Posted by oculos on May 8, 2010 in
Corrida,
Principal,
ipod
Gostei do iPod Nano da quinta geração (5th gen), principalmente do recurso de filmagem. Dá pra fazer vídeos curtos de vez em quando e mandar para quem mora longe.
Adquiri esse iPod para substituir o anterior, que já não funcionava bem com o sensor da Nike+, que é o meu equipamento principal para correr. Embora, no último ano, não esteja mais correndo sozinho, graças aos amigos de todas as horas que adquiri com a corrida, ainda acho que correr com música é a melhor forma de fazer essa atividade. Porém, o meu iPod anterior dava uns travamentos com os sensores, às vezes não reconhecia o kit da Nike, etc.
Pois o novo iPod Nano tem um probleminha: se sua mão estiver meio suada, como costuma acontecer quando se corre, você não consegue mudar o volume. Achei a roda do volume (click wheel) horrível nesse modelo. Sem sensibilidade alguma. Mesmo com as mãos secas, a gente não consegue fazer uma rolagem rápida das listas de música.
Mas, o pior: mesmo com novo sensor, novo iPod, enfim, tudo novo, continuo a ter problemas. Hoje ele dizia para conectar o receptor da Nike, eu tirava e reconectava, e nada de o aparelho aceitar. Estou nesse momento fazendo um restore. E, durante a última semana, tive problema de treinamento interrompido sem eu fazê-lo, workout truncado (e não aceito pelo site), etc.
Estou bem chateado com isso tudo. Pra mim, a razão principal do iPod é usá-lo para correr e fazer um log dos treinamentos, além de ter um aparelho portátil pra ouvir música. Mas a confiabilidade original foi embora, e parece que vou ter que desistir de fazer logs com ele. Pena, mesmo.
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
12 aplausos
Tags: Apple, Corrida, ipod, nike
Posted by oculos on May 7, 2010 in
Direito,
Política,
Principal
Enfim, tudo o que eu queria dizer sobre o assunto, já tendo escrito aqui algumas vezes sobre o tema, mas sem a genialidade do articulista. Sobre a incoerência da lei eleitoral no que se refere a propaganda.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Posted by oculos on May 7, 2010 in
Direito,
Principal
Estava lendo no Blog do Fred artigo a respeito da reforma do Código de Processo Civil.
Como sempre, falam em diminuição de hipóteses de recurso. Isso me dá verdadeiro pavor. Entendo que o Poder Judiciário só faz justiça quando a decisão é vista, revista e trevista. Não, não quero justiça lenta. Mas quero justiça. A quantidade de decisões que já consegui reforma apenas nos tribunais superiores me fez compreender que sofremos de dois problemas: 1 – juízes de 1ª instância nem sempre estão muito sintonizados com as tendências jurisprudenciais, 2 – desembargadores não julgam – o assessor é quem julga. Por isso, minha impressão é que a quantidade de recursos que deveria ser provida deveria ser maior. O error in judicando acontece com muita frequência, e isso sempre me assustou.
Engana-se quem pensa que o problema é a quantidade de recursos. Já vi execução provisória andar tão lentamente que, antes do despacho do juiz, a apelação voltou julgada do Tribunal! Já vi Mandado de Segurança ter liminar deferida em 24h, cassada em 48h e sem julgamento definitivo por 4 anos. Comparando a duração dos processos em primeira instância e em segunda, noto que os processos demoram muito mais tempo, à exceção da Justiça Federal, na primeira instância ou, quando é o caso, nas instâncias superiores (STJ, STF, TST, TSE, etc.). Segunda instância não costuma demorar tanto.
Preocupa-me menos a demora e mais o error in judicando. Mesmo assim, sempre que se fala em reforma do judiciário ou das normas processuais, fala-se em diminuir o número de recursos. Hipocrisia pura. Recurso atacado, o Agravo hoje praticamente se tornou inócuo, já que os Tribunais quase sempre convertem-no em agravo retido. Recurso Especial (ou de Revista) tem quase sempre seguimento negado. Não, o problema não é o número de recursos. O problema é a lentidão. É a falta de controle da produtividade dos juízes. Juízes que são obrigados a atuar em 2, 3 comarcas diferentes. Juízes que não têm sua produtividade aferida, nem são submetidos a controle de jornada. Juízes desprovidos de staff à altura da demanda.
Sempre que converso com juízes que se queixam que o problema é a falta de estrutura, eu normalmente peço que façam uma comparação mental entre sua própria produtividade e os colegas de jurisdição. Quase todos acabam meio que constrangidos. É sabido que alguns magistrados não são muito produtivos. Essa é a verdadeira causa da lentidão da justiça. Há juízes que se matam de trabalhar, em condições inóspitas, inclusive aos finais de semana. Há outros que chegam ao local de trabalho às 9:30, 10 da manhã, saem pra almoçar, e, se for sexta-feira, nem retornam. As discrepâncias são gritantes e, no entanto, culpam sempre a quantidade de recursos, a falta de pessoal, de material, etc.
Eu, particularmente, em respeito aos juízes abnegados, probos, que encaram a profissão como sacerdócio, não posso minimizar seus esforços responsabilizando a lentidão do judiciário senão pela falta de comprometimento de outros tantos magistrados que não procuram fazer da produtividade uma meta.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
11 aplausos
Posted by oculos on May 6, 2010 in
Política,
Principal
Tá, eu confesso: não é todo dia que assisto ao Bom Dia Brasil. Mas nunca vi a Miriam Leitão elogiar nada feito pelo Governo Lula, e nunca vi ela criticar algo feito pelo Governo FHC.
