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	<description>Onde a juripoca vai piar...</description>
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		<title>Quatro anos de corrida e o PS maior que o texto principal</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 11:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrida]]></category>
		<category><![CDATA[Oslo]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Haruki Murakami]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora em fevereiro completo 4 anos correndo. Eu sei que volta e meia volto a escrever sobre isso, como se fosse algum profeta, arauto ou religioso devoto e radical de uma seita qualquer. Mas vai ver é exatamente isso: escrevo sobre corrida, talvez para lembrar a mim mesmo porque quero continuar a correr, e porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora em fevereiro completo 4 anos correndo. Eu sei que volta e meia volto a escrever sobre isso, como se fosse algum profeta, arauto ou religioso devoto e radical de uma seita qualquer. Mas vai ver é exatamente isso: escrevo sobre corrida, talvez para lembrar a mim mesmo porque quero continuar a correr, e porque preciso sempre acender uma vela nesse altar.</p>
<p>Acho que os melhores anos da minha vida vieram após começar a correr. Eu não acho que eu precisaria de um motivo para correr &#8211; correr basta por si só. Mas, após um período de stress em 2007-2008, após colesterol alto, após fim de um namoro, após atingir meu maior peso, correr parecia ser o escape, a promessa de redenção. E, de certa forma, foi.</p>
<p>Eu nunca fui disciplinado para nada, e não tinha fé alguma de que poderia sê-lo. Mas, curiosamente, conseguir sê-lo com a corrida, ainda que não tanto quanto deveria. E essa foi a primeira lição que aprendi: eu, também, posso ser disciplinado.</p>
<p>Agora, seis maratonas corridas (com duas previstas para esse ano), e, tendo chegado ao meu peso mais baixo desde que comecei a correr (16 quilos a menos), atingi o que Haruko Murakami chama de &#8220;running blues&#8221;. Já não tenho tanta vontade assim de correr. Mas corro. É como se fosse a corrida entregasse certa coesão a tudo o que faço, nÃo sei.</p>
<p>E não é que fiquei exatamente mais saudável depois que comecei a correr, se saudável significa não ter mais nenhum problema de saúde. Sim, minha alimentação é saudável, até onde se consegue manter uma alimentação saudável em um país onde a comida é, em grande medida, feita com molhos, produtos congelados e quase nada fresco. Mas desde que comecei a correr, tive várias intercorrências &#8211; desde asma, gastrite, a uma tireoidectomia. Nada provocado pela corrida. Aliás, cada problema de saúde, depois de superado, era um incentivo a correr não só pela saúde, já que nem sempre temos controle dela, mas sim porque correr em si basta. É, sem dúvida, uma religião, uma droga.</p>
<p>Não, não digo isso no sentido de vício, ou no sentido de corrida é mais um dos remédios de auto-ajuda que podem ser receitados para dar algum sentido à vida de alguém &#8211; embora até creio que isso tenha lá seu sentido. Também não me refiro ao efeito estimulante das endorfinas, algo já conhecido e que também já virou cliché (confesso que me sentiria muito mal em depender de um esforço monumental para correr só para produzir uma dose de um entorpecente). Digo que é uma religião porque, se nos rituais religiosos há certa catarse, há certa submissão a algo superior ou maior, nas pistas de corrida há certa diminuição nossa em razão de algo maior &#8211; chame-o de tempo, de distância, de suor, ou de desafio. Mas há também a atitude de trazer à pista, como se altar fosse, nossos problemas, nossos dilemas e aporrinhações, esperando que, através da auto-flagelação que é correr, alcancemos alguma luz, alguma absolvição, alguma misericórdia. E, desculpem-me por dizê-lo, frequentemente conseguimos alguma dessas coisas após a corrida. E logo eu, pessoa que não costuma comparar muita coisa às religiões deístas quer por crença, quer por devoção.</p>
