. Todas são blogs. Entendemos que faltava um órgão destinado à notícia de forma profissional, isto é, com uma equipe de jornalistas voltados à produção de conteúdo noticioso.
Portanto, peço aos leitores amigos que dêem uma visitada no site, e digam o que acham.
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Tags: Vitória da Conquista
Posted by oculos on Nov 2, 2010 in
Corrida,
Principal,
iPhone
Quando a Nike lançou o aplicativo Nike+ GPS para iPhone, pensei comigo que a novidade não serviria pra mim, já que eu acho o iPhone muito caro e pesado pra ficar carregar em uma corrida.
Pensava.
Hoje fui testar o programa, e achei uma sacada genial da Nike. É claro que há programas, como o RunKeeper, que fazem a mesma coisa de graça. Mas pra quem já usa os programas da Nike e já está enturmado com a comunidade do site, o aplicativo é simplesmente fantástico.
O programa registra o seu percurso com base no sinal do GPS, e achei bem mais preciso e confiável do que as medições que meus amigos conseguem com o Polar que usam.
Meu teste só não foi melhor porque me ligaram durante a corrida, e ele deu pausa e não tinha voltado automaticamente. Mas aprendi a lição: agora, coloco meu iPhone para encaminhar as ligações para o telefone de casa quando for correr. Assim não tenho mais esse problema, porque uma das coisas que gosto ao correr é ficar completamente desconectado.
Quer dizer, quase: não gosto é de ser interrompido quando corro. Mas o programa da Nike tem algo fantástico: ele informa, via Facebook, quando uma corrida é iniciada, e as pessoas podem te incentivar em tempo real! Quando isso acontece, o aparelho reproduz um som de incentivo. Muito, muito legal mesmo!
Não sei se vou ter coragem de ficar levando meu iPhone para corridas. Acho que não é a melhor opção, pois faz calor, a pochete que uso encharca, etc. Já imaginou se cai um toró no meio da corrida?
Confesso, todavia, que foi a melhor forma de medir a corrida que já vi. Ah, com um detalhe: eu usei o Nike+ GPS junto com o Nike+iPod. Coloquei esse último para rodar ao fundo, e o GPS em foreground. Curiosamente, a ligação telefônica não interrompeu o Nike=iPod, ou melhor, este voltou a registrar a corrida após ter atendido a ligação.
É fantástico, depois de correr, ver o mapa com o percurso efetuado. É pena que a Nike e a Apple não implementaram no iPhone 4 a compatibilidade com o monitor cardíaco da Polar (Wearlink+), o que já ocorre com o Sportband e o Nano. Assim, ao correr, continuarei a levar o sportband porque ele é o mais confiável de todos – nunca falhou comigo.
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Tags: iPhone, nike
Posted by oculos on Oct 31, 2010 in
Política,
Principal
O que me deixa mais feliz não é só a Dilma ganhar. É ver como as pessoas podem ser tão cruéis e preconceituosas. Como a derrota (ou a possibilidade desta) pode trazer o que há de mais selvagem, mesquinho e discriminatório nas pessoas.
Amigo que sigo no Twitter retransmitiu os seguintes posts: “Para quem voltou na Dilma parabéns pela vitória, e para quem votou no Serra parabéns pela inteligencia! (@larygsm)”
ou “@happymoon: graças à pessoas como o porteiro do prédio ao lado que disse em voz alta pra todo mundo votar na “Dilma Rósséfa”
O primeiro comentário reflete a arrogância dos ditadores: quem não pensa como eu, é idiota, menos inteligente, ou o que o valha. O segundo, reflete a perversa idéia de que alguém mais humilde não tem direito a uma escolha, ou não pode fazê-la de acordo com sua percepção do que é melhor. Minha escolha pode não ter sido a melhor, mas foi a que pareceu a melhor de acordo à minha consciência.
Mas o porteiro do meu prédio votou em Serra. Enfim, além da inutilidade do xingamento, o preconceito revela mais algo de ruim sobre quem o emite do que sobre seu alvo.
E espero que tenhamos dias melhores.
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Posted by oculos on Oct 29, 2010 in
Política,
Principal
Eu já disse que política é algo que não me encanta mais. Acredito em gente séria e ponto final.