Mas hoje ela foi com tanta ânsia ao pote que me deixou chocado: disse que a reativação da Telebrás para oferta de banda larga foi a pior solução possível. Pior: que, para popularizar a internet, deveriam usar recursos do FUST.
Achei a coisa, além de demonstrar uma má intenção da comentarista, uma prova de que ela não conhece o assunto nem o programa que criticou.
Quando li a proposta do governo, vi que faz sentido total: a Telebrás não deverá ofertar a última milha, isto é, não irá virar um provedor, salvo em situações excepcionais. Qual é a idéia? Prover fácil acesso ao backbone, ou seja, à rede de fibra ótica possuída pela ex-estatal. O objetivo é baratear os custos de conexão, e se utilizar de provedores privados, empresas, associações, etc., para prover a última milha.
A idéia é excelente. O problema da internet no Brasil não é totalmente estrutural. Sabe-se que há uma rede de fibras ociosa. Não obstante, o custo dos links de acesso é extorsivo. São controlados pelas grandes operadoras, que são, igualmente, fornecedoras de última milha! Controlam, assim, quase todo o circuito que vai da casa do usuário à conexão aos backbones internacionais. Inviabilizaram, com o alto custo dos links, os investimentos privados dos pequenos provedores, cobrando preços astronômicos por links que, em razão da capacidade ociosa das fibras, deveriam ser baixos.
Essa teoria se prova pelo simples fato de que é a ganância das operadoras que constitui o maior entrave à popularização da internet. Quando se observa que os preços são tão diferentes aqui em Conquista dos de Salvador, percebe-se que o que dita o valor cobrado é a competição. O preço de 10mbps em Salvador é menor do que o de 1mbps em Conquista. Os preços eram iguais, até a chegada da competição à capital. Mesma coisa no Rio, em BH e em outras cidades. Embora eu compreenda que os impostos são excessivos, como disse a Miriam Leitão, isso não explica a grande distorção entre mercados tão próximos.
Com custos baixos de link, é possível que projetos comunitários de acesso à internet sejam viáveis. Pequenas comunidades usando wifi, wimax, etc., poderão florescer. Acho que pode ser que a internet se torne, finalmente, algo bastante acessível a todos.
_______________________________________________
2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
5 aplausos
Posted by oculos on May 2, 2010 in
Livros,
Principal
Título Original: Sult
Autor: Knut Hamsun
Trata-se do título mais famoso do escritor norueguês Knut Hamsun. O autor tornou-se conhecido por ter apoiado a Alemanha nazista, inclusive quando esta invadiu a Noruega.
O livro, com contornos autobiográficos, narra o quotidiano de um cidadão que vaga pelas ruas de Cristiânia (hoje Oslo), faminto e vestido em farrapos, buscando escrever para, com a venda do que tiver escrito, conseguir manter-se vivo, para escrever, para vender… Enfim, um ciclo de desventuras. O livro, de certa forma, por narrar o drama do sentimento da fome, me recorda Vidas Secas, ainda que, de resto, as atmosferas são completamente diferentes. E, além disso, em Fome, o protagonista tem uma conduta tragicômica, tentando manter um certo garbo enquanto está a morrer de fome.
A tradução, de Carlos Drummond de Andrade, é excelente, embora acho torna a leitura mais difícil. O norueguês não é exatamente uma língua difícil, e a tradução escolhe palavras complicadas para coisas simples. Porém, de resto, o texto é muito rico.
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Knut Hamsun, Livros
Posted by oculos on May 1, 2010 in
Principal
Bom, esqueci de contar: 3 semanas atrás, comecei a sentir uma falta de ar. Fui ao médico e, uma espirometria depois, descobri que estou com bronquite asmática.
Adoro correr, é o único esporte que já pratiquei, e não queria parar de correr. Minha preocupação maior, assim, foi justamente a possibilidade de ter que parar. De lá pra cá, com o uso de um bronco-dilatador fitoterápico, minha respiração melhorou (não posso usar bonco-dilatadores à base de corticóides por conta do Glaucoma). Então voltei a correr.
Eu notava que meu desempenho não melhorava muito, o que agora atribuo à minha reduzida capacidade respiratória. É horrível correr sabendo que não vou melhorar muito meu tempo. Mas pelo menos não tive que parar de correr, não?
Hoje vim correndo da Barra do Choça novamente. No início, logo em uma subida, minha respiração estava horrível, ao ponto de me fazer pensar em desistir. Mas, depois de 5km, percebi que melhorou e, assim, consegui terminar a corrida.
Agora estou preocupado – será que vou conseguir continuar a correr? Enfim…
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
2 aplausos
Posted by oculos on Apr 29, 2010 in
Livros,
Principal
Título original: Il Suggeritore
Autor: D. Carrisi
Best-seller italiano, ficção, trata de uma busca por um serial-killer. Texto bom, de suspense, ainda que o assunto seja um tanto (muito) macabro.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Livros
Posted by oculos on Apr 29, 2010 in
Principal
Conforme falei em outro post, utilizar o Projudi em Mac foi, para mim, impossível. Foi, agora não é mais! Pelo menos não o Projudi tal como disponibilizado pelo Tribunal de Justiça da Bahia.
