Posted by oculos on Jan 13, 2010 in
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Esse artigo me animou.
A Google finalmente fez a coisa certa: informou que não vai mais aplicar práticas de censura em seu site, conforme exigências feitas pelo governo chinês.
Está na hora de parar de tratar a China como uma prostituta: pagamos com a nossa fingida indiferença o preço da condescendência em troca do acesso ao mercado e às facilidades chinesas. Com esse nosso comportamento hipócrita, alimentamos um sistema baseado em opressão das liberdades individuais, trabalho indigno e sob condições desumanas e preços subsidiados. E fazemos tudo isso ou para que nossas empresas ganhem dinheiro ou para que possamos ter nossos brinquedinhos hi-tech a preços módicos.
Espero que outras empresas comecem a frear esse círculo de prostituição, e que a China comece a ser isolada. Ou o jogo fica justo, ou vamos parar de jogar.
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M. Luiz
Anônimo2 aplausos
Posted by oculos on Jan 12, 2010 in
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Sou fã de telefone, muito embora hoje em dia não tenha tanta paciência para ficar pendurado neles.
Sempre gostei dos telefones da Siemens. No escritório, temos alguns eurosets básicos, que são bonitos e de excelente qualidade. Em casa, eu tenho um sem fio com secretária eletrônica que já está funcionando há bem uns 3 anos sem qualquer problema. Tinha um outro com secretária eletrônica que era bom, mas tinha uma coisa horrível: a eletricidade dele ia da tomada ao aparelho via um cabo de telefone proprietário – péssimo, vivia dando problema.
Pois bem: como vocês sabem, estou invocado com a tal VoIP. Em meu escritório, estou migrando as ligações de longa distância para VoIP. Em casa já fazia isso. E agora faço de forma ainda melhor: conheçam o Siemens A580 IP:
É um aparelho fantástico. De cara já funcionou lindamente. Conectei ele ao pbxes.org, onde tenho uma conta VoIP, e a qualidade da ligação é muito boa (notei um jitterzinho, mas vou testar mais). Consegui transferi alguns contatos do computador para o handset – truncaram-se os acentos, diga-se. Configuram-se até 6 contas VoIP nele, mais a linha fixa e mais a conta Gigaset.net. Na verdade, esse Gigaset-net é um serviço para os proprietários dos aparelhos Gigaset IP – podem falar de graça entre si pela internet. Maneiro, não?
E, detalhe: a base reconheceu o meu outro aparelho sem fio da Siemens (mencionado no início do post), e ele agora virou ramal desse outro! Jóia, não?
Enfim, boa aquisição. Espero que muitas empresas e amigos venham para o VoIP. Pagar por ligação, hoje, não faz sentido algum.
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Anônimo(2)2 aplausos
Posted by oculos on Jan 12, 2010 in
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Lembram-se da celeuma sobre a Nokia que mencionei no post anterior?
Esqueci de indicar o blog do José Antônio, que passará, segundo consta, a se dedicar ao seu blog pessoal, com seus relatos sobre coisas bacanas que acontecem na área da tecnologia.
Vale a pena: o link está aqui ou na barra do lado.
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AnônimoUm aplauso!
Posted by oculos on Jan 10, 2010 in
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Pronto, falei.
Os aparelhos da Nokia são bons, em termos de qualidade. O uso do VoIP, por exemplo, em alguns aparelhos, foi implementado pela empresa finlandesa da melhor forma possível. O sistema Symbian é o menos fresco de todos, permitindo coisas bobas, como trocas de arquivo via bluetooth, coisa que o iPhone ou Droid, poderosos, não fazem. Mas a interface deles já não é mais a mesma. Antes inovadora, passou a ser espectadora do que os outros fazem. Alguns dos seus aparelhos são intragáveis (o N810, por exemplo, tem um teclado horrível!). Outros são fantásticos – N71, por exemplo.
Mas a razão desse post é essa aqui: forçaram um fã da marca, um abnegado usuário que só promovia a empresa, a fechar um site que era, de forma despretensiosa, um dos melhores pontos-de-encontro dos possuidores e interessados nos aparelhos da Nokia. Tudo daquela forma arrogante, prepotente e sacana que só as grandes empresas agem.
Atiraram no próprio pé, desrespeitaram a liberdade de expressão e foram injustos justamente com quem divulgava positivamente sua marca. Azar o deles.
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Anônimo(54)54 aplausos
Posted by oculos on Jan 3, 2010 in
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Leitor(a) economista, me explica uma coisa:
Sempre me disseram, desde pequenininho, que os impostos de importação brasileiros são super altos justamente para proteger a indústria nacional, a fim de que ela se desenvolva e produza coisas legais. Antes, tínhamos até uma reserva de mercado para a informática (toc, toc, toc, vade retro!).
Alguém me explica por que diabos a indústria ainda não se desenvolveu? E alguém explica por que temos que continuar a dar incentivos? E alguém explica qual o sentido disso, já que nós, brasileiros, não temos exatamente o melhor poder aquisitivo do mundo, mas, mesmo assim, temos que comprar bens de consumo mais caros do que o resto do mundo civilizado porque ainda sonhamos em ter uma tal indústria de ponta que não chega nunca?
É ridículo, patético que todo brasileiro, quando um amigo vai para o exterior, precisa pedir para trazerem-lhe um tênis, uma câmera digital, ou até produtos que nem se quer se encontram aqui – já tentou, por exemplo, comprar um scanner (que seja só scanner) com alimentador de papel, por exemplo? Ou uma impressora sem fio? Quando se encontra tais produtos em um supermercado ou loja, o preço é tão absurdo que só empresas grandes os compram. No exterior, é corriqueiro comprar algumas coisas para uso doméstico, como um segundo ramal para o telefone, por exemplo. No Brasil, o alto preço dessas coisas triviais fazem-nas parecer próprias para empresas!
Quando é que alguém vai tomar vergonha na cara e parar de fazer de nós idiotas, e proteger essa indústria que vive da preguiça, da mera montagem de aparelhos do ano passado vindos da China?
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Anônimo(12)
M. Luiz13 aplausos
Posted by oculos on Dec 29, 2009 in
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Eu parafrasearia a Simone, com o seu “Então é Natal”, se não fosse o caso de mandar Simone para a PQP por transformar o Natal em um chiclete Bubbaloo.
Mas, simpáticos e simpáticas leitores e leitoras – notem como estou politicamente correto, ainda que confuso

. E 2009, o que foi?
Bom, foi um ano sabático para mim. Embora tenha feito coisas extraordinárias ao longo do ano, não consigo deixar de enxergá-lo como um ano do jubileu, aquele em que se para tudo a fim de refletir, organizar, retomar rumos, etc.
Foi um ano em que abandonei a função pública, corri 2 maratonas, perdi alguns amigos (embora espero que não irremediavelmente), ganhei muito mais outros. Ano em que emagreci, engordei e volto a emagrecer.
Aprendi a fazer pão durante o ano. Atendi meus clientes de forma muito mais próxima. Conheci pessoas maravilhosas. Reencontrei a Doce G., e isso fez do ano, só por esse evento, valer a pena.
Mas confesso que foi um ano perdido, no sentido em que não me sinto satisfeito com tudo quanto nele foi feito. Foi como se fosse um ano fechado para balanço – em reforma.
Embora acredito eu que o mundo não está pra brincadeira, acho que 2010, sim, vai bombar. A máquina está azeitada. Se nada atrapalhar, 2010 vai ser show.
Pelo menos até fevereiro…
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Posted by oculos on Dec 28, 2009 in
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É, acho que finalmente terminei minha busca pela forma mais bacana de organizar minha vida digital profissional.
Comecei pelo Things, programa fantástico para organizar minha lista de tarefas Sincroniza com o iPhone, fala com o iCal, e é simples e elegante.
Depois, fui de Bento, para organizar clientes e processos. Também fala com o iCal e iPhone.
Adicionei Dropbox e Sugarsync – o primeiro, para sincronizar alguns aplicativos entre os Macs, entre eles o 1Password, e também para compartilhar arquivos com alguns amigos. Já o Sugarsync, devido à flexibilidade do local das pastas, uso para fazer um backup dos documentos.
Para notas, estou usando o Evernote, principalmente para idéias surgidas no meio do caminho. Voltei a usar o Stickies depois de pesquisar meio mundo por uma alternativa mais elegante e descomplicada. Não achei. Cansei de ficar abrindo editor de textos para anotar recados, daí o Stickies.
