Pois é, estou de partida. Em 6 dias, chegarei em Oslo. Mestrado, e tal. Bagagem 90% arrumada. Já pedi o desligamento do telefone, e estou quase livre da Oi, e escrevo agora aproveitando o restinho da net que me resta.
O blog tem andado meio parado, mas espero ter muita coisa pra contar aqui de agora em diante.
Assalto ao Banco Central – Filme sobre o assalto ao Banco Central, em Fortaleza, 2005. Interessante, sem ser extraordinário. É que a história em si é impressionante.
Eiling – Filme norueguês muito bacana.
Qualquer Gato Vira Lata – Competente comédia romântica nacional. Bacana.
L’Arnacoeur – Filme francês sobre equipe profissional destruidora de relacionamentos. Bacana também.
Com Sean Penn. Baseado na história real de como a Casa Branca, sob o comando de Bush, perseguiu a família de uma agente cujo marido apontou não haver evidência de armas de destruição em massa no Iraque.
Uma amiga comentou no Facebook dia desses de como estava surpresa por me ver tão ativo em relação à corrida. De fato, a coisa toda é realmente uma novidade na minha vida, novidade essa que se iniciou 3 anos atrás.
Eu sempre usava a desculpa dos grossos óculos para não praticar atividades físicas. Também tinha adenóide e, possivelmente, asma. Por isso, quando adolescente, não joguei futebol, não corri, não andava (muito) de bicicleta.
Isso me dá um certo arrependimento. Vejo como o esporte passa a ser inspirador. Na verdade, o que chamamos hoje de esporte, antigamente era a nossa profissão: nós, humanos, tínhamos que correr para sobreviver. Correr dos predadores, correr atrás da caça. Para mim, o estímulo maior é que, se consegui, após um passado tão sedentário, correr 5 maratonas (com a sexta a caminho), treinar 4, 5 vezes por semana, criar um círculo de grandes amigos através da corrida, emagrecer, etc., imagino que posso conseguir qualquer coisa – aprendi que disciplina e dedicação (algo que nunca julguei possuir) se consegue qualquer coisa.
Não quero, com isso, dar uma de escritor de auto-ajuda. Mas quero, apenas, que aqueles que sempre dizem “não consigo correr 10 metros” entendam que eu seria a última pessoa que todos os que me conheciam imaginariam correndo. Saibam que comecei andando, e andando devagar. Comi muita poeira na “velha” Olívia Flores. Tremi de frio no inverno, e cheguei molhado de chuva várias vezes em casa. Se eu consegui, qualquer um consegue.
Ao viajar para fora do país, sempre ria dos olhos arregalados das pessoas quando escutavam que eu nunca havia estado no Rio de Janeiro. Agora, arrependido, vou responder, orgulhosamente, que visitei aquela que, pra mim, é a cidade mais linda onde meus pés já pisaram.
Tudo aqui me agradou – exceto, claro, aquilo que não agrada ninguém, mas que, pela TV, pensamos que é uma síntese do Rio – a tal da violência. Mas o Rio é muito mais do que isso: povo bem-humorado, aberto, hospitaleiro e cosmopolita. Uma cidade linda. Uma vibe como poucas.
Todo brasileiro é um pouco carioca, sempre eu havia pensado. Quisera fôssemos todos cariocas, ou que o Rio ainda fosse a nossa capital. Pelo menos teríamos orgulho de nossa capital…
É tempo de muitas mudanças, daí a ausência deste espaço blogal.
Fui aceito em dois mestrados – um em Direitos Humanos, em Lund, na Suécia, e outro, em Direito da Tecnologia da Informação e Comunicação, em Oslo, na Noruega.
Gostaria muito de ter aceito a vaga da Suécia, mas, já há 2 anos, salvo engano, as universidades suecas passaram a ser pagas para estudantes de fora da Europa, razão pela qual optei em aceitar a vaga no mestrado da Noruega, cuja área também é muito interessante.
Em razão dessa importante decisão, minha vida encontra-se em estado de transição: vendendo algumas coisas (carro, terreno), procurando acomodação em Oslo, avisando clientes e tomando as providências para que tudo esteja sob controle enquanto eu estiver lá na terra dos Vikings.
Não é fácil deixar novamente o país para trás. Família, amigos, zona de conforto – isso tudo é muito difícil de se afastar. Mas procuro pensar que, hoje, tudo é mais fácil, Recordo-me que, ao morar na Noruega em 1999-2000, só falava com minha mãe uma vez por semana, em razão do preço das ligações. Hoje, graças à internet, é possível que nos falemos mais quando eu estiver fora do que morando aqui, e sem pagar um tostão.