Mas duas coisas me chamaram a atenção: uma, as generalizações. Amigo meu, que vota em Serra, disse que alguém que vota em Dilma fechou a cara pra ele no trânsito. Ele posta o episódio no Twitter, e coloca o tag #coisadopt. Cito apenas um exemplo, mas expressões como “petralhas” são comuns, ou de dizer que algo é coisa do PT. Sinceramente, acho a generalização ruim, embora a entendo como ato de campanha. É ruim, porque alguns dos meus maiores amigos, um deles quase irmão, era fã incondicional de ACM. Se não fosse protestante, acho que acenderia vela pra ele (desculpe meeeeeeeuuu… hehehehe). No entanto, nunca tive coragem de chamar “carlistas” de “ladrões”, porque sempre na cabeça vinha a imagem desse meu amigo, e de outros. Assim como conheço várias outras pessoas que migraram de um partido pra outro, por várias razões: desilusões, oportunismo, mudança de opinião filosófica, etc. Por isso, embora protestante, nunca ridicularizei alguém por professar fé diferente da minha, e nem me refiro a católicos com expressões ruins (que não vou usar nem para exemplificar) por serem contra coisas que eu, protestante, não sou. Daí entendo que o processo eleitoral perde muito com essas coisas.
É como se as pessoas fossem ingênuas a ponto de achar que é política de partido jogar uma bola de papel (ou de boliche) na cabeça de alguém. Ou que Serra mandou jogar bexiga com água na Dilma. Onde há o ser humano, há o imprevisível.
Me espanta a mídia cobrar tanto propostas dos candidatos, quando o JN, talvez o programa com maior audiência, faça perguntas do tipo “O Ciro Gomes disse isso – a senhora concorda?”, ou “O senhor conhece o Paulo Preto?”. Enfim, a hipocrisia é grande porque a mídia sabe que proposta não dá audiência nem voto. Audiência e voto se conseguem por factóides, por fofoca e por escândalos. Essa é a dura realidade. Ou você viu algum candidato dizer qual o tamanho do orçamento pro ano que vem e o que pretendem fazer?
A outra coisa uqe me chamou a atenção foi o oportunismo de Serra e as perigosas conseqüências de uma vitória (ao que parece, implausível agora) dele. Eu até simpatizava com o candidato, confesso. Mas quando prometeu salário de R$600,00, vi que tinha alguma coisa errada. Quando o tema do aborto virou de repente ponto de honra nacional, acendeu a luz amarela. Mas quando prometeu, assim, vetar a lei que pune a homofobia – coisa que ninguém teria coragem de dizer, assim, com todas as letras, me surpreendi com o oportunismo do candidato. Se não for oportunismo, é mais perigoso ainda, porque implica um conservadorismo que vai na contramão do mundo.
Mas o problema é maior: ao fim dessas eleições, seremos católicosxprotestantes, heteroxhomossexuais, abortistasxnão-abortistas, a-favor-da-vidaxcarniceiros, bonzinhosxmauzinhos. É esse o Brasil que sai das eleições.
Curiosamente, quando o Brasil mais cresce, mais é o nosso retrocesso.
P.S. – Nunca fui exatamente orgulhoso de ser protestante – as lideranças protestantes nunca falaram por mim, e acho que dizem muita porcaria. Só ainda me declaro protestante devido à minha identidade com o ponto de vista da fé evangélica – se bem que, com tanta adulteração da doutrina, nem sei se hoje eu seria considerado protestante. Mas confesso que nunca me orgulhei tanto de não ser católico, apesar de admirar bastante a maioria do seu clero, a beleza dos seus rituais e a fé dos que, em um mundo de descrença, continuam a buscar a espiritualidade nas catedrais e igrejas, e a procurarem ser pessoas melhores ali. Mas quando o líder maior da igreja arrisca vir a público meter o bedelho em um assunto soberadno de estado laico, é o tipo de pretexto que cria para dividir um povo. E isso não tem perdão.
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Tags: Eleições 2010, eleições
Posted by oculos on Oct 26, 2010 in
Apple,
Principal
Ta, devo ser a ultima pessoa que percebeu isso, mas vamos la: todo mundo sabe que o iPad permite o uso de teclado externo via bluetooth. A funcao tambem existe nos iPhones que rodam o iOS 4.
Só que no iPad nao é possível utilizar o método convencional de acentuação com o qual já estamos acostumados nos computadores – isto é – teclando no acento e, em seguida, na vogal a ser acentuada.