Vejam: o que não funciona no Mac é o tal applet para assinar as petições.
O CNJ recomenda, para quem não consegue rodar o applet, o uso do programa JusSigner. Esse programa cria a versão assinada da petição e você pode, assim, enviá-la via Projudi. Problema: O JusSigner só funciona no Windows.
Enviei um e-mail aos autores, e um deles (Leandro de Lima Lira), de forma muito gentil, me explicou que o JusSigner, na verdade, foi escrito em Java, e estava apenas empacotado para Windows.
Então, era uma questão de desempacotar o danado! Pois bem, esses são os passos para usar o bicho:
1 – com o botão direito (ou apertando a tecla control), clique no arquivo JusSigner.exe que você baixou. Selecione a opção “Open with” ou “Abrir com”, e escolha algum descompactador de sua preferência. Eu uso muito o The Unarchiver.
Será criada uma pasta chamada “JusSigner”
2 – Abra o Terminal (está na pasta Utilities, dentro de Applications (Utilitários, dentro de Aplicativos)
3 – No terminal, digite
cd
e arraste a pasta JusSigner para dentro do terminal, e tecle enter.
Ou, se preferir, digite
cd caminho-para-o-diretorio-JusSigner
4 – digite java signer/Assinador
E pronto! Agora é só selecionar o arquivo que deseja assinar, seu certificado e pronto – ele vai assinar tudinho, e você pode usar o Projudi para enviar suas petições no Mac, via Safari.
Espero que isso seja útil para alguém!
_______________________________________________
4 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
6 aplausos
Posted by oculos on Apr 24, 2010 in
Filmes,
Principal
Títulos originais: August Rush e Law Abidding Citizen
O Som do Coração é um filme de um garoto que é um prodígio musical, e que foi criado sem os pais, e busca encontrá-los. Bonitinho, mas nada de excepcional.
Já Código de Conduta é um bom filme, desses que fazem pensar cobre as penas e sua proporcionalidade em relação aos crimes.
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Filmes
Posted by oculos on Apr 21, 2010 in
Principal
Já falei aqui no blog que a legislação eleitoral brasileira é esquizofrênica. E hoje vi um exemplo disso.
A lei veda a propaganda eleitoral antecipada. Isto é, os candidatos não podem fazer propaganda antes dos 3 meses que antecedem o pleito.
O problema é que os juízes eleitorais entendem que qualquer manifestação pública de político ou de governo se trata de propaganda antecipada. Isso é um julgamento tão subjetivo que dá margem a asneiras, tipo sujeito desejar feliz natal por meio de outdoor e tascarem multa nele.
Mas minha tese ficou comprovada hoje, através de um fato muito simples: e a propaganda eleitoral negativa? Ninguém vai punir não? Explico: ao correr hoje, vi um outdoor de um sindicato dizendo que o Governo da Bahia paga o pior salário do Nordeste, ou do Brasil, ou algo assim. Acho legítimo, até saudável, que sindicatos façam essa propaganda. Mas ela, indiretamente, não prejudica o candidato que pleiteia a sucessão, e não beneficia seu opositor? Não se trata de uma forma transversa de fazer propaganda política?
Sim, eu concordo com a maioria: trata-se do legítimo direito de expressão. Como é legítimo que qualquer um faça propaganda quando bem entender. A regra constitucional é a liberdade. Quando se trata de eleições, a liberdade passou a ser, por entendimento tosco da justiça, a exceção. O subjetivismo dos julgadores criou regras confusas e draconianas quando se trata da propaganda eleitoral. Se o Presidente da República louva a si próprio, pronto – tascam-lhe multa. Se um opositor fala mal do governo, nada acontece, é liberdade de expressão.
Há algo tão incoerente nisso tudo, e me parece que o raciocínio jurídico é o que menos informa esses procedimentos, e sim uma forma que procuram para censurar a, b ou c.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Posted by oculos on Apr 20, 2010 in
Principal
Eu não entendo o motivo da aversão brasileira aos padrões.
Fala-se agora em virtualização da justiça – ou, mais precisamente, em digitalização dos processos. Isso permitiria que advogados e partes pudessem ter acesso aos processos e suas peças remotamente, sem precisarem se deslocar ao forum.
Muito lindo, se funcionasse. Mas vamos às razões pelas quais não funciona:
1 – Ninguém fala a mesma língua. O CNJ tem uma plataforma denominada PROJUDI. Só que o PROJUDI do CNJ não é o mesmo PROJUDI da Justiça Federal. Que não é o mesmo sistema da Justiça do Trabalho. Aliás, na JT, o processo virtual ainda não existe, existindo apenas meios para envio eletrônico de documentos.
E, curiosamente, para cada sistema, eu preciso de um certificado digital diferente. Um para o PROJUDI da Bahia, outro para o PROJUDI da JF, e o da JT. Pergunto: se o Brasil dispõe do ICP-Brasil, que serve como autoridade certificadora dos certificados digitais, não bastaria ter um certificado só? A Justiça do Trabalho, com muito bom senso, requer o uso de certificado digital válido e reconhecido dentro da cadeia da ICP-Brasil. Não tenho um certificado, assim, da JT, mas sim um certificado reconhecido que serve na Receita Federal, JT, etc.