Coloquei algumas widgets da Dashboard permanentemente na minha área de trabalho: Organized (www.islayer.com), Weather e o Address Book.
Passei a usar o DragThing para só deixar no Dock as coisas que preciso instantaneamente ou que me dão feedback visual, tipo o Mail ou o Things.
E neste momento testo o Blogo, um blogador com alguns recursos interessantes.
Como vocês podem ver, a tela do Mac ficou simpática.
Estou me preparando para uma virada em 2010: quero que meu trabalho seja 100% digital ano que vem. Não quero mais gastar espaço com arquivos. Quero digitalizar todo documento que me for entregue pelos clientes. É mais barato ter espaço digital do que físico, além da comodidade.
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Anônimo(3)3 aplausos
Posted by oculos on Dec 25, 2009 in
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Li recentemente na Info do mês de dezembro/2009 um pequeno texto sobre “O Direito de Esquecer”. O texto falava sobre um livro de um escritor alemão cahamado Viktor Mayer-Schönberger, intitulado “Delete: The Virtue of Forgetting in the Digital Age“.
A idéia toda, que achei super oportuna, é que a Internet serve como um arquivo vigilante de tudo o que fazemos. Se escrevemos um texto horrível há 10 anos atrás, ele ainda estará aqui, para desespero do escritor, que nem poderá ocultar ou renegar seu trabalho.
O escritor, assim, receia que acabemos por refrear a nossa criatividade com medo de uma censura eterna, algo que, de fato, parece insuportável. Que nos tornemos pessoas cautelosas demais, frias demais, vazias demais, sem coragem para ousar e errar.
Fico pensando, assim, na classe dos políticos. Acho que nenhum deles escreveu um blog, e poucos devem fazê-lo hoje, pelo menos não de próprio punho ou sobre assuntos diversos. Claro, políticos vivem de aparências. Apresentam-se como seres humanos desprovidos das nossas características mundanas – irritação, raiva, fala coloquial, apego a assuntos amenos, etc. Políticos não devem ir ao banheiro – apesar de fazerem muita merda. Políticos não devem assoar o nariz. Não se vê políticos falando palavrões ou reclamando do tamanho da fila.
Não, decididamente, políticos não escrevem blogs.
Já os que escrevem, nós outros, não ingressamos na política. Deveríamos, até pela atenção que damos ao desnecessário e, com igual fervor, ao necessário, às coisas que nos são diretas e caras. Políticos, por certo, não ligam para call centers, por exemplo.
Mas, venhamos e convenhamos: blogueiros nunca seriam eleitos coisa alguma. Imaginem se alguém votaria em mim, por mais capaz que minha mãe me considere, após ler qualquer texto meu desse blog. Esse post aqui, dentre tantos, por exemplo. Imaginem isso exposto contra mim no horário eleitoral gratuito. Perderia eu todos os poucos votos que teria caso fosse candidato a alguma coisa.
Esse é o nosso problema: nossa hipocrisia em reconhecer que todos usamos de nosso verniz social. Somos todos sorriso ao sairmos de casa, embora, em nossa solidão, tenhamos todos os mesmos problemas: às vezes saco cheio de tudo, às vezes chateação com as contas, às vezes soltamos nossos palavrões. Mas temos que manter postura sacrossanta diante do resto das pessoas.
Pergunto eu aos antropólogos: será que a humanidade sempre foi assim? Quando será que viramos seres duais – o ser individual e o ser social? E quando foi que essa dualidade deixou de ser uma circunstância e passou a ser uma hipocrisia? Quando é que começamos a condenar o comportamento de um político, por exemplo, quando ele saiu com uma secretária, ao invés de prestarmos atenção na sua atuação no exercício do mandato?
Fico a pensar que, apesar da minha total descrença de que esse mundo seja administrável ou tenha conserto, imagino que se desejasse, por exemplo, ser prefeito de Vitória da Conquista, não bastaria que eu tentasse mostrar minhas credenciais acadêmicas/sociais (seja lá o que isso queira dizer)/profissionais. Eu teria que dizer o que realmente penso, e isso certamente me desqualificaria, já que, por suposto, imagino que não votariam em alguém que lava os pratos, que gosta de computadores, que acredita em que um adversário pode ser honesto e um aliado corrupto, fala com a boca cheia, etc.
Enfim, concordo com meu amigo do andar de cima, que infelizmente não atualiza mais seu blog: deveria haver sorteio na administração pública. Os políticos – ah, esses são todos iguais. Mas humanos, por definição, duvido que sejam. Eles não escrevem blog, e não se pode pegá-los nas coisinhas pequenas de nossa vida besta, nem reprovar neles aquilo que, talvez, reprovamos em nós mesmos.
Mas, well, se quiser um conselho, procure saber se seu candidato é de carne e osso. Se usa uma cedilha quando deveria usar dois esses. Se esquece as chaves do carro. Se dá um arrotinho depois de uma coca-cola gelada. Caramba, depois de uma lata de cerveja! Eu, de minha parte, não voto mais em ET’s.
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Anônimo(7)7 aplausos
Posted by oculos on Dec 25, 2009 in
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A você, dileto leitor que, nesse momento de festas, deu um pulinho aqui, desejo um Natal supimpa e um ano novo pocado de bom!
A aqueles que não são lá tão fans do Natal (como esse que vos escreve), desejo um Feliz Festivus! Quem não souber do que se trata, mas quiser considerar uma comemoração diferente , favor consultar nosso amigo Google sobre o Festivus.
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Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Posted by oculos on Dec 19, 2009 in
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E a batalha é infinita…
Pois bem: como todo mundo está cansado de saber, a Oi vai vender iPhone. Desbloqueado. Oh, que bom, oh, que maravilha.
Chega um belo dia, há duas semanas atrás, ligo meu iPhone – desbloqueado legalmente e sem nenhum hackeamento – e, ao conectá-lo ao iTunes, me pergunta o aplicativo se quero atualizá-lo com os ajustes para a minha operadora.
Pensei comigo, por que não? Li a página, que, por sinal, salvei, que diz claramente que nenhum mal virá sobre aquele que aceitar a atualização.
Aceitei e… lá se foi o meu tethering.
Tethering, pra quem não sabe, é a capacidade básica de compartilhar a conexão de dados do celular com o computador. Ninguém nunca usou esse nome bonitinho por aqui porque, ao contrário do iPhone, quase todo celular meia-boca que tenha dados e bluetooth faz isso. Porque no resto do mundo (exceto nos Estados Unidos e, pelo visto, aqui) ninguém fica capando o celular, tirando recursos triviais como esses.
A Oi, pousando de boa moça, tirou um recurso que TODOS os seus smartphones têm (pelo menos até quanto acompanhei o portfolio deles).
Houve uma nítida violação da minha privacidade quando a Apple, sem minha permissão, desabilitou um recurso que estava lá. E estava funcionando bem, com a mesma Oi.
Notifiquei a Apple do assunto, mas não me responderam. Então vou à justiça.
Será que existe outro usuário insatisfeito? Se formos muitos, poderíamos entrar com alguma representação no Ministério Público por violação dos Direitos do Consumidor.
A prática é ridícula: repito: qualquer celularzinho de 5, 6 anos atrás, possui o recurso de compartilhar a conexão de dados do celular com o computador. O T68 da Sonyericsson fazia isso. O N95 e E61 da Nokia, e modelos posteriores, idem. O iPhone, também, mas a Oi vai agora capar os seus clientes?
Enfim, quero o tethering no iPhone para a Oi JÁ. Senão, assim que acabar o recesso forense vou entrar com uma ação contra a Apple, já que foi ela que enviou a tal aplicação.
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Anônimo(11)11 aplausos
Posted by oculos on Dec 18, 2009 in
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Eu não sei se o leitor conquistense sabe, mas o IPTU é responsável por uma fração mínima, de menos de um dígito, no percentual de receitas municipais.
No entanto, a população da cidade reclamou no aumento do valor do IPTU. Com ou sem razão, a reclamação foi egoísta.
Primeiro, porque o aumento foi todo realizado em bairros de classe média. Segundo, porque o IPTU é uma das poucas receitas próprias do Município (ao lado do ISSQN). O cidadão deveria era se informar sobre o que é feito do seu IPTU. Deveria se preocupar porque sua arrecadação não é suficiente para bancar as pesadas obras de infraestrutura de que tanto gosta.