Sempre foi meu sonho estudar fora. Agora esse sonho será realizado, e me sinto muito feliz por isso. Mas não posso deixar de sentir certa tristeza em ficar distante das pessoas que tenho ao redor e que sempre são ensejadoras de uma vida tão boa como a que tenho.
Excelente post no blog do meu amigo Pedro Aniceto, em forma de video, cujo teor me é muito caro: como o pragmatismo e o egoísmo atual omitem gestos de amizade e grandeza do passado.
Não sei se porque gosto de ver algo mais nas coisas além do que elas por si só representam, ou porque gosto de um pouco de simbolismo, mas tento ver cada evento como cumprimento de mais uma etapa na vida.
Digo isso porque, como postei aqui no blog em dezembro do ano passado, realizei uma cirurgia de remoção da tireóide. E uma das coisas que me preocupavam era se isso iria atrapalhar minhas corridas. Por isso, de forma absolutamente irresponsável e contrariando orientações médicas, voltei a correr já depois de uns 20 dias de feita a cirurgia. Claro, corria, e ficava uns 10 dias sem correr. Em 19 de janeiro de 2011, o médico falou pra ficar mais uns 40 dias sem correr. Eu havia entendido que já poderia correr após uns 40 dias da cirurgia, por isso a notícia foi um balde de água fria.
Mas corri mesmo assim – com muitas dificuldades, pois ainda precisava encontrar a dose certa do medicamento, por isso nem sempre aguentava completar uma corrida. E pensei que isso nunca iria acabar. A minha médica, no fim de fevereiro, falou para eu correr só uns 5km. Mas, surpreendentemente, parece que a dose correta já foi encontrada, porque, logo depois, passei a correr normalmente. Infelizmente, já havia passado a época de inscrições para a Maratona de Santiago, onde meus amigos iriam correr. Resignado, mas frustrado, achei de ir pra Zurique, quando fui lembrado de que lá iria ocorrer a maratona no período da minha viagem! Como no ano passado já tinha planejado ir justamente pra lá correr, fiz minha inscrição.
E não é que tudo correu perfeitamente bem? Terminei em 3:22:12s, meu melhor tempo até hoje, bem inferior às 3h30m que estabeleci como alvo.
Por isso, percebo que foi um desserviço de Ronaldinho ter dito que um dos motivos de sua aposentadoria foi referente a problemas com a tireóide. Estou perfeitamente bem, ativo tanto no trabalho quanto no esporte, e percebo que, usando a medicação (uma vez por dia), não tenho absolutamente nenhuma diminuição de rítmo nas atividades diárias – o que só ocorreu na fase de dosagem inicial da medicação.
Assim, essa maratona teve o símbolo do recomeço, e espero que outras boas mudanças venham por aí!
Filme dinamarquês, excelente. Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Muito bom, ainda que um tanto… escandinavo demais. Tá, não me peçam pra explicar porque o “escandinavo” demais. Contentem-se em saber que isso não é necessariamente uma crítica, afinal o cinema tem que refletir a cultura do país onde foi produzido, não?
Chloe
Título original: Chloe (duh!)
Draminha com Julianne Moore, que contrata uma prostituta para seduzir seu marido, a fim de testar a sua fidelidade. Assisti sem compromisso. Não é ruim de vomitar, nem fantástico de ligar recomendando a alguém.
Sábado passado, participei de uma corrida aqui na cidade, e foi muito bom ver que as pessoas estão se interessando cada vez mais pela corrida.
É comum, quase todos os dias, alguém me pedir conselhos sobre como fazer para começar a correr. Aliás, acho que todo mundo que corre tem sempre uma história pra contar de alguém pedindo dicas de como iniciar essa “profissão”.
Eu tive a sorte de ter tido um excelente tutor na corrida – o “Notório Norberto”, com quem corria, faz uns 7-8 anos atrás, embora não tenha continuado a correr por longos anos, até que, 3 anos atrás, voltei e não parei mais.
Lembrei do Notório Norberto no sábado passado, quanto um pedido de conselho de um amigo, em uma festa de aniversário, me chateou um pouco.
Disse-me ele:
“Puxa, eu tenho muita dificuldade em começar. O meu personal trainer me disse que tenho que correr por x quilômetros com o batimento de XXX bpm. Isso pra mim é muito difícil, eu não consigo. O que eu faço?”
Sinceramente, e eu não estou aconselhando isso a ninguém, é apenas o que eu acho, o que é necessário às pessoas é bom senso, e não tanto de personal trainer – embora sempre ajuda ter alguém te orientando.
