Posted by oculos on Nov 4, 2011 in
Filmes,
Política,
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Documentário estrelado por THC, digo, FHC (hehe, perdão pelo trocadilho cretino, feito apenas para zoar com o ex-presidente), sobre o problema das drogas e da criminalização do uso, do tráfico, etc.
Vou confessar uma coisa: tenho uma admiração grande por Fernando Henrique Cardoso. Essa admiração às vezes é prejudicada por preconceito meu de que nada que venha do PSDB pode prestar – muito parecida com o preconceito que muita gente tem do Lula, por ser este último popular. Em razão do meu preconceito, fico imaginando que o documentário foi uma forma de FHC levantar uma bandeira, qualquer uma, a fim de ganhar um certo verniz de estadista, meio que a la Al Gore.
O preconceito, como todo ele, é ridículo. FHC já era estadista muito antes do documentário, e o fato de tê-lo lançado depois da conquista de Lula de igual patamar requer apenas malícia para não achar que o ex-presidente tucano estava falando sério.
Eu não suporto preconceito. Não importa, pra mim, quais as razões de FHC, assim como não quero que ninguém desconfie das minhas razões o tempo todo. No Brasil, temos esse problema: nunca confiamos em ninguém porque preferimos especular as razões dos outros.
Pessoalmente, acho que ele refletiu muito sobre o assunto, e não teve medo de se expor ou de usar sua credibilidade para falar de um assunto tão espinhoso. Gostaria muito que os políticos, cada vez mais, assumissem posições, ainda que espinhosas. O debate franco é muito melhor do que essa dissimulação ridícula que existe no Brasil, onde o discurso político é semore envernizado, cuidadosamente preparado para não gerar compromisso, para não tomar partido, para não dizer nada.
A verdade é que o documentário é excelente. Se não admiro FHC como presidente, admiro a sua inteligência, bem como o fato de ter tido o desprendimento de falar do assunto que preferimos jogar para debaixo do tapete.
Continuarei a não votar no PSDB. Mas confesso que gostaria que esse e outros assuntos polêmicos fossem, sinceramente, objeto de defesa de partidos políticos. Esses, no entanto, defendem as mesmas coisas. Já reparou que no debate político o discurso é sempre homogêneo?
Lembro-me que, durante a campanha eleitoral, houve aquela celeuma toda a respeito da Dilma e a igreja, Dilma e o terror, etc. Vimos que nada daquilo era de fato importante. Era apenas mis-en-scene eleitoral. Como sempre. Porque, no Brasil, não estamos acostumados a dizer a verdade. Apenas colocamos uma bonita cortina perfumada para ocultá-la. Ou apagamos a luz para não vê-la.
Quando cheguei a Oslo, isso me espantou um pouco, porque vi partidos políticos dizendo explicitamente que eram contra jardins -da-infância gratuitos, ou contra a proibição de carros no centro da cidade. Não imagino jamais um político no Brasil dizendo, em época de campanha, algo negativo, impopular…
Enfim, o documentário vale a pena ser assistido.
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Tags: FHC, Fernando Henrique Cardoso, Filmes, Quebrando o Tabu, drogas
Posted by oculos on Oct 27, 2011 in
Direito,
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Em 26 de outubro de 2011 (ontem), decidiu o STF: o Exame de Ordem da OAB, para acesso à profissão de advogado, é constitucional.
Conforme escrevi aqui alguns dias atrás, não havia nenhuma inconstitucionalidade no exame. Os Ministros do STF, inclusive, citaram que há interesse coletivo em jogo, e que o interesse público clama por profissionais devidamente qualificados, e que o controle é necessário.
Resta agora esperar que a OAB, diante da responsabilidade agora assegurada, aprimore o exame, no sentido de que este verdadeiramente venha aferir a qualidade dos advogados que entram no mercado.
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Tags: Exame de Ordem, OAB, STF
Posted by oculos on Oct 26, 2011 in
Filmes,
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Muito legalzinho. Gênero comédia romântica, mas boa diversão.
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Tags: Crazy Stupid Love, Filmes
Posted by oculos on Oct 26, 2011 in
Direito,
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Antes de ler esse artigo, saiba de uma coisa: Eu sou completamente a favor do casamento entre homossexuais, sou contra qualquer discriminação aos mesmos, e sou a favor da extensão dos efeitos do casamento às uniões homoafetivas.
Porém, devo dizer que algo me incomodou nisso tudo: embora eu acredite que, hoje, o conceito de família é elástico, e compreende, ou poderá compreender, até famílias formadas por homossexuais, Ives Gandra disse algo que me parece fazer sentido: o conceito de família, na Constituição, não parece contemplar o de casais homossexuais.
Não concordo com o jurista citado quando diz que família é aquela apta a produzir prole, e não é por isso que sua conclusão faz sentido, primeiro porque seria absurdo reduzir o conceito de família, segundo, pela maluquice que implicaria dizer que homem e mulher inférteis, mas casados, não seriam família segundo a Constituição. O que eu acredito é que o constituinte não incluiu casal homoafetivo no conceito de família em 1988, e fazê-lo agora é dar extensão ao vocábulo maior do que aquela pretendida pelo constituinte. Ou seja: será que se, em 1988, alguém dissesse que o conceito de família inclui casais de homossexuais, não iriam colocar um texto deixando claro que família é a união do homem com a mulher? Parece-me que, ao dar essa interpretação ao conceito de família, hoje, o STJ frauda a vontade do legislador constitucional.
Embora acho progressista a decisão do STJ de aprovar o tal casamento, acho também que a constituição precisa deixar isso claro. Sei que há princípios constitucionais que implicam na elasticidade do texto conforme a evoluem os conceitos, mas acho que, aqui, seguramente, deram uma interpretação atual a conceito diverso à época da promulgação do texto.
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Posted by oculos on Oct 26, 2011 in
Política,
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Admito: desconheço muito da situação do regime iraniano, a não ser o que é informado pela imprensa e a despeito de conhecer alguns iranianos. Imagino que seu governo, como quase todo governo que existe, não deve ser flor que se cheira.
Mas espero, sinceramente, que as previsões de Mark Wesibrot (Folha de São Paulo de hoje) não se confirmem: a de que Obama poderia lançar mão de uma guerra ao Irã com fins de garantir a sua reeleição. Não espero – e acho que ninguém espera – isso de Obama. Mas, segundo o artigo, algumas frases do presidente americano fazem crer isso, inclusive uma em que diz que “todas as opções estão sobre a mesa”.
