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	<description>Onde a juripoca vai piar...</description>
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		<title>Filmes que vi: Un Cuento Chino</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ricardo Darin]]></category>
		<category><![CDATA[Un cuento Chino]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme argentino, excelente, com a sempre genial atuação de Ricardo Darin.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filme argentino, excelente, com a sempre genial atuação de Ricardo Darin.</p>
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		<title>Filmes que vi: Os 3 e The Hunger Games</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 07:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Os 3]]></category>
		<category><![CDATA[The Hunger Games]]></category>

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		<description><![CDATA[Os 3 &#8211; Filme brasileiro sobre três amigos que vão morar juntos. The Hunger Games &#8211; bacana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os 3 &#8211; Filme brasileiro sobre três amigos que vão morar juntos.</p>
<p>The Hunger Games &#8211; bacana.</p>
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		<title>Desculpe, não temos bifanas&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 21:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bruxelas]]></category>
		<category><![CDATA[Bélgica]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Aniceto]]></category>
		<category><![CDATA[bifanas]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia foi 10 de maio de 2012. Estava eu a aproveitar meus últimos minutos em Bruxelas, quando avistei a placa de um restaurante, em boa língua lusa: &#8220;Bifanas&#8221;. A um brasileiro, tal palavra soaria completamente estranha, como outras tantas do português europeu, como passaram a chamar o idioma falado em Portugal. Mas a mim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia foi 10 de maio de 2012. Estava eu a aproveitar meus últimos minutos em Bruxelas, quando avistei a placa de um restaurante, em boa língua lusa: &#8220;Bifanas&#8221;. A um brasileiro, tal palavra soaria completamente estranha, como outras tantas do português europeu, como passaram a chamar o idioma falado em Portugal. Mas a mim não era estranha. Após anos a ver em documentários televisivos os malabarismos que os portugueses fazem com os ingredientes, até fazer deles comida &#8211; e não comida qualquer &#8211; passei a me interessar pelos quitutes de Portugal, sejam preparados pela querida Armanda, com suas variações angolanas, seja nas rápidas e curtas visitas a Lisboa, oportunidades em que sou apresentado pessoalmente à arte culinária do país por obséquio do amigo <a href="http://caoepulgas.blogspot.com">Pedro Aniceto</a>. Nunca tivemos tempo para pratos enormes, cuja digestão, suponho, demande escaladas mais demoradas naquele país. Mas, se minha cultura não me permite analogia mais elaborada, permitam-me dizer que o que quer que tenha comido em Portugal (ou feito por mãos portuguesas) sempre me causou sensação parecida à do crítico culinário personagem do filme Ratatouille, quando este finalmente prova o prato de um restaurante e foi remetido à história de sua infância pela simplicidade, mas autenticidade do prato. Não é que a cozinha portuguesa seja simples &#8211; é que parece-me rústica (embora exemplos não faltem de complexidade e fineza), mas sempre deliciosa e autêntica. É comida feita pra gente, e não pra meros observadores científicos. Não é que volto à infância, mas fica sempre a impressão que aquela comida é de verdade, é real, e que não há nenhum truque a nos enganar. Pois bem, por <a href="http://caoepulgas.blogspot.com/2012/05/no-reservations-lisbon.html">indicação</a> do mesmo Pedro Aniceto, vi um episódio do No Reservation, onde o Tony Bourdain visita Lisboa, e refestela-se com bifanas. Depois de ter comido &#8220;pregos&#8221; em Portugal três anos atrás, tinha que provar as bifanas. E eis que, como disse, encontrava-me em Bruxelas, uma semana após ter tomado conhecimento do tal sanduiche. E, ao rondar a cidade, pronto a despedir-me, deparei-me com a seguinte placa:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2251" class="wp-caption alignnone" style="width: 378px"><a href="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2012/05/DPP_0016.jpg"><img class=" wp-image-2251  " title="Bifanas, Bruxelas" src="http://maneblog.mgate.com.br/wp-content/uploads/2012/05/DPP_0016-1024x682.jpg" alt="" width="368" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Sim, a foto está desfocada de ansiedade...</p></div>
