Livros que li: What I talk about when I talk about running
Autor: Haruki Murakami
Muito inspirador para corredores ou futuros corredores.
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Autor: Haruki Murakami
Muito inspirador para corredores ou futuros corredores.
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Autor: Walter Isaacson.
Muito bom livro, principalmente para quem não conhecia a saga de Steve Jobs, nem sua vida com reviravoltas épicas. Afinal, não é sempre que se vê alguém ser expulso da própria empresa depois de ter criado a peça chave desta, fundar uma empresa de tecnologia excelente (NeXT), assumir outra revolucionária (Pixar) para, depois, voltar ao primeiro amor (Apple) com a tecnologia para salvá-la e torná-la a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo.
Se a vida de Steve Jobs é inspiradora, ela traz em si um certo dilema: será possível ser tão artístico sem ser tão cruel, tão sem empatia? No livro quase que se torce por uma melhora nos modos sociais de Jobs, mas, ao que se vê, essa não veio com a intensidade esperada. Pareceu-me, a um certo ponto, que o autor esperava que o câncer trouxesse redenção a Steve. Como não trouxe (não na intensidade que se esperaria), fica-se com esse dilema: será necessário ser tão duro com os outros (e consigo mesmo) para ser genial? Será possível ser genial e ser, também, humano?
Não que esse lado um tanto perverso de Steve Jobs me surpreenda – já sabia que ele não tinha lá bons modos. Detesto gente de maus modos. E também tais modos não poderiam ser desculpa para um fim maior – note que Steve era contraditório com os supostos fins altruísticos de sua conduta por vezes repreensível. Mas o diabo é que não se pode deixar de reconhecer a genialidade do homem, e isso é perturbador.
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Título Original: Fall of Giants
Autor: Ken Follett
Outro excelente livro de Ken Follett, sempre ao estilo de misturar ficção com realidade, só que dessa vez com vários personagens reais. Conforme um amigo comentou, é o tipo de livro que, se fizesse parte do currículo escolar, ensinaria muito mais sobre o período da Primeira Guerra Mundial do que as aulas tradicionais – muito embora eu tenha tido o privilégio de ter aprendido história com um excelente professor.
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Título original: World without End
Autor: Ken Follett
Eu havia assistido Os Pilares da Terra, série baseada no livro homônimo de Ken Follett, e decidi ler um de seus livros. Nada melhor do que Mundo Sem Fim, meio que continuação daquele outro.
Trata-se de uma narrativa fictícia que tem como pano de fundo a decadência do poder eclesial em detrimento de uma burguesia mais forte. E, ao estilo de Ken Follett, ficção mistura-se com realidade, em um texto fácil e prazeroso de ler. A sensação do leitor, ao final, é a de ter estudado para a prova de história e, ao mesmo tempo, ter lido um excelente romance.
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2 aplausosTítulo Original: Little Bee
Autor: Chris Cleave
Li a versão digital no iPad.
Livro excelente, ainda que meio doloroso, sobre a história de duas pessoas que se cruzam acidentalmente e, de forma trágica, têm suas vidas entrelaçadas desde então – uma menina nigeriana que tenta asilo no Reino Unido e uma inglesa que passava férias na Nigéria.
O tema sempre me tocou muito – os refugiados, suas histórias, medos e anseios. E a felicidade e alívio em viver em um país que, noves fora a corrupção, a desonestidade e outras mazelas, felizmente não tem conflitos étnicos e não costuma ter problemas de discriminação por causa da nacionalidade. Claro, alguns poderiam argumentar a respeito da discriminação pela cor, o que, infelizmente, é universal. Mas a discriminação por origem é bem menor, e não é tão aparente aos olhos estrangeiros como se sente quando se vive em um desses países desenvolvidos. Mas, enfim, digo tudo isso de forma confusa, porque, tendo emigrado antes, sempre me foi confusa a idéia de ser estrangeiro, e de como vemos os estrangeiros no Brasil, e como os estrangeiros são vistos fora daqui.
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Faz tempo que não leio revistas semanais, já que a internet é fonte de notícias atuais e imediatas. Porém, é sempre bom ter conteúdo bem diagramado e off-line para se ler. Portanto, grande foi a minha satisfação ao ver que as editoras estão começando a lançar coisas pro iPad. A Saraiva lançou o seu leitor digital – leeeeeeeento, mas funciona.