Pois descobri, só hoje, que usando um teclado sem fio no iPhone, é possível escolher o layout de teclado desejado e, assim, acentuar normalmente. Ou seja: em breve, com o iOS 4, poderemos finalmente acentuar corretamente, e sem combinações de teclas estranhas, no iPad.
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Posted by oculos on Oct 20, 2010 in
Direito,
Principal
Queria ver isso acontecer aqui:
http://caoepulgas.blogspot.com/2010/10/dura-lex-sed-lex.html
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Tags: Portugal, judiciário
Posted by oculos on Oct 19, 2010 in
Política,
Principal,
Vitória da Conquista
Li com tristeza que o governo de São Paulo não vai mais, por enquanto, licitar o projeto de ligação por trilhos do Centro da capital do Estado ao aeroporto de Congonhas. A justificativa foi o fato de que a atual demanda, de 18 milhões de passageiros, pode não ser suficiente para garantir a viabilidade do projeto.
A notícia me incomoda porque traz em si a mania de pensar pequeno. O aeroporto de Zurique, na Suíça, teve, em 2008, demanda de 22 milhões de passageiros. Porém, já em 1995, havia trem ligando aquele aeroporto à cidade. A população da Suiça inteira é menor do que a da cidade de São Paulo. O aeroporto de Estocolmo teve 16 milhões de passageiros em 2009, e já conta com trem de alta velocidade que o liga à estação central da cidade.
Estamos falando da maior cidade do país e uma das maiores do mundo, com dois aeroportos, com um tráfego aéreo que só aumenta, e com demonstrações de demofobia. Primeiro, porque os novos passageiros que vão aos aeroportos são das classes B e C. Seria interessante, assim, que tivessem meios melhores para que chegassem aos terminais com mais facilidade. Em segundo lugar, é incrível como o Brasil releva sua falta de estrutura. Todos os países emergentes que hoje estão em franco desenvolvimento (Coréia, China, Índia, Taiwan, etc.) têm altos investimentos em ferrovias e conexões férreas entre as cidades e seus aeroportos. Aqui, tudo é desculpa: “o dinheiro poderia ser melhor aplicado nisso ou naquilo”.
É importante que o país se valorize, que se invista em infraestrutura, que se crie mecanismos de transporte que não sejam excludentes, e que se pense na modernidade do país. Trata-se de um país que cresce, e que precisa mudar a sua cara de atraso.
Daí minha dificuldade de entender as críticas ao trem-bala. Num país onde viajar não é exatamente tão barato, é sendo país enorme, precisamos de ligações férreas e rápidas entre as cidades. Há questões ambientais envolvidas, há saturação de aeroportos, há a qualidade do transporte ferroviário e há a necessidade de fomento à aquisição de know-how para novas tecnologias do setor ferroviário.
Infelizmente, o governo de São Paulo tomou essa medida. Infelizmente o candidato Serra critica o Trem-Bala.
Infelizmente, ainda, o governo Lula andou meio devagar com a Ferrovia Oeste-Leste, e infelizmente o traçado dessa ferrovia foi infeliz, pois deveria contemplar Vitória da Conquista.
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Tags: Estocolmo, Zurique, ferrovia, ferrovia Oeste-Leste, ferrovias
Posted by oculos on Oct 18, 2010 in
Principal
2 horas esperando o médico. 4 horas esperando audiência.
Enquanto isso, o mundo e a vida continuavam lá fora…
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Posted by oculos on Oct 10, 2010 in
Livros,
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Título Original: Little Bee
Autor: Chris Cleave
Li a versão digital no iPad.
Livro excelente, ainda que meio doloroso, sobre a história de duas pessoas que se cruzam acidentalmente e, de forma trágica, têm suas vidas entrelaçadas desde então – uma menina nigeriana que tenta asilo no Reino Unido e uma inglesa que passava férias na Nigéria.
