Filme dinamarquês, excelente. Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Muito bom, ainda que um tanto… escandinavo demais. Tá, não me peçam pra explicar porque o “escandinavo” demais. Contentem-se em saber que isso não é necessariamente uma crítica, afinal o cinema tem que refletir a cultura do país onde foi produzido, não?
Chloe
Título original: Chloe (duh!)
Draminha com Julianne Moore, que contrata uma prostituta para seduzir seu marido, a fim de testar a sua fidelidade. Assisti sem compromisso. Não é ruim de vomitar, nem fantástico de ligar recomendando a alguém.
Nao gostei. Mas acho que o problema tava comigo. Acho que nao quero ver cenarios tao sombrios, nem exorcismos de demonios escandalosos. Talvez prefira o exorcismo dos demonios mais sorrateiros, quotidianos e resiliantes que assolam a todos nos.
Mas nao sei se posso, em sa consciencia, dizer que o filme eh ruim.
Filme muito bacana, mas muito dramático. História de uma bailarina e sua obsessão pelo papel principal de um espetáculo.
O TURISTA
Título Original: The Tourist
Não sei, achei que… É que se trata de Angelina Jolie topar de propósito com um estranho em um trem, apenas para despistar a polícia, que estava atrás de seu namorado. Só que ela se apaixona pelo cara. O que, quimicamente falando, parecia impossível, o que pra mim foi a falta de verossimilhança imperdoável do filme.
DOCE VINGANÇA
Título Original: I Spit on your grave
Refilmagem de thriller dos anos 70. Forte. Muito forte. Não faça como eu, assistindo um troço tão bárbaro desses em um domingo a noite. Moça procura sossego em cabana no meio do mato, e é brutalmente violentada por um grupo de rapazes. Não sei o que chocou mais – a violência sofrida pela moça ou a vingança da personagem.
Acusada de bruxaria precisa ser transportada para uma fortaleza longíqua para ser julgada e, enfrentar uma punição caso decidam que ela se trata de uma bruxa. Blá blá blá.
My Sassy Girl é uma refilmagem de um filme coreano de mesmo nome. Comédia romântica mais forte do que as habituais. Bom filme, mas estou baixando a versão coreana, que certamente será melhor, já que, normalmente, os americanos costumam piorar os filmes que refilmam.
Inisde Job – documentário sobre a crise de 2008, mostrando quão irresponsáveis foram os executivos de Wall Street e o próprio governo americano em evitar a crise. Narração de Matt Damon. O documentário é legal, mas a forma de explicar as coisas é um pouco confusa, e nem sempre pode-se compreender exatamente os complicados conceitos de economia. Confesso que o filme de Michael Moore sobre o assunto foi bem mais elucidativo. Aliás, até esse vídeo de humor abaixo explica a crise da maneira mais didática possível e, embora se trate de um sketch de humor, é exatamente o que aconteceu:
Broken English, por outro lado, não me pareceu um bom filme. É sobre uma mulher americana com dificuldades de encontrar alguém. É incrível que um filme como Antes de Amanhecer consiga ser mais interessante do que esse.
Filmes noruegueses, do diretor Erik Poppe. São os primeiros filmes da chamada “Oslo Trilogy” (o último é “Águas Turvas” – vi do último para o mais recente).
Schpaa, de 1998, mostra a rotina de crianças e adolescentes noruegueses, de famílias desestruturadas e/ou de imigrantes, vivendo de forma marginal na sociedade daquele país. O tema continua super atual, o que torna o filme muito interessante.
A marginalização de crianças e adolescentes é um problema mundial, mas o componente da origem imigratória dos protagonistas sempre me chama a atenção, principalmente pelo fato de um país de inclusão social como a Noruega parece não conseguir resolver esse problema da integração dos imigrantes à sociedade. Se nossos problemas aqui no Brasil fossem esses…
Já Hawai.Oslo tem outra temática – a de algumas vidas entrelaçadas por uma previsão de um inevitável acidente, e a tentativa de prevenir que este acontecesse. Sei que minha descrição não presta pra nada, mas dizer mais seria contar parte da história que revelaria o final. Filme muito bom.