E a Veja lançou também a revista em formato digital. Baixei para testar, já que não leio a Veja – virulentos demais pro meu gosto – é como ler o Notícias Populares da política. Mas o aplicativo deles é mais bonito, eficiente e bem resolvido que o da Época, publicação que assinaria devido aos textos menos doutrinários que os da Veja.
O aplicativo da revista Época, cuja primeira edição disponível para download foi gratuita, assim como foi o da Veja, é ruim. Passar as páginas é menos fluido. É lento também o redesenhamento da página ao se alterar a posição retrato-paisagem. Os textos tem letras por demais serrilhadas.
Mas teve um ponto forte: o uso de conteúdo multimídia foi BEM melhor que o da Veja, embora, às vezes, abusaram do “clique na imagem para mudar de notícia”. E o uso de vídeo para publicidade foi muito legal – principalmente os vídeos da Topper – hilários.
Enfim, espero que a IstoÉ, a Caros Amigos e a Carta Capital também ofereçam versões para iPad. E espero que venham logo mais livros! Chato ter que comprar livro em inglês só pela falta de livros digitais atuais em português. A exceção foi o Caim, de José Saramago, que comprei pela Saraiva, mas estou esperando para ver se o aplicativo fica mais legal de se usar.
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Um aplauso!Título original: Out of Captivity: Surviving 1967 Days in the Colombian Jungle
Autores: Marc Gonsalves, Tom Howes, Keith Stansell, Gary Brozek
Li a versão digital para Kindle, usando o aplicativo da Amazon para o iPad.
A história do seqüestro de Ingrid Betancourt sempre me interessou pelo imenso drama que é viver privado de sua vida rotineira e, de repente, ver-se no meio da selva, preso, por mais de cinco anos.
O livro tem como três de seus autores americanos que, também por mais de cinco anos, foram prisioneiros das FARC, sendo capturados quando o avião em que faziam reconhecimento de área para a inteligência americana caiu na selva colombiana.
Achei o livro bem interessante, embora às vezes um tanto quanto maniqueísta, embora o ghost-writer tenha tentado, obviamente, dar alguns contornos mais condescendentes em algumas das opiniões dos soldados. Vê-se claramente que, embora ali presente o drama vivido pelos americanos, há uma preocupação em marcar uma posição de bom-mocismo diante da adversidade. Não que eu não ache o bom-mocismo seja crível diante da adversidade – mas quando a opinião sobre quase todos os outros sequestrados se torna meio que detratora, fica complicado engolir que os americanos eram os bonzinhos, os éticos, os leais, e os outros não. Mas, enfim, eu não estava lá. Por isso penso, talvez, em comprar o livro escrito pela Clara Rojas, também sequestrada, e, ao que parece, escrito sem uma ghost-writer. Pode ser mais cru de se ler, mas possivelmente será mais autêntico.
Outra grande motivação para a leitura foi o fato de que a opinião dos sequestrados a respeito de Ingrid Betancourt não era das melhoras. Esta era tratada como arrogante, manipuladora e interesseira. Os americanos, durante um bom período, conviveram diariamente com a ex-senadora boliviana. Um dos autores, Keith Stansell, diz, sobre Ingrid, no final do livro: “Perdôo? Sim. Sigo em frente? Sim. Respeito? Não”.
Apesar do tom mais suave dado ao drama pelo ghost-writer, onde as mesquinharias tornam-se protagonista da história, colocando-se em plano menor o drama real da situação. Ou vai ver sou eu que não li direito. Ou vai ver, e é mais provável, que o drama real da situação é ver a dimensão que as pequenas coisas tomam quando se tem sua vida reduzida a uma prisão brutal e injusta, no meio da selva, e ver perdidos cinco anos de vida, roubados por esses criminosos.
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Autor: Carlos Ruiz Zafon
Na verdade, li a versão em inglês, “The Shadow of the Wind”, porque queria testar o iPad como leitor de livros e estava justamente com esse livro pra ler em papel. Porém, como estava em viagem, preferi baixar a versão digital – livros em inglês sempre custam menos que em português, e menos que agumas palavras dêem trabalho, acaba valendo a pena.
Adorei o livro – um dos melhores que já li. Bom, muito bom mesmo. Vale a pena. Narra a história de um garoto que, ao ler seu primeiro livro, decide saber mais sobre o autor, e acaba enveredando pelo mistério que envolve a vida deste.