<p>Mas não escrevo isso para fazer proselitismo. Odeio (mas com certa inveja) os promotores de lifestyles (e odeio ainda mais gente que usa expressões em inglês pra tudo). Odeio gente que diz que eu deveria defender o planeta, odeio gente que diz que eu deveria doar dinheiro para os pobres da África (ou de qualquer lugar &#8211; pobres, infelizmente, não faltam), ou que eu deveria ter melhor alimentação. Ou que deveria correr. Acho que o ódio é, em certa medida, porque essas pessoas estão corretas, assim como são nobres as causas que defendem. Mas não acho que eu, tão incerto que sou no que se refere à minha própria vida, tenho lá lastro para ficar dando palpite no que seria bom para os outros.</p>
<p>Se escrevo, é mais como um depoimento (ou como um pagamento de indulgência). Um relatório para mim mesmo, a fim de que compreenda que não se corre apenas para se chegar ao final de nada. Como Murakami, não ambiciono grandes tempos, grandes resultados. Corro, apenas, porque de certa forma, e não sei exatamente como, correr parece fazer de mim alguém melhor. Não melhor do que quem não corre, mas melhor do que eu seria sem a corrida.</p>
<p>E espero que o &#8220;running blues&#8221; seja apenas coisa de aniversariante da corrida. Que venham outros 4, 8, 12 anos de corrida.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>E agora, em algo completamente diferente: descobri que adoro andar no transporte público de Oslo (bondes, principalmente), nas sextas e sábado à noite. Eles são inundados por hordas de gente jovem bêbada e falante, como se eu estivesse em uma praia baiana, e não em uma cidade onde os habitantes são silenciosos, via de regra, quando usam o transporte público &#8211; cada um com seu fone de ouvido e seu olhar distante.</p>
<p>No Brasil, não usava muito transporte público &#8211; aliás, usei no meu último mês, ao vender o carro e despertar certa curiosidade de meus colegas quando me viam andar de bicicleta ou pegar o ônibus. Cheguei a perceber certo olhar de solidariedade (ou pena) em um amigo que me viu na fila de um ônibus, como se pensasse &#8220;puxa, que pena, tão promissor, o mundo deve estar mau para os advogados&#8221;. E também nunca fui de falar com estranhos em um bar &#8211; no Brasil (ou em qualquer lugar) nunca me senti muito à vontade com estranhos em um bar &#8211; parece que não sou exatamente do tipo que vai ao bar e consegue engatar alguma conversa sobre alguma coisa relevante ao ambiente &#8211; qualquer que seja essa coisa &#8211; quando essa conversa implica em conseguir se inserir ali naquele contexto de diversão, paquera ou azaração. Mas, curiosamente, em Oslo parece não haver essa pressão, no sentido de que parece sempre ok falar com um estranho em um bar, falar merda com a garota bêbada ao lado, ou dar palpite se a amiga da menina deveria ou não ligar pro namorado dela para dizer que vai vê-lo ainda àquela noite. Sim, não consigo falar com estranhos em qualquer lugar, mesmo em um bar, mas em Oslo isso não me pareceu algo angustiante.</p>
<p>E no transporte público isso é um show à parte &#8211; desde gente vindo falar com você do nada, até escutar as maravilhosamente descontraídas conversas de gente bêbada e despreocupada, como se os sábados fossem carnavais e que as segundas podem esperar&#8230;</p>
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		<title>Melancholia</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 10:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Doido, doido, doido. Perturbador, mas muito revelador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Doido, doido, doido. Perturbador, mas muito revelador.</p>
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		<title>Filmes que vi: Super 8</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 20:08:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Muito legal, estilo anos 80. Gostei!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito legal, estilo anos 80. Gostei! <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Filmes que vi: les femmes du 6ème étage</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 13:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bacaninha, meio sessão da tarde, mas bacaninha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacaninha, meio sessão da tarde, mas bacaninha.</p>