<p>Não pude reter a alegria, que contagiou a um americano que comigo estava e que também se interessou a provar o tal famoso sabor português, a apenas alguns metros da Grand Place. Adentro ao estabelecimento. &#8220;Bonjour&#8221;, diz a senhorita. Arrisco um &#8220;olá&#8221;, apenas para checar a autenticidade do local, e recebo-o de volta, desta vez com o indisfarçável jeito lusitano de falar. Alívio &#8211; é mesmo uma casa portuguesa. Meu amigo americano a tudo acompanha, e conseguiu entender quando pergunto pelo prato que nos trouxe até ali. É quando escuto &#8220;Desculpe, não temos bifanas.&#8221; Em um restaurante que se chama por tal&#8230;</p>
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		<title>Por que adoro a Dilma Rousseff</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 09:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Elio Gaspari]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Digam o que quiserem, mas ADORO a Dilma Rousseff. Ela não tem aquela desfaçatez dos políticos, sempre falando para as câmeras. Ela parece ser do tipo de brasileiro que trabalha, e não daquele outro tipo que encosta em quem trabalha. A Dilma me transmite a sensação de que não quer exatamente ser popular. Quer ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Digam o que quiserem, mas ADORO a Dilma Rousseff. Ela não tem aquela desfaçatez dos políticos, sempre falando para as câmeras. Ela parece ser do tipo de brasileiro que trabalha, e não daquele outro tipo que encosta em quem trabalha.</p>
<p>A Dilma me transmite a sensação de que não quer exatamente ser popular. Quer ter a consciência de que está fazendo o certo para o país. Eu vejo que isso faz uma diferença tremenda. Toda a mídia fala da falta de tato dela com os demais políticos, mas isso porque ela não parece ter aderido ao non-sense do mis-en-scene (pois, dois estrangeirismos em uma frase, vai te catar) da vida política nacional, do tipo que opta por clichês, adora um microfone ou vive naquela política de promoção partidária. Dilma, pra mim, é daquele tipo que entende do que está falando, e parece ter zelo com o que governa.</p>
<p>Isso, para um país acostumado a um teórico deslumbrado como FHC, um mauricinho não menos deslumbrado como Collor, e um popular, mas também &#8211; sim &#8211; deslumbrado &#8211; Lula, a Dilma é uma vitória daqueles que sempre viram o trabalho como ética de uma vida decente e honesta. Os outros exalavam aquele velho ideal brasileiro do sucesso na base do charme, da simpatia, do carisma. Nossa presidenta &#8211; como ela prefere ser chamada &#8211; é do tipo trabalho em bastidores, que obstina-se a terminar bem algo que lhe colocam às mãos para fazer.</p>
<p>Por isso, relatos sobre seu comportamento rude nunca me assustaram. Aliás, sempre gostei de ouvir dizer que ela seria bruta em reuniões, que cobraria rigidamente desempenho, essas coisas. Detesto tiranos, e odiava que o lado criativo de Steve Jobs carregava consigo o acessório da descompostura, da grosseria gratuita. Mas, com a Dilma, parece-me que ela não se coaduna com o velho jeitinho que tentei retratar acima, o de que bastaria um português mais complicado e um gráfico apresentável para demonstrar uma tarefa cumprida. Dilma cobra competência, e isso, em um país acostumado com tanta incompetência, é algo a comemorar.</p>
<p>Adorei, assim, o relato de Elio Gaspari na Folha de São Paulo de hoje:</p>
<p>&#8220;BEM-FEITO</p>
<p>Um turista acidental do Palácio do Planalto ouviu um destampatório da doutora Dilma numa conversa com um de seus ministros. Ficou horrorizado. Quando chegou em casa, foi estudar o caso e concluiu:</p>
<p>1) O moço queria dar uma lição de governo à doutora.</p>
<p>2) Tecnicamente, ela tinha razão e conhecia o assunto melhor do que ele.&#8221;</p>
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		<title>Desabafo: Paulo Francis</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 10:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Francis]]></category>

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		<description><![CDATA[A Folha, nas últimas semanas, têm promovido, em seus artigos, uma reedição dos textos de Paulo Francis. Primeiro, foi usado amplo espaço na Ilustrada. Depois, em colunas de opinião, como a de Ruy Castro de hoje. Não entendo, como é que em pleno ano da graça de 2012, reeditam Paulo Francis. Pra mim, é como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Folha, nas últimas semanas, têm promovido, em seus artigos, uma reedição dos textos de Paulo Francis. Primeiro, foi usado amplo espaço na Ilustrada. Depois, em colunas de opinião, como a de Ruy Castro de hoje.</p>