Ou a cidade começa a pensar que não se fabricam obras por decreto, ou sempre viveremos nesse teatro de “a culpa é do governante”, ou “a culpa é da falta de recursos”, ou “o governo aumenta demais os impostos”.
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AnônimoUm aplauso!
Posted by oculos on Dec 18, 2009 in
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Bom, após tantos assuntos técnicos, vamos falar de coisas mais mundanas…
Algo tem me incomodado em Vitória da Conquista.
Essa cidade tem crescido de forma assustadora. Você, caro leitor, caso tenha estado aqui há uns 5-6 anos atrás e hoje tenha regressado, verá isso. Claro que não estou falando dos índices oficiais, onde, de fato, o crescimento é facilmente demonstrável em números (pra se ter uma idéia, o consumo de cimento daqui foi superior ao de Ilhéus e Itabuna somados e, salvo engano, superior ao de Feira de Santana).
Conquista ganhou as seguintes obras nos últimos 6-7 anos:
- Duplicação da Av. Olívia Flores até a UESB
- Reforma do trecho urbano da Rio Bahia
- Avenida Luis Eduardo Magalhães
- Duplicação da Av. Juracy Magalhães
São quatro exemplos, mas que demonstram, hoje, os principais vetores de crescimento da cidade. É indiscutível que a cidade tem crescido nesses vetores.
Pois bem: agora, sabe-se, Conquista tem a previsão, para 2010, de implantação dos seguintes estabelecimentos:
- Hiper G. Barbosa;
- Wal Mart;
- Hipermercado no Shopping Conquista Sul
- Shopping Boulevard
Isso somando-se a obras também recentes, como Atacadão, Shopping Conquista Sul e, mais distante, o próprio Hiper Bompreço, além de algumas indústrias, como a Dilly (Dass), a Coposchio, etc.
Pronto, chega de dados. Vamos agora à razão da minha chateação.
Penso eu que a cidade tem que ser pensada, agora, de forma coletiva. Não dá pra ser uma cidade pensada apenas em grupos esparsos, que, sim, merecem toda a atenção da administração, mas sempre dentro da perspectiva de grupos esparsos, e não com holofotes.
Exemplo: por que a administração municipal, sabendo que a frota de veículos de Conquista cresce em ritmo superior à média estadual, com um número enorme de concessionárias (recém inauguradas contam-se quantas – umas 10, sem contar as dezenas de multimarcas), parece não abordar o problema de forma satisfatória? Ou, para ser mais direto, por que interromper o fluxo de veículos em três vias centrais da cidade EM PLENO FINAL DE ANO, fazendo com que andar no centro, de carro, seja uma tormenta ainda maior?
Ora, interromperam o fluxo nos segmentos superior e inferior da Praça Tancredo Neves e o superior da Praça Barão do Rio Branco (Praça essa que, durante boa parte do ano, tem seu parque de estacionamento reduzido em razão da montagem de palcos). Ceparam várias vagas de estacionamento na Rua Maximiliano Fernandes, o que causa uma briga por estacionamento e desequilíbrio no contrato da empresa concessionária.
Tudo para que fossem instaladas barraquinhas para vender artesanato, cachorro-quente, essas coisas. CLARO que sou a favor de espaços para que a Economia Solidária prospere, e os pequenos tenham vez. Mas Conquista, agora, não pode parar, e me pergunto se os benefícios para os poucos empreendedores são suficientes para compensar os transtornos para toda uma cidade. Ora, há praças na cidade que poderiam muito bem ser usadas para tais fins – 9 de Novembro, com ampla calçada, parte das alamedas, enfim, nada que prejudicasse o tráfego e o estacionamento.
Antes que me perguntem se acho que os carros devem ser privilegiados em detrimento das pessoas, respondo com um NÃO enorme. Acho, inclusive, que já está mais que na hora de se pensar em intervir de forma radical no Centro, fazendo calçadas em um perímetro grande dali. Mas isso tem que ser pensado com a oferta de vagas nos arredores, como é feito em qualquer lugar civilizado. Bloquear vias de tráfego sem oferecer alternativas é horrível.
Outro aspecto, principalmente para quem já visitou Curitiba, por exemplo, é o tal transporte público. Noto que Conquista possui uma elite meio hipócrita, sempre crítica dos governos mais populares, como esses que estão aí, mas sei também que parte dessa elite é, de fato, interessada no desenvolvimento da cidade. Ora, por que raios não criam um forum para que a cidade seja pensada e construída de forma coletiva? A iniciativa privada precisa colocar a mão no bolso.
Idéias, são várias: Conquista precisa de abrigos modernos de ônibus, com informações das linhas, mapas, etc. Conquista precisa de sinalização dos logradouros, com CEP, guias de numeração, etc. A iniciativa privada poderia muito bem propor isso, e a Prefeitura poderia licitar a publicidade desses espaços.
O Poder Público não tem dinheiro pra tudo, mas a iniciativa privada pode muito bem meter a mão no bolso e dar uma força, com a contrapartida de tornar-se também um agente de desenvolvimento social e, ainda, beneficiando-se com publicidade, geração de tráfego, etc.
A cidade precisa de um pólo digital urgente – aqui se desenvolve software da melhor qualidade, mas é cada um por si. Somos uma cidade cuja única fonte de informação, hoje em dia, é um blog ou dois! Quando é que uma empresa jornalística de verdade vai se interessar em desenvolver um portal decente para a cidade? Quando é que teremos um canal de TV local, com notícias da cidade o tempo todo, cobrindo os eventos ao vivo, como sessões da câmara, festas de largo, exposição, tráfego, tempo? (aqui um parêntese tem que ser aberto ao esforço notável do Eduardo e a TV Local 36, infelizmente restrita aos assinantes da NET e aos internautas, que faz milagre com os recursos à sua disposição)
Na minha humilde opinião, Conquista precisa que o Governo Municipal e a Iniciativa Privada comece a andar junto, e não cada um seguindo suas próprias prioridades. Exemplos de atuações disformes, que precisam ser resolvidas:
- aeroporto – gente, isso é urgente! É pra ontem! Fechem a cidade, se for necessário, mas FAÇAM acontecer! Conquista não é uma vila! As pessoas estão brigando por espaço naquela biboca que chamam de aeroporto! A economia da cidade cresceu ao ponto de que as pessoas lotam os aviões, e o tráfego aéreo daqui tende a disparar se o investimento público for feito. Ou alguém tem dúvidas? E, pior: a cidade é humilhada com o descaso para a questão.
- ferrovia leste-oeste – o Governo do Estado fez descer goela abaixo esse raio de ferrovia, SEM QUE AO MENOS CONSIDERASSE INCLUIR VITÓRIA DA CONQUISTA NO TRAJETO! E não me digam que é por causa do aclive, que não precisa ser engenheiro pra saber que esse não é o problema. Conquista já é entroncamento viário, poderia ser ferroviário. Mas ninguém daqui sequer levantou a questão. NINGUÉM!
- Centro Cultural Banco do Nordeste – Uns querem no centro, outros fora do centro. Resolvam-se, mas tragam o centro!
- Centro de Convenções – Alguém já parou para contar a quantidade de congressos, seminários, simpósios e afins que acontecem aqui? E formaturas? Pois bem: a cidade só tem 1 – UM – lugar para realização de tais eventos. Aliás, vamos ser honestos? A cidade não tem NENHUM lugar decente para a realização de tais eventos. Tem um local na Avenida Juracy Magalhães, que é muito bonito por fora, mas não conheço por dentro. Mas… e estacionamento? Gente, Conquista é central – polariza uma região enorme, é palco para esses eventos! E ninguém fala nada no assunto?
- Praças – Ok, esse assunto é difícil, porque exigiria desapropriações, e tal. Mas todo mundo percebe como o clima daqui tem mudado. Precisamos de áreas de circulação. A cidade está se verticalizando de forma vertiginosa. Ou se criam espaços para circulação de pessoas e de correntes de ar, ou isso aqui vai virar um monstrengo.
É preciso que a cidade comece a se ver no seu tamanho atual, e não como a vilazinha de 100 anos atrás. O crescimento não está tão ordenado, e melhorar isso depois vai ser impossível. E está na hora das pessoas começarem a pensar no coletivo sem lavarem as mãos, culpando o Poder Público. Ou a mobilização começa, ou já era. O Poder Público, sozinho, não tem estrutura, hoje, para cuidar da responsabilidade que o tamanho de Conquista trouxe a seus habitantes, e não por culpa de seus governantes, mas porque a própria economia estatal não permite uma ousadia maior.