O tema sempre me tocou muito – os refugiados, suas histórias, medos e anseios. E a felicidade e alívio em viver em um país que, noves fora a corrupção, a desonestidade e outras mazelas, felizmente não tem conflitos étnicos e não costuma ter problemas de discriminação por causa da nacionalidade. Claro, alguns poderiam argumentar a respeito da discriminação pela cor, o que, infelizmente, é universal. Mas a discriminação por origem é bem menor, e não é tão aparente aos olhos estrangeiros como se sente quando se vive em um desses países desenvolvidos. Mas, enfim, digo tudo isso de forma confusa, porque, tendo emigrado antes, sempre me foi confusa a idéia de ser estrangeiro, e de como vemos os estrangeiros no Brasil, e como os estrangeiros são vistos fora daqui.
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Tags: Livros, livr
Posted by oculos on Oct 9, 2010 in
Política,
Principal
Eu tenho certeza que você é um(a) cidadão(ã) de bem. Sei que você é gente boa, uma pessoa honesta, um amigo para todas as horas.
Sei que se preocupa com a sua família, com alguns valores morais importantes. Sei que se preocupa com os exemplos a serem dados aos seus filhos.
Sei que seu voto é consciente. Que, na época das eleições, procura se informar sobre os projetos políticos dos candidatos, e, possivelmente, faz suas escolhas com base nas propostas dos seus candidatos.
Mas, na intimidade do seu lar, quando ninguém está olhando, você, solitariamente, vive uma vida dupla.
Você se transforma em um criminoso.
Você repassa aos seus amigos um texto qualquer, sem sequer se dar ao trabalho de pesquisar no Google algo acerca da sua autenticidade. Você não percebe que o autor da matéria sequer existe, ou sequer escreveu aquilo.
Você vilipendia a honra das pessoas, questionando, de forma covarde, a sexualidade delas, violando, de uma só vez, a postura ética, despida de preconceitos pela qual você se pauta, e a verdade, sem se dar ao trabalho de verificar a fonte da calúnia.
Você envia fichas criminais falsas, sendo cúmplice, assim, de falsificação grosseira (isso sem contar com o fato de que, enquanto a maioria de nós vivia como gado tangido durante a ditadura, alguns contra ela se insurgiam – toda e qualquer legislação do mundo democrático trata com benevolência o crime político, porque entende que a liberdade não pode ser sufocada, e que, quando isso acontece, há que se insurgir contra isso até com a vida).
Você, que vota conscientemente, bom cidadão que é, deseja conquistar o voto dos outros pela mentira, pela calúnia que espalha no anonimato, pelo boato que espalha. Você se torna cúmplice do crime.
Crime? Sim. Basta olhar o Código Penal Brasileiro e verificar que todos esses atos constituem ou calúnia, ou injúria, ou difamação.
Você está virando terrorista.
Você espera que seus filhos sejam cidadãos iguais a você. Justos, honestos – do bem. Mas você, secretamente, pratica aquilo que não gostaria que eles praticassem. O terrorismo. A mesquinharia da destruição anônima da honra alheia.
A internet possibilita hoje que, de forma confortável, pratique-se aquela conduta típica de décadas anteriores: a da carta anônima.
Prática covarde, que não dá direito de resposta. Que tenta intimidar. Que não propõe nada de novo, apenas tem por objetivo desmoralizar o seu alvo.
E, pior de tudo: você manda esse lixo todo pra seus amigos, a mim, inclusive, que você sabe ser simpático a candidatura diferente. Ou você me julga burro o suficiente para me convencer com os ultrajes que me envia, ou, se acredita naquilo que está a me enviar, precisa rever urgentemente sua forma filtrar informações, sob risco de tornar-se mero joguete na mão dos outros.
Sei que você se preocupa com um Brasil melhor. Eu também. Vamos fazer um pacto? Você daí, eu daqui, vamos juntos estudar o programa dos candidatos, ao invés de nos deixar teleguiar por boatos que só querem desviar a nossa atenção do que realmente importa.
Vamos desconfiar do moralismo – bem x mal, ao qual tentam nos alinhar, como se não soubéssemos que todos nós temos nossas contradições. Você vota na Dilma? Você vota no Serra? Você tem lá as suas razões. Confio em sua escolha. Deixe-me cá livre com a minha. Eu não sou idiota. Eu leio o que recebo, e vai pro lixo a mentira. Fosse nosso país um lugar sério, você e os outros que repassam as notícias já estariam na cadeia. Fosse eu um inimigo seu, já teria registrado um B.O. devido à calúnia que você praticou.
