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Quatro anos de corrida e o PS maior que o texto principal

Posted by oculos on Feb 5, 2012 in Corrida, Oslo, Principal

Agora em fevereiro completo 4 anos correndo. Eu sei que volta e meia volto a escrever sobre isso, como se fosse algum profeta, arauto ou religioso devoto e radical de uma seita qualquer. Mas vai ver é exatamente isso: escrevo sobre corrida, talvez para lembrar a mim mesmo porque quero continuar a correr, e porque preciso sempre acender uma vela nesse altar.

Acho que os melhores anos da minha vida vieram após começar a correr. Eu não acho que eu precisaria de um motivo para correr – correr basta por si só. Mas, após um período de stress em 2007-2008, após colesterol alto, após fim de um namoro, após atingir meu maior peso, correr parecia ser o escape, a promessa de redenção. E, de certa forma, foi.

Eu nunca fui disciplinado para nada, e não tinha fé alguma de que poderia sê-lo. Mas, curiosamente, conseguir sê-lo com a corrida, ainda que não tanto quanto deveria. E essa foi a primeira lição que aprendi: eu, também, posso ser disciplinado.

Agora, seis maratonas corridas (com duas previstas para esse ano), e, tendo chegado ao meu peso mais baixo desde que comecei a correr (16 quilos a menos), atingi o que Haruko Murakami chama de “running blues”. Já não tenho tanta vontade assim de correr. Mas corro. É como se fosse a corrida entregasse certa coesão a tudo o que faço, nÃo sei.

E não é que fiquei exatamente mais saudável depois que comecei a correr, se saudável significa não ter mais nenhum problema de saúde. Sim, minha alimentação é saudável, até onde se consegue manter uma alimentação saudável em um país onde a comida é, em grande medida, feita com molhos, produtos congelados e quase nada fresco. Mas desde que comecei a correr, tive várias intercorrências – desde asma, gastrite, a uma tireoidectomia. Nada provocado pela corrida. Aliás, cada problema de saúde, depois de superado, era um incentivo a correr não só pela saúde, já que nem sempre temos controle dela, mas sim porque correr em si basta. É, sem dúvida, uma religião, uma droga.

Não, não digo isso no sentido de vício, ou no sentido de corrida é mais um dos remédios de auto-ajuda que podem ser receitados para dar algum sentido à vida de alguém – embora até creio que isso tenha lá seu sentido. Também não me refiro ao efeito estimulante das endorfinas, algo já conhecido e que também já virou cliché (confesso que me sentiria muito mal em depender de um esforço monumental para correr só para produzir uma dose de um entorpecente). Digo que é uma religião porque, se nos rituais religiosos há certa catarse, há certa submissão a algo superior ou maior, nas pistas de corrida há certa diminuição nossa em razão de algo maior – chame-o de tempo, de distância, de suor, ou de desafio. Mas há também a atitude de trazer à pista, como se altar fosse, nossos problemas, nossos dilemas e aporrinhações, esperando que, através da auto-flagelação que é correr, alcancemos alguma luz, alguma absolvição, alguma misericórdia. E, desculpem-me por dizê-lo, frequentemente conseguimos alguma dessas coisas após a corrida. E logo eu, pessoa que não costuma comparar muita coisa às religiões deístas quer por crença, quer por devoção.

Mas não escrevo isso para fazer proselitismo. Odeio (mas com certa inveja) os promotores de lifestyles (e odeio ainda mais gente que usa expressões em inglês pra tudo). Odeio gente que diz que eu deveria defender o planeta, odeio gente que diz que eu deveria doar dinheiro para os pobres da África (ou de qualquer lugar – pobres, infelizmente, não faltam), ou que eu deveria ter melhor alimentação. Ou que deveria correr. Acho que o ódio é, em certa medida, porque essas pessoas estão corretas, assim como são nobres as causas que defendem. Mas não acho que eu, tão incerto que sou no que se refere à minha própria vida, tenho lá lastro para ficar dando palpite no que seria bom para os outros.

Se escrevo, é mais como um depoimento (ou como um pagamento de indulgência). Um relatório para mim mesmo, a fim de que compreenda que não se corre apenas para se chegar ao final de nada. Como Murakami, não ambiciono grandes tempos, grandes resultados. Corro, apenas, porque de certa forma, e não sei exatamente como, correr parece fazer de mim alguém melhor. Não melhor do que quem não corre, mas melhor do que eu seria sem a corrida.

E espero que o “running blues” seja apenas coisa de aniversariante da corrida. Que venham outros 4, 8, 12 anos de corrida.

E agora, em algo completamente diferente: descobri que adoro andar no transporte público de Oslo (bondes, principalmente), nas sextas e sábado à noite. Eles são inundados por hordas de gente jovem bêbada e falante, como se eu estivesse em uma praia baiana, e não em uma cidade onde os habitantes são silenciosos, via de regra, quando usam o transporte público – cada um com seu fone de ouvido e seu olhar distante.