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2 leitores já deram pitaco. Manifeste-se! Comente! Dê seu pitaco!
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Anônimo(8)
M. Luiz9 aplausos
Posted by oculos on Dec 17, 2009 in
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Bendita seja a Nokia ao incluir o protocolo SIP nos seus smartphones.
Eu tenho achado que falar usando VoIP proporciona uma qualidade de voz muito melhor do que por telefone fixo ou móvel, pelo menos quando utilizada através de um telefone da Nokia. Uso o Gizmo, mas outros provedores são tão bons quanto (Nimbuzz, iptel.org, Vono – este daqui do Brasil), etc.
Enfim, se tiver rede wireless em casa e um celular da Nokia compatível dando sopa, experimente usar SIP para ligações interurbanas e/ou internacionais. É show!
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Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Posted by oculos on Dec 17, 2009 in
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Sempre fui um usuário do Filemaker, como já disse aqui. Pra quem não vem do mundo Mac, o Filemaker é um banco de dados, assim como, no Windows, o Access. Utilizava o Filemaker para gerir os registros dos meus clientes e seus respectivos processos.
O Filemaker é excelente, flexível e muito poderoso.
Usar o Mac em um escritório de advocacia, no Brasil, tem dois problemas básicos: a falta de um programa para controle de processos e a inexistência de repositórios de jurisprudência compatíveis com a plataforma.
Esse segundo problema eu não tenho como resolver, muito embora nada custaria às empresas desenvolver soluções cross-plataform, já que, hoje em dia, isso é bem mais fácil, com Java, HTML 5, Web 2.0, etc. Portanto, vez por outra ainda uso o Parallels para pesquisar jurisprudência, muito embora os sites dos tribunais muitas vezes já possuem as decisões prontas para pesquisas.
Já o controle de clientes… Existiu, não sei se ainda existe, uma solução baseada em Filemaker, há pelo menos uns 5 anos atrás, acho eu. Mas, ao que eu saiba, hoje, não tem nada.
As soluções mais modernas para Windows controlam tudo – honorários, gestão de horas, consultas, etc. São capazes, inclusive, de baixar, durante determinada hora, as últimas movimentações processuais.
Sinceramente? Esses recursos não me interessam tanto. Primeiro, porque quando tenho que consultar um processo, faço-o no site do tribunal respectivo. Segundo, porque acho que esse tipo de controle em tempo real só será confiável quando o Poder Judiciário resolver unificar seus layouts de informações. Puxa, porque não padronizam tudo em, sei lá, RSS? Cada processo com seu feed? Assim seria fantástico, seria fácil colocar as novas informações nos bancos de dados, sem medo de uma mudança repentina.
Portanto, meu sistema nunca precisou ser desses parrudos – bastava controlar meus clientes e processos.
Algo, porém, me faltava: um sistema que controlasse, também, minha lista de tarefas, minha agenda, e falasse com o iPhone.
Senhores, conheçam o Bento. Não é à toa que vendeu que nem pão quente a versão dele para iPhone.
Ele é um Filemaker BEM diminuído, sem 10% da flexibilidade do seu pai. Porém, diria eu, é muito mais adequado para fazer o óbvio, o que, no Filemaker, nem sempre é tão fácil.
O Bento foi todo pensado para ser integrado ao Mac. Ele pode guardar (ou usar) sua lista de contatos nativa do Mac (Address Book), ou criar uma lista de contatos à parte. Ou várias listas. Ou cadastros de clientes. Ou o que você quiser. Coisas que, no Filemaker, exigem do usuário uma criação enfadonha e, por vezes, complicada, de relações entre tabelas, no Bento são completamente transparentes. Exemplo? Tente criar um BD do Filemaker com a possibilidade de adicionar vários endereços, vários telefones, e vários e-mails. Isso exigiria umas 4 tabelas no Filemaker, com relações entre elas. No Bento, isso é embutido. E, o que é melhor: a interface para isso é simplesmente linda. Não sei no Filemaker 10, mas a opção de “Lista de Endereços” do Bento é formidável (é como no Address Book: você adiciona quantos endereços quiser aos seus contatos).
A interface é linda, e montar as fichas dos clientes é até divertido. Claro, não se tem a flexibilidade de colocar os campos onde se quer, como no Filemaker, mas, em compensação, a interface é muito mais bonita no Bento.
A integração com o Mac não pára aí: ele trabalha com o iCal. Finalmente posso ter meu controle de prazos e audiências trabalhando com meu banco de dados de clientes. Ao atualizar a ficha de um cliente, ou do seu processo, posso adicionar a data de uma audiência que, automaticamente, é adicionada ao iCal. Assim, tudo funciona de forma integrada, com interfaces muito funcionais para quem se utiliza do programa.
Isso sem falar na versão pro iPhone: agora, minha relação de processos anda comigo. Nada de chegar no forum e ter que telefonar caso esqueça de anotar um processo que queria consultar. Tudo bem sincronizado. E, via MobileMe, fico sabendo dos meus compromissos, já que estão no iCal também!
Criar os bancos de dados é algo que chega a ser lúdico: criei gestores para os recibos emitidos, relação de processos ativos, relação de escritórios parceiros e correspondentes, etc. Tudo isso de forma integrada, podendo relacionar a quais processos determinado escritório tem interesse, etc.
E dá pra colocar o Bento para gerenciar os “assets” dos clientes, colocando links para os arquivos e documentos.
Penso que o Bento é melhor solução para qualquer profissional liberal – médico, advogado, principalmente. E tem outra vantagem sobre os programas específicos: você não fica na mão se o desenvolvedor parar de atualizar seu produto. E o programa cresce com você: qualquer nova necessidade, o programa pode ser modificado. E custa apenas US$49 (eu comprei a versão de US$99, que roda em até 5 computadores ao mesmo tempo, compartilhando as bases de dados).
Enfim, mais que satisfeito com o programa. Só espero não precisar de algum outro recurso do Filemaker no futuro, nem que padronizem logo algo na Web que seja impossível de implementar no Bento (o Filemaker fala com tudo: php, SQL, etc.).
Recomendo, pois.
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Posted by oculos on Dec 13, 2009 in
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Meus caros, essa música veio em um pacote do iTunes. Fantástica, antastica:
40 Day Dream, da banda Edward Sharpe + the Magnetic Zeros
Não posto o link porque tô no iPhone. Procurem no Google, e me digam se gostaram!
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Posted by oculos on Dec 13, 2009 in
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Para quem acompanha esse pequeno cafofo blogal, uma atualização na minha busca pelo sistema perfeito de GTD, e um sistema de controle processual nota 10.
Eu sempre usei o Filemaker, já que no Mac não existe um sistema de controle processual decente para advogados, tipo o CPJ, que roda em Windows, ou outros, como um, online, que a OAB está patrocinando. Esses sistemas parrudos atualizam a movimentação processual automaticamente, pela internet, mas não confio muito nisso, já que cada tribunal tem formato diferente para publicação de informações, os captcha’s sempre atrapalham buscas automatizadas e, convenhamos, a justiça é tão lenta que não sei se isso tudo adianta.
O que sempre me interessou foi o controle dos dados dos clientes e dos processos, bem como o andamento dos feitos e as petições. Atualmente, usava um aplicativo para cada coisa – iCal para audiências e prazos, Filemaker para dados dos clientes e processos, e petições localizáveis via Spotlight.
Mas minha vida está para mudar. Vou migrar tudo para o Bento, o programa de banco de dados do Filemaker que deveria ser inferior ao próprio Filemaker Pro. Mas não é, e digo o porquê da minha conclusão:
- Bento é totalmente integrado com o Mac – vou poder colocar meus clientes no Address Book do computador, e usá-los no Banco de Dados;
- as audiências, prazos e listas de tarefas vão ficar todas no Bento também, já que são as mesmas do iCal – eles usam a mesma base de dados! Como o Things também o faz, embora ainda de maneira meio tímida, tudo vai ficar centralizado.
- a interface do Bento é linda, linda, linda.
- o Bento fala com o iPhone – preciso dizer mais? Só isso já vale o preço do programa, não?
Minha preocupação com o backup vai ser resolvida também, quer via Time Machine, quer via MobileMe, já que os dados dos clientes vão ter backup online, e os processuais estarão no iPhone e no backup do Time Machine, embora eu estude um backup semanal do bd do Bento no MobileMe, via aplicação de backup.