Enfim, preciso conversar com mais iranianos. Precisamos, todos, ouvir as pessoas. Elas é quem nos devem dizer se precisam de uma guerra, pois são elas que sofrem. É preciso ouvir gente de carne osso, como eu e você, a fim de que formemos nossas opiniões. Não somos nós que teremos vidas destruídas, ruas e casas arrasadas e gente mutilada. E até que um iraniano me diga que precisa de uma guerra americana para acabar com seu regime político, apoio a frase com que Brot termina a sua coluna:
“O Brasil é um dos poucos países que têm a estatura internacional e o respeito necessários para ajudar a desativar esse confronto. Só podemos esperar que ele faça mais tentativas de poupar o mundo de mais uma guerra horrível.”
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Tags: Irã, Mark Weisbrot
Posted by oculos on Oct 24, 2011 in
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Ontem, andando no centro de Oslo, encontrei uma daquelas bandas de música latinoamericana que se encontram nas grandes e médias cidades brasileiras. Normalmente são da região dos Andes, e tocam música tradicional, com instrumentos e vestimentas típicas. Geralmente, com traços indígenas.
A música era fantástica, e me aproximei para escutar um pouco. Achei interessante quando duas garotas norueguesas se aproximaram para perguntar pelo CD, e falaram em espanhol com o um dos integrantes do grupo. É incrível como quase todos os noruegueses que conheço têm alguma ligação com a América Latina, seja porque lá já estiveram, ou porque gostam do lugar. Infelizmente, a cobertura da América Latina nos jornais é quase inexistente…
Mas, voltando: uma das moças, a que falava em espanhol, respondeu que gostava muito do Equador, país de origem dos músicos que ali tocavam. Então esse integrante perguntou se a amiga dela seria sua irmã. A moça respondeu: “No, es mi novia!”. O músico sorriu um pouco, e disse: “Não, sério, ela é o que sua?”. E a moça, sorrindo: “É minha namorada!!”. O moço, então, ainda sem acreditar: “Vocês aqui são muito engraçados”, no sentido de que ainda pensava que era uma piada…
Essa situação me deixou um tanto pensativo: quantos Brasis existem no nosso país? Quantas mortes em nome da honra ainda se admitem? Quantas agressões às minorias?
Por outro lado, ainda me dá medo ao se banalizar alguns valores – e me refiro especificamente ao caso da piada(?) do tal Rafinha Bastos a respeito da Wanessa Camargo. Muita gente da imprensa defendeu o humorista, invocando a liberdade de expressão, e de que o contexto era de humor.
Vamos então esquecer, por um segundo, que unanimemente se considerou que aquilo foi de péssimo gosto, e que, assim, no meu entendimento, deixaria de ser humor, mas sim tentativa de fazer humor às custas de um ato grosseiro.
Será a liberdade de expressão absoluta? Eu sei que a charge, o deboche, a caricatura, todas são formas de liberdade de expressão às custas do ridículo alheio. Mas será que não há uma dignidade violada quando alguém vai a público dizer que “comeria” uma mulher grávida e seu filho ainda por nascer? Colocando-se no lugar da cantora – será que seria agradável ver uma piada(? – insisto na interrogação, pois se aquilo era pra ser piada, o autor agiu com imperícia, o que traz sobre si ao menos a culpabilidade) desse tipo, ainda mais referente a um filho?
Sou só eu que consigo ver diferença entre a gozação com o alheio de uma ofensa moral? Será que os jornalistas que defendem o cidadão não conseguem fazer nenhuma distinção entre ofensa à honra e manifestação artística indevida?
Enfim, acho que o que nos falta hoje em dia, talvez, seja não só boa educação para enxergarmos as nuances da vida moderna, com todas as suas sensibilidades, mas também caráter para não abusarmos dos nossos direitos que a duras penas foram conquistados, usando justamente dessa desculpa para deles abusar.
P.S. – Nunca sei como consigo começar com um tema e saltar para outro assim, na maior cara de pau…
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Tags: Rafinha Bastos, Wanessa, Wanessa Camargo, culturas, piada
Posted by oculos on Oct 22, 2011 in
Filmes,
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Doido. Muito. Doido.
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Tags: Filmes, machete
Posted by oculos on Oct 22, 2011 in
Apple,
Mac,
Principal,
iPad
De alguns anos pra cá, sempre segui o conselho dos mais velhos, e passei a fazer backup de todos os meus dados.
Hoje em dia, fazer backup é muito relevante, já que nossa história é quase toda digital – fotos, músicas, documentos e até livros. É claro que muita coisa já tem backup por si só, devido ao fato de que boa parte de nossos dados já está “na nuvem”.
Mas, não se enganem: quando é pra dar errado, dá…
Em dezembro do ano passado, meu HD foi pro beleléu. Sorte minha, tinha um backup, além de ter conseguido salvar quase tudo do HD. O que não é pouco, já que guardo dados referentes a períodos superiores a 10 anos no meu computador.
Pois em menos de 10 meses, eis que o problema volta a ocorrer. E dessa vez me pegou de calças curtas: sim, eu tenho backup. Ou melhor, tinha: nessa semana, o Time Machine, sistema de Backup da Apple, resolveu dizer que precisava recomeçar um backup do zero. Meu HD deu problema justamente quando a cópia dos dados estava em 90%.
Estou conseguindo, até o momento, copiar minha pasta de usuários para outro HD. Mas perdi a confiança total nesse Mac que uso (MacBook Pro Mid 2009). Dois HDs com defeito em menos de 1 ano?
Eu queria comprar um MacBook Air, e vinha adiando isso. Sim, precisava comprar uma máquina portátil pra levar pra faculdade. E o Air funcionando é a coisa mais linda que existe – é rápido de uma forma que todos os computadores deveriam ser. Mas precisava (e preciso) economizar. Entretanto, não tive escolha agora, e, morto de medo de HD, parto para o SSD (novo tipo de dispositivo de armazenamento usado no MacBook Air, tipo memória flash, semelhante aos usados no iPad, no iPhone, etc.).
O duro vai ser me acostumar a usar 256gb quando minha pasta de usuários tem, se estiver íntegra, 411gb…
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2 aplausos
Tags: Apple, MacBook Air, MacBook Pro, backup
Posted by oculos on Oct 13, 2011 in
Apple,
Mac,
iPad,
iPhone
Primeiramente, devo dizer que nunca vi um update me causar tanto problema. Só consegui deixar o iPhone pronto depois de quase 20 horas de labuta. O iPhone era restaurado, mas o iTunes insistia em dizer que a restauração havia sido interrompida, e que precisava retomá-la. Quando fiz a terceira restauração, emputeci, e coloquei que era um novo iPhone. Aí tive que selecionar novamente o que queria sincronizar, o que é um saco.
Nesse momento, o iPad está a ser sincronizado.
O novo iOS pareceu excelente. As notificações são muito boas, e achei que o telefone ficou mais rápido. Algumas coisas precisam ser mais estudadas – Por que não se pode mandar mensagens privadas via Twitter, apenas mensagens públicas?