No Brasil, não usava muito transporte público – aliás, usei no meu último mês, ao vender o carro e despertar certa curiosidade de meus colegas quando me viam andar de bicicleta ou pegar o ônibus. Cheguei a perceber certo olhar de solidariedade (ou pena) em um amigo que me viu na fila de um ônibus, como se pensasse “puxa, que pena, tão promissor, o mundo deve estar mau para os advogados”. E também nunca fui de falar com estranhos em um bar – no Brasil (ou em qualquer lugar) nunca me senti muito à vontade com estranhos em um bar – parece que não sou exatamente do tipo que vai ao bar e consegue engatar alguma conversa sobre alguma coisa relevante ao ambiente – qualquer que seja essa coisa – quando essa conversa implica em conseguir se inserir ali naquele contexto de diversão, paquera ou azaração. Mas, curiosamente, em Oslo parece não haver essa pressão, no sentido de que parece sempre ok falar com um estranho em um bar, falar merda com a garota bêbada ao lado, ou dar palpite se a amiga da menina deveria ou não ligar pro namorado dela para dizer que vai vê-lo ainda àquela noite. Sim, não consigo falar com estranhos em qualquer lugar, mesmo em um bar, mas em Oslo isso não me pareceu algo angustiante.

E no transporte público isso é um show à parte – desde gente vindo falar com você do nada, até escutar as maravilhosamente descontraídas conversas de gente bêbada e despreocupada, como se os sábados fossem carnavais e que as segundas podem esperar…

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Domingo

Posted by oculos on Jan 15, 2012 in Oslo, Principal

Domingo de manhã, rotina de sempre: ler jornal, tomar café, assistir a um filme, pensar em tomar coragem para ir correr, etc.

Abro o jornal e leio uma das manchetes: “Cotidiano: mulher é encontrada sem olhos e sem pele em Mairiporã.” Pergunto eu: “Cotidiano”?!?!

É o mundo cão de volta, depois de dois, três dias de paz com o universo.

Na semana que passou, fui voluntário junto à faculdade para receber os novos estudantes intercambistas. Sim, aqui é muito comum receber estudantes que saem dos seus países para cursar um semestre em outra faculdade. Com currículos mais flexíveis, é uma excelente oportunidade para treinarem o inglês e adquirirem experiência internacional, ainda que a diferença cultural não seja assim tão acentuada entre os países da Europa, de onde vêm a maioria. OK, as diferenças são grandes, mas pequenas aos olhos de quem vem de outro continente, como eu.

A semana foi um sucesso. É sempre bom conhecer gente de vários lugares do mundo. As últimas noites (quinta e sexta) foram só de farra, com este quem vos escreve dançando (bom, dançando, não – tentando) e zoando um bocado. As férias vão acabar em breve, e é sempre bom fazer novos amigos e fazer algo de diferente para quebrar a rotina.

A pior coisa de ser um brasileiro atípico (se é que é possível ser brasileiro atípico, já que quase tudo no mundo pode ser considerado também brasileiro) é que as expectativas às vezes são decepcionantes: uma menina pediu para eu mostrar meus passos (moves?), já que, como brasileiro, eu devo tê-los, não? Enfim, não sabia se inventava alguma coisa ou sumia. Fiz os dois… (ou foi ela que sumiu, não lembro… hehehe).

Esperam que saibamos samba (um outro lá me pediu para dançar samba). Só faltava pedir capoeira ou para dizer qual foi nossa escalação na copa de 78 para que a decepção fosse completa. Bom, pelo menos falo português e adoro praia, não?

Decidi: meu plano agora é me transformar em um brasileiro típico. Já baixei “Ai Se Eu Te Pego”, e acabei de comprar “Danza Kuduro”, hit do momento na Noruega. Sim, um diligente e informado leitor irá me informar que Danza Kuduro é um hit cantado por um latino, de um emigrante português (salvo engano) na França, baseado em rítmo angolano. Mas, por incrível que pareça, um dos discos de Kuduro, na iTunes Store, tem “brasileiro” como gênero. Vou capitalizar nisso… :)

Falando nisso, que coisa, não? A Angola tem uma música sua, original, que agora pasteuriza-se e é enlatada para consumo na Europa. Espero que isso seja uma coisa boa para aquele país, e não uma exploração cultural de gosto duvidoso.

Outra idéia para me transformar em brasileiro da gema: vou aprender a fazer feijoada. Já mandei ver um bolo esses dias (desses que nossas avós e mães fazem no Brasil, normais, sem frufru, mas que adoramos), e agora vou ver se faço feijoada. Ou acarajé, para ser ainda mais brasileiro: baiano. Mas sem axé, que tudo na vida tem limite.