Já no PROJUDI, tenho que ir a cada Tribunal e requerer um certificado diferente, válido apenas para aquele tribunal. HÁ ALGUM SENTIDO NISSO?
2 – Uso de tecnologia obsoleta.
Em qualquer serviço moderno, há a requisição de que, para ter êxito na utilização, seja utilizado o sistema operacional mais moderno, navegador mais moderno, versão de Java mais moderna, etc.
Pois bem: o tal PROJUDI requer o uso do Mozilla 2.0. Gente, só pode ser piada! O Firefox já está na versão 3.6.3, e o PROJUDI requer o uso de versão de uns 3 anos atrás?
3 – Uso de requisitos limitadores
A JT exige o uso do Internet Explorer, ou, pelo menos comigo, só funciona com Internet Explorer. Já o PROJUDI exige o Mozilla 2.0, como dito. Por que raios não quebram a cabeça para oferecer um serviço que funciona de forma facilitada para o usuário, e não para os programadores?
Hoje gastei todo o dia para tentar enviar petição pelo PROJUDI e para a JT. Não consegui. 4 navegadores e 2 sistemas operacionais, e nada. Será que o sistema está cumprindo seu papel? E, reparem: sou usuário escaldado, já com boa experiência na área de informática. Imaginem Dr. Veizim, que mal aprendeu a usar o Word agora, a mexer com applets em java que não funcionam… O e-DOC da JT funciona às vezes – hoje o applet não carregava nem com reza braba.
4 – Sistemas apenas compatíveis com o Windows
Será que o Poder Judiciário, justo ele que deveria ser atento a essas coisas, não percebe que forçar o usuário a usar um sistema operacional proprietário, em exclusão aos demais, é, no mínimo, antiético, antieconômico, anticompetitivo e imoral?
O Poder Judiciário está a forçar seus usuários a usarem Windows, quando seu próprio parque de máquinas roda Linux – pelo menos rodava, aqui na Bahia. Depois tornaram a colocar Windows. Por qual razão não investem em tecnologia, digamos, agnóstica?
5 – Plataformas burras
Fico imaginando – por que tenho que carregar um applet em Java, super complicado, para enviar um documento, quando poderia enviar um e-mail assinado digitalmente? Não bastaria colocar o número do processo e enviar para um e-mail do Tribunal? Não seria tão mais prático? Por qual razão tenho que carregar um applet em java, provavelmente inseguro, que nem sempre roda direito? Para que ficar reinventando a roda, gente?
Enfim, a coisa pública nem sempre é gerida como a coisa privada. O internet banking funciona bem no desktop, no ceular, no iPhone, no Mac, no Windows, etc. Pelo menos o do Bradesco. Já o processo virtual funciona, quando muito, no Windows XP e olhe lá.
Uma lástima. Se a Justiça é lenta em papel, parece que não é a virtualização que irá acelerá-la.
_______________________________________________
3 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
4 aplausos
Posted by oculos on Apr 18, 2010 in
Principal
Ah, a nostalgia…
Hoje resolvi entrar no IRC um pouco.
Para quem chegou agora, IRC é o Internet Relay Chat, protocolo usado para bater papo na internet em salas de bate papo. Usa-se programa próprio – no Windows, mIrc, por exemplo. No Mac, uso ircle, ou Colloquy.
Lembro-me de que o IRC foi o meu primeiro vício na net. Conheci gente do mundo todo batendo papo via irc. De 1995 até mais ou menos 2001, 2002, usava sempre.
Hoje as pessoas não usam mais IRC. Não sei como fazem para conhecer gente de outros lugares. Mas o IRC era uma companhia para noites longe de casa, em Salvador, durante a faculdade. Ou para preencher algumas horas de tédio nas férias em Conquista.
Algumas das pessoas que conheci via IRC são amigos e amigas que tenho até hoje, muitos dos quais conheci pessoalmente. E foi bom ver que alguns deles lá estão até hoje, e nada como rever bons amigos.
_______________________________________________
2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
3 aplausos
Posted by oculos on Apr 17, 2010 in
Filmes,
Principal
Título Original: Se, Jie (Lust, Caution)
Filme de Ang Lee sobre estudantes comunistas que pretendem atrair um títere da ocupação japonesa na China para eliminá-lo. Porém, a isca acaba se apaixonando pelo cidadão. Filme muito bom.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Filmes
Posted by oculos on Apr 15, 2010 in
Principal
Eu sabia: quando publiquei um post sobre o afastamento da Juíza do Trabalho de Guanambi, tinha certeza que iria sair alguma nota em favor da juíza.
Pois não é que saiu mesmo? A nota procurou uma desculpa para praticar o velho corporativismo. Emitida pelo IPEATRA, a desculpa foi a inamovibilidade, garantia do trabalho imparcial e livre do juiz, como se magistrado não pudesse ser punido. Enfim, mandei para eles uma resposta, que publico abaixo. Porém, antes de irmos à nota, cabe uma observação: qual o objetivo de uma associação que busca pesquisar e aprimorar o conhecimento sobre direito do trabalho, mas que é composta de juízes e promotores? Se fosse composta apenas de juízes ou apenas de promotores, eu entenderia. Mas de juízes e promotores, SEM ADVOGADOS? Qualquer um pode se associar para o que bem entender, e, enfim, boa sorte no mister. Mas acho que qualquer investigação sobre o fenômeno jurídico que seja feita por corporações, mas que não seja exclusiva de uma das carreiras jurídicas, deve sempre contar com a advocacia, já que a dialética é a razão de nossa profissão.