O iCloud é outro que não vi lá muita graça. Mas, enfim, vamos usando pra ver como fica. Não vi qual a proposta de se compartilhar documentos entre devices iOS, quando seria ideal a troca de documentos entre iOS e desktop.
Outra coisa chata: consegui finalmente usar meu apple id .mac para alguma coisa – MENOS para e-mail. Sonhava em reativar meu e-mail @mac, mas não foi dessa vez.
Enfim, com uma miríade de Apple IDs (necessários ao longo tempo porque a Apple não permite a compra por nós outros de música na Apple Store americana, e a brasileira não tem músicas…), tá ficando insuportável atualizar os aplicados. 3 Apple IDs dão trabalho…
Já em outro aspecto: meu Mac está LENTO, o Safari está imprestável e o sistema vai pelo mesmo caminho. E isso em um MacBook pro de apenas 2 anos. Encomendei memória (estou com 4gb, vou para 8gb), pra ver se há alguma esperança desse computador volta a ser útil – agora é só fonte de raiva. Eu sei que a culpa deve ser minha por nunca ter instalado um sistema a partir do zero – trata-se do mesmo usuário já há uns 7 anos. Mas eu que não me atrevo a instalar um sistema zerado e importar manualmente as minhas coisas.
Nossas vidas hoje estão nos computadores – portanto, não quero arriscar deixar de importar alguma coisa. Se a memória resolver o problema, ótimo. Se não, só mesmo vendendo um rim e comprando uma máquina nova, que sem dúvida será um MacBook Air. Mas onde colocar os mais de 550gb do atual Mac em um computador com apenas 256gb, esse é o dilema.
…
PS Visitamos ontem a Opera Software. Fantástica a visita! Fomos tão bem recebidos, e o pessoal é tão entusiasmado com o produto que me pego agora usando o browser deles!
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3 aplausos
Tags: Apple, Mac, MacBook Air, MacBook Pro, iOS 5, iPhone, ipad
Posted by oculos on Oct 6, 2011 in
Apple
Morreu Steve Jobs.
Desde que comecei a usar computadores, aproximadamente em 1986-87, que ouvia falar do homem. Eu já sonhei em ter praticamente todos os produtos da Apple, e tive a sorte de mexer na maioria deles (as notáveis exceções, um Newton, que deixei de comprar por pouco, e um Mac Pro).
Lembro-me da alegria de digitar comandos a esmo no Apple II de meu primo Cristiano, o quando, em São Paulo, em 1989, o pastor para quem eu trabalhei deixou eu mexer no seu Apple Iic que estava juntando poeira no armário. Ou da alegria do primeiro Mac, um Power Mac 6500, comprado nos EUA nos tempos do Real valorizadíssimo. Lembro-me de ter sonhado com um NeXT em formato de cubo, do qual só ouvia falar por revistas.
Lembro-me de ter assistido à maioria das keynotes da Apple desde 1997, quando comprei meu primeiro Mac, e de nunca ter deixado de acompanhar a companhia por todos os dias desde que comecei a usar tal computador.
Parece estranho, mas não se trata de paixão pelas máquinas em si, mas pelo que elas trazem. Amigos de qualidade ao redor do mundo, momentos de bastante diversão, um trabalho de qualidade realizado em computadores que estimulam a criatividade.
Sei que Steve não era de personalidade das mais fáceis de lidar. Talvez muitos de nós também não sejamos. Mas não se pode ficar parado diante de sua genialidade. E é à genialidade, à visão e ao carisma do mito que rendo minhas homenagens agora.
Descanse em paz, Steve. Você venceu. De alguma forma, usar Mac agora não será mais o mesmo. Você nos fez usar o Mac também por uma causa, por uma rebeldia. Hoje, usar Mac talvez não signifique mais ser rebelde, ou ser contra o “status quo”, como uma das propagandas dizia. Mas era isso que você queria, imagino: que o Mac fosse o computador para o resto de nós. Se hoje os usuários de Mac já não são mais membros de uma comunidade global que lembrava quase uma seita, é porque a plataforma vingou. E, atrevo-me a dizer, ultrapassará o Windows em algum momento, devido ao seu crescimento ter atingido a um momentum ímpar. Não que isso importe. Na verdade, é que usar Mac hoje passou a ser uma escolha natural, sensata, e não mais um ato de rebeldia, de coragem.
Acredito que, agora, desaparecendo o valor agregado de se comprar uma máquina anunciada por Steve Jobs, aqueles de nós que as usamos desde sempre, faremos isso com um pouco menos de paixão, por escolhas racionais (que os macusers podem enumerar tranquilamente) e menos emociais, mas com a nostalgia de termos ajudado, com ele, a mudar o mundo com a paixão que ele nos inspirou.
Descanse em paz, Steve Jobs.
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Tags: Steve Jobs
Posted by oculos on Oct 5, 2011 in
Direito,
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Vitória da Conquista
Escrever sobre o próprio país quando se está longe pode ser uma tarefa delicada. A distância e as novas experiências dão uma visão privilegiada, mas também, se a reflexão não é cuidadosa, pode revelar-se arrogante ou mesmo imatura, por desconsiderar as peculiaridades do determinado país.
Feita reflexão acima, eu devo dizer que algumas coisas me chamam a atenção na forma que a gente vê as coisas no Brasil. Imagino que discutimos muito as coisas sem uma visão finalística, de resultado, mas apenas com um certo viés imediatista. Dois casos me fizeram pensar muito nisso.
Um, é o Exame de Ordem da OAB. Conversando com colegas de lugares tão variados, não conheci um só exemplo de país onde o exame de ordem não existe. Pelo contrário: as exigências para o ingresso na carreira da advocacia são quase sempre mais duras do que no Brasil, envolvendo, além da graduação, um tempo de mestrado, de estágio em escritórios (além daquele realizado na graduação), etc.
No Brasil, o que se diz? Não vi um só defensor da abolição do Exame de Ordem discutir se este é ou não útil para melhor o nível da advocacia, que é o que está realmente em jogo. O debate passa sempre pela (in)competência da OAB para regular o acesso à profissão, à vontade da Ordem em arrecadar, em que o MEC é quem deveria fiscalizar, que o Exame seria inconstitucional, etc. Ou seja: tudo o que NÃO importa tanto quanto o fato de que é absolutamente necessário maior rigor no acesso à advocacia, e isso qualquer pessoa atuante nos forums (ou “fori”, para preservar o rigor latino) pode testemunhar. O nível de preparo dos advogados no exterior é impressionante. Vi advogados que saíram das faculdades especializados em Propriedade Intelectual, Direito da Tecnologia da Informação, etc. E no Brasil, a preocupação com a qualidade dos nossos profissionais parece ser a última em ordem de relevância entre os argumentos contra o Exame de Ordem. O interesse individual é sempre maior do que o coletivo.