Nos momentos de tédio, resolvi procurar música brasileira no Spotify, serviço de música na moda por aqui, e achei uma versão de Arrumação, de Elomar, cantada por Sérgio Reis. Caralho, não sei se é porque ando em fase de autoafirmação geográfica, mas fiquei arrepiado. Até MPB tenho ouvido… E, para lembrar da infância, escutei “Bananeira Mangará” e “Frevo de Mulher”.

Foi excelente ter ido às festas no bar da faculdade, coisa que normalmente não faço. Descobri que já conheço muita gente, descobri que há muita gente boa a conhecer, e descobri que, por mais que não tenha tanto a falar do meu país, é de lá que eu sou, e de lá sinto falta, talvez pela primeira vez.

Conheci uma grega. Sempre quis conhecer uma desde que Cam’s me deu um CD de Despina Vandi. A grega, tal como num filme, me disse que todas as palavras vêm do grego. ADOREI! :D

Vou tirar o troço da Nike que posta no Facebook o quanto eu corro. Descobri que é um pouco demais. De repente, encontrava com noruegueses na faculdade que já sabiam como dizer “Eu corri XX km” EM PORTUGUÊS por causa das postagens automáticas. :D

Bom, deixa eu voltar a ler o jornal, pulando, obviamente, o caderno “Cotidiano”, e fingir que a vida é uma beleza.

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O tabaréu do Sushi em Oslo

Posted by oculos on Dec 2, 2011 in Oslo, Principal, Vitória da Conquista

Vai este quem vos escreve fazer sushi. Entendam: em Vitória da Conquista, eu acredito que era o maior consumidor de sushi da cidade. Um dia vou perguntar pra minha amiga que tem um delivery de sushi em Conquista se eu era o cliente mais frequente.

Mas, estamos em Oslo, a cidade mais cara (ou segunda) do mundo, onde comer fora frequentemente não é uma opção. Então, descobri que, por um acaso, salmão é uma das coisas (relativamente) baratas que tem por aqui. E resolvi aprender a fazer sushi. Ou melhor, a tentar aprender.

Consegui fazer bolinhos de arroz com salmão por cima, mas não me atrevo a chamá-los de niguiri. São feios, disformes e com um arroz empapado. Mas dá pra comer e matar a saudade de sushi de verdade.

Ocorre que parei de comprar o salmão congelado, para comprá-lo fresco. O sabor é outro. E hoje, para não gastar muito, comprei um em promoção. Só que o tabaréu aqui, cujos conhecimentos de norueguês não são assim uma Electrolux (pra escandinavizar a metáfora, sacou? ;) , não notou o “Røkt” na porquera da embalagem. Resultado: depois do arroz cozido e preparado, percebi o cheiro: “røkt” quer dizer “defumado”…

Fiz a disgrama do sushi assim mesmo, que coroa norueguesa não dá em árvore. Mas confesso que um estomazil cairia bem agora… :S

 

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Notícias do Brasil

Posted by oculos on Nov 14, 2011 in Oslo, Principal

Procuro me manter atualizado quanto a tudo o que acontece no Brasil, o que não é difícil, graças à internet. Mas não quero ficar alienado em relação ao que acontece aqui na Noruega, então leio quase que diariamente o principal jornal daqui, o Aftenposten.

Quase nunca vi notícias sobre o Brasil. Hoje saiu apenas uma foto da ocupação da Rocinha, escrito “Rochina”. O que é estranho é que, em outros jornais importantes do mundo, é normal ler notícias do Brasil. Aqui, nada. Mas quase diariamente saem notícias de países mais próximos, como Afeganistão, Geórgia, Rússia…

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Maratona de Oslo

Posted by oculos on Sep 26, 2011 in Corrida, Oslo

Ontem corri a maratona de Oslo, e foi tudo fantástico!

É sempre bom correr onde se tem amigos – não me canso de repetir. E assim foi correr em Oslo.

Bati meu próprio recorde, terminando em 3:10:52. Estou quebrado, mas muito feliz com o resultado.

A organização foi perfeita. Eu apenas acho que deveriam fazer a prova um mês antes – ao terminar, tive que me empacotar, porque tava frio. Bom, pra eles não, né? Mas pra gente, qualquer coisa abaixo de 15 graus é frio… :)

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Surpresa em Oslo

Posted by oculos on Sep 13, 2011 in Oslo, Principal

Alguns meses atrás, eu escrevi aqui sobre o Direito de Esquecer – mais especificamente, sobre o livro de Viktor Mayer-Schönberger. Pois qual não foi a minha surpresa quando o instituto responsável pelo meu mestrado convidou o nobre professor para dar uma palestra para nós hoje! Aliás, algumas celebridades têm vindo a Oslo – segunda passada teve palestra de Noam Chomsky, mas não pude ir.