Enfim, eis a minha resposta à nota:
Read more…
_______________________________________________
3 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
13 aplausos
Posted by oculos on Apr 15, 2010 in
Livros,
Principal
Título original: “Mao: The Unknown Story”
Livro enorme, mas muito interessante mesmo. Relata a vida de Mao, de criança a líder da China Comunista. Vale mesmo a pena.
O livro gerou alguma controvérsia e discussão acadêmica, já que suas conclusões foram, em certo grau, resultado da convicção formada pelos autores a respeito da personalidade de Mao. O artigo da wikipedia ilustra isso melhor.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Livros
Posted by oculos on Apr 11, 2010 in
Filmes,
Principal
Antes da Chuva (Before the Rain): excelente filme macedônio mostrando a deterioração das relações entre os povos albanês e macedônio no início da Guerra da Bósnia. Fantástico, fantástico. De 1994.
O Homem que não amava as mulheres (män som hatar kvinnor): filme sueco baseado em obra do escritor Stieg Larsson. parte da trilogia Millenium. Filme bom de se ver, poderia ser um desses americanos de mistério.
Encontro de Casais (Couples retreat): típico filme de sessão da tarde, filmado na Polinésia Francesa. Para distrair.
_______________________________________________
2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Filmes
Posted by oculos on Apr 10, 2010 in
Principal
Sinceramente, acho que a política deveria ser abolida. Ou se adota a técnica sugerida pelo meu amigo João Melo Filho, a do sorteio, que cada um de nós deveria ter o direito de se locupletar, sei lá, por um mês, mediante um sorteio, na administração de algum órgão público/ente federativo, ou então que se valorizasse a meritocracia. O que vivemos é um meio-termo ineficiente. Poucos auferem vantagens, e não há uma preocupação com as coisas que realmente importam, e essas, as coisas que realmente importam, não têm a atenção merecida.
O aeroporto de Conquista é uma lástima. E a reclamação não é um mero ato de espernear por um equipamento dessa magnitude enquanto outras áreas possuem deficiências. o problema é que Conquista é uma cidade média-grande, distante de outros centros urbanos de tamanho comparável e, por isso, isolada. Ou se constrói logo esse aeroporto, ou o desenvolvimento da cidade vai ser sempre atrasado.
O assunto tem sido ventilado na blogosfera, inclusive com um site do Movimento Conquista Pode Voar Mais Alto. Mas me chamou a atenção também o fato de que pessoas de fora também escrevem sobre o assunto. Lembro-me de um comentário de uma palestrante que veio aqui e achou “insólito” o aeroporto. O post, aliás, de um charme e uma simpatia só, chega a dizer que o aeroporto daqui seria charmoso, de tão insólito. Eu, por minha vez, acho que é ainda mais insólito, ultrapassando o charmoso e chegando no surreal.
Conquista, inclusive, tem atraído, por diversos motivos, pessoas de fora. Fico bobo às vezes com a quantidade de talentos que por aqui chegou. E fico feliz com a chegada do Marcus Vinícius na nossa cidade. Para quem não o conhece, é só ler as suas credenciais no seu blog. Ele escreveu acerca do nosso aeroporto, e, de fato, é preciso que tenhamos consciência que aquilo é um monumento à nossa própria falta de zelo e de auto-estima. Infelizmente, não vi um só político que tenha feito do assunto uma bandeira. Aliás, não temos o hábito de cobrar essas coisas dos nossos representantes, e, se um dia a obra sair, não vão faltar heróis responsáveis…
_______________________________________________
5 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
11 aplausos
Posted by oculos on Apr 9, 2010 in
Principal
Finalmente.
Juíza de Guanambi foi afastada.
Uma magistrada contumaz no uso da arbitrariedade no exercício de sua profissão, a dra. Márcia Novaes Guerra continuava intocável, não obstante ser de conhecimento público, notório, mesmo, que agia além de suas prerrogativas, tratando mal partes e advogados, submetendo seus jurisdicionados a um clima de terror.
O curioso é que referida juíza publicou obras sobre o terror psicológico no ambiente de trabalho, nada diferente do que ocorria nas salas de audiência de Guanambi, naquela justiça do trabalho.
A punição é exemplar, merecida e bem-vinda. Contudo, não deixa de ser um tanto anacrônica, já que outra comarca terá que conviver com juíza com respectivo histórico.
E aposto um picolé de limão como vão pipocar histórias plantadas por aí afirmando que se tratou de perseguição política, punição ideológica, etc. Balela. Só quem já presenciou a condução a atuação de referida senhora sabe que um comportamento daquele é absolutamente incompatível com o de um juiz.
_______________________________________________
5 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
10 aplausos
Posted by oculos on Apr 5, 2010 in
Filmes,
Principal
Die Fälscher, filme alemão/austríaco, ganhador do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, narra a Operação Bernhard, feita pelos nazistas, que consistia em emitir milhões de libras esterlinas para desestabilizar a economia inglesa. No filme, prisioneiros judeus que tinham um passado ligado à falsificação são reunidos para trabalhar para os nazistas, falsificando moedas.
Filme excelente.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Filmes
Posted by oculos on Apr 5, 2010 in
Filmes,
Principal
Looking for Eric é o título original desse fantástico filme. Sou fã do cinema europeu: simples, sem tantos efeitos especiais, são filmes que apresentam situações tão simples e comuns, e por isso mesmo verossímeis, que nos encantam pela beleza como são retratadas.