Embora os apetrechos tecnológicos fazem a diferença pra correr, embora seja excelente saber o batimento cardíaco, o tempo da corrida, etc. (e chamo a atenção – SEMPRE corra medindo seu batimento cardíaco, até por prevenção), as pessoas estão tirando o aspecto da diversão da corrida.
Ninguém vai se entusiasmar por um esporte se ele significar tortura.
Meu conselho a esse amigo, repetido hoje pela manhã para outro que me pediu ajuda, é o seguinte: corra por prazer. Corra por pouco tempo, tanto quanto você conseguir. Corra sem morrer de cansaço. Se não conseguir correr, alterne 4 minutos de caminhada e 1 de corrida – como Notório Norberto me ensinou e como eu comecei. Corra por você, porque é bom pra sua saúde, porque é divertido. E porque você pode. Você pode não conseguir correr 30 minutos a 140 bpm, mas você pode correr 10 minutos. O importante é começar, um pé após o outro.
Não adianta colocar planilhas e mais planilhas, metas complicadas e distantes. Correr, na minha humilde opinião – opinião de alguém que não tem muita disciplina – deve ser hábito. Não treino para uma maratona, ou uma corrida. Corro porque correr é meu estilo de vida. Meus treinos são minha corrida – as provas são apenas excelentes momentos de comemoração. Mas não corro para as provas – corro para a vida.
Portanto, corra por você. Corra porque é gostoso. Há mil motivos para correr. Eu comecei a correr porque queria perder peso. Mas hoje corro porque sou viciado, dependente, porque é gostoso. Não corro para melhorar meu condicionamento, porque sei que ele vai melhorar.
Não tire o prazer da corrida. Você não vai continuar a correr se isso não te der prazer. Assim, corra porque quer, porque gosta, mas não porque precisa correr a 140 bpm.
Mas, atenção: faça sempre uma avaliação física, use equipamento adequado, e busque informar-se sobre práticas saudáveis: pisos recomendáveis, atenção no trânsito, protetor solar, alimentação, etc. Ah, e a satisfação garantida de ter feito algo por você, porque você quis.
Nao gostei. Mas acho que o problema tava comigo. Acho que nao quero ver cenarios tao sombrios, nem exorcismos de demonios escandalosos. Talvez prefira o exorcismo dos demonios mais sorrateiros, quotidianos e resiliantes que assolam a todos nos.
Mas nao sei se posso, em sa consciencia, dizer que o filme eh ruim.
Normalmente a gente escreve no blog para compartilhar solucoes, pensamentos, etc. Mas escrevo pra perguntar uma coisa:
Querendo fazer uma experiencia culinaria, comprei uma caixinha de carne de sol no mercado. Ia experimentar fazer tacos de carne de sol, mas nao achei mais tortillas pra comprar, e ando com preguica de faze-las.
Ai hoje deu uma fome imensa na hora do almoco – daquelas fomes urgentes, que nao permitem que voce saia de casa para ir comer em algum lugar (e cuja unica forma de aplacar foi jogar Angry Birds). Entao resolvi fazer arroz com carne, comida que me traz lembrancas excelentes.
Imaginei que teria que dessalgar a carne, mas nao tenho panela de pressao. Fervi a danada, trocando a agua, por uns 40 minutos. Depois coloquei o arroz, tomate, cebola, etc. Resumo da opera: ficou meio sem sal, mas ficou “comivel”.
So que passei o resto do dia com gosto de gordura de carne de sol na boca. Isso eh normal? Digo, essa carne presta pra isso? Sera que tava crua? Que carne eu deveria ter usado?
Csas como essas deveria me ensinar a nunca mais acender um fosforo pra tentar cozinhar qualquer coisa.
Filme muito bacana, mas muito dramático. História de uma bailarina e sua obsessão pelo papel principal de um espetáculo.
O TURISTA
Título Original: The Tourist
Não sei, achei que… É que se trata de Angelina Jolie topar de propósito com um estranho em um trem, apenas para despistar a polícia, que estava atrás de seu namorado. Só que ela se apaixona pelo cara. O que, quimicamente falando, parecia impossível, o que pra mim foi a falta de verossimilhança imperdoável do filme.
DOCE VINGANÇA
Título Original: I Spit on your grave
Refilmagem de thriller dos anos 70. Forte. Muito forte. Não faça como eu, assistindo um troço tão bárbaro desses em um domingo a noite. Moça procura sossego em cabana no meio do mato, e é brutalmente violentada por um grupo de rapazes. Não sei o que chocou mais – a violência sofrida pela moça ou a vingança da personagem.