A coisa ruim é que o dicionário do iPad não traduz, apenas dá o significado das palavras em inglês, e o tradutor usou palavras mais sofisticadas que o original, presumo eu. Aliás, acho que foi um erro ter lido a versão em inglês. É que o livro era em espanhol, e imagino que o inglês atenuou um pouco a aspereza do idioma original, que com certeza seria preservada em português. Alguns diálogos pareceram-me formais demais, o que, imagino, não era o caso da versão espanhola/portuguesa.
Se não leu, leia. Fantástico, mesmo.
A propósito, ler no iPad, pra mim, era melhor que ler o papel. À noite, pra mim, era mais confortável. Era prático, porque levava pra sala de espera de consultório médico, ou enquanto aguardava alguma audiência, ou em quarto de hotel.
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3 aplausosTítulo original: Et velsignet barn
Autora: Linn Ullmann
Trata-se de livro escrito por Linn Ullmann, filha de Ingmar Bergman. Livro bacana, com um tema central que serve de pano de fundo para narrar a relação por vezes difícil entre pais e filhos e as cicatrizes que nunca desaparecem dos pequeninos e superficiais traumas que todos temos daquilo que os ascendentes chamam de nossa criação.
Vale a pena, sem dúvida.
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Um aplauso!De autoria do Paulo Brabo, o livro, também com título de “Novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus”, é uma leitura essencial para cristãos e não cristãos. Para os primeiros, porque quebra os paradigmas e é uma voz de coragem no meio evangélico pasteurizado de hoje, que, de mais a mais, é uma grife, e não uma ética.
O livro, com 78 páginas apenas, traz algumas observações importantíssimas, algumas óbvias, outras nem tanto, mas que, óbvias ou não, esquecemos ou delas não nos apercebemos.
Deu um novo fôlego à minha fé cristã, talvez porque eu me julgava um mero apóstata por pensar bem diferente do mainstream evangélico. Achei-me presunçoso. Talvez nem tanto, agora…
Mas, como o autor diz no livro, não há um número de passos estanque para fazer o que Jesus faria. Porque a ordem é surpreender e não se acomodar.
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3 aplausosTítulo Original: Sult
Autor: Knut Hamsun
Trata-se do título mais famoso do escritor norueguês Knut Hamsun. O autor tornou-se conhecido por ter apoiado a Alemanha nazista, inclusive quando esta invadiu a Noruega.
O livro, com contornos autobiográficos, narra o quotidiano de um cidadão que vaga pelas ruas de Cristiânia (hoje Oslo), faminto e vestido em farrapos, buscando escrever para, com a venda do que tiver escrito, conseguir manter-se vivo, para escrever, para vender… Enfim, um ciclo de desventuras. O livro, de certa forma, por narrar o drama do sentimento da fome, me recorda Vidas Secas, ainda que, de resto, as atmosferas são completamente diferentes. E, além disso, em Fome, o protagonista tem uma conduta tragicômica, tentando manter um certo garbo enquanto está a morrer de fome.
A tradução, de Carlos Drummond de Andrade, é excelente, embora acho torna a leitura mais difícil. O norueguês não é exatamente uma língua difícil, e a tradução escolhe palavras complicadas para coisas simples. Porém, de resto, o texto é muito rico.
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2 aplausosTítulo original: Il Suggeritore
Autor: D. Carrisi
Best-seller italiano, ficção, trata de uma busca por um serial-killer. Texto bom, de suspense, ainda que o assunto seja um tanto (muito) macabro.
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Título original: “Mao: The Unknown Story”
Livro enorme, mas muito interessante mesmo. Relata a vida de Mao, de criança a líder da China Comunista. Vale mesmo a pena.
O livro gerou alguma controvérsia e discussão acadêmica, já que suas conclusões foram, em certo grau, resultado da convicção formada pelos autores a respeito da personalidade de Mao. O artigo da wikipedia ilustra isso melhor.
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Ok. Todo livro que eu vier a ler, publicarei aqui a notícia dele.
Li, semana passada, o livro Q&A, de Vikas Swarup, político indiano. Trata-se do livro que deu origem ao filme “Slumdog Millionaire” (Quem quer ser milionário? – título em português).