<p>Não entendo, como é que em pleno ano da graça de 2012, reeditam Paulo Francis. Pra mim, é como reeditar &#8220;Mein Kampf&#8221;. É digno de nota que a mídia se escore em um suposto valor intelectual de Paulo Francis para tolerar seu chauvinismo, seu racismo, seus pensamentos discriminatórios, etc. É como se o jornal usasse as palavras de Paulo Francis para, usando-se da escusa da excentricidade deste, dizer aquilo que pensa mas que não poderia dizer diretamente. Essa matreirice da mídia pode até enganar a alguns, mas, a mim, não passa de uma forma de poder voltar a dizer aquilo que, por avanços sociais e que tais, não poderia dizer hoje.</p>
<p>Paulo Francis deveria ser banido da história da mídia do Brasil. Deveria haver vergonha ao citá-lo. Mas não: há um deslumbramento! As ressalvas que se fazem às maluquices que dizia, feitas sempre rotulando-o de polêmico, contraditório, complexo, são apenas desculpas esfarrapadas para justificar o injustificável comportamento de um reacionário racista. Fosse eu ou qualquer um a dizer o que esse cidadão dizia, e já estaria a ser linchado na rua. Mas era Paulo Francis, dando uma roupagem intelectual, quase cult, ao preconceito. E, por ser quase cômico, era, talvez por isso, também aceito.</p>
<p>Um país, um povo que se respeita, não pode aceitar o culto a alguém que dizia &#8220;pérolas&#8221; como essa:</p>
<p>&#8220;COLLOR<br />
&#8220;Collor fala como a gente, isto é, como as pessoas com quem convivo. Os nossos &#8216;ilustres&#8217; em geral estariam melhor num circo. É alto, bonito e branco, branco ocidental. É outra imagem do Brasil, com que fui criado, francamente&#8221;"</p>
<p>Ou, citando a Folha de São Paulo: &#8220;Num artigo em que contava de sua irritação com um garçom &#8220;crioulo&#8221; em Nova York, escreveu: &#8220;Pensei logo numa chibata&#8221;.&#8221;</p>
<p>Preciso realmente dizer mais? É, hoje, aceitável que um jornal repita uma vulgaridade racista dessa a fim de ressuscitar alguém tão retrógrado, tão incompatível com nosso espírito do tempo? Aliás, se Paulo Francis teve algum valor, que seja ressuscitado por tal suposto valor, mas não pelo que tinha de pior. É como se Monteiro Lobato fosse, hoje, endeusado pelo que tinha de pior, quando, na verdade, há sempre constrangimento ao lembrar do quão reacionário Lobato foi. Mas, no caso de Paulo Francis, há um mal disfarçado prazer em relembrá-lo justamente no que ele tinha de pior, e isso diz muito sobre o tipo de imprensa porca que temos hoje.</p>
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		<title>Ê, mundo grande sem porteiras&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 18:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estava a pensar no quão difícil é saber que se pode viver um, e apenas um, estilo de vida, mas saber que existem vários para se viver, cada um tão atraente quando o outro. Explico: imagine fazer um voto de pobreza, e viver a caminhar por aí, sem compromisso, sem amarras, sem nada. Lembro-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estava a pensar no quão difícil é saber que se pode viver um, e apenas um, estilo de vida, mas saber que existem vários para se viver, cada um tão atraente quando o outro.</p>
<p>Explico: imagine fazer um voto de pobreza, e viver a caminhar por aí, sem compromisso, sem amarras, sem nada. Lembro-me que <a title="Ao mestre, com carinho" href="http://maneblog.mgate.com.br/2006/02/16/ao-mestre-com-carinho/">um professor</a> uma vez me disse à turma que queria fazer isso, e a idéia me pareceu estranha, mas hoje faz todo o sentido. Mas também penso que seria muito legal ser capaz de construir muita coisa com o trabalho, e fazer coisas que durem mais do que a própria vida, coisas que transformem a vida de muita gente.</p>
<p>Seria legal viver em um canto sossegado, mas também seria enriquecedor viver 6 meses em cada lugar, e viver tudo o que há por aí para se viver.</p>
<p>Seria bom passar a vida aprendendo a tocar violino, ou a tirar boas fotografias. Alguém sem talento como eu precisaria mais que uma vida pra isso (e, no caso da fotografia, olhos um bocadinho melhores). Ou poder passar a vida sem ter que aprender nada &#8211; que a vida é curta mesmo.</p>
<p>Sei que não existe um jeito ideal de se viver. Mas o que mata é existirem tantos, em uma vida que acaba logo ali.</p>
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		<title>A exceção do terrorismo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 14:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Oslo]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias têm sido um tanto difíceis para a Noruega. Talvez com a esperança de que o julgamento do terrorista cujo nome não se deve pronunciar, as pessoas aguardam com muita atenção o resultado. Há uma necessidade de um fechamento justo para isso, mas é como se o julgamento e todo o período compreendido entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias têm sido um tanto difíceis para a Noruega. Talvez com a esperança de que o julgamento do terrorista cujo nome não se deve pronunciar, as pessoas aguardam com muita atenção o resultado. Há uma necessidade de um fechamento justo para isso, mas é como se o julgamento e todo o período compreendido entre a tragédia ocorrida em 22 de julho de 2011 e a sentença fossem parte de um processo de purgação do povo desse país.</p>