Logo que comecei a usar o Mac, há cerca de 14 anos atrás (parece que foi ontem), uma das coisas com as quais me acostumei logo foi o conceito de janelas. Tal conceito já existia no Amiga, meu computador anterior ao meu primeiro Mac.
Sim, o Windows tem janelas. Mas as janelas no Windows foram perdendo um pouco a importância desde a versão 3.11. Naquela versão, tudo no Windows era feito em alguma janela. Hoje também.
Mas o que eu quero dizer é que no Windows, o comum é usar um aplicativo que toma a tela toda. Não é muito comum rodar aplicativos em pequenas janelas, lado a lado. Normalmente, cada aplicativo acaba tomando a tela toda. É assim com o Word, com qualquer navegador, etc.
No Mac, sempre meus amigos reclamavam que minha área de trabalho (Desktop) era muito caótica, porque tinha muita coisa aberta ao mesmo tempo (isto é, sendo exibidas de uma só vez). É que, para a Apple, a idéia era usar ao máximo a metáfora da mesa do escritório – ou seja, replicar na tela do computador um ambiente de trabalho comum, com documentos, calculadoras, pilhas de arquivos, etc.
Por isso, é comum usuários do Mac visualizarem, ao mesmo tempo, lista de contatos de instant messengers, janela do navegador, player de música, e-mail, etc. Hoje em dia, graças ao grande número de programas que utilizamos, às vezes é meio que estressante usar tanta coisa ao mesmo tempo. Mas, confesso, quando uso Windows, me sinto meio que limitado em produtividade em relação a ter tudo ali, à mão, pronto pra ser clivado e arrastado de um canto pra outro.
Minha confissão acima, agora, está sendo questionada por mim mesmo graças à própria Apple. Explico: no iPad, só é possível visualizar um aplicativo por vez. Pra muita gente, isso se tornou um fator de limitação do aparelho. E, devo admitir: é mesmo. Gosto de manter a janela do Skype aberta enquanto estou fazendo outra coisa no computador. Ou a do twitter. Mas, graças a essa “limitação” do iPad, com esse aparelho hoje eu consigo ler sem ter minha atenção desviada, consigo escrever sem saber que fulano ou sicrano acabou de se conectar, e consigo até jogar paciência sem perdê-la… Ler meus feeds de RSS, por exemplo, é mil vezes mais confortável no iPad do que no computador.
Parece um contra-senso, mas visualizar apenas uma coisa por vez tem o seu lugar. Mesmo no Mac, percebi que usar processadores de texto com recurso de full screen (como o excelente WriteRoom) fazem com que as palavras fluam com mais facilidade.
É claro que isso tem também um lado ruim: ir de um lado para o outro é sempre mais complicado quando apenas um aplicativo tem lugar na tela. Clicar em um link enviado no instant messenger é uma tarefa chata, porque significa múltiplas idas e vindas. Também não é possível ver a imagem de alguém por video-conferência e, ao mesmo tempo, ler as notícias ou ver um documento.
Porém, a própria Apple percebeu que há muita gente que se surpreendeu com esse tipo de abordagem na interface dos programas, e já promete para o Lion (próxima versão do MacOS X) o recurso de usar aplicativos em tela cheia, ou melhor, tomando toda a área visível da tela. Eu me imagino muito usando isso no e-mail, por exemplo.
Mas e você, o que acha? Um aplicativo por tela, ou vários? O que é mais produtivo? Usar só um aplicativo por tela é um retrocesso?
Perguntas, perguntas, perguntas…
Acusada de bruxaria precisa ser transportada para uma fortaleza longíqua para ser julgada e, enfrentar uma punição caso decidam que ela se trata de uma bruxa. Blá blá blá.
Hoje esse blog completa 8 anos. Já tivemos dias melhores aqui. Mas continuamos a insistir nisso aqui. Conforme me ensinou um querido professor de história (hoje um amigo) um dia, enquanto caminhávamos para a aula, a grande questão humana está em querer imortalizar-se, e suas obras são sempre no sentido de deixar sua marca, como se, através dela, pudéssemos prolongar nossa curta vida. Eu, que venho me descobrindo como um pessimista (o que não signifca que não acredito em melhoras, note-se), nunca me preocupei tanto em eternizar-me – pelo contrário, acho até que procuro passar desapercebido, torcendo para que ninguém me note, apesar das diatribes – talvez inconscientemente esteja, com esse mal escrito blog, garantir, via usucapião, um pedaço de chão nessa internet (ou um quinhão no ranking do google – você decide).