A palestra do prof. Schönberger foi excelente, e, ao mesmo tempo, preocupante. Imaginem ter todo um passado a nos perseguir em uma rede que nada esquece, como é o caso da internet.

Eu queria ter feito uma pergunta ao professor, mas não tive a chance. A obra dele fala muito sobre a internet que nada esquece. Mas e nós? Explico: vivemos em um mundo em que somos cada vez mais expostos à informação, e somos cada vez mais cobrados por isso. Temos que estar atualizados, por dentro de todos os últimos acontecimentos. O mercado cobra atualização constante, especialização ininterrupta. Será que aí não estaria um problema? Será que essa busca incansável pelo acúmulo de informações não nos transforma em autômatos, em meras máquinas humanas? E nossas potencialidades? E nossos sonhos? E nossa vida?

Sei que isso parece muito romântico, mas tenho pensado um pouco nisso. O mestrado é excelente, mas a veia da legislação européia parece simplesmente não prevê outro mecanismo que não o privado para prover determinados serviços. Será que nós, humanos, somos incapazes de produzir instituições eficientes, e será que a eficiência só existe quando há a perspectiva do lucro?

Ainda sobre o direito de esquecer, penso nas perspectivas religiosas e filosóficas disso. Esquecer, pagar os pegadas, redenção. Será que não temos o direito de esquecer que erramos?

A palestra caminhou um pouco sobre o fato de nossa informação na internet normalmente é acessada fora do contexto em que fora produzida, o que potencialmente pode gerar transtornos. Imagine uma foto de um sério advogado ou ministro, aos 17 anos, fazendo alguma picardia. Mas, e conversava isso com uma colega, será que, no fundo, não precisamos nós aprender a contextualizar, a entender que todos temos nossos momentos, nossa história, e que não se conhece alguém por meio de mera informação?

Enfim, muito a refletir…

Desculpem os pensamentos desconexos. É tarde, e há muito o que pensar…

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Um mês longe

Posted by oculos on Sep 10, 2011 in Oslo, Principal

Hoje faz um mês que cheguei aqui. As coisas aconteceram rápido demais, sem que me desse conta de quanta coisa pode acontecer em tão pouco tempo. Conheci muita gente, vi que gente boa existe em toda a parte do mundo.

Já acertei muito. Já errei outro tanto. Já senti saudade de casa, mas já me acostumei também à nova rotina. Superada a euforia das primeiras semanas, percebi que subsiste a gentileza das pessoas, o carinho de todo mundo que encontro, mas também a vida real, aquela do trabalho e das responsabilidades, vai mostrando que nem tudo são flores. Há trabalho duro pela frente. E, também, que nem todo mundo é tão bonzinho. Mas, enfim, o importante é olhar sempre o lado bom, que sempre existe em tudo – menos no LP do Wando, cujos dois lados são ruins (ehehe formulei a frase só pra repetir essa piadinha… ).

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E fez-se o sexto dia… e o chamou sexta-feira! :)

Posted by oculos on Sep 2, 2011 in Oslo, Principal

Dia bem despretensioso, acabou sendo muito bacana. Fui ao médico pela primeira vez aqui, a fim de conseguir validar minhas receitas brasileiras. Novamente, nunca vi tanta gentileza assim. O médico foi extramemente gentil, e agora tenho todas as receitas e, detalhe: com preços subsidiados, já que estou coberto pela seguridade social daqui.

Fui à festa de aniversário da Universidade de Oslo – foi imensa! Lá comi sushi barato – raridade aqui (não o sushi, mas o preço deste), e encontrei com 4 brasileiros, o que foi muito legal.

Que venha o fim de semana!

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Mudando de vida

Posted by oculos on Aug 31, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Uma pergunta que sempre quando converso com alguém “de casa” me é feita: “Sim, mas esse mestrado seu vai servir pra que depois?”.

A resposta para essa pergunta nunca me foi muito importante, porque, afinal de contas, se fosse para orientar minha vida para algum resultado, seria pra casar com a Julianna Margulies:)

Naaaa, falando sério: a experiência que estou vivendo é tão rica que bastaria em si mesma. Imagino que, acabado o mestrado, voltando ao Brasil, ainda que fazendo a mesma coisa de sempre, terei vivido algo fantástico.

Quase tudo aqui superou as minhas expectativas. As pessoas foram incrivelmente generosas. Alguns estudantes da faculdade se ofereceram como voluntários para orientarem e ajudarem os neófitos a conhecerem mais sobre Oslo e sobre a Universidade. E fizeram isso de uma forma tão bacana que todos nos sentimos imensamente bem-vindos.