Eu sempre torci o nariz para o Bento, mas estou me redimindo – às vezes, mais é menos.
A única coisa que poderá me fazer falta em um futuro, penso eu, ainda distante, é que o Bento não roda em servidor, isto é, não tem um Bento Server. Mas permite compartilhar o banco de dados com até 5 computadores, o que já é fantástico, já que os dados dos clientes poderão ser compartilhados para outros computadores normalmente via publicação em um CalDAV da vida, caso precise compartilhá-los com mais gente o escritório, o que ainda não é o caso. Mesma coisa para os compromissos, datas e prazos. E o custo das licenças é tão baixo que daria pra comprar 4 ou 5 Bento com um Filemaker.
Outro defeito, também para o futuro, é a arquitetura do Filemaker Pro, que suporta plugins que dão funcionalidades, como suporte a webcam, leitores de código de barra, etc. Mas também, sei lá se um dia vou usar isso tudo. A webcam, talvez, para começar a colocar foto dos clientes. Pretendo também colocar um scanner para digitalizar toda a documentação dos clientes. Mas o resto… Só que as qualidades do Bento, hoje, para mim, vão ao encontro das minhas necessidades atuais, ao contrário do Filemaker, que não conversa com o resto do Mac.
E, ironia do destino, o Bento só roda em Mac, o que é uma desculpa para migrar o escritório todo para Mac. Mas o programa é mesmo show, e o preço é muito bom.
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Posted by oculos on Dec 13, 2009 in
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A pergunta é motivada pelo fato de que em breve, quando e se o dinheiro pintar, devo ter que comprar um iPod Nano para correr.
Ocorre que amigo meu da corrida quer comprar um Garmin Forerunner 405, e, pelo preço (no exterior), confesso que fiquei balançado.
O Garmin é melhor do que o Nike+iPod em tudo, exceto pelo fato de que não toca música. Tem GPS e monitor cardíaco, coisas que o Nike+ não tem.
Ocorre que fiz bons amigos na comunidade da Nike (Nikerunning), e não queria abandonar o ecosistema). Mas é chato pagar mais por um produto inferior.
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Posted by oculos on Dec 7, 2009 in
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A Oi vai vender o iPhone. A notícia teria tudo para me empolgar: eu finalmente teria acesso ao tal Visual Voice Mail (única razão para voltar a usar caixa de mensagens), teria a certeza que MMS funcionaria a contento, teria o tethering habilitado…
Pois bem: sábado passado conectei o iPhone no Mac do escritório, e o iTunes informou que estariam disponíveis ajustes para a minha operadora. Eu tomei um susto mas, após uma leitura na blogosfera (ainda usam esse termo?), descobri que a Oi já estava para vender o iPhone.
Não tive dúvidas: mandei atualizar o bicho.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que perdi o direito de ajustar manualmente meus APN’s, perdi o tethering, e perdi o logo da operadora que tinha. Enfim… perdi tudo.
Notifiquei a Apple sobre o assunto, e, se não obtiver uma resposta, vou pensar em propor alguma medida legal.
Agora façamos uma análise: por que a gente se submete a isso?
Eu comprei o aparelho por uma pequena fortuna, fruto da minha irresponsabilidade monetária e falta de família pra sustentar. Desbloqueei o aparelho legalmente. Não fiz jailbreak, mesmo sendo acostumado a fazê-lo (fiz no iPhone antecessor). Tudo isso para que? Para ter um telefone capado.
Em nome do ecosistema fantástico (eu diria imbatível), que nos dá uma interface inigualável, um ambiente familiar e confortável, uma sincronização divina e um aparelho fantástico de se usar, somos submetidos a coisas draconianas como:
- bluetooth capado (onde já se viu não poder enviar uma foto que seja via bluetooth, a não ser para outro iPhone, com aplicativos de terceiros?);
- tethering inexistente (falo sobre isso mais abaixo);
- falta de multitarefa (o push é uma boa idéia, merece existir mesmo havendo multitarefa, mas é muito bom poder ter vários programas abertos);
- falta de câmera de video-conferência
Sobre o tethering, o que dizer? Só a Apple, com o seu infinito chutzpah, conseguiu fazer com que operadoras mundo afora fizessem planos diferentes de dados, conforme se usa o celular ou um modem para o computador, como se fossem duas redes distintas de dados. E a coisa é tão absurda que quase todo celular que tem GPRS e bluetooth permite que o dito faça tethering. Onde já se viu um operador impedir isso de forma proposital?
Uma vez, trocando uma idéia com um rapaz bacana de uma loja de produtos Apple em Lisboa, ouvi dele algo que me chamou a atenção: o iPhone não foi pensado nem na Europa nem no resto do mundo. Só nos EUA eles iriam colocar tanta restrição em um aparelho.
Tomemos um Nokia, por exemplo. Desde 2006/2007 vende aparelhos que suportam Voz sobre IP de fábrica. Um aparelho como o E61 (e hoje o E71) era revolucionário. A própria Oi vendia esse aparelho para o mercado corporativo. E com ele se podia (e pode) usar dados no aparelho ou no computador, através do bicho. Pergunto eu: qual o sentido de capar o aparelho e limitar o tráfego, cobrado a peso de ouro pela Oi?
E não é de morrer de raiva ao pegar um N95, deixar ele todo configurado para
Não, pra mim chega. Se, ao trocar de aparelho, essas falhas não forem supridas, não vou ter outro iPhone. Vou de Android, ou do que estiver na moda.
Quero um aparelho que:
- Me deixe usar o bluetooth à vontade;
- Me deixe abrir quantos aplicativos eu quiser, e não fechá-los porque atendi ao telefone;
- permita-me usá-lo como modem para o meu computador quando eu viajar, principalmente agora com o 3G se espalhando;
- permita o uso de SIP (VoIP) de forma tão linda e transparente quanto os smartphones da Nokia permitem.
E notem que eu não reclamo aqui da falta de liberdade de poder instalar aplicativos a qualquer hora, de qualquer lugar – o ecosistema da Apple é restritivo, mas para mim funciona. O que é ridículo é a limitação proposital de características que já vem no aparelho, apenas por questões mercadológicas.
A Oi vai vender o iPhone. A notícia teria tudo para me empolgar: eu finalmente teria acesso ao tal Visual Voice Mail (única razão para voltar a usar caixa de mensagens), teria a certeza que MMS funcionaria a contento, teria o tethering habilitado…
Pois bem: sábado passado conectei o iPhone no Mac do escritório, e o iTunes informou que estariam disponíveis ajustes para a minha operadora. Eu tomei um susto mas, após uma leitura na blogosfera (ainda usam esse termo?), descobri que a Oi já estava para vender o iPhone.
Não tive dúvidas: mandei atualizar o bicho.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que perdi o direito de ajustar manualmente meus APN’s, perdi o tethering, e perdi o logo da operadora que tinha. Enfim… perdi tudo.
Notifiquei a Apple sobre o assunto, e, se não obtiver uma resposta, vou pensar em propor alguma medida legal.
Agora façamos uma análise: por que a gente se submete a isso?
Eu comprei o aparelho por uma pequena fortuna, fruto da minha irresponsabilidade monetária e falta de família pra sustentar. Desbloqueei o aparelho legalmente. Não fiz jailbreak, mesmo sendo acostumado a fazê-lo (fiz no iPhone antecessor). Tudo isso para que? Para ter um telefone capado.
Em nome do ecosistema fantástico (eu diria imbatível), que nos dá uma interface inigualável, um ambiente familiar e confortável, uma sincronização divina e um aparelho fantástico de se usar, somos submetidos a coisas draconianas como:
- bluetooth capado (onde já se viu não poder enviar uma foto que seja via bluetooth, a não ser para outro iPhone, com aplicativos de terceiros?);
- tethering inexistente (falo sobre isso mais abaixo);
- falta de multitarefa (o push é uma boa idéia*, merece existir mesmo havendo multitarefa, mas é muito bom poder ter vários programas abertos);
- falta de câmera de video-conferência
Sobre o tethering, o que dizer? Só a Apple, com o seu infinito chutzpah, conseguiu fazer com que operadoras mundo afora fizessem planos diferentes de dados, conforme se usa o celular ou um modem para o computador, como se fossem duas redes distintas de dados. E a coisa é tão absurda que quase todo celular que tem GPRS e bluetooth permite que o dito faça tethering. Onde já se viu um operador impedir isso de forma proposital?