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		<title>Livros que li: What I talk about when I talk about running</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 11:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Haruki Murakami]]></category>
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		<description><![CDATA[Autor: Haruki Murakami Muito inspirador para corredores ou futuros corredores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Autor: Haruki Murakami</p>
<p>Muito inspirador para corredores ou futuros corredores.</p>
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		<title>Domingo</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 09:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo de manhã, rotina de sempre: ler jornal, tomar café, assistir a um filme, pensar em tomar coragem para ir correr, etc. Abro o jornal e leio uma das manchetes: &#8220;Cotidiano: mulher é encontrada sem olhos e sem pele em Mairiporã.&#8221; Pergunto eu: &#8220;Cotidiano&#8221;?!?! É o mundo cão de volta, depois de dois, três dias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo de manhã, rotina de sempre: ler jornal, tomar café, assistir a um filme, pensar em tomar coragem para ir correr, etc.</p>
<p>Abro o jornal e leio uma das manchetes: &#8220;Cotidiano: mulher é encontrada sem olhos e sem pele em Mairiporã.&#8221; Pergunto eu: &#8220;Cotidiano&#8221;?!?!</p>
<p>É o mundo cão de volta, depois de dois, três dias de paz com o universo.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Na semana que passou, fui voluntário junto à faculdade para receber os novos estudantes intercambistas. Sim, aqui é muito comum receber estudantes que saem dos seus países para cursar um semestre em outra faculdade. Com currículos mais flexíveis, é uma excelente oportunidade para treinarem o inglês e adquirirem experiência internacional, ainda que a diferença cultural não seja assim tão acentuada entre os países da Europa, de onde vêm a maioria. OK, as diferenças são grandes, mas pequenas aos olhos de quem vem de outro continente, como eu.</p>
<p>A semana foi um sucesso. É sempre bom conhecer gente de vários lugares do mundo. As últimas noites (quinta e sexta) foram só de farra, com este quem vos escreve dançando (bom, dançando, não &#8211; tentando) e zoando um bocado. As férias vão acabar em breve, e é sempre bom fazer novos amigos e fazer algo de diferente para quebrar a rotina.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>A pior coisa de ser um brasileiro atípico (se é que é possível ser brasileiro atípico, já que quase tudo no mundo pode ser considerado também brasileiro) é que as expectativas às vezes são decepcionantes: uma menina pediu para eu mostrar meus passos (moves?), já que, como brasileiro, eu devo tê-los, não? Enfim, não sabia se inventava alguma coisa ou sumia. Fiz os dois&#8230; (ou foi ela que sumiu, não lembro&#8230; hehehe).</p>
<p>Esperam que saibamos samba (um outro lá me pediu para dançar samba). Só faltava pedir capoeira ou para dizer qual foi nossa escalação na copa de 78 para que a decepção fosse completa. Bom, pelo menos falo português e adoro praia, não?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Decidi: meu plano agora é me transformar em um brasileiro típico. Já baixei &#8220;Ai Se Eu Te Pego&#8221;, e acabei de comprar &#8220;Danza Kuduro&#8221;, hit do momento na Noruega. Sim, um diligente e informado leitor irá me informar que Danza Kuduro é um hit cantado por um latino, de um emigrante português (salvo engano) na França, baseado em rítmo angolano. Mas, por incrível que pareça, um dos discos de Kuduro, na iTunes Store, tem &#8220;brasileiro&#8221; como gênero. Vou capitalizar nisso&#8230; <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Falando nisso, que coisa, não? A Angola tem uma música sua, original, que agora pasteuriza-se e é enlatada para consumo na Europa. Espero que isso seja uma coisa boa para aquele país, e não uma exploração cultural de gosto duvidoso.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Outra idéia para me transformar em brasileiro da gema: vou aprender a fazer feijoada. Já mandei ver um bolo esses dias (desses que nossas avós e mães fazem no Brasil, normais, sem frufru, mas que adoramos), e agora vou ver se faço feijoada. Ou acarajé, para ser ainda mais brasileiro: baiano. Mas sem axé, que tudo na vida tem limite.