<p>Eu não entendo nada de Direito Penal, muito menos de criminologia. Mas enquanto meu amigo<a href="http://eduardo-viana.com/"> Eduardo Viana </a>não escreve nada sobre o assunto, escrevo eu.</p>
<p>Eu usei a palavra &#8220;purgação&#8221;, e não sei se foi a mais apropriada. Mas o que quero dizer é que nós, no Brasil, não temos um processo de purgação dos crimes. Um exemplo claro disso é o que ocorreu no caso do assalto ao ônibus 174. A sociedade mal teve tempo de refletir, mas o mal já estava &#8220;purgado&#8221;. Nosso país, infelizmente, parece precisar de vingadores, porque nós mesmos não nos identificamos com o papel de um sistema judiciário que construímos e que não funciona como deveria.</p>
<p>Tinha escrito um longo, enorme post a respeito. Não vou mais fazê-lo. Mas não consigo me desapegar da idéia que essa situação é tão excepcional que deveria ser pensada com cuidado. Igualar a morte de 77 pessoas ao homicídio tal como consta no Código Penal é algo que não consigo assimilar. Expus minhas razões anteriormente, mas talvez ter perdido o post seja um sinal de não devo ter a arrogância de dar palpite em seara que não é a minha.</p>
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		<title>Maratona de Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 18:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrida]]></category>
		<category><![CDATA[Maratona de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[maratona]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem corri minha sétima maratona, desta vez em Paris. Muita gente torce o nariz quando eu digo, antes da prova, que estou com medo de correr a maratona, ou quando digo que, aos 30km, sempre me pergunto o que estou fazendo ali. E o motivo para tal incredulidade é que muita gente não entende que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem corri minha sétima maratona, desta vez em Paris.</p>
<p>Muita gente torce o nariz quando eu digo, antes da prova, que estou com medo de correr a maratona, ou quando digo que, aos 30km, sempre me pergunto o que estou fazendo ali. E o motivo para tal incredulidade é que muita gente não entende que cada maratona é única, e imprevisível.</p>
<p>Não sei quanto aos outros atletas, mas tudo pode influenciar uma corrida &#8211; desde um alarme que não tocou no horário correto, até esquecer de descansar o suficiente alguns dias antes da prova.</p>
<p>Eu fiz um ótimo tempo nessa maratona &#8211; 3:13:48, mas não foi melhor do que a <a title="Maratona de Oslo" href="http://maneblog.mgate.com.br/2011/09/26/maratona-de-oslo/">prova de Oslo no ano passado</a>, onde corri minha melhor prova. Não tenho uma explicação satisfatória: terá sido o inverno, que não me deixou treinar como gostaria? Terá sido a alegria de finalmente encontrar amigos do Brasil (e de Conquista!) depois de 8 meses de exílio? Teriam sido as caminhadas em Paris, uma cidade absolutamente fantástica? Enfim, não acho que vou achar nada que explique. Vou treinar mais distância daqui pra frente, e tentar enxergar essa prova pelo que ela significou: uma oportunidade de correr no percurso mais bonito que já corri.</p>
<p>A organização da prova foi impecável. O chato foi o frio &#8211; cerca de 5 graus. Mas foi uma excelente corrida, e estou feliz por ter lá ido, apesar de ficar um pouco triste por não correr em Zurique, <a title="Maratona de Zurique! Completei!!!" href="http://maneblog.mgate.com.br/2009/04/26/maratona-de-zurique-completei/">onde tudo começou</a>, semana que vem. Será a 10ª edição da prova, e  seria muito legal participar.</p>
<p>Paris, com certeza, deixa marcas na gente. Estou com muita saudade de lá, apesar de ter ficado apenas 3 dias na cidade. Mas um dia eu volto&#8230;</p>
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		<title>Gravação de policiais e servidores públicos</title>
		<link>http://maneblog.mgate.com.br/2012/04/11/gravacao-de-policiais-e-servidores-publicos/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 14:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembro-me uma vez que, ao filmar uma diligência efetuada por policiais militares, em uma suspeitíssima operação realizada às vésperas de eleição &#8211; o caso merece um artigo dedicado ao episódio &#8211; alguns dos policiais intimidaram ao cinegrafista para que parasse com as filmagens, alegando um suposto &#8220;direito de imagem&#8221;. A equipe, na época, ficou muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me uma vez que, ao filmar uma diligência efetuada por policiais militares, em uma suspeitíssima operação realizada às vésperas de eleição &#8211; o caso merece um artigo dedicado ao episódio &#8211; alguns dos policiais intimidaram ao cinegrafista para que parasse com as filmagens, alegando um suposto &#8220;direito de imagem&#8221;.</p>