Igual reflexão fiz em relação ao projeto de lei que atualmente virou moda em algumas cidades, e agora está a ser analisado em Vitória da Conquista, sobre a regulamentação do horário de funcionamento de bares. Os argumentos contra o fechamento dos bares depois de determinado horário são sempre os mesmos: suposta inconstitucionalidade, aumento do desemprego, cerceamento da liberdade e de uma opção de lazer. O que realmente importa, a questão da suposta redução da criminalidade e da ampla discussão de que a forma de lazer da juventude hoje resume-se, nas médias e pequenas cidades, ao consumo de álcool em bares, não é sequer lembrado.
E quando a discussão passa pela constitucionalidade, parece piada, porque subitamente, o Brasil se transforma no país mais garantidor das liberdades, mais democrático e mais humano do mundo, como se países onde o controle da venda em bares de bebidas alcoólicas fossem exemplos de ditaduras (justo países como Reino Unido, Noruega, Japão e Estados Unidos).
Eu não estou dizendo que o Brasil não teria uma realidade única, e que não poderia ser vanguarda no debate das garantias civis, ou que sempre teria que respeitar, como se fosse um cão vira-lata, o entendimento de outros países. Só acho que, por conta de décadas de ditadura, desconfiamos tanto do Estado e não enxergamos mais o que é interesse coletivo (digo isso inspirado no que disse um dos primos meus em uma discussão no Facebook). Aqui na Noruega foi feita uma pesquisa que apontou a relação entre a venda de álcool e o aumento da violência.
O bom de se morar fora por um tempo é perceber que às vezes temos que pensar no que queremos, e não apenas se algo está de acordo com os paradigmas que construímos como uma jovem nação, ainda um tanto insegura com o que seríamos quando donos do nosso próprio destino.
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Tags: Exame da OAB, Exame de Ordem, OAB, Vitória da Conquista, álcool
Posted by oculos on Oct 4, 2011 in
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Desde sempre, um dos meus maiores hobbies foi mexer com VoIP. Cheguei a configurar um servidor Asterisk em casa, e lembro-me das primeiras experiência com o Oliver e com o José Antônio entre os anos 2005-2007.
Qual não é a minha surpresa quando recebo uma das tarefas do mestrado, dando a opção de escolher um tópico entre três, para falar de net neutrality e VoIP em redes móveis…
Quer coisa melhor?
(posso até escrever mal, mas pelo menos vou escrever com gosto!
)
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Tags: voip
Posted by oculos on Oct 2, 2011 in
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Morei em São Paulo por uns 4 meses ao todo – cerca de um mês em 1989 e 2-3 meses em 1992-1993. Estranho dizer “morar” por tão pouco tempo, mas é que a ida sempre foi em caráter definitivo, mas acabei não ficando muito por lá.
Na primeira vez, em 1989, morei em um lugar que ficava vizinho a uma lanchonete chamada Casa Búlgara, e lá conheci as Burekas, salgados típicos da Europa Oriental-oeste da Ásia. Qual não foi minha surpresa ao encontrá-las aqui na Noruega, nos mercados!
Mas, devo dizer, não fazem jus à memória que tenho daquelas da Casa Búlgara…
P.S. – O link acima não é da Casa Búlgara mesmo, mas sim de um blog onde encontrei informações sobre o lugar, feliz por saber que ainda existe!
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Tags: Bureka, Casa Búlgara, São Paulo
Posted by oculos on Sep 28, 2011 in
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Cada vez mais concordo com a situação descrita no livro de Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray”. Cada vez que erramos, cada vez que somos injustos, levianos, maldosos ou quando nos falta caráter, essas falhas ficam meio que impregnadas, e passam a ser parte de nós, constantemente ali.
Não que seremos para sempre injustos, levianos, maldosos, etc.. Para isso existe o perdão, o arrependimento, a purgação. Mas parece que sempre carregaremos os erros como lições. Sem o perdão, nossa humanidade se perderia na obrigação de nunca aceitar falhas, e na constante paranóia de nunca errar.
Gosto do fato de que a religião que escolhi (ou de ter me escolhido) ensinar que se deve ter compaixão. Isso me faz ter esperança de que poderei encontrar compreensão, e também me impõe o dever de procurar entender as pessoas. Porque se eu erro, todo mundo também o faz – e nisso Cristo foi revolucionário ao mandar atirarem a primeira pedra. E ainda que alguém tivesse atirado por não ter errado – Cristo poderia tê-lo feito – a compaixão por quem erra nos torna, ao menos, mais justos com nós mesmos.
(PS. – Sei que o texto parece meio estranho, permitam-me a diatribe de falar sobre esse assunto – é que tenho visto algo aqui que me chamou a atenção sobre o assunto)
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Posted by oculos on Sep 28, 2011 in
Direito
A Ministra Eliana Calmon, magistrada com altos serviços prestados, disse em uma entrevista o que juízes não gostam de ouvir. Juízes, via de regra, não costumam gostar de receber críticas, pelo menos não as coletivas. Sentem-se pessoalmente atacados, como se as instituições não devessem ser criticadas. Eu nunca me senti pessoalmente (pelo menos nem sempre) atingido quando a minha categoria – a de advogados – recebe ferozes observações da sociedade. Críticas gerais sempre serão injustas quando consideradas individualmente, isso é óbvio, e só alguém desprovido de razoável bom senso poderá admitir que uma crítica a uma determinada categoria significará demérito para cada integrante dessa categoria.
Pois bem: o que irrita, no caso da Ministra Eliana Calmon, é que ela não disse nem mais nem menos do que todo mundo sabe, o que todo mundo vê acontecer, mas que, por força de uma suposta canonização do Poder Judiciário, ninguém se atreve a dizer. Por algum acaso, pergunte-se a qualquer promotor ou advogado, ou mesmo a alguns juízes, se não faz sentido a frase “É preciso acabar com essa doença que é a ‘juizite’”, proferida pela Dra. Eliana Calmon. Ou, quando ela diz “Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo.”, não está a dizer algo que todos nós suspeitamos?
Parece que debater o judiciário, no Brasil, citando-se as práticas nefastas, é pecado mortal. Se a Ministra tem a coragem de dizer o que viu, ao invés de constranger seus pares, longe disso, viram uma nota pública ser assinada pela maioria dos outros ministros. Isso é uma vergonha. É sinal de que o Poder Judiciário agiganta-se, no pior sentido da palavra. Se já não bastasse o apetite legiferante que assola o PJ nos dias de hoje, é ainda mais assustador ver que esse Poder não parece disposto a se questionar, a admitir as suas falhas, a questionar suas condutas reiteradas, a de não exigir para si o mesmo padrão de moralidade, eficiência e ética que costumam cobrar dos outros poderes em seus pronunciamentos e decisões.