Nesse filme, um carteiro de nome Eric, com a vida toda confusa, encontra-se com seu ídolo e xará, Eric Cantona, famoso jogador de futebol francês (ídolo no futebol inglês), e esse lhe dá conselhos sobre a vida.
Vale MESMO a pena assistir.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Filmes
Posted by oculos on Mar 30, 2010 in
Filmes,
Principal
Vamos começar uma campanha? Vamos juntar a maior quantidade de gente que não se sente imbecil e lançar um protesto para mudar o mundo. Aliás, mudar o mundo, não, que é fácil. Vamos, sim, fazer um desafio inversamente proporcional à nossa imbecilidade: convencer o mundo a não traduzir de forma idiota os nomes dos filmes para o português.
Se o mundo fosse do meu jeito, e já disse que sei que não é, deixaria o nome dos filmes em inglês e pronto. Mas, se tiver que traduzir, pqp, traduza para algo com sentido.
Tipo “Um Sonho Possível”, bom filme, fadado a ser exibido na Sessão da Tarde daqui a uns 2, 3 anos, com Sandra Bullock. Bom para assistir domingo a tardinha, com chuva, como me aconselharam. O título, em inglês, é “The Blind Side”, em referência à posição de um quarterback de time de futebol americano, que não teria visibilidade e por isso necessita de um outro jogador para auxiliá-lo.
Já “Amor Sem Escalas” pra “Up in The Air”? Que amor? Caramba… O filme é muito bacana, eu pelo menos gostei muito. Vale a pena. Mas com um título desses em português eu nem assistiria.
Falta-me inspiração para falar de outros títulos, como “Ferris Bueller’s Day off”, traduzido como “Curtindo a vida adoidado”. Mas, fazendo justiça, a tradução de “Central do Brasil” para “Central Station” faz a coisa perder um pouco da, hum, digamos, poesia, que o nome original traz.
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Filmes
Posted by oculos on Mar 26, 2010 in
Principal
Aleluia! Consegui… Depois das minhas queixas aqui e aqui, consegui finalmente usar meu certificado digital no Mac.
A coisa toda é mais ou menos complicada, funciona apenas no Firefox, mas funciona…
Um pouco de história: quando adquirimos nossos certificados, normalmente o fazemos através da Certisign. Eles oferecem aos usuários de Windows um programinha chamado SafeSign. Esse programa é que faz a ponte entre o sistema e o smartcard. Ocorre que eles também podem oferecer o SafeSign para Mac! SIM!!! Basta pedir. Pedi, demorou uns 2 dias, mas me deram o link para fazer o download. Não coloco o link aqui porque se trata de um programa pago, mas cedido pela Certisign aos seus clientes.
O SafeSign instala alguns arquivos no Mac, invisíveis para nós, exceto pelo tokenadmin, na pasta de Aplicativos. O tokenadmin serve para ler o smartcard, ver os certificados, mudar PIN, etc.
Mas o que vocês querem é assinar digitalmente, correto? Eis aqui a solução, que peguei nesse blog aqui:
1 – Peça à Certisign o SafeSign para Mac.
2 – Abra o Firefox, vá em “Preferences”, depois em “Advanced”, depois em “Security Devices”.
3 – Clique em “load”
4 – Onde tem “Module Name”, coloque o nome de sua preferência – “ManéBlog”, por exemplo, em homenagem a nós!
Em “Module Filename”, copie e cole o seguinte endereço:
/usr/local/lib/libaetpkss.dylib
5 – Clique em ok, e parta para o abraço.
Agora, é só inserir seu cartão na leitora, e acessar os sites preferidos. Eu, por exemplo, testei no site de envio de documentos da Justiça do Trabalho, e funcionou.
Meus agradecimentos (finalmente) à Certisign, que cedeu o SafeSign para Mac. Salientaram que não dão suporte algum ao Mac, mesmo cedendo o programa, portanto estamos por nossa conta e risco.
Para usar o Safari, pelo que compreendi, precisaríamos do SafeSign.tokend, que acompanha o programa TokenLounge, da empresa AET, representada no Brasil pela GDBurti. Como já disse, custa caro. Assim, se 10 usuários do Mac estiverem dispostos, podemos tentar barganhar por um preço mais em conta. Eu, por exemplo, gostaria muito de poder usar meu certificado no Safari, no Mail.app, etc.
_______________________________________________
27 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
47 aplausos
Posted by oculos on Mar 26, 2010 in
Principal
“Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive”.
(roubado daqui)
_______________________________________________
2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
2 aplausos
Posted by oculos on Mar 25, 2010 in
Principal
Em um post anterior, perguntei se a Certisign, empresa que vende certificados digitais, era incompetente. Recebemos, nos comentários, duas respostas da empresa, colocando-se à disposição para ajudar na resolução dos problemas.
Quais eram os problemas? Eram, justamente, a impossibilidade de se usar certificados digitais contidos nos smartcards no Mac e a falta de suporte para o MacOS.