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Nos momentos de tédio, resolvi procurar música brasileira no Spotify, serviço de música na moda por aqui, e achei uma versão de Arrumação, de Elomar, cantada por Sérgio Reis. Caralho, não sei se é porque ando em fase de autoafirmação geográfica, mas fiquei arrepiado. Até MPB tenho ouvido&#8230; E, para lembrar da infância, escutei &#8220;Bananeira Mangará&#8221; e &#8220;Frevo de Mulher&#8221;.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Foi excelente ter ido às festas no bar da faculdade, coisa que normalmente não faço. Descobri que já conheço muita gente, descobri que há muita gente boa a conhecer, e descobri que, por mais que não tenha tanto a falar do meu país, é de lá que eu sou, e de lá sinto falta, talvez pela primeira vez.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Conheci uma grega. Sempre quis conhecer uma desde que Cam&#8217;s me deu um CD de Despina Vandi. A grega, tal como num filme, me disse que todas as palavras vêm do grego. ADOREI! <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Vou tirar o troço da Nike que posta no Facebook o quanto eu corro. Descobri que é um pouco demais. De repente, encontrava com noruegueses na faculdade que já sabiam como dizer &#8220;Eu corri XX km&#8221; EM PORTUGUÊS por causa das postagens automáticas. <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Bom, deixa eu voltar a ler o jornal, pulando, obviamente, o caderno &#8220;Cotidiano&#8221;, e fingir que a vida é uma beleza.</p>
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		<title>Filmes que vi: Sherlock Holmes</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 11:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinceramente? Não gostei. Não sei se é porque assistir um filme falado em inglês britânico, com legendas em norueguês, não seja lá muito fácil, ou se é porque Sherlock Holmes, pra mim, sempre foi um camarada reflexivo e austero (embora excêntrico), ou se simplesmente porque no filme o que vi não era Sherlock Holmes. Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente? Não gostei.</p>
<p>Não sei se é porque assistir um filme falado em inglês britânico, com legendas em norueguês, não seja lá muito fácil, ou se é porque Sherlock Holmes, pra mim, sempre foi um camarada reflexivo e austero (embora excêntrico), ou se simplesmente porque no filme o que vi não era Sherlock Holmes. Era um filme de ação &#8211; meio Matrix (que adoro), meio &#8220;O Tigre e o Dragão&#8221;, com a desculpa de um grande personagem.</p>
<p>Mas acho que sou único nisso &#8211; todo mundo fala maravilhas do filme.</p>
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		<title>Deixem o Michel Teló em paz</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 20:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Ai Se Eu Te Pego]]></category>
		<category><![CDATA[Manele]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Teló]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[brega]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Feliz Ano Novo! Coisa que tem me irritado: a quantidade de gente descendo a lenha em Michel Teló. Ah, vai se catar&#8230; Vamos aos fatos: 1. Desde quando neguim espera que música de massa seja exatamente intelectual? Povo metido a besta! Mania de gente descer o cacete em música popular só porque prefere ouvir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feliz Ano Novo! <img src='http://maneblog.mgate.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Coisa que tem me irritado: a quantidade de gente descendo a lenha em Michel Teló. Ah, vai se catar&#8230;</p>
<p>Vamos aos fatos:</p>
<p>1. Desde quando neguim espera que música de massa seja exatamente intelectual? Povo metido a besta! Mania de gente descer o cacete em música popular só porque prefere ouvir a MPB, como se esta, apenas por seus méritos, tivesse que ser socada na guela do povo. É como se dissessem: &#8220;olha, povão, vocês não têm o direito de gostar dessa música, porque a música popular, de fato, é essa outra, que chamamos de MPB&#8221;. É presunçoso, preconceituoso e, no fim das contas, revanchista.</p>