Uma vez, trocando uma idéia com um rapaz bacana de uma loja de produtos Apple em Lisboa, ouvi dele algo que me chamou a atenção: o iPhone não foi pensado nem na Europa nem no resto do mundo. Só nos EUA eles iriam colocar tanta restrição em um aparelho.
Tomemos um Nokia, por exemplo. Desde 2006/2007 vende aparelhos que suportam Voz sobre IP de fábrica. Um aparelho como o E61 (e hoje o E71) era revolucionário. A própria Oi vendia esse aparelho para o mercado corporativo. E com ele se podia (e pode) usar dados no aparelho ou no computador, através do bicho. Pergunto eu: qual o sentido de capar o aparelho e limitar o tráfego, cobrado a peso de ouro pela Oi?
E não é de morrer de raiva ao pegar um N95, deixar ele todo configurado para
Não, pra mim chega. Se, ao trocar de aparelho, essas falhas não forem supridas, não vou ter outro iPhone. Vou de Android, ou do que estiver na moda.
Quero um aparelho que:
- Me deixe usar o bluetooth à vontade;
- Me deixe abrir quantos aplicativos eu quiser, e não fechá-los porque atendi ao telefone;
- permita-me usá-lo como modem para o meu computador quando eu viajar, principalmente agora com o 3G se espalhando;
- permita o uso de SIP (VoIP) de forma tão linda e transparente quanto os smartphones da Nokia permitem.
E notem que eu não reclamo aqui da falta de liberdade de poder instalar aplicativos a qualquer hora, de qualquer lugar – o ecosistema da Apple é restritivo, mas para mim funciona. O que é ridículo é a limitação proposital de características que já vem no aparelho, apenas por questões mercadológicas.
* Há usos excelentes para o Push. O melhor deles é feito pelos aplicativos
WhatsApp e
Ping!. Funcionam como SMS, mas usam a rede de dados. Muito mais econômico que SMS. Já ouviram falar?
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2 aplausos
Posted by oculos on Dec 6, 2009 in
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Em minha saga para aumentar a minha produtividade, estive usando durante esse fim de semana tanto o Things quanto o OmniFocus. Gostei de ambos, mas vou acabar ficando com o Things.
As duas ferramentas, como eu já disse, foram indicadas pela Bia Kunze, e funcionam tanto no Mac quanto no iPhone/iPod Touch. Achei o OmniFocus bem mais robusto, pelo seguinte:
- Interface mais parruda, com mais opções;
- Contextos, que são interessantes;
- Sincronização via MobileMe;
- Forma de mostrar os To-Do’s mais intuitiva, além do uso de cores ser mais bacana.
Porém o OmniFocus peca pela sincronização com o iCal – é uma sincronização, e não uma atuação integrada. E nem sempre funciona direito, além de fazer uma confusão com as tarefas que são associadas a um determinado projeto ou contexto. Vira tudo uma bagunça, replica tarefas, etc. Sem contar que a licença do OmniFocus é mais cara e não permite o uso simultâneo (permite instalar em duas máquinas para uma só pessoa, mas não o uso simultâneo). Não gostei dessa política.
Já o Things é bem mais minimalista, não permite níveis de hierarquia mais profundos no que se refere às tarefas, mas…
- é otimamente bem integrado com o iCal, aplicando as mudanças simultaneamente nos dois programas;
- a licença permite o uso em quantas máquinas o usuário quiser, já que o usuário é o detentor da licença;
- custa mais barato
As desvantagens do Things são, principalmente, a ausência de sincronismo entre Mac’s (vão implementar isso em uma próxima versão), a integração com o iCal ainda é limitada – por exemplo: só conversa ao se associar uma área do programa ao iCal (tarefas de hoje, por exemplo), e não por tags, ou todos as tarefas.Isso é horrível, porque não consigo sincronizar, para um mesmo calendário, as tarefas de hoje e as próximas.
Tirando essas limitações, parece-me um programa bem mais simples e tranquilo de se usar, e vou acabar adquirindo a licença assim que responderem a um e-mail que mandei tirando algumas dúvidas.
…
Mas meu projeto para o futuro vai ser a integração do Filemaker com o iCal, via Fm-ical-connector, um plugin que permite manipular os eventos do iCa através do Filemaker. Aí vou poder associar tarefas e eventos aos meus clientes e processos, e levar tudo comigo, no iPhone, e ativar alarmes para tudo. Vai ficar show, caso eu tenha coragem de aprender a usar o tal plugin, o que não é fácil.
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Posted by oculos on Dec 5, 2009 in
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Sempre ouvi falar bem. Estou usando umas caixas deles aqui no escritório, e estou gostando muito do som. Modelo X100. Bom grave.
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Posted by oculos on Dec 5, 2009 in
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Tem coisas que eu imagino que só aconteçam comigo. Mas como a estupidez humana não tem limites, deve acontecer com mais alguém.
Hoje está sendo um sábado tranquilo, e aproveitei para fazer coisinhas que sempre deixamos para depois. Resolvi fazer alguns ajustes no computador, fazer uma planilha dos meus gastos, enfim, essas coisinhas que sempre deixamos para depois.
E então, quando já estava para sair para almoçar, quis aproveitar para fazer algo inofensivo: ligar para uma, apenas uma administradora de cartão de crédito, a fim de atualizar meu endereço. Explico: esses cretinos têm bancos de dados dos CEP’s, e só cadastram endereços que tenham CEP. Como minha rua não tinha CEP, eu não conseguia cadastrar meu endereço. Isso me deixou sem opção, então tinha que receber minhas faturas na casa de minha tia. O problema ocorre com revistas, contas, etc.
Mas os Correios finalmente me deram um CEP…
Para evitar stress (lembre-se, leitor amigo, hoje é sábado), resolvi ligar apenas para uma administradora. E a escolhida foi… Santander!
Ligo, e começo a conversar com a atendente. Ah, claro, isso depois de ligar 2 vezes, porque na primeira vez não encontrei a opção. Claro, o sistema deles é pra gente inteligente, não para mim.
Explico a situação. Ela me pede o CEP do novo endereço. Forneço.
- Senhor, infelizmente esse CEP está incorreto.
Eu explico que o CEP está correto, estou vendo ele na minha frente, no site dos Correios.
- Senhor, o CEP está incorreto, não consta no meu sistema.
Explico, sem perder a tão bem guardada paciência, que o “erro” era no sistema dela, não no CEP.
Ela, então, diz, impávida:
- Senhor, como o seu CEP está incorreto, e não é reconhecido pelo meu sistema, eu não posso fazer a mudança.
Ainda paciente (é sábado, caralho!), explico, bem devagar, bem calmo, bem zen, quase saindo da minha irrenunciável condição de homem macho e agreste, que o erro é do sistema dela, não meu, e que se o sistema dela tem um problema, não sou eu que tenho que resolver, mas sim ela, e que se ela poderia abrir uma reclamação.
- Senhor, o sistema não reconhece o seu CEP, não posso alterá-lo.
Confesso que vi descer sobre mim uma luz, uma energia, uma paz, sei lá, caralho, uma frescura qualquer, e pensei, em um átimo de segundo, porra, é sábado, a vida continua, pra que xingar alguém, controle-se, homem, você consegue, é sábado, daqui a pouco você vai comer alguma coisa bacana, vai relaxar, a vida continua, etc. Então, após rápida meditação, peço a ela que, por favor, entenda que eu não posso fazer nada, se no site dos Correios meu CEP está constando corretamente, e que ela, se possível, tenha dó de mim e abra a reclamação.
E então veio aquela frase, aquela que diz a você que a vida não vale a pena, que as pessoas não mudam, que o mundo é uma porcaria, etc.:
- Senhor, aguarde um momento…
Eu pensei: ahá, eu sabia… eu já contava com esse percalço. Mas nada de stress, que a vida pode, sim valer a pena, nem que seja para tomar uma xícara de café entre uma aporrinhação e outra, mas que merda, vamos pra frente, vamos aguardar o tal momento da mulher, que é isso mesmo…
E o momento passava…
Coloquei o telefone no modo viva voz, e o amigo do almoço já ligava preocupado porque eu me atrasava, então resolvi adiantar… E tive a feliz idéia: Vou tomar um banho enquanto a meiga (prometi não xingá-la, caralho) atendente me deixava na linha.
Agora, caro leitor, você me pergunta: é isso mesmo? Você resolveu TOMAR BANHO enquanto esperava a atendente do Santander?