A minha turma do mestrado é composta de gente fantástica, da Alemanha, Bulgária, Ucrânia, Turquia, Uzbequistão, Eritréia, Uganda, Estados Unidos, Indonésia, Suécia, Noruega, Lituânia, Taiwan… Os professores são muito bacanas, sendo que um deles foi um dos pioneiros, mundialmente falando, a pesquisar a área de Direito da Informática – pasmem – em 1970.

Assistir às aulas, pela primeira vez na vida, me é prazeroso. pois sempre estudei o tema, ainda que sem querer, pois sempre gostei dos conceitos de telecomunicações e de informática.

Enfim, eu não sou a pessoa mais altruísta do mundo. Caralho, nem sei se sou altruísta. Mas sei que muitos amigos meus lamentam um tiquinho o fato de que eu me afastei de uma carreira relativamente (e bota relativamente nisso) encaminhada como advogado, com já bastante experiência acumulada, para tentar algo completamente novo e incerto. Larguei todos os confortos de uma vida cercada por minha família, por amigos e amigas maravilhosos, com uma renda que, se não era nada de enorme, dava pra comer sushi de vez em quando, com meu carrinho lindo, para, agora, fazer minha comida, pegar busão, e estudar feito um louco. A saudade bate de vez em quando, mas não me arrependo nem por um segundo, nem olho para trás. Estou amando isso aqui. E, como diz uma música que sempre gostei desde o tempo da faculdade, “já tive carro e grana, e um montes de convite pra qualquer lugar. Hoje eu só ando a pé, mas eu continuo a andar…”.

Estádio de Bislett

P.S. – Tenho mantido contato com quase todo mundo de uma forma tão fácil que nem parece que viajei. VoIP o tempo todo (até número em Salvador eu tenho), Facetime, Skype, etc… E, no meu celular, é mais barato ligar para um fixo no Brasil do que se aí estivesse… Enfim…

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Pagando mico: a máquina de café

Posted by oculos on Aug 30, 2011 in Oslo, Principal

Comprei uma caneca da Fundação Estudantil. A bagaça dá direito a “recarga” de café mais barata: você paga o café pequeno, e leva o grande.

Assim, o tonto aqui foi todo pimpão fazer uma recarga, e resolveu usar a máquina de café ao lado, que nunca havia funcionado comigo. Tinha o botão “Café grande”, além do “café pequeno”. Ao lado, tinha um que dizia, simplesmente, “café”, com o desenho de uma jarra. Como minha caneca se parece com uma jarra, apertei o botão e fiquei olhando a paisagem. A máquina não parava de jorrar café. Retirei a caneca, já repleta de café, e a bicha continuava a jorrar café. Saí dali imediatamente, com medo de perceberem o mico.

Passei 2 horas de aula bebendo café. Resultado: saí correndo para o banheiro, a bexiga pronta para explodir. Voltei à cantina, e expliquei o acontecido, e se eu precisava pagar mais. O camarada, com dó, riu e disse que não tinha problema…

De resto, tive hoje minha segunda aula. Gosto tanto das aulas que nem parece ser estudo. Já acompanhava o assunto antes, e tudo parece muito bacana, mesmo. Vamos ver se continua assim! :)

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Correr em Oslo

Posted by oculos on Aug 28, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Decididamente, eu adoro Oslo. É uma cidade fantástica.

Mas não é uma cidade boa para correr.

A cidade tem excelentes passeios (parece-me que usam asfalto nos passeios, o que diminui o impacto das pisadas), e os motoristas são compreensivos com quem está praticando o esporte. Porém, a cidade não é plana, portanto correr é sempre um desafio.

Pra quem tinha o privilégio de correr em uma avenida plana com 5km de extensão (uma volta completa dava 10km), praticamente toda plana, correr aqui significa mudar o treinamento e se contentar com velocidades menores.

Me recomendaram correr na beira de um lago chamado Søgnsvann. Aí acordei às 6 da manhã de domingo (!), peguei o primeiro metrô e lá fui eu correr no lago. Lá, igualmente, também o percurso era enladeirado. Aí fui procurando rotas alternativas, me perdi no meio de uma floresta (quer dizer, me perdi em termos – estava na rua, só não sabia onde ia parar). Resolvi pegar uma trilha que uma placa indicava iria até a estação do metrô. Só que, por causa das chuvas, estava intransitável – o que pisei em poça de lama foi uma barbaridade…

Voltei para a estrada que passava na floresta e, depois de um tempo enorme, saí na rua de um bairro que eu sabia onde ficava (Kjelsås) mas não consegui também encontrar o caminho de casa. Como ainda tinha uns 18km para correr, fui passando pelas ruas, até que encontrei o bairro de Storo, e aí cheguei fácil ao estádio de Bislett, onde queria terminar meu percurso, correndo na pista de atletismo.