<p>É óbvio que não estou a dizer que a tal música seja lá cheia de mérito, mas é que não vi o cara, nem ninguém, dizer que a música &#8220;Ai Se Eu te Pego&#8221; deveria ganhar o Prêmio de Letra mais Profunda. Portanto, não pode ser julgada pelo que ela não é.</p>
<p>2. Concordo com Lobão. Podem me detonar. Eu sei, meu gosto pra música é sofrível (porém não gosto dessa música da qual falamos, bem entendido). Mas somos um país intenso &#8211; alegre, violento, cheio de contrastes. E, diz Lobão, nada é mais idiota do que achar que a música que nos representa é aquela cantada com o sujeito todo tranquilo, parecendo que tudo é calmo e sereno, em um banquinho com um violão, dizendo &#8220;Ela é Carioca, Ela é carioca&#8230;&#8221;. Ah, devo dizer, essa música NÃO me representa MESMO.</p>
<p>3. Sinceramente? Em que essa música é pior do que o techno dos clubs alemães, do que o dance de Ibiza? Enfim, é música de praia, de festa, não de concertos artísticos. É diversão. Música não tem que ser sempre obra de arte, assim como texto de jornal não tem que ser literário. Música tem função utilitária. Não é útil pra mim, não é pra você, mas muita gente gosta.</p>
<p>4. Mania chata essa de neguim politizar até a porra da música! O cara começou a cantar uma coisa qualquer. Vendeu. Faz sucesso na Europa toda. E é ELE que tá errado? Longe mim dizer que é a música ideal, mas, puta que pariu, essa crítica toda cheira tanto a dor de cotovelo mal disfarçada. Pra que tanto auê?</p>
<p>5. Odeio pensamento único. Do tipo &#8220;só curto música boa&#8221;, como se música, melodia, não tivesse certo apelo a sensações, emoções, sentidos. E fica aquela coisa meio arrogante, do tipo &#8220;a música que escuto é que tem qualidade&#8221;. Então tá, então 80% da indústria musical brasileira deveria desaparecer, só porque o povo não aprende que a música que escuta é ruim? Sei&#8230;</p>
<p>6. Sei, compreendo e entendo que parte da indústria musical brasileira contribui para a alienação, reproduz valores e mentalidade com a qual não nos identificamos. Mas não é assim com toda espécie de arte, seja ela de qualidade ou não? Ou será que queremos uma ditadura intelectual agora? Uma ditadura onde só caibam Marisas Montes, Caetanos Velosos (pra mim, um chato de galocha) e Cia. Ltda.?</p>
<p>7. É horrível quando alguém se acha superior por causa dos seus gostos. Seria como se eu começasse a achar que todo usuário de Windows é cidadão de segunda classe. Ou que um xiita de dietas começasse a dizer que quem come no McDonald&#8217;s é doente, e que essa lanchonete deveria ser extirpada.</p>
<p>8. Não gostou da droga da música? Bem-vindo ao clube. Agora, garanto, tem muita gente que gostou. Não vai ganhar nenhum prêmio da APCA, mas fazer o que se D. Maria lá da feira gosta?</p>
<p>9. O Brasil não é único nessas coisas. A Romênia convive com seu Manele, Portugal com sua música Pimba (é assim mesmo?, e por aí vai. Na Romênia, sei que há um movimento forte contra o apelo do Manele, apesar da popularidade do gênero. Na Noruega, há o DDE, por exemplo, que não é o supra-sumo da música nórdica, mas a garotada escuta e se diverte. Fazer o que?</p>
<p>10. Por último, acho que falta apenas bom humor às pessoas. Música de qualidade não pressupõe, para existir, que se elimine a de massa. É clichê chato o tal &#8220;tem espaço pra tudo&#8221;, mas, em se tratando de fenômenos que, em regra, são efêmeros, não sei porque não encarar como mais uma daquelas ondas do verão, que sempre vêm e vão. Aliás, um picolé de limão para quem apontar uma música de verão sequer que seja uma pérola da poesia. Acho que, escutável, mesmo, só os Tribalistas que, salvo engano, fizeram sucesso no verão de 7, 8 anos atrás.</p>
<p>11. (UPDATE) Fico pensando no que inspira as pessoas a perderem o seu tempo para escreverem longos textos para detonar alguém apenas porque canta uma música que não é a que gostariam de ouvir. Talvez seja o mesmo e inexplicável desejo meu, de ser ouvido, ou, no caso, lido. Mas talvez seja mais que isso: talvez uma demonstração de uma agressividade latente para com tudo o que não lhes agrada, em uma espécie de egocentrismo no gosto, na opinião. Gente que critica a revista Época porque colocou o cara na capa, como se o cara estivesse ali retratado pela qualidade da música, e não pelo impressionante sucesso alcançado. Se Tiririca foi eleito deputado, porque o cara não pode sair na capa da Época? Aliás, a capa da Época, da Veja, da IstoÉ, da Newsweek, agora virou certificado de importância das coisas? Vá entender&#8230;</p>