Fiz uma pesquisa sobre o assunto, e mandei e-mails para várias empresas: AET, Gemalto e GDBurti. Todas foram solícitas, com respostas ágeis e esclarecedoras. Descobri, assim, que precisamos de um middleware capaz de ler nossos certificados. Descobri, ainda, que aquele programinha, SafeSign, que a Certisign distribui pra Windows, existe para Mac. Descobri, ainda, que existe o TokenLounge, da empresa AET, representada no Brasil pela GDBurti, que é capaz de usar os certificados no Mac.
Infelizmente, a licença para o TokenLounge custa, individualmente, cerca de R$230,00 aqui no Brasil. O custo poderá ser diluído se mais usuários comprarem juntos. Mas, sem ter a certeza de que a coisa funciona, prefiro não arriscar.
Mas o que me choca é que a Certisign distribui aos seus clientes o SafeSign para Windows e, mesmo tendo a licença para tal, não disponibiliza o SafeSign for Mac aos seus usuários de MacOS! Quer maior prova de descaso com seus usuários?
Detalhe: enviei e-mail aos dois representantes da empresa que se colocaram à disposição para analisar as questões de apoio aos usuários do Mac e, nem deles, ouvi nada.
Enfim, uma lástima e, enquanto isso, ficamos aqui a ver navios, sem poder utilizar nossos certificados no Mac.
UPDATE em 26/03/2010: A Certisign me mandou um e-mail com o link para o SafeSign para Mac! Funciona!
_______________________________________________
3 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
10 aplausos
Posted by oculos on Mar 25, 2010 in
Principal
Eu estou entre as centenas de pessoas que usam a Avenida Olívia Flores para praticar atividade física. No meu caso, corro naquela avenida. Na verdade, às vezes acho que sou um perigo público: além de não ter a melhor visão do mundo, teimo em correr onde acham que não devo.
Lembro-me que, ao começar a correr, Herzem Gusmão me dizia: “Meu filho, não corra no asfalto”. Depois o conselho passou a vir de José Raimundo, prefeito à época: “lugar de correr é aqui”, apontando para a calçada. Eu brincava com a situação, dizendo pra todo mundo que o prefeito cuidava de tudo na cidade, até do lugar onde a gente corria! Era quase um xerife!
Enfim, fui ignorando, de forma meio avergonhada, os conselhos. Depois a vergonha passou, e passei a assumir: corro é no asfalto mesmo. E, às vezes, corro na ciclovia, que veio depois, já tendo completado mais de 1 ano e meio. No que diz respeito à minha pessoa, aquela foi a obra municipal que mais impactou a minha rotina diária: agora tenho onde correr com espaço.
Mas não deixo de escutar muxoxos: “lugar de correr é na calçada!”, “aqui é pra bicicleta”, “um carro lhe pega”, etc.
Infelizmente, a quantidade de corredores não é tão grande quanto a dos ciclistas ou dos pedestres e, talvez por isso, não percebam alguns dados importantes:
- o impacto nas articulações ocorrido durante a corrida é, no asfalto, 3 vezes menor do que no concreto/cimento;
Para nós, corredores, correr no cimento é fora de questão. Temos, assim, duas opções: ou correr na pista ou na ciclovia. Ocorre que, dependendo do horário, correr disputando espaço com os carros é altamente perigoso. Quando saio de casa para correr, ainda é muito cedo, os carros trafegando são poucos. Quando volto, às vezes tenho que usar a ciclovia.
Os ciclistas, na verdade, poderiam ser um pouquinho mais tolerantes: a ciclovia tem dois sentidos de tráfego. Basta usá-los adequadamente, que dá pra todo mundo. Nem os corredores devem andar emparalhados, bloqueando o tráfego, nem os ciclistas deveriam trafegar usando os dois sentidos da ciclovia, principalmente quando o fazem em alta velocidade. Corredores e ciclistas podem usar o mesmo espaço com segurança para todos, contanto que todos tenham bom-senso, sigam regras de civilidade e não façam mau uso do equipamento.
E, o mais importante: que as pessoas continuem a se interessar cada vez mais pela atividade esportiva sadia. Nada mais bacana do que ver os amigos andarem naquela avenida, anos a fio, sempre no mesmo horário. Na Avenida Olívia Flores, não há partidos políticos, profissões ou classes sociais: são todos velhos amigos começando o dia juntos, caminhando, correndo ou pedalando.
_______________________________________________
2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Posted by oculos on Mar 22, 2010 in
Filmes,
Principal
Ok, vi dois filmes no fim de semana.
Precious é algo fantástico, profundo, e, igualmente, depressivo. Um dos filmes mais tristes que já vi. Trata-se da vida de uma adolescente vítima de todo tipo de exploração: pobre, de família violenta, a adolescente que dá nome ao filme tenta progredir, estudar, apesar da vida miserável que leva. Não conto mais, porque seria revelar o que há de triste, mas essencial ao filme.
Saawariya é um filme de Bollywood, o primeiro que já assisti. Fotografia linda, cenários bucólicos, mas muito bonitos. E com coreografias interessantes, principalmente para quem gosta do gênero. E a trilha sonora é algo a parte. Gostei muito de uma das músicas, tanto que quero comprar a trilha sonora.
_______________________________________________
3 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Filmes
Posted by oculos on Mar 20, 2010 in
Principal
Já corri maratonas. Já corri distâncias superiores a 30km em treinamentos.
Mas, desde a infância, “correr até a Barra do Choça” era sempre algo descrito como heróico, impossível ou absurdo. Barra do Choça, para quem não sabe, é um município que fica a 27km daqui de Conquista.