Ocorre que o dito estádio estava fechado, então corri umas 6 vezes em volta dele, e voltei para Grünerløkka.

Primeiro trecho da corrida

 

 

Segundo trecho da corrida

Os meus tempos aqui estão pelo menos 20s/km mais lentos que no Brasil, mas isso se deve mesmo às ladeiras. Espero que o percurso da maratona seja plano, porque se não for…

Também faz falta o açaí depois dos 31km, a reunião com os Pedinhas, enfim, todo o ritual das corridas de fim de semana. Tirando a família, os amigos e o Sushi, o que me faz muita falta é a corrida despreocupada na Av. Olívia Flores-UESB, sozinho ou com os amigos. Juntei-me ao clube de corrida da Faculdade, e conheci muita gente legal, mas, como ocorre em clubes desse tipo, são muitos níveis de praticantes, com objetivos diversos. Na quarta, por exemplo, fomos treinar tiros. Odeio tiros, com todas as minhas forças. O pessoal daqui é muito bom de treinos intervalados. Mas poucos estão treinando para longas distâncias. Não sei ainda como vou fazer no inverno para manter a prática da corrida, e o inverno, ao que parece, está chegando. Os dias já estão ficando mais curtos, a temperatura está caindo, e, nossa, como tem chovido!

Ontem comprei sapatos mais resistentes à chuva, a propósito. Eu sou muito estranho: acho que passo 90% do meu tempo usando tênis, e agora, ao usar um sapato “normal”, pareço que estou pisando em uma tábua. Enfim, coisas de um reclamão como eu… :)

De resto, devo dizer que continuo adorando tudo isso aqui. Amanhã terei a primeira aula. Agora é estudar, estudar, e estudar.

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Nostalgia

Posted by oculos on Aug 26, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Hoje resolvi me perder completamente na cidade ao correr. A idéia era sair aqui de casa, em Grünerløkka, e chegar até ao Frogner Park, passando pelo estádio de Bislett. Passei por esse último normalmente, mas, de alguma forma, passei pelo palácio do rei. Meio constrangido, fui para a calçada, passando em frente da embaixada dos Estados Unidos, achando que estava indo na direção correta. Corri uns 15 minutos mais, cheguei a um parque, era pequeno, mas não era o que eu queria.

Corri mais uns 10 minutos e… de novo no palácio do rei! Que coisa! Corri em círculo, e não entendi como ninguém veio me tirar dali (cheguei a uns 5 metros de um daqueles guardas que parecem uma estátua). Corri mais um pouco, e cheguei ao parque que eu queria, mas aí já era mais tarde, então peguei o metrô e o bonde para voltar pra casa.

Oslo não é a melhor cidade do mundo para correr. O cenário é sempre lindo, mas as pistas são melhores para a caminhada do que para a corrida.Muitas ladeirinhas, é difícil encontrar algo plano. Queria correr no estádio de Bislett, mas o problema é que só abre as 8 da manhã. Enfim, vou ter que dar um jeito, porque correr é minha droga.

O engraçado é que, quando se está longe de casa, qualquer coisa serve para dar saudade. Eu, apesar de protestante, vou ver se vou à igreja católica, apenas para ter uma lembrança de casa. Ouvir pagode ou música sertaneja no Brasil poderia, se por tempo prolongado (mais de 5 minutos), incitar-me ao suicídio. Aqui, serve para lembrar de coisas tão legais quanto quando pegava carona com um dos amigos de corrida para casa, e ele colocava “Trabalhador”, de Seu Jorge, ou “Voa Beija-flor”, de algum desses sertanejos.

Falando sobre música sertaneja, ao pegar o metrô de volta, coloquei essa música citada para ouvir, e, fato raro, prestei atenção na letra. Tem um verso que achei curioso:

“Voa beija-flor, você não vai mais sugar do meu amor
Vai sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”

Senhor, cheio de misericórdia! “Sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”?!?!?! QUE DOR DE COTOVELO DA PORRA!!!!! Gente, isso é lá coisa que se diga? Pronto, não sei se consigo mais escutar essa porcaria.

Melhor pra mim… heehehehhehe

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Só na Noruega

Posted by oculos on Aug 25, 2011 in Oslo, Principal

Este rapaz que vos escreve sofre de alguma demência. Mas antes de explicar a razão desse diagnóstico, permitam-me explicar algo sobre as residências estudantis aqui de Oslo.

Normalmente, são prédios reformados ou construídos para serem residências. Cada habitante tem um cartão magnético. Para chegar até meu apartamento, tenho que passar por 3 controles. O principal, na portaria, outro para chegar aos elevadores, e outro para entrar no corredor do meu andar. Notem que meu cartão só libera meu acesso ao meu piso.