<p>Enfim, deixem o cara fazer sucesso, deixem que pensem que somos um país alegre, sensual, vibrante. Antes isso do que essa mentirinha de &#8220;Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça&#8230;&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Porque as políticas brasileira e baiana são um teatro&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 18:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[Zezéu Ribeiro]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo em um blog da cidade uma notícia que me causa espanto, indignação e raiva. Não sei porque, já deveria eu estar acostumado&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pois bem: o Secretário de Planejamento do Governo da Bahia, sr. Zezéu Ribeiro, diz que &#8220;Ainda não[sabe]&#8221; quando vão iniciar as obras do aeroporto de Vitória da Conquista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O comentário ilustra algumas coisas importantes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1 &#8211; Como é que um secretário de planejamento tem a coragem de ir a Vitória da Conquista e dar uma resposta idiota dessas, por mais honesta que seja?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2 &#8211; Como é que um secretário de planejameto não tem idéia a respeito do início da obra mais esperada, desejada e adiada de toda uma região?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3 &#8211; Como é que um secretário de planejamento é incapaz de gerenciar com cuidado algo que é tão caro a uma cidade que, por sinal, tem dado voto de confiança às administrações do PT?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E não se diga que, por ser arquiteto, o Sr. Zezéu Ribeiro não teria formação profissional apta a gerenciar a Secretaria de Planejamento, talvez pasta mais apropriada a economistas, ou sei lá o que. Primeiro, porque uma das maiores gestoras que conheci é, justamente, arquiteta. Segundo, se essa profissão fosse inadequada, que não se colocasse alguém sem qualificação para gerenciar pasta tão importante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas isso dá mostras de uma incompetência dos nossos políticos que é algo que, em outros lugares, já os teria enforcado: como é que anunciam uma obra, por reiteradas vezes, para depois virem a público para dizer que &#8220;vão ter que captar mais recursos para a obra?&#8221;. Será que políticos são incapazes, de uma incapacidade inata (perdão pela redundância), de gerenciar alguma coisa? De falarem algo limpo? De prometerem algo que realmente desejam cumprir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É por essas e outras que o Brasil é essa coisa confusa: a China constrói um aeroporto em tempo recorde, uma ferrovia no estalar de dedos. Mas, no Brasil, administrar é algo que os políticos fazem muito a contragosto. É um encargo que têm que suportar enquanto fazem política. E, se o Sr. Zezéu Ribeiro vai a Vitória da Conquista e não sabe a resposta para uma pergunta como essa, deveria ter ficado em Salvador fazendo o que quer que faz por lá. Assim, pouparia o dinheiro dos contribuintes. Não fosse o Brasil um país democrático (e democracia, infelizmente, acaba permitindo a cara de pau irrestrita &#8211; coisa que também é comum em ditaduras, diga-se), um cidadão desses seria proibido de pisar em Conquista até que tivesse algo a dizer, ou melhor, contas a prestar.</p>
<div></div>
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		<title>Filmes que vi: Rise of The Planet of the Apes</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 13:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oculos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chato&#8230; Não se compara ao de Tim Burton,]]></description>
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