Ou o Poder Judiciário para de usar de argumento de autoridade e começa a aceitar o transparente debate e críticas da sociedade, dando o exemplo necessário que deve partir principalmente de quem dá a palavra final, ou estaremos diantes de uma ditadura judicial incompatível com o Estado Democrático de Direito. Uma ditadura onde a hipocrisia de se criticar uma Ministra que disse o que todo mundo sabe passa a ser forma de intimidação a quem pretende ser transparente ou mostrar sua opinião.
Talvez eu não teria escrito isso se os senhores ministros se limitassem a dizer que não concordavam, ou que era uma visão pessoal da ministra. Mas não, vieram com o discurso cínico de que as afirmações foram levianas porque não destinadas a alguém individual… Isso é tão cínico e covarde, e mostra que pretendem usar da força e da intimação para coibir a crítica institucional. É uma vergonha, mesmo.
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Tags: Eliana Calmon, justiça
Posted by oculos on Sep 26, 2011 in
Corrida,
Oslo
Ontem corri a maratona de Oslo, e foi tudo fantástico!
É sempre bom correr onde se tem amigos – não me canso de repetir. E assim foi correr em Oslo.
Bati meu próprio recorde, terminando em 3:10:52. Estou quebrado, mas muito feliz com o resultado.
A organização foi perfeita. Eu apenas acho que deveriam fazer a prova um mês antes – ao terminar, tive que me empacotar, porque tava frio. Bom, pra eles não, né? Mas pra gente, qualquer coisa abaixo de 15 graus é frio…
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Tags: Maratona de Oslo, Oslo, maratona
Posted by oculos on Sep 13, 2011 in
Oslo,
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Alguns meses atrás, eu escrevi aqui sobre o Direito de Esquecer – mais especificamente, sobre o livro de Viktor Mayer-Schönberger. Pois qual não foi a minha surpresa quando o instituto responsável pelo meu mestrado convidou o nobre professor para dar uma palestra para nós hoje! Aliás, algumas celebridades têm vindo a Oslo – segunda passada teve palestra de Noam Chomsky, mas não pude ir.
A palestra do prof. Schönberger foi excelente, e, ao mesmo tempo, preocupante. Imaginem ter todo um passado a nos perseguir em uma rede que nada esquece, como é o caso da internet.
Eu queria ter feito uma pergunta ao professor, mas não tive a chance. A obra dele fala muito sobre a internet que nada esquece. Mas e nós? Explico: vivemos em um mundo em que somos cada vez mais expostos à informação, e somos cada vez mais cobrados por isso. Temos que estar atualizados, por dentro de todos os últimos acontecimentos. O mercado cobra atualização constante, especialização ininterrupta. Será que aí não estaria um problema? Será que essa busca incansável pelo acúmulo de informações não nos transforma em autômatos, em meras máquinas humanas? E nossas potencialidades? E nossos sonhos? E nossa vida?
Sei que isso parece muito romântico, mas tenho pensado um pouco nisso. O mestrado é excelente, mas a veia da legislação européia parece simplesmente não prevê outro mecanismo que não o privado para prover determinados serviços. Será que nós, humanos, somos incapazes de produzir instituições eficientes, e será que a eficiência só existe quando há a perspectiva do lucro?
Ainda sobre o direito de esquecer, penso nas perspectivas religiosas e filosóficas disso. Esquecer, pagar os pegadas, redenção. Será que não temos o direito de esquecer que erramos?
A palestra caminhou um pouco sobre o fato de nossa informação na internet normalmente é acessada fora do contexto em que fora produzida, o que potencialmente pode gerar transtornos. Imagine uma foto de um sério advogado ou ministro, aos 17 anos, fazendo alguma picardia. Mas, e conversava isso com uma colega, será que, no fundo, não precisamos nós aprender a contextualizar, a entender que todos temos nossos momentos, nossa história, e que não se conhece alguém por meio de mera informação?
Enfim, muito a refletir…
Desculpem os pensamentos desconexos. É tarde, e há muito o que pensar…
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Ninguém aplaudiu! Pôôô...
Tags: Direito de Esquecer, Viktor Mayer-Schönberger
Posted by oculos on Sep 10, 2011 in
Oslo,
Principal
Hoje faz um mês que cheguei aqui. As coisas aconteceram rápido demais, sem que me desse conta de quanta coisa pode acontecer em tão pouco tempo. Conheci muita gente, vi que gente boa existe em toda a parte do mundo.
Já acertei muito. Já errei outro tanto. Já senti saudade de casa, mas já me acostumei também à nova rotina. Superada a euforia das primeiras semanas, percebi que subsiste a gentileza das pessoas, o carinho de todo mundo que encontro, mas também a vida real, aquela do trabalho e das responsabilidades, vai mostrando que nem tudo são flores. Há trabalho duro pela frente. E, também, que nem todo mundo é tão bonzinho. Mas, enfim, o importante é olhar sempre o lado bom, que sempre existe em tudo – menos no LP do Wando, cujos dois lados são ruins (ehehe formulei a frase só pra repetir essa piadinha… ).
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10 aplausos
Tags: Oslo
Posted by oculos on Sep 5, 2011 in
Principal
Amigos,
De fato, é extremamente difícil estar longe quando amigos tão próximos estão passando por momentos difíceis em suas vidas. Nos últimos dois dias, só notícias ruins.
Mas queria aproveitar o espaço para chorar pelo falecimento de João Melo Filho. Éramos muito próximos – além de amigos, vizinhos. Tive a sorte de falar com ele na quinta, mas o azar de não mais poder fazê-lo. É grande a dor de não poder estar perto de sua família nem de poder estar perto nos seus últimos momentos.
João era família. Era alguém que me queria bem como a um filho. É curioso como certas amizades são assim. Ele, ateu. Eu, cristão protestante. Ele, contra Lula e Dilma, eu, petista. Poucas vezes conheci alguém tão generoso, tão decente e tão sério em tudo o que fazia.
Quando finalmente decidi viver de forma completamente independente, foi João quem me conseguiu um apartamento. Ele se ofereceu como fiador antes mesmo de eu saber que iria alugar o imóvel. Sua atenção para comigo era algo que me honrava e me inspirava. Era sempre um prazer quando ele interfonava e aparecia para um café, quando colocávamos a prosa em dia.
Sua morte dói pela perda, pela distância, por saber que, com sua ida, um pouco de minha vida como eu a conhecia também se foi. Já era doído estar longe dele, e ainda é pior saber que não vou mais estar com ele, nem saber de suas novidades pelo Skype, nem ajudá-lo com algum problema com o iPad.
Permitam-me estar triste hoje. A vida longe dos amigos nunca é perfeita. A vida sem um amigo é trágica e insossa.
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Tags: João Melo Filho
Posted by oculos on Sep 2, 2011 in
Oslo,
Principal
Dia bem despretensioso, acabou sendo muito bacana. Fui ao médico pela primeira vez aqui, a fim de conseguir validar minhas receitas brasileiras. Novamente, nunca vi tanta gentileza assim. O médico foi extramemente gentil, e agora tenho todas as receitas e, detalhe: com preços subsidiados, já que estou coberto pela seguridade social daqui.