Muita coisa aconteceu em oito anos, e essa noção de tempo me incomoda. O que são oito anos? Seis macs de lá pra cá, morei em três lugares distintos, viajei, troquei de carro, e continuo no mesmo lugar, embora possivelmente muita coisa tenha mudado. Mas o que terá minha vida significado para as pessoas com quem convivo, e o que será que, nesses oito anos, terei construído a título de memória minha futura – isto é – quais os meus atos, minhas atitudes, minhas diatribes – reverberarão por mais tempo? Digo reverberarão para não dizer “ecoarão” – seria muito “Gladiador” ou “Highlander”. Enfim…
Digo isso pensando, por exemplo, em reféns da FARC, ou reféns de qualquer natureza. Em sentido de história, a experiência de uma Ingrid Betancourt ou dos seus colegas reféns, será algo muito mais perene, não obstante eles estarem privados de sua liberdade. O mesmo podemos dizer de Mandela. Mas e por qual razão às vezes nossa liberdade sabe-nos tão letárgica, tão insuficiente para nos proporcionar alguma perspectiva ou sentido nesse grande conjunto de coisas que somos – ou meros elementos químicos sujeitos a uma física universal, ou criações de um demiurgo?
Bom, esses aniversários dão sempre essa coceira no pensar. Dão sempre esse susto ao nos dar conta de que o tempo é inclemente, e não se sujeita às nossas circunstâncias. Nós, bons e maus, livres e soltos, ruidosos ou pacatos, é que a ele nos sujeitamos, e por ele seremos consumidos. E, pior: raramente percebemos quão rapidamente isso se passa.
My Sassy Girl é uma refilmagem de um filme coreano de mesmo nome. Comédia romântica mais forte do que as habituais. Bom filme, mas estou baixando a versão coreana, que certamente será melhor, já que, normalmente, os americanos costumam piorar os filmes que refilmam.
Inisde Job – documentário sobre a crise de 2008, mostrando quão irresponsáveis foram os executivos de Wall Street e o próprio governo americano em evitar a crise. Narração de Matt Damon. O documentário é legal, mas a forma de explicar as coisas é um pouco confusa, e nem sempre pode-se compreender exatamente os complicados conceitos de economia. Confesso que o filme de Michael Moore sobre o assunto foi bem mais elucidativo. Aliás, até esse vídeo de humor abaixo explica a crise da maneira mais didática possível e, embora se trate de um sketch de humor, é exatamente o que aconteceu:
Broken English, por outro lado, não me pareceu um bom filme. É sobre uma mulher americana com dificuldades de encontrar alguém. É incrível que um filme como Antes de Amanhecer consiga ser mais interessante do que esse.
Filmes noruegueses, do diretor Erik Poppe. São os primeiros filmes da chamada “Oslo Trilogy” (o último é “Águas Turvas” – vi do último para o mais recente).
Schpaa, de 1998, mostra a rotina de crianças e adolescentes noruegueses, de famílias desestruturadas e/ou de imigrantes, vivendo de forma marginal na sociedade daquele país. O tema continua super atual, o que torna o filme muito interessante.
A marginalização de crianças e adolescentes é um problema mundial, mas o componente da origem imigratória dos protagonistas sempre me chama a atenção, principalmente pelo fato de um país de inclusão social como a Noruega parece não conseguir resolver esse problema da integração dos imigrantes à sociedade. Se nossos problemas aqui no Brasil fossem esses…
Já Hawai.Oslo tem outra temática – a de algumas vidas entrelaçadas por uma previsão de um inevitável acidente, e a tentativa de prevenir que este acontecesse. Sei que minha descrição não presta pra nada, mas dizer mais seria contar parte da história que revelaria o final. Filme muito bom.
Documentário de 2004, muito bacana, mostrando a cobertura da imprensa na Guerra do Iraque, mais especificamente, de como a Al Jazeera fazia a cobertura sob a ótica do invadido. Demonstra, ainda, a parcialidade da mídia ocidental na cobertura das guerras promovidas pelos EUA.
Não sou muito fã de filme de vampiros, mas… Esse filme sueco é mesmo muito, muito bom. Tão bom que os americanos refilmaram, como sempre fazem ao ver uma obra prima sueca.
Blog do cara chamado oculos. Esse cara é baiano, está em Vitória da Conquista, Bahia. Trata-se de um cara que acredita em D--s. Um cara que é obcecado por Macs, Apple, aparelhos eletrônicos, telecomunicações, direito, corridas, etc. Mas, acima de tudo, um blog dum cara que só quer aprender um pouco mais a pilotar esse carro chamado vida.
Corridas
Uma onda quilométrica para a doutora @plousinha!!! Parabéns!!! :) 1 day ago