Sim, foi isso mesmo. Fiz tudo com muito cuidado. Levei o telefone ao banheiro, liguei o chuveiro, e, de lá mesmo, podia ouvir a musiquinha de espera. Tomava o banho, vi que aquilo iria demorar, e ensaboei. Desliguei o chuveiro enquanto me ensaboava, quando, de repente…
- Senhor????
Merda, corri para falar com ela, só pra ouvir:
- Seu CEP é XXXXX-XXX?
Sim, senhora…
- Por favor, aguarde mais um pouco…
Eu, todo ensaboado, metade do banheiro molhado, volto para o chuveiro… E não consigo mais abrí-lo, porque a mão, cheia de sabonete, escorregava no “abridor” do chuveiro. Bosta, deixa eu pegar uma toalha e…
- Senhor????
Sim, querida, o que foi? O CEP continua sem ser encontrado? Não me diga… Mas não foi uma reclamação que eu pedi pra você abrir?
- Ah, tá… só mais um momento…
Eu brigo com a torneira, e consigo, depois de sujar a toalha com o sabão, abrir a água, esquecendo-me que me encontrava com o telefone na mão, que, por milagre, salvou-se, ainda que ensopado…
Estou tirando o sabão quando veio a voz:
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada, o sistema do Banco ainda não tem o seu CEP, há outro endereço que o senhor poderia fornecer, o CEP da cidade, ou algo assim?
Eu poderia ter desligado o telefone, mas, quanto mais complicado melhor:
Tenta, querida, o 45000-000, ou 45000-001, ao que saiba, são CEP’s de Conquista.
- Senhor, o sistema não reconhece esses CEP’s…
E a água caindo…
- Há outro endereço?
E eu, tentado a simplesmente desligar, deixo-me humilhar:
Querida, daqui a um mês eu ligo novamente, ok? Mantenha o endereço atual…
- Algo mais, senhor?
Não, querida…
- Tenha um ótimo final de semana…
Eu agradeço, já perto da explosão por ter perdido 20 minutos de minha vida, ter molhado o banheiro todo, o telefone, e, pior de tudo, ter feito esse papel ridículo.
Bosta.
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Anônimo(2)2 aplausos
Posted by oculos on Dec 5, 2009 in
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Hoje conectei o iPhone ao Mac do escritório, e o iTunes perguntou se eu queria atualizar os dados da minha operadora, que é Oi. Eu disse que sim.
E agora não consigo mais alterar os dados referentes ao EDGE (ou GPRS), nem do MMS.
Eu já tinha perdido o tethering, mas agora perdi o acesso aos ajustes da rede de dados da operadora.
O curioso é que a rede de dados continua funcionando, o MMS continua funcionando, mas não consigo alterar nada.
Que MERDA, a Apple sempre arruma um jeito de sacanear. O telefone foi desbloqueado legalmente, paguei uma fortuna pelo aparelho, e agora não consigo nem fazer tethering nem mudar os ajustes da rede de dados.
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Posted by oculos on Dec 4, 2009 in
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Pois é, demorou, mas resolvi dar uma organizada na vida. Não faz sentido eu, viciadão na tecnologia como sou, deixar de usá-la para organizar minha vida profissional.
O grande problema é que, quanto mais eu pesquiso, mais eu percebo que não existe uma solução única para organizar um escritório de advocacia que atenda todos os aspectos necessários.
Eu sempre utilizei o Filemaker como meu banco de dados de meus clientes e controle de processos. E sempre usei o iCal para controlar as audiências.
Mais recentemente, passei a utilizar o iCal para gerenciar a lista de tarefas (To-Do’s).
E veio o iPhone… Nenhuma dessas soluções fala bem com o iPhone (exceto o iCal, mas apenas no que se refere à data das audiências).
Os pontos positivos da minha atual solução são os seguintes:
- sincronização via web, através do MobileMe, portanto tenho minha agenda no computador de casa e, via web, em qualquer lugar;
- Flexibilidade do Filemaker
Já os pontos negativos, que preciso contornar, são os seguintes:
- Filemaker não sincroniza com droga nenhuma, a não ser que se compre o Filemaker server e, mesmo assim, não fala com o iPhone,
- Os To-Do’s do iCal não sincronizam com o iPhone,
- Não consigo relacionar os To-Do’s com os clientes;
- Não consigo ter a relação de clientes no iPhone;
- Alguns dados são duplicados, já que tenho que digitá-los no Filemaker, para controle dos processos, e no iCal, para efeito de agendamento;
- Falta de controle de tempo;
- Falta de metodologia de GTD
O melhor dos mundos seria o seguinte:
- Poder integrar o Address Book do Mac com o Filemaker, assim os contatos dos clientes ficariam no Address Book, e demais dados no Filemaker;
- Controle de “assets” no Filemaker (criando uma pasta no sistema de arquivos para cada cliente – o que é fácil fazer, e já estou me organizando para isso);
- interação do Filemaker com o iCal, para criação de eventos/compromissos relacionados aos clientes;
Isso me permitiria, via Address Book, ter minha relação completa de clientes em qualquer lugar. Permitiria, ainda, visualizar e registrar todos os passos processuais de cada cliente, com acesso em todo lugar.
Estou tentando uma terceira via, que talvez supra algumas dessas falhas, e me acrescente algo que me falta, que é justamente a organização das idéias e do tempo: OmniFocus e Things, ambos para Mac (conselho da Bia), ambos falam com o iCal e com o iPhone, muito embora nenhum deles fala com o Address Book nem com o Filemaker.
Mas já é um começo…
Por último, comecei a usar o Time Tracker para monitorar o tempo que gasto com as diferentes atividades, a fim de fazer uma melhor avaliação do uso do período em que trabalho.
…
PQP, como eu queria um iPhone 3GS, que não aguento mais a lerdeza do meu iPhone…
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Posted by oculos on Dec 1, 2009 in
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Nada é 100% perene. Costumo comparar nossa vida, eu que sempre sou muito brega em comparações, a um trem em movimento – ou ônibus, mais próximo à nossa realidade. Os passageiros alternam-se, os lugares também. Paramos em algumas estações, passamos por elas, algumas que nunca mais veremos.
Mas sou capaz de dizer que a maior parte das nossas caras recordações vem da nossa escola. Afinal, lá tivemos professores, tivemos amores, tivemos tristezas e alegrias, tédio em doses cavalares, lições, exemplos, aporrinhações e outras desilusões. Mas era o nosso casulo, a redoma que, a fim de nos preparar para o mundo (oh, utopia!), dele nos isolava.
Li em um blog que o Instituto São Tarcísio irá fechar suas portas. Estudei no IST da 6ªsérie ao 3º ano. Seis anos frequentando a escola da Av. Olívia Flores. Apesar de achar que o processo educativo brasileiro merece uma reformulação total (tema para um outro post), o IST sempre estava à frente das outras escolas aqui na cidade. “Tia” Edna sabia escolher bem uma equipe. Colocar uma “Tia” Núbia em uma coordenação pedagógica, uma Rose, uma Thea, uma Cata, uma Cristina – gente que respira e ama educação – era a mais feliz forma de fazer aquilo funcionar. E a própria diretora estava presente – quantos “relas” já não levei de Tia Edna? E a falta, quase masoquista, de tais relas, me emociona, ainda que, mesmo à época, os tais “relas” nunca afastaram o carinho recíproco para com a diretora, com quem até em camelô já fui (história para outro post). Aliás, tive o privilégio de conviver com a direção da escola, talvez por ser criança meio que desgarrada, estereotipada como CDF, mas nem por isso fechada ou bajuladora (esse mérito eu tenho que reconhecer em mim mesmo: gostava daquelas pessoas porque eram maravilhosas). Lembro-me do hamburguer comido em um meio-fio com “Tia” Núbia, das conversas com Guelbinha, Aidê e Bel, dos papos vocacionais com Rose, da risada fantástica de Tia Cata… Isso sem falar nos tipos folclóricos, quase que patrimoniais da escola: Jarbão, Big, Bebel, Conça, Nei, Belão, Cacá, etc.
Aqueles corredores, com as versões modernas do antigo “bedel”, no IST, todas femininas – Guelbinha, Bel, Aidê são as que me vêm na memória, nunca me vão sair da memória. Os professores, alguns dos quais se tornaram meus amigos, outros, clientes, e nenhum deles, inimigo, nunca me serão esquecidos.