Fui à festa de aniversário da Universidade de Oslo – foi imensa! Lá comi sushi barato – raridade aqui (não o sushi, mas o preço deste), e encontrei com 4 brasileiros, o que foi muito legal.
Que venha o fim de semana!
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Tags: Blindern, Oslo
Posted by oculos on Aug 31, 2011 in
Corrida,
Oslo,
Principal
Uma pergunta que sempre quando converso com alguém “de casa” me é feita: “Sim, mas esse mestrado seu vai servir pra que depois?”.
A resposta para essa pergunta nunca me foi muito importante, porque, afinal de contas, se fosse para orientar minha vida para algum resultado, seria pra casar com a Julianna Margulies…
Naaaa, falando sério: a experiência que estou vivendo é tão rica que bastaria em si mesma. Imagino que, acabado o mestrado, voltando ao Brasil, ainda que fazendo a mesma coisa de sempre, terei vivido algo fantástico.
Quase tudo aqui superou as minhas expectativas. As pessoas foram incrivelmente generosas. Alguns estudantes da faculdade se ofereceram como voluntários para orientarem e ajudarem os neófitos a conhecerem mais sobre Oslo e sobre a Universidade. E fizeram isso de uma forma tão bacana que todos nos sentimos imensamente bem-vindos.
A minha turma do mestrado é composta de gente fantástica, da Alemanha, Bulgária, Ucrânia, Turquia, Uzbequistão, Eritréia, Uganda, Estados Unidos, Indonésia, Suécia, Noruega, Lituânia, Taiwan… Os professores são muito bacanas, sendo que um deles foi um dos pioneiros, mundialmente falando, a pesquisar a área de Direito da Informática – pasmem – em 1970.
Assistir às aulas, pela primeira vez na vida, me é prazeroso. pois sempre estudei o tema, ainda que sem querer, pois sempre gostei dos conceitos de telecomunicações e de informática.
Enfim, eu não sou a pessoa mais altruísta do mundo. Caralho, nem sei se sou altruísta. Mas sei que muitos amigos meus lamentam um tiquinho o fato de que eu me afastei de uma carreira relativamente (e bota relativamente nisso) encaminhada como advogado, com já bastante experiência acumulada, para tentar algo completamente novo e incerto. Larguei todos os confortos de uma vida cercada por minha família, por amigos e amigas maravilhosos, com uma renda que, se não era nada de enorme, dava pra comer sushi de vez em quando, com meu carrinho lindo, para, agora, fazer minha comida, pegar busão, e estudar feito um louco. A saudade bate de vez em quando, mas não me arrependo nem por um segundo, nem olho para trás. Estou amando isso aqui. E, como diz uma música que sempre gostei desde o tempo da faculdade, “já tive carro e grana, e um montes de convite pra qualquer lugar. Hoje eu só ando a pé, mas eu continuo a andar…”.

Estádio de Bislett
P.S. – Tenho mantido contato com quase todo mundo de uma forma tão fácil que nem parece que viajei. VoIP o tempo todo (até número em Salvador eu tenho), Facetime, Skype, etc… E, no meu celular, é mais barato ligar para um fixo no Brasil do que se aí estivesse… Enfim…
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Tags: Bislett, Oslo
Posted by oculos on Aug 30, 2011 in
Oslo,
Principal
Comprei uma caneca da Fundação Estudantil. A bagaça dá direito a “recarga” de café mais barata: você paga o café pequeno, e leva o grande.
Assim, o tonto aqui foi todo pimpão fazer uma recarga, e resolveu usar a máquina de café ao lado, que nunca havia funcionado comigo. Tinha o botão “Café grande”, além do “café pequeno”. Ao lado, tinha um que dizia, simplesmente, “café”, com o desenho de uma jarra. Como minha caneca se parece com uma jarra, apertei o botão e fiquei olhando a paisagem. A máquina não parava de jorrar café. Retirei a caneca, já repleta de café, e a bicha continuava a jorrar café. Saí dali imediatamente, com medo de perceberem o mico.
Passei 2 horas de aula bebendo café. Resultado: saí correndo para o banheiro, a bexiga pronta para explodir. Voltei à cantina, e expliquei o acontecido, e se eu precisava pagar mais. O camarada, com dó, riu e disse que não tinha problema…
De resto, tive hoje minha segunda aula. Gosto tanto das aulas que nem parece ser estudo. Já acompanhava o assunto antes, e tudo parece muito bacana, mesmo. Vamos ver se continua assim!
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Tags: Oslo, café
Posted by oculos on Aug 28, 2011 in
Filmes,
Principal
Filme mexicano, suave, tranquilo, bonito. História de um senhor já idoso que resolve fazer um curso universitário.
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Tags: El Estudiante, Filmes
Posted by oculos on Aug 28, 2011 in
Corrida,
Oslo,
Principal
Decididamente, eu adoro Oslo. É uma cidade fantástica.
Mas não é uma cidade boa para correr.
A cidade tem excelentes passeios (parece-me que usam asfalto nos passeios, o que diminui o impacto das pisadas), e os motoristas são compreensivos com quem está praticando o esporte. Porém, a cidade não é plana, portanto correr é sempre um desafio.
Pra quem tinha o privilégio de correr em uma avenida plana com 5km de extensão (uma volta completa dava 10km), praticamente toda plana, correr aqui significa mudar o treinamento e se contentar com velocidades menores.
Me recomendaram correr na beira de um lago chamado Søgnsvann. Aí acordei às 6 da manhã de domingo (!), peguei o primeiro metrô e lá fui eu correr no lago. Lá, igualmente, também o percurso era enladeirado. Aí fui procurando rotas alternativas, me perdi no meio de uma floresta (quer dizer, me perdi em termos – estava na rua, só não sabia onde ia parar). Resolvi pegar uma trilha que uma placa indicava iria até a estação do metrô. Só que, por causa das chuvas, estava intransitável – o que pisei em poça de lama foi uma barbaridade…
Voltei para a estrada que passava na floresta e, depois de um tempo enorme, saí na rua de um bairro que eu sabia onde ficava (Kjelsås) mas não consegui também encontrar o caminho de casa. Como ainda tinha uns 18km para correr, fui passando pelas ruas, até que encontrei o bairro de Storo, e aí cheguei fácil ao estádio de Bislett, onde queria terminar meu percurso, correndo na pista de atletismo.
Ocorre que o dito estádio estava fechado, então corri umas 6 vezes em volta dele, e voltei para Grünerløkka.