Pois eu esqueci meu cartão uma vez. Chutei o apartamento de alguém, e esse alguém me deixou entrar. Pedi um milhão de desculpas, mas a pessoa entendeu muito bem o que se tratava, e me disse que também ela já havia esquecido seu cartão.

Pois bem: saio hoje para ver um filme longe daqui, na Universidade, que começou às 22h. Resolvo, não sei se por premonição, ou por cansar de ver um filme que nada tinha de promissor depois dos seus 20m DEBAIXO DE CHUVA, voltar para casa. Chego aqui às 23:10h. E esqueci a merda do cartão…

Então, quando quase ligo para a central de estudantes, aparece um cidadão daqui do pais, dizendo que eu tinha que tentar ligar para algum vizinho, que não é problema fazer isso, e que é uma maneira de conhecer pessoas. Vou eu e interfono pro cidadão do primeiro apartamento. Não é que o cara foi SUPER gente boa, abriu a porta sorrindo, e disse que já aconteceu o mesmo com ele dezenas de vezes?

Enfim, é bom escrever no meu quente e seco quarto agora, quando poderia estar lá fora, com frio, e pagar 400 coroas norueguesas para alguém vir abrir a porta pra mim sabe-se lá a que horas…

A propósito, o nome do filme é “Reprise”. Se alguém quiser me aventurar, me responda se o filme presta ou não!

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Ainda em Oslo

Posted by oculos on Aug 25, 2011 in Oslo, Principal

Estudar em outro país sempre parece ser uma experiência fantástica. Estou começando agora, mas estou impressionado com quase tudo que aconteceu comigo até agora desde que cheguei aqui em Oslo.

Em primeiro lugar, a receptividade das pessoas. Fui extremamente bem acolhido aqui, tanto que já participo de um grupo de corridas da Faculdade de Direito. Em segundo lugar, uma pessoa como eu, que carrega a frustração de não ter feito informática, acabou tendo a chance de estudar… informática – sob uma visão legal! Que mais eu poderia querer? Melhor que isso, só acertando na Mega-Sena ou conhecer a Julianna Margulies;)

Sempre tem as diferenças culturais: anteontem, ao me despedir, dei um beijo no rosto ao abraçar – ao que parece, isso não é comum aqui. Mas a gentileza das pessoas parece desconhecer fronteiras, como hoje, quando uma estudante me ajudou a entender a forma de fazer a compra do almoço na cantina da faculdade quando me viu em apuros com isso.

E a saudade de casa? Sim, tenho cada vez um pouco mais de saudade. A distância nos dá perspectiva. Eu sempre fui uma pessoa de sorte em relação às minhas amizades. Os amigos que tenho, assim quis a vida, são para sempre. Deles todos sinto muita falta. Mas vivemos em tempos excelentes, apesar de estranhos. Com o computador, posso vê-los de graça a todo o tempo (com a permissão do Sr. Fuso Horário). Isso sempre quebra a saudade em pedaços menores, deglutíveis.

Agora é começar a acostumar com o tempo, que começa a ficar mais feio a cada dia. E estudar novamente, depois de tanto tempo estudando processos específicos…

Hoje fui à Embaixada do Brasil, fazer meu registro consular. É sempre bom ver a bandeira de casa. Mas é sempre bom começar de novo.

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Não é nada com você, o problema é comigo!

Posted by oculos on Aug 19, 2011 in Oslo, Principal

Uma das coisas boas de ter vindo pra Oslo foi, finalmente, ter me libertado da Oi. Libertado (ou liberto), digo eu, mais ou menos, já que continuo com uma assinatura básica para receber SMS e preservar o número que tenho desde que Matusalém trocou a primeira fralda.

Mas eis que, ingrato o destino, na Noruega começo a ter problemas com a telefonia. Primeiro, me venderam uma assinatura quando não poderiam fazê-lo, quer porque eu não tenho um número de identidade daqui (apesar de ter perguntado eu se isso não seria um empecilho), e, segundo – e um tanto curioso – por questões de crédito. Sim, aqui não deixam qualquer um ter assinatura de telefone…
Depois de uma novela para receber minhas suadas 100 coroas norueguesas, resolvi assinar um pré-pago, que, grata surpresa, vem com um plano que me permite ligar para o Brasil mais barato do que se lá estivesse! Coisas do mundo…

Só que eles têm uma promoção de um plano de dados. Paga-se 499 coroas (cerca de uns 160 reais) e tem-se 300mb todos os meses, por um ano.