Vamos adotar na política a mesma atitude que esperamos dos nossos filhos: que sejam justos. Que não queiram nada mais ou nada menos do que lhes pertence por direito. Que não falem mal dos outros, assim como esperemos que não falem mal deles. Quem não sejam fofoqueiros, espalhadores de boatos, e que aprendam a respeitar as outras pessoas, sem macular-lhes a honra.
Apelo a você, pessoa do bem que é, que reflita sobre a postura covarde de espalhar mentiras. Você não enfiaria dedo no olho ao brigar, enfiaria? Pois a covardia dos e-mails difamatórios envergonha o Brasil. Dizem que o voto dos que recebem Bolsa-Família é um voto comprado. Pois o voto daqueles que acreditam em boatos é fruto da coação moral e vergonhosa à qual somos submetidos todos os dias.
Nossa consciência, afinal, é o que nos resta. Cuidemos dela.
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Tags: Eleições 2010, eleições
Posted by oculos on Oct 5, 2010 in
Política,
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Eu sempre fui admirador de partidos políticos desde a tenra infância. Sempre me interessei por política, e sempre achei que nosso interesse pelo assunto faria com que escolhêssemos melhores representantes.
Eu já não acredito em política. E não, não é propriamente a decepção com o comportamento dos políticos que me afasta do assunto. É que acho que política é uma mera ilusão, uma discrepância entre realidade e ficção, e eu não tenho mais paciência para a hipocrisia.
O grande problema da política hoje em dia é que somos qual gado sendo tangido para aqui ou para ali, sempre com a crença de que estamos fazendo a escolha certa. Nossas escolhas são emocionais ou passionais.
Quer um exemplo? Vejamos: você, leitor que tem raiva da Dilma e do PT. Você provavelmente votará contra o PT ou porque sempre teve raiva do partido (porque os militantes são feios, porque são raivosos, porque são iguais aos outros aos quais outrora criticavam). Já vi gente que simplesmente não gosta da Dilma e pronto.
Já você, leitor, não volta no Serra por causa do Fernando Henrique Cardoso. Porque não volta na direita. Porque são associados ao DEM. E, também, porque são os de sempre.
Todos os motivos acima, pra mim, são passionais, e escondem algo que, isso sim, é preocupante: há uma dissociação muito grande entre a competência administrativa dos governos e o que realmente é debatido.
Criticam o fisiologismo do PT hoje, como se qualquer partido que venha a assumir o poder fosse, num gesto de altruísmo, nomear pessoas de outras linhas ideológicas. Aliás, note-se que o PT, pelo menos, nomeou o Henrique Meireles e o Celso Amorim, sempre aliados com outras linhas ideológicas, sempre em nome da boa administração. Mas, de regra, quem assume o poder coloca os seus na administração.
O próprio escândalo da Erenice Dias, por exemplo – quem desconhece o apetite das pessoas para levar alguma vantagem quando tem acesso a informação privilegiada? Só quem desconhece como funciona a Administração Pública é que pode afirmar que esse tipo de coisa não acontece em qualquer administração.
Os índices do governo – econômicos e sociais – seriam bons indicadores, mas podem sofrer manipulações.
Uma escolha coerente e consciente para o voto é dificílima. A decepção costuma ser a regra. Há personalismo demais na nossa política.
Sabe qual é o problema? Nem você nem eu sabemos como as coisas funcionam lá dentro. Uma vez um assessor parlamentar me disse que os deputados, por exemplo, bocejam se você for discutir um projeto de lei com eles. Mas experimenta dizer: “o senhor ouviu que Fulano vai para outro partido?”. “O QUEEEE???? QUANDO????”. O interesse é do a auto-preservação.
Mas como funciona a administração? Qual o planejamento? Nas cidades pequenas, quem assessora esses prefeitos inexperientes, sem curso superior, sem bons administradores, procuradores, médicos, professores? E nas cidades médias e grandes? Nessas administrações complexas, quem planeja o futuro? Quem tem projeto?
Infelizmente, nem eu nem você sabemos ao certo o que é feito dentro dos Palácios, das governadorias, das prefeituras. Nem eu nem você acompanhamos as licitações. Não nos entrevistamos com os professores municipais para ver a qualidade da sua técnica.