Primeiro trecho da corrida

Segundo trecho da corrida
Os meus tempos aqui estão pelo menos 20s/km mais lentos que no Brasil, mas isso se deve mesmo às ladeiras. Espero que o percurso da maratona seja plano, porque se não for…
Também faz falta o açaí depois dos 31km, a reunião com os Pedinhas, enfim, todo o ritual das corridas de fim de semana. Tirando a família, os amigos e o Sushi, o que me faz muita falta é a corrida despreocupada na Av. Olívia Flores-UESB, sozinho ou com os amigos. Juntei-me ao clube de corrida da Faculdade, e conheci muita gente legal, mas, como ocorre em clubes desse tipo, são muitos níveis de praticantes, com objetivos diversos. Na quarta, por exemplo, fomos treinar tiros. Odeio tiros, com todas as minhas forças. O pessoal daqui é muito bom de treinos intervalados. Mas poucos estão treinando para longas distâncias. Não sei ainda como vou fazer no inverno para manter a prática da corrida, e o inverno, ao que parece, está chegando. Os dias já estão ficando mais curtos, a temperatura está caindo, e, nossa, como tem chovido!
Ontem comprei sapatos mais resistentes à chuva, a propósito. Eu sou muito estranho: acho que passo 90% do meu tempo usando tênis, e agora, ao usar um sapato “normal”, pareço que estou pisando em uma tábua. Enfim, coisas de um reclamão como eu…
De resto, devo dizer que continuo adorando tudo isso aqui. Amanhã terei a primeira aula. Agora é estudar, estudar, e estudar.
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Tags: Grünerløkka, Oslo
Posted by oculos on Aug 26, 2011 in
Corrida,
Oslo,
Principal
Hoje resolvi me perder completamente na cidade ao correr. A idéia era sair aqui de casa, em Grünerløkka, e chegar até ao Frogner Park, passando pelo estádio de Bislett. Passei por esse último normalmente, mas, de alguma forma, passei pelo palácio do rei. Meio constrangido, fui para a calçada, passando em frente da embaixada dos Estados Unidos, achando que estava indo na direção correta. Corri uns 15 minutos mais, cheguei a um parque, era pequeno, mas não era o que eu queria.
Corri mais uns 10 minutos e… de novo no palácio do rei! Que coisa! Corri em círculo, e não entendi como ninguém veio me tirar dali (cheguei a uns 5 metros de um daqueles guardas que parecem uma estátua). Corri mais um pouco, e cheguei ao parque que eu queria, mas aí já era mais tarde, então peguei o metrô e o bonde para voltar pra casa.
Oslo não é a melhor cidade do mundo para correr. O cenário é sempre lindo, mas as pistas são melhores para a caminhada do que para a corrida.Muitas ladeirinhas, é difícil encontrar algo plano. Queria correr no estádio de Bislett, mas o problema é que só abre as 8 da manhã. Enfim, vou ter que dar um jeito, porque correr é minha droga.
O engraçado é que, quando se está longe de casa, qualquer coisa serve para dar saudade. Eu, apesar de protestante, vou ver se vou à igreja católica, apenas para ter uma lembrança de casa. Ouvir pagode ou música sertaneja no Brasil poderia, se por tempo prolongado (mais de 5 minutos), incitar-me ao suicídio. Aqui, serve para lembrar de coisas tão legais quanto quando pegava carona com um dos amigos de corrida para casa, e ele colocava “Trabalhador”, de Seu Jorge, ou “Voa Beija-flor”, de algum desses sertanejos.
Falando sobre música sertaneja, ao pegar o metrô de volta, coloquei essa música citada para ouvir, e, fato raro, prestei atenção na letra. Tem um verso que achei curioso:
“Voa beija-flor, você não vai mais sugar do meu amor
Vai sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”
Senhor, cheio de misericórdia! “Sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”?!?!?! QUE DOR DE COTOVELO DA PORRA!!!!! Gente, isso é lá coisa que se diga? Pronto, não sei se consigo mais escutar essa porcaria.
Melhor pra mim… heehehehhehe
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Tags: Corrida, Oslo
Posted by oculos on Aug 25, 2011 in
Oslo,
Principal
Este rapaz que vos escreve sofre de alguma demência. Mas antes de explicar a razão desse diagnóstico, permitam-me explicar algo sobre as residências estudantis aqui de Oslo.
Normalmente, são prédios reformados ou construídos para serem residências. Cada habitante tem um cartão magnético. Para chegar até meu apartamento, tenho que passar por 3 controles. O principal, na portaria, outro para chegar aos elevadores, e outro para entrar no corredor do meu andar. Notem que meu cartão só libera meu acesso ao meu piso.
Pois eu esqueci meu cartão uma vez. Chutei o apartamento de alguém, e esse alguém me deixou entrar. Pedi um milhão de desculpas, mas a pessoa entendeu muito bem o que se tratava, e me disse que também ela já havia esquecido seu cartão.
Pois bem: saio hoje para ver um filme longe daqui, na Universidade, que começou às 22h. Resolvo, não sei se por premonição, ou por cansar de ver um filme que nada tinha de promissor depois dos seus 20m DEBAIXO DE CHUVA, voltar para casa. Chego aqui às 23:10h. E esqueci a merda do cartão…
Então, quando quase ligo para a central de estudantes, aparece um cidadão daqui do pais, dizendo que eu tinha que tentar ligar para algum vizinho, que não é problema fazer isso, e que é uma maneira de conhecer pessoas. Vou eu e interfono pro cidadão do primeiro apartamento. Não é que o cara foi SUPER gente boa, abriu a porta sorrindo, e disse que já aconteceu o mesmo com ele dezenas de vezes?
Enfim, é bom escrever no meu quente e seco quarto agora, quando poderia estar lá fora, com frio, e pagar 400 coroas norueguesas para alguém vir abrir a porta pra mim sabe-se lá a que horas…
A propósito, o nome do filme é “Reprise”. Se alguém quiser me aventurar, me responda se o filme presta ou não!
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Tags: Oslo
Posted by oculos on Aug 25, 2011 in
Oslo,
Principal
Estudar em outro país sempre parece ser uma experiência fantástica. Estou começando agora, mas estou impressionado com quase tudo que aconteceu comigo até agora desde que cheguei aqui em Oslo.
Em primeiro lugar, a receptividade das pessoas. Fui extremamente bem acolhido aqui, tanto que já participo de um grupo de corridas da Faculdade de Direito. Em segundo lugar, uma pessoa como eu, que carrega a frustração de não ter feito informática, acabou tendo a chance de estudar… informática – sob uma visão legal! Que mais eu poderia querer? Melhor que isso, só acertando na Mega-Sena ou conhecer a Julianna Margulies…
Sempre tem as diferenças culturais: anteontem, ao me despedir, dei um beijo no rosto ao abraçar – ao que parece, isso não é comum aqui. Mas a gentileza das pessoas parece desconhecer fronteiras, como hoje, quando uma estudante me ajudou a entender a forma de fazer a compra do almoço na cantina da faculdade quando me viu em apuros com isso.