Aí começaram meus problemas: ao tentar comprar o tal cartão com a promoção, o site da empresa não aceita cartões de crédito estrangeiros. Então, liguei pra lá, e disseram para comprar nas lojas. As tais não sabiam do que eu estava falando, quer falasse em inglês, norueguês ou mandarim. Liguei novamente pro SAC da companhia, que me informou que, na verdade, só duas lojas vendem a bagaça – isso depois deste aqui rodar todo o centro de Oslo procurando um lugar pra comprar o cartão (e parecendo um ET, porque ninguém sabia que o que eu queria existe). Fui nas duas lojas. Nada. Liguei novamente. Peça para olharem no sistema, disseram, porque é algo novo. Finalmente olharam, acharam, e me venderam. Teclo o código de recarga. Inválido. De novo. Inválido. Ligo pro atendimento. Vão anotar minha reclamação. Nada. Ligo hoje novamente. Nada.

Enfim, essa é a minha sina, esse é o meu sofrer. Talvez eu deveria abandonar telefones. Mas acho que isso não é uma opção, já que meu mestrado é justamente sobre direito da tecnologia da informação e comunicação.

Para crédito dos noruegueses (e da Chess, a companhia de que falo), o atendimento é impecável, apesar de pago. Mas hoje reclamei de que eu estava gastando muito em ligar pra eles, e, na hora, colocaram 100 coroas de crédito! EBA! :D

Adoro Oslo. Nada me fez mais feliz do que passar pela praça Olaf Ryes, aqui perto de casa. Devo dizer, é uma cidade maravilhosa. Ontem fez um sol lindo, hoje chove. Não importa – adoro isso aqui.

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Grünerløkka, ou grunerlouco! :)

Posted by oculos on Aug 16, 2011 in Oslo, Principal

É fantástico estar aqui.

Ontem tivemos a cerimônia de boas-vindas aos novos estudantes. Foi muito especial por vários motivos: primeiro, a Universidade de Oslo está completando 200 anos. E, em segundo lugar, em razão dos recentes acontecimentos tristes acontecidos aqui em Oslo.
Mas o que se sente é uma sociedade ainda mais engajada em não se amedrontar. E, quando muitos poderiam achar que agora haveria uma atitude mais discriminatória contra estrangeiros, o que se sente é exatamente o contrário. Estou pra ver um povo mais amigável, gentil e prestativo que o norueguês. Claro, não são de muito contato, pelo menos não inicialmente, mas isso é cultural.

Moro em um bairro chamado Grünerløkka (fala-se, acho eu, “grinerlêka”). É um bairro descolado, boêmio, cheio de vida, mas, ao mesmo tempo, com ar de cidade do interior. Adoro morar aqui – perto do rio, onde dá pra correr. Tem restaurantes vietnamitas, chineses, indianos… uff, tem tudo! E é boa comida, e BEM mais barato do que um restaurante desses tradicionais. E isso é importante quando se está na Noruega, quando um quilo de tomate pode custar uns R$8,00.

A Universidade é de tirar o fôlego – prédios enormes, centralizados em um local cheio de verde. Já o campus de Direito fica perto do castelo lá da S. Majestade.

Essa cidade é fantástica. O grau de diversidade é espantoso – às vezes se vê mais estrangeiros do que noruegueses nas ruas ou no transporte público. Ontem esbarrei com um soteropolitano no bonde. Há tanta coisa linda pra se ver, tanta gente bacana, tantos bons lugares, tanto por descobrir, que me sinto muito feliz por ter feito a escolha de vir.

Agora é esperar pelas aulas!

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Em Oslo

Posted by oculos on Aug 10, 2011 in Oslo, Principal

Após uma viagem de mais de 17 horas sem dormir, cheguei em Oslo.

O vôo saiu de Salvador para Lisboa durante o dia, o que fez com que chegasse lá às 2 da manhã, hora do Brasil. Após uma fila de 1h20m de imigração, ainda soltei uma pérola. O agente da imigração, após eu ter entregue o meu passaporte, perguntou de onde eu vinha. Eu, cansado e sonso, respondi: “Do Brasil”. Ele, compreensivo com a minha cara de morto-vivo, apenas riu, fazendo cara de “eu sei!!”, aí eu disse que vinha de Salvador.

De Lisboa, vim pra Oslo. Já aqui, me arrastei com 2 carrinhos de mala, e, após pagar o taxi mais caro da minha vida, com forte suspeita de ter sido roubado no preço, cheguei ao cafofo onde irei morar pelos próximos 18 meses. Adorei o lugar, embora é tudo muito diminuto comparado com a  minha casa.

Depois dou mais notícias. Mas o principal é: tava fazendo 8 graus quando cheguei. E é verão na Noruega…

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Indo

Posted by oculos on Aug 4, 2011 in Oslo, Principal

Pois é, estou de partida. Em 6 dias, chegarei em Oslo. Mestrado, e tal. Bagagem 90% arrumada. Já pedi o desligamento do telefone, e estou quase livre da Oi, e escrevo agora aproveitando o restinho da net que me resta.

O blog tem andado meio parado, mas espero ter muita coisa pra contar aqui de agora em diante.

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