Eu não me acho exatamente como Classe Média – acho que alguém só tem percepção de sua classe social quando se casa e começa a comprar determinados itens que, quando solteiro, não faziam falta. Mas acho que a Classe Média, de todas as classes, é a que tem a menor percepção da eficiência de um governo. A Classe Média não usa os serviços públicos – não usa o SUS, não usa escola pública, vive em condomínio privado, etc. Portanto, a avaliação é ideológica ou passional.
Já as outras classes talvez tenham uma decisão mais diretamente vinculada aos seus interesses. As classes C e D, por exemplo, são destinatárias dos programas sociais, e seu voto, claro, é fruto da melhora na qualidade de vida. Isso sem falar na estabilidade da moeda. Já a Classe A vota em razão da tal estabilidade, mas também em razão das facilidades negociais proporcionadas pelos governos.
Mas qual Administração sobreviveria a uma auditoria do tipo ISO 9001? Se a saúde de uma empresa privada é comprovada por sua conta bancária, sua adimplência a fornecedores e em relação aos tributos, como a sociedade avalia as contas do governo?
Os candidatos são vendidos pela TV como se vende coca-cola. Não há escolha que possa ser coerente com base em inútil programa eleitoral gratuito.
O que a sociedade precisa, urgentemente, é de acompanhamento das administrações. ONG’s formadas por administradores, economistas, juristas, médicos, etc. Profissionais que dediquem um pouco do seu tempo para acompanhar as escolhas dos gestores. As licitações. O planejamento. Tudo isso de forma apartidária, o que, de certa forma, é ingênuo admitir que aconteça. Mas sem que tenhamos conhecimento do que está sendo feito, ficamos com aquela percepção negativa ou positiva. Quer um exemplo?
Eu fui a Salvador no ano passado, e visitei o Pelourinho. Baseado nessa única percepção, eu jamais votaria no atual governador. Acabaram com o lugar. Não há, pra mim, justificativa aceitável para explicar como puderam ser tão omissos com um dos lugares mais significativos de Salvador. Mas o governador foi eleito. Sinal que, em muitas áreas para mim imperceptíveis, sua gestão foi excelente.
Enfim, enquanto a sociedade não acompanhar os gastos, não questionar as compras, não aferir a eficiência das escolas e da rede de saúde, não participar do planejamento para o futuro, vamos continuar votando por medo, por beleza ou por conveniência.
P.S. – E o Tiririca? Bom, ele não vai nos decepcionar. Vai ser um péssimo deputado. Não virá surpresa. Mas e os que elegemos, achando que serão bons representantes? Esses quase sempre não nos surpreendem, e acabam sendo uma lástima.
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Posted by oculos on Oct 3, 2010 in
Política,
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Vitória da Conquista
Nada lembra mais a Diatadura Militar do que as eleições. Aliás, acho que a forma de condução do processo eleitoral hoje é, talvez, sob alguns aspectos, mais ditatorial do que na época da Ditadura.
Primeiro, é esse clima de “Ordem”, de “segurança nacional”, como se estivéssemos em estado de sítio. Não pode isso, não pode aquilo. É a chance que os ditadorezinhos de plantão têm para colocar suas vocações autoritárias para fora. É policial que vê em camisa vermelha/verde/azul como se fosse conluio para propaganda fraudulenta. É Juiz Eleitoral visitando seções de votação como se fosse coronel.
Minha desilusão com a política é ainda maior quando o assunto é eleição. É quando as pessoas colocam as instituições de lado para defenderem o que acham. Reparem que, para as eleições, todos os princípios constitucionais são relativizados, sem lógica alguma, só para que algumas pessoas se sintam mandando e tenham a sensação de que as massas estão domesticadas. Mas eu chego lá.
Primeiro, continua a ridícula, anacrônica e demodê proibição da boca de urna. Tudo para preservar uma suposta “ordem”, típico da Ditadura, onde uma mosca voando era atentado à segurança nacional. Ganha uma quentina-de-mesário quem responder qual o sentido de proibir a propaganda eleitoral no dia da eleição. Antes, a proibição era para impedir que os partidos de esquerda, que tinham militância, pudessem angariar mais votos. Hoje, serve para que policiais e juízes mostrem quem manda. E, depois, os processos ficam lá, entupindo os armários da Justiça Eleitoral, incomodando serventuários, advogados, partidos, militantes e os mesmos juízes, já que tem muita coisa mais importante para ser julgada.