E a saudade de casa? Sim, tenho cada vez um pouco mais de saudade. A distância nos dá perspectiva. Eu sempre fui uma pessoa de sorte em relação às minhas amizades. Os amigos que tenho, assim quis a vida, são para sempre. Deles todos sinto muita falta. Mas vivemos em tempos excelentes, apesar de estranhos. Com o computador, posso vê-los de graça a todo o tempo (com a permissão do Sr. Fuso Horário). Isso sempre quebra a saudade em pedaços menores, deglutíveis.
Agora é começar a acostumar com o tempo, que começa a ficar mais feio a cada dia. E estudar novamente, depois de tanto tempo estudando processos específicos…
Hoje fui à Embaixada do Brasil, fazer meu registro consular. É sempre bom ver a bandeira de casa. Mas é sempre bom começar de novo.
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Tags: Oslo
Posted by oculos on Aug 19, 2011 in
Oslo,
Principal
Uma das coisas boas de ter vindo pra Oslo foi, finalmente, ter me libertado da Oi. Libertado (ou liberto), digo eu, mais ou menos, já que continuo com uma assinatura básica para receber SMS e preservar o número que tenho desde que Matusalém trocou a primeira fralda.
Mas eis que, ingrato o destino, na Noruega começo a ter problemas com a telefonia. Primeiro, me venderam uma assinatura quando não poderiam fazê-lo, quer porque eu não tenho um número de identidade daqui (apesar de ter perguntado eu se isso não seria um empecilho), e, segundo – e um tanto curioso – por questões de crédito. Sim, aqui não deixam qualquer um ter assinatura de telefone…
Depois de uma novela para receber minhas suadas 100 coroas norueguesas, resolvi assinar um pré-pago, que, grata surpresa, vem com um plano que me permite ligar para o Brasil mais barato do que se lá estivesse! Coisas do mundo…
Só que eles têm uma promoção de um plano de dados. Paga-se 499 coroas (cerca de uns 160 reais) e tem-se 300mb todos os meses, por um ano.
Aí começaram meus problemas: ao tentar comprar o tal cartão com a promoção, o site da empresa não aceita cartões de crédito estrangeiros. Então, liguei pra lá, e disseram para comprar nas lojas. As tais não sabiam do que eu estava falando, quer falasse em inglês, norueguês ou mandarim. Liguei novamente pro SAC da companhia, que me informou que, na verdade, só duas lojas vendem a bagaça – isso depois deste aqui rodar todo o centro de Oslo procurando um lugar pra comprar o cartão (e parecendo um ET, porque ninguém sabia que o que eu queria existe). Fui nas duas lojas. Nada. Liguei novamente. Peça para olharem no sistema, disseram, porque é algo novo. Finalmente olharam, acharam, e me venderam. Teclo o código de recarga. Inválido. De novo. Inválido. Ligo pro atendimento. Vão anotar minha reclamação. Nada. Ligo hoje novamente. Nada.
Enfim, essa é a minha sina, esse é o meu sofrer. Talvez eu deveria abandonar telefones. Mas acho que isso não é uma opção, já que meu mestrado é justamente sobre direito da tecnologia da informação e comunicação.
Para crédito dos noruegueses (e da Chess, a companhia de que falo), o atendimento é impecável, apesar de pago. Mas hoje reclamei de que eu estava gastando muito em ligar pra eles, e, na hora, colocaram 100 coroas de crédito! EBA!
…
Adoro Oslo. Nada me fez mais feliz do que passar pela praça Olaf Ryes, aqui perto de casa. Devo dizer, é uma cidade maravilhosa. Ontem fez um sol lindo, hoje chove. Não importa – adoro isso aqui.
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Tags: Chess, Oi, Oslo
Posted by oculos on Aug 16, 2011 in
Oslo,
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É fantástico estar aqui.
Ontem tivemos a cerimônia de boas-vindas aos novos estudantes. Foi muito especial por vários motivos: primeiro, a Universidade de Oslo está completando 200 anos. E, em segundo lugar, em razão dos recentes acontecimentos tristes acontecidos aqui em Oslo.
Mas o que se sente é uma sociedade ainda mais engajada em não se amedrontar. E, quando muitos poderiam achar que agora haveria uma atitude mais discriminatória contra estrangeiros, o que se sente é exatamente o contrário. Estou pra ver um povo mais amigável, gentil e prestativo que o norueguês. Claro, não são de muito contato, pelo menos não inicialmente, mas isso é cultural.
Moro em um bairro chamado Grünerløkka (fala-se, acho eu, “grinerlêka”). É um bairro descolado, boêmio, cheio de vida, mas, ao mesmo tempo, com ar de cidade do interior. Adoro morar aqui – perto do rio, onde dá pra correr. Tem restaurantes vietnamitas, chineses, indianos… uff, tem tudo! E é boa comida, e BEM mais barato do que um restaurante desses tradicionais. E isso é importante quando se está na Noruega, quando um quilo de tomate pode custar uns R$8,00.
A Universidade é de tirar o fôlego – prédios enormes, centralizados em um local cheio de verde. Já o campus de Direito fica perto do castelo lá da S. Majestade.
Essa cidade é fantástica. O grau de diversidade é espantoso – às vezes se vê mais estrangeiros do que noruegueses nas ruas ou no transporte público. Ontem esbarrei com um soteropolitano no bonde. Há tanta coisa linda pra se ver, tanta gente bacana, tantos bons lugares, tanto por descobrir, que me sinto muito feliz por ter feito a escolha de vir.
Agora é esperar pelas aulas!
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Tags: Grünerløkka, Oslo, Universidade de Oslo
Posted by oculos on Aug 10, 2011 in
Oslo,
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Após uma viagem de mais de 17 horas sem dormir, cheguei em Oslo.
O vôo saiu de Salvador para Lisboa durante o dia, o que fez com que chegasse lá às 2 da manhã, hora do Brasil. Após uma fila de 1h20m de imigração, ainda soltei uma pérola. O agente da imigração, após eu ter entregue o meu passaporte, perguntou de onde eu vinha. Eu, cansado e sonso, respondi: “Do Brasil”. Ele, compreensivo com a minha cara de morto-vivo, apenas riu, fazendo cara de “eu sei!!”, aí eu disse que vinha de Salvador.
De Lisboa, vim pra Oslo. Já aqui, me arrastei com 2 carrinhos de mala, e, após pagar o taxi mais caro da minha vida, com forte suspeita de ter sido roubado no preço, cheguei ao cafofo onde irei morar pelos próximos 18 meses. Adorei o lugar, embora é tudo muito diminuto comparado com a minha casa.
Depois dou mais notícias. Mas o principal é: tava fazendo 8 graus quando cheguei. E é verão na Noruega…
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Tags: Noruega, Oslo