E hoje corri esse mesmo caminho que sempre considerei intransponível. 28km. Quase tudo ladeira, o que não imaginava.
Eu nunca treino ladeiras. Meus amigos de corrida insistem no assunto, dizem que tenho que colocar mais ladeiras nos meus treinamentos, e estou fazendo isso. Mas, Barra do Choça?
Mais um desafio da infância foi superado. E é por isso que essa corrida é tão especial. Acho que nenhum conquistense pode dizer que é corredor sem ter encarado a famosa “estada da Barra”.
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
3 aplausos
Posted by oculos on Mar 13, 2010 in
Principal
Eu confesso: meu gosto musical nunca foi dos melhores. Gosto de muita porcaria. Mas normalmente a porcaria que eu gosto é em outra língua, e normalmente não entendo que se trata de porcaria.
Assim como uma amiga alemã, que adorava um pagode bem chinfrim, ou um outro que adora aquela música da bilirrubina (se bem que o jogo de palavras dessa música, pelo menos em espanhol, é muito interessante – aliás, Juan Luis Guerra tem letras muito bacaninhas, como “Como Abeja Al Panar” ou “Visa para un Sueño”, ou, ainda, “El costo de la vida”).
Portanto, confesso que gosto de músicas inconfessáveis. E isso me lembra da excelente “Bettina”, do grupo alemão “Fettes Brot”. Essa música sempre me deu um gás excelente na hora de correr, e me lembra sempre da primeira maratona: correndo feito um louco, gente gritando no passeio, dando força, e essa música tocando no iPod (sim, correr ganha outro sentido com música, ainda que eu perca minha audição rapidinho com esse hábito).
O problema: imagine gritar o verso de Bettina para um público suíço-germânico: “Bettina, pack deine Brüste ein, Bettina zieh dir bitte etwas an.”. Descobri, depois de algum tempo, a tradução: “Bettina, bota os peitos pra dentro, Bettina, por favor, coloque alguma roupa!”…
Descobri que a Bettina era uma apresentadora da TV alemã que usava generosos decotes. E quando o dia tá difícil, dá vontade de gritar pra Bettina… BETTINA!!!! MOSTRA OS PEITOSSSSSS!!!
_______________________________________________
Um corajoso já se manifestou! Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Posted by oculos on Mar 13, 2010 in
Principal
Isso me lembrou algo que já relatei em outro post.
Segundo consta, comer carboidratos na véspera de um treino de corrida longo aumenta o desempenho. Eu costumava fazê-lo, mas como decidi perder um pouco de peso para aumentar a performance, não estava seguindo essa orientação.
Quase em plena forma, decidi, então, voltar a comer os carboidratos de sexta à noite.
Olho para a geladeira, vejo discos de pizza. Merda, não tinha queijo. Vai tu mesmo. Peguei os discos de pizza, vencidos que estavam já há dois meses. Ah, eles devem sempre colocar um percentual de segurança nessas datas de validade, é o que todos pensamos. Bom, coloquei o molho de pizza, cortei umas cebolas e coloquei queijo parmesão.
Comi dois dos discos.
Hoje pela manhã, com uma dor no estômago ferrenha, quase não fui correr. Mas acabei indo, embora com a preocupação de uma revolução de trigo vencido com molho suspeito de tomate além daquele queijo parmesão maroto aberto há 6 dias (a embalagem diz que ele agüenta firme por 5 dias na geladeira).
Sol de 30 graus. Precisei me hidratar muito. Corri pesado, talvez devido ao café da manhã: açaí com granola, um ovo cozido, um pão sueco e uma xícara de espresso.
Fizemos testes de resistência e velocidade hoje, e fui péssimo nos dois.
Portanto, fiéis leitores, lembrem-se: as datas de validade estão ali por algum motivo.
Ou não.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Posted by oculos on Mar 12, 2010 in
Filmes,
Principal
Bueno, na newsletter de Michael Moore vi a recomendação ao filme norueguês Águas Turvas (De Usynlige), e resolvi conferir.
Perturbador, para dizer o mínimo. Mas é um filme ao estilo escandinavo, que me é tão caro. História de que na vida às vezes é muito difícil ter uma segunda chance. Trata-se de Jan, recém-egresso de uma penitenciária onde cumpria pena pelo assassinato de uma criança, o que ele nega. Conseguiu o emprego em uma igreja, como organista. Mas seu passado não vai embora…
Enfim, o filme é muito bom, mesmo. Aliás, o cinema escandinavo é surpreendente: seus temas sempre são instigantes – sejam leves ou pesados. Sempre tratam daquelas situações da vida em que nem tudo é bom ou mal. Definitivamente, não é um cinema moralista, penso eu, porque sempre carrega a por vezes irritante neutralidade daquelas culturas, mas sem deixar de exalar emoção nos comportamentos aparentemente tão frios.
Excelente exemplo disso é o filme O’Horten, que já tinha visto, mas foi também recomendado por Michael Moore – mostrando o início da aposentadoria de um experiente condutor de trem, que, por toda a sua vida, conduzia trens. Ou o mais velho filme, Telegrafisten (O Telegrafista). Ou Ondskap.
_______________________________________________
Comente! Manifeste-se! Dê seu pitaco!
Se não quiser comentar, mas quer dar um apoio moral, clique na mãozinha e aplauda!
Um aplauso!
Tags: Filmes