As constantes restrições à propaganda são outro retrocesso: a questão não é disciplinar as eleições, a questão é ter a sensação de controle. Não é por outra razão que um imbecil qualquer propõe uma lei para controlar publicidade eleitoral na internet, como se fosse possível submeter uma rede mundial às indiossincrasias tupiniquins. Ai o TSE (e depois o Congresso, a reboque), define até o que é outdoor e o que é placa, fazendo, a cada eleição, surgir as maluquices – placas móveis, carregadores de estandartes, bonés, enfim – sempre limitando a livre expressão e, ao mesmo tempo, permitindo subterfúgios patéticos que, possivelmente, só existem aqui mesmo.
Depois, a ridícula lei seca. Como se domingo deixasse de ser domingo. Como se tivéssemos que assistir a uma missa durante o dia todo, ou ficar em casa, apenas porque se trata de eleição. Na verdade, esse ano a lei seca não foi obrigatória em vários estados, mas aqui em Conquista os Juízes, provavelmente para evitar trabalho para eles mesmos, suspenderam a venda de bebida alcóolica. Claro, a desculpa vai ser, sempre ela, a “ordem”, que tem que ser mantida a todo o custo. A mesma “ordem” que tem que ser mantida prendendo um bocado de pobre coitado cujo crime é distribuir um santinho.
Enfim, o que deveria ser uma festa cívica se transforma em um flash de restrição ditatorial do comportamento do brasileiro. É uma emulação do comportamento típico das ditaduras: o controle completo das massas, para que sejam dóceis e domesticadas. Nem que seja por um só dia.
E aí convivemos com as idiotices todas, que violam a Constituição que, engraçado, é democrática: boca de urna, propaganda eleitoral irrestrita (tudo violando a liberdade de expressão, que é princípio constitucional), boca de urna e ficha limpa (que violam o princípio da presunção de inocência), horário eleitoral gratuito (que confunde venda de coca-cola com difusão de propostas), etc.
Enfim, o que outros países comemoram como festa cívica (ou, na verdade, apenas como uma forma apática de cumprir uma obrigação imposta pelo Estado), aqui nos serve apenas para nos lembrar que não é seguro segurar um santinho, não é permitido usar uma camisa com o nome do candidato preferido, não pode beber uma cerveja mesmo com um calor de 35 graus. Enfim, não pode.
É o País onde a bandeira nacional não pode ser vestida. É o país onde a justiça não consegue julgar criminosos, mas empilha processos por boca de urna.
Tudo no Brasil é isso – blábláblá, e pouco desejo de ver as coisas como são.
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Tags: eleições
Posted by oculos on Sep 27, 2010 in
Apple,
Livros
Faz tempo que não leio revistas semanais, já que a internet é fonte de notícias atuais e imediatas. Porém, é sempre bom ter conteúdo bem diagramado e off-line para se ler. Portanto, grande foi a minha satisfação ao ver que as editoras estão começando a lançar coisas pro iPad. A Saraiva lançou o seu leitor digital – leeeeeeeento, mas funciona.
E a Veja lançou também a revista em formato digital. Baixei para testar, já que não leio a Veja – virulentos demais pro meu gosto – é como ler o Notícias Populares da política. Mas o aplicativo deles é mais bonito, eficiente e bem resolvido que o da Época, publicação que assinaria devido aos textos menos doutrinários que os da Veja.
O aplicativo da revista Época, cuja primeira edição disponível para download foi gratuita, assim como foi o da Veja, é ruim. Passar as páginas é menos fluido. É lento também o redesenhamento da página ao se alterar a posição retrato-paisagem. Os textos tem letras por demais serrilhadas.
Mas teve um ponto forte: o uso de conteúdo multimídia foi BEM melhor que o da Veja, embora, às vezes, abusaram do “clique na imagem para mudar de notícia”. E o uso de vídeo para publicidade foi muito legal – principalmente os vídeos da Topper – hilários.
Enfim, espero que a IstoÉ, a Caros Amigos e a Carta Capital também ofereçam versões para iPad. E espero que venham logo mais livros! Chato ter que comprar livro em inglês só pela falta de livros digitais atuais em português. A exceção foi o Caim, de José Saramago, que comprei pela Saraiva, mas estou esperando para ver se o aplicativo fica mais legal de se usar.
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Tags: Saraiva, Veja, ipad, Época