<p>A equipe, na época, ficou muito assustada, porque ninguém gostaria de enfrentar policiais, muito menos da CAESG, conhecidos que são, digamos, pela &#8220;contundência&#8221; com que agem. (Aqui não vou emitir uma crítica à classe em geral, até porque, amigo que sou de alguns dos policiais da corporação, sei que muitos são gente de bem, estudiosos, muitos graduados em direito e cônscios dos seus direitos e deveres. Mas sei também que muitos não alisam, e que outros extrapolam). Pois bem: à época, eu disse que fossem buscar o tal &#8220;direito da imagem&#8221; na justiça. Não sei se eles se referiam ao direito objeto do Art. 20 do Código Civil, ou ao direito à privacidade e à honra previsto na Constituição Federal. À época, eu dizia que, como entes estatais, ali não estavam em um contexto de privacidade, mas sim no desempenho de uma função pública, função essa que está sujeita ao controle não só do próprio Estado, mas também da sociedade.</p>
<p>Pois bem: os EUA não são um país que defende com unhas e dentes a privacidade &#8211; lá, a liberdade de expressão tem uma proteção maior, garantida constitucionalmente. Porém, <a href="http://feeds.gawker.com/~r/gizmodo/full/~3/7JPdJYTwGFI/7-rules-for-recording-police">esse artigo</a> me interessou porque a justiça americana de segunda instância entendeu que é lícito a filmagem de operações policiais, e a polícia não pode interferir no trabalho da imprensa ou de terceiros que registram as operações.</p>
<p>Seria muito bom que os policiais, ou todos os agentes públicos, agissem sempre pensando que estão sendo filmados. Assim, teríamos uma polícia com &#8220;accountability&#8221;, que prestaria contas à sociedade, que não vivesse em uma retaguarda, sempre assumindo que a defesa de direitos humanos significa a negação do trabalho policial.</p>
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		<title>Cabelos brancos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 17:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cabelos brancos]]></category>

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		<description><![CDATA[Oficialmente, tenho cabelos brancos. Não que não os tivesse antes. Mas é que hoje, ao cortar os cabelos, vi alguns fios inteiramente brancos caírem, como se me dissessem que chegaram pra ficar, que não adianta pensar que eu ficaria nos marotos fiozinhos meio-cinza-meio-pretos que há anos vinham e iam. Não. O exército chegou. Claro, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oficialmente, tenho cabelos brancos.</p>
<p>Não que não os tivesse antes. Mas é que hoje, ao cortar os cabelos, vi alguns fios inteiramente brancos caírem, como se me dissessem que chegaram pra ficar, que não adianta pensar que eu ficaria nos marotos fiozinhos meio-cinza-meio-pretos que há anos vinham e iam. Não. O exército chegou. Claro, a nação de cabelos negros ainda continua a dominar o território, mas sei que a guerra será fatalmente perdida. Quantos anos ainda restam à soberania destes guerreiros? Por quanto tempo ainda serei jovem?</p>
<p>Aliás, a pergunta não deixa de ser idiota, porque não imagino que cabelos pretos ou brancos queiram dizer nada mais ou menos do que o que já é dito em letras Arial na minha cédula de identidade. E, nesse sentido, lembro que o lado da minha avó começava a ter cabelos brancos aos 20, 21 (dessa escapei). Já o lado do meu avô, vejo-os com cabelos impecavelmente negros até certa idade.</p>
<p>Mas o fato é que talvez os tais cinzentos estejam avisando, ou melhor, lembrando, de que essa breve vida já está um tanto passada, e que é melhor refletir sobre o que fazer nos anos vindouros. Agora, sabedoria para fazer isso, que é bom, nada. Ou seja: asseguro: os tais cabelos brancos não trazem sabedoria. Na verdade, são um certo deboche à nossa já perdida luta contra o tempo, que a todos nós há de consumir.</p>
<p>E diante dessa fatalidade, alguém me responde qual mesmo o sentido disso tudo?</p>
<p>(P.S. O corte ficou uma bosta, se querem saber. Foi o segundo pior corte de cabelo da história, o que não deixa de ser um consolo, considerando <a title="Por que sou um dos mais manés do universo inteiro" href="http://maneblog.mgate.com.br/2008/05/10/por-que-sou-um-dos-mais-manes-do-universo-inteiro/">isso aqui</a>.)</p>
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