Livro muito interessante, ainda que com uma narrativa meio ingênua, como parece ser típico dos indianos, embora ou isso é preconceito meu, ou burrice minha, já que o personagem-narrador teria 16 anos.
Enfim, vale a pena ler.
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10 aplausosLendo Günther Grass, talvez meu escritor preferido, no livro “Nas Peles da Cebola”, algo me chamou a atenção: ele, confessando que ainda usa máquinas de datilografar para escrever seus textos, mais especificamente aquelas do título deste post, narra quanta cumplicidade tal máquina teve para com ele.
Eu não sou nenhum Günther Grass, mas acho que sei de qual cumplicidade ele está falando – cumplicidade essa que, em maior ou menor grau, tenho com meu computador. E pergunto-me o quanto isso me aliena do resto do mundo. Meu computador ouve, calado, sem travar, minhas lamúrias, cantilenas diárias sobre o que eu gostaria de ser, sobre como o mundo poderia ser mais fácil, essas coisas da juventude que insistem em permanecer me incomodando. Ele, mesmo sendo reiniciado uma ou duas vezes por semana, mas jamais desligado, não esquece: guarda todas as minhas provocações. Nunca desiste de me escutar, mas, assim como o escritor alemão, também não o almadiçôo quando ele, temperamental, precisa ser reiniciado, alerta para a pouca bateria ou disco rígido quase repleto de inutilidades.
Esta máquina, que já me apresentou a tanta gente, gente que magoei, gente que me magoou, pessoas daqui e de longe, me fez recluso e, paradoxalmente, sociável a seu próprio modo – me mostrou rostos e perfis duvidosos nas redes de relacionamento e me fez desistir completamente de refinar meu gosto musical – ao contrário, me fez gostar de música chula romena…
E em um final de semana como esse, ensolarado, mas com ar preto-e-branco, quando tomar um sorvete parece algo distante, ele me ouve, calado como sempre, com a bronquite do seu ventilador a reclamar do calor, como se dissesse que me entende, quando nem eu mesmo consigo fazê-lo…
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Comprei “O Livreiro de Cabul”, da norueguesa Åsne Seierstad. A autora conviveu alguns meses com a família de um livreiro afegão a fim de retratar melhor aquela sociedade.
O livro é muito interessante e gerou polêmica, já que o livreiro retratado não gostou muito da forma que foi descrito pela autora.
Eu, particularmente, acho que relativismo cultural tem limite. A forma desumana de tratamento dispensado às mulheres não pode ser justificada pela cultura e sociedade em que tal forma está inserida. Pra mim, nunca vai ser certo tratar mulher como um animal ou negar-lhe o direito à vida, ao desejo e à liberdade só porque uma religião diz o contrário. E digo isso sendo evangélico, conhecedor que sou que a doutrina oficial das igrejas evangélicas às vezes traz práticas discriminatórias contra as mulheres também.
Confesso que achei, num primeiro momento, que a crítica fosse oportunista. Afinal de contas, todos sabem que algumas sociedades islamicas têm como viés a diferença de direitos (para usar uma forma neutra ao falar do assunto) entre os sexos. Portanto, satanizar uma família que reproduz uma prátíca aceita na sociedade realmente me pareceu, como eu disse, oportunista. São atitudes como essas que geram os tais conflitos de civilizações.
Porém, é preciso que, em nome dos avanços (?) na área dos direitos humanos que se conquistaram nos países ocidentais, que situações como essas sejam publicamente condenadas e que entrem na agenda das organizações. Não se pode confundir o discurso político ideológico usado para justificar invasões e violações à soberania dos países com a defesa legítima dos direitos humanos, que não deve ser tirada da gaveta só para fundamentar as atrocidades cometidas em nome dos tais direitos.
O livro é muito bom, a crítica é, apesar da consideração anterior, legítima e oportuna, como sempre é oportuna a reflexão sobre a forma que tratamos a nós mesmos.
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Pra não ficarem por aí dizendo qui nóis só fala besteira, vão aqui lista de livrinhos que estão na fila para serem lidos, não necessariamente na ordem:
- Tempos Interessantes – Eric Hobsbawm
- A Ditadura Escancarada – Elio Gaspari
- As Mentiras que os homens contam – Luís Fernando Veríssimo
- O Homem Duplicado – José Saramago
Nóis é curtura, ainda que em doses homeopáticas…
Lá em 2004 eu conto o q achei dos livros…
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