Nunca deixei de passar pela Olívia Flores sem olhar, ainda que de soslaio, para o prédio – hoje com uma fachada muito mais moderna – onde estudei. Entrei no colégio poucas vezes após a conclusão do 3º ano – sempre com uma saudade, quase com uma súplica do tipo “me aceitem de volta aqui, aqui eu era feliz, aqui é o meu lugar”. E com uma inveja pouco disfarçada dos alunos que gozavam dos avanços da escola e das melhorias realizadas.
A mesma saudade veio nas 3 vezes que fui convidado para falar sobre minha profissão aos alunos do 3º ano. No fundo, detesto usar gravata. Só devo ter sentido algum prazer em usá-las para que a minha família visse que, finalmente, eu havia me formado, e quando entrei naquele colégio, só para que entendessem que sim, vale a pena aturar uma peste como eu – um dia pode sair algo que preste. Não que tenha sido o caso, mas eu me formei, não me formei?
Conquista fica mais vazia. Temos McDonald’s, Subway, um dia teremos Starbucks. Temos outras redes de colégios, todas elas vendendo um produto – acho eu que o produto se chama “aprovação em vestibular”. Mas não sei se teremos outra equipe tão fantástica que queira apenas fazer daqueles (de nós) alunos homens de bem. Sei que era isso que queriam, e poucas vezes vi pessoas como aquelas, que encaravam a educação como um sacerdócio.
Motivos não me faltam para sentir uma saudade danada do IST. Mas o maior deles é que parte de mim, para o mal ou para o bem, foi forjada ali. E aquilo fechando, é como se eu estivesse deixando a estação que mais gostei na viagem, sabendo que para lá não voltarei, não só porque fui banido, mas porque demoliram a estação para construir um shoppinzinho de plástico, sem cor, sem alma, sem gente de verdade.
O IST já não era mais o mesmo. Entrar ali e saber que “Tia” Edna lá não mais estava já era um certo martírio. Mas, caramba, a escola ainda estava lá. A zoada dos alunos também. Os professores, idem. Até Guelbinha!
Hoje é um dia triste. O IST vai deixar de existir, e, de minha parte, só resta a saudade amarga por esse fim.
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Anônimo(18)18 aplausos
Posted by oculos on Nov 26, 2009 in
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Algo tem me chamado a atenção.
Somos o país da fofoca. Não damos a mínima à privacidade e à ética no nosso comportamento. Estamos sempre dispostos ao comportamento superficial de incentivo do interesse na vida alheia.
Somos o país com maior número de usuários de Orkut. Vivemos curiosos a respeito da vida alheia pela internet, por amigos, por outras pessoas. E falamos… Nossa, como falamos…
E o pior: um pequeno comentário, às vezes sem tanta maldade, mas sempre devido à nossa futilidade em relação ao que dizemos e a quem dizemos, cria sempre um desconforto porque levamos sempre a sério o que dizem, como se não tivéssemos nenhum filtro para o que ouvimos. Somos tão crédulos…
Quando pararmos com nosso infantil comportamento mesquinho, diminuirmos a nossa sensibilidade aos comentários alheios e deixarmos de reproduzir aquilo que não checamos, quem sabe deixaremos de alimentar toda essa rede absolutamente inchada destinada aos nossos egos famintos, como revistas sociais (na cidade constam algumas onde se paga para nelas sair), sites com fotos de pessoas em festas, como que a pedirem “eu existo! Reparem em mim! Estou aqui! Amem-me!”, e outros que tais.
Isso sem falar nas tais mágoas criadas porque nosso conhecimento sobre a alma humana é tão superficial que não vacilamos em ignorar a riqueza de algumas pessoas para destilar veneno sobre bobagens, circunstâncias, idiossincrasias. Como somos tão maniqueístas, pobres de espírito e presunçosos… Como nos achamos melhores…
Enfim, hoje estou de saco cheio de ouvir tanta gente falar mal de tanta gente. Isso tudo começa a me incomodar, e uma hora dessas mando todo mundo pra puta que o pariu.
Pronto, falei.
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Anônimo(10)10 aplausos
Posted by oculos on Nov 23, 2009 in
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Ok. Vamos falar da Maratona de Curitiba.
Digamos que foi um evento emblemático. Foi o fim de um ciclo e, de certa forma, o começo de outro.
Há exatos 7 meses atrás, eu corri a maratona de Zurique. Foi importante, porque estava em uma fase de mudanças pessoais e profissionais. A conquista daquela prova coincidiu com a retomada de uma serie de outros projetos.
Após aquela prova, nos seis meses seguintes me aproximei mais dos amigos, relaxei com a dieta e com os treinos, passei a conhecer a felicidade de trabalhar exclusivamente com o que gosto. Conheci um grupo excelente de corrida, mas não me disciplinei com o treinamento como foi o caso da prova na Suíça.
7 meses depois, Curitiba. Fui pela força desse grupo de amigos. Fora de forma, mas fui. E completei a prova, bem mais lento, mas completei. E foi um fim do ciclo de retomada do controle da própria vida.
Hoje sei que outras maratonas virão, porque correr é a minha cachaça. E sei que graças aos amigos, tudo é possível: encerrar um ciclo ruim, atravessar um ciclo de recuperação e começar um outro. E quem sabe o que está por vir?
A prova em si foi perfeita na sua organização. Eu, longe disso. Quebrei aos 15km, junto com o iPod, que travou e nem 5 ou 6 resets depois resolveram. E agora? Sem os amigos do grupo de corrida e sem iPod, como eu iria conseguir?
Andava e corria, andava e corria. As pessoas reclamavam do calor; não era isso que me incomodava. As pernas não queriam correr. Doiam? Não. Apenas latejavam quando eu andava. Não sei explicar. Mas me arrestei, sempre incentivado por outros participantes, que nem sabem da inspiração que me deram, como um japonês da Equipe Takeda, que, sempre que eu andava, me ultrapassava, apenas para tornar a ser ultrapassado quando eu voltava a correr, para depois, finalmente, ele começar a andar na subida mortal do km 39/40.
E veio a chuva… Km 37/38. Chuva que varria o chão. Curioso: a chuva me fez querer correr mais, e, sob chuva, foi quando mais corri.
Terminei a prova em cerca de 4:33min, quase 50 min a mais que Zurique. Mas estava feliz: não desisti. E srviu de lição: maratona é como a vida: dura, mas, com preparo, disciplina e forca de vontade (alem de sorte), a gente tem um bom resultado.
Depois da chegada, uns 20min para andar 200m até o hotel. Descanso, chopp no Bar do Alemão, levar os amigos no Madalosso (restaurante fantástico apresentado pela amiga Curitibana-por-adoção ilustre), no Bairro Santa Felicidade, e depois cama.
Deiciu saudade: a prova, a companhia dos amigos e a simpatia dos curitibanos.
E outras maratonas virão, e vou estar preparado. Ou não…
PS – eventuais erros de português devido ao uso do iPhone para escrever o post.
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Anônimo(2)2 aplausos
Posted by oculos on Nov 22, 2009 in
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Meninos, eu vi! E corri. E acabei a prova…
Ah, Curitiba, você é especial… que prova fantástica…
Estou morto, mas feliz!
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Anônimo(3)3 aplausos
Posted by oculos on Nov 21, 2009 in
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Sinceramente, se existe cidade mais bacana, mais descolada, mais simpática, com povo mais gentil, com tanta mulher bonita, com tanta comida gostosa, e que seja melhor que Curitiba, deve estar BEM escondida.
Estou profundamente impressionado com a capital paranaense. Ruas lindas, povo simpaticíssimo, lojas bacanas, comida excepcional. Preços excelentes.
Sim, com certeza quero voltar e ficar mais que dois dias. Volto pra casa com dor de cotovelo. Temos belezas naturais no nosso Nordeste, mas estamos longe de viver em um lugar tão bacana e leve como essa cidade.
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Anônimo(2)2 aplausos
Posted by oculos on Nov 21, 2009 in
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Para correr, adorava o PowerBar em gel, produto da Nestlé. Sumiu do mapa. Disseram aqui em Curitiba que pararam de fabricar. Será verdade?
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AnônimoUm aplauso!
Posted by oculos on Nov 20, 2009 in
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Estou indo a Curitiba. Nunca estive na terra das araucárias, mas fui levado pelos meus amigos a ir a uma maratona lá. Estou bem fora de forma, mas vou tentar completar a bagaça! Torçam por mim!
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Ninguém aplaudiu! Pôôô...