Documentário de 2004, muito bacana, mostrando a cobertura da imprensa na Guerra do Iraque, mais especificamente, de como a Al Jazeera fazia a cobertura sob a ótica do invadido. Demonstra, ainda, a parcialidade da mídia ocidental na cobertura das guerras promovidas pelos EUA.
Não sou muito fã de filme de vampiros, mas… Esse filme sueco é mesmo muito, muito bom. Tão bom que os americanos refilmaram, como sempre fazem ao ver uma obra prima sueca.
Filme argentino sobre jovem que quer aproveitar a nacionalidade da avó (polonesa) para emigrar para a Europa. Em meio a isso, seu cotidiano é retratado. Bom filme.
Sinceramente, não sei como passou pela cabeça de alguém tentar reconstituir a história original.
Dramatizaram demais a cômica história de Odorico Paraguassú. Sinceramente, pra mim não foi engraçado. Não é que seja ruim. Mas é que quem viu o original não poderá jamais gostar dessa versão nova. É como ler um livro e depois ver o filme – nunca vai haver a mesma imersão na história.
E o áudio, ainda por cima, não era dos melhores, o que implicava em não se entender algumas das tiradas do protagonista, o que, pra mim, é o que há de melhor na história.
O resto – drmático demais, exagerado demais, caricato demais. Se soubesse, não teria assistido.
Co-produção norueguesa, dinamarquesa, sueca e alemã sobre os últimos anos da vida de Knut Hamsun, escritor norueguês e Prêmio Nobel de Literatura, figura polêmica que foi chamado de “A Alma da Noruega” e, posteriormente, demonstrou apoio ao regime de ocupação nazista naquele país.
Trata-se de um filme retratando um pouco do fim do apartheid na África do Sul, mas concentrando-se no início do governo de Nelson Mandela, e em como ele procurou minimizar os rancores existentes de forma tão inteligente. O filme mostra como Mandela procurou preservar um time de rugbi sul-africano, para o qual os negros daquele país torciam contra, a fim de tentar unir a todos em torno de uma causa.
Títulos originais: August Rush e Law Abidding Citizen
O Som do Coração é um filme de um garoto que é um prodígio musical, e que foi criado sem os pais, e busca encontrá-los. Bonitinho, mas nada de excepcional.
Já Código de Conduta é um bom filme, desses que fazem pensar cobre as penas e sua proporcionalidade em relação aos crimes.
Filme de Ang Lee sobre estudantes comunistas que pretendem atrair um títere da ocupação japonesa na China para eliminá-lo. Porém, a isca acaba se apaixonando pelo cidadão. Filme muito bom.
Antes da Chuva (Before the Rain): excelente filme macedônio mostrando a deterioração das relações entre os povos albanês e macedônio no início da Guerra da Bósnia. Fantástico, fantástico. De 1994.
O Homem que não amava as mulheres (män som hatar kvinnor): filme sueco baseado em obra do escritor Stieg Larsson. parte da trilogia Millenium. Filme bom de se ver, poderia ser um desses americanos de mistério.
Encontro de Casais (Couples retreat): típico filme de sessão da tarde, filmado na Polinésia Francesa. Para distrair.
Die Fälscher, filme alemão/austríaco, ganhador do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, narra a Operação Bernhard, feita pelos nazistas, que consistia em emitir milhões de libras esterlinas para desestabilizar a economia inglesa. No filme, prisioneiros judeus que tinham um passado ligado à falsificação são reunidos para trabalhar para os nazistas, falsificando moedas.
Looking for Eric é o título original desse fantástico filme. Sou fã do cinema europeu: simples, sem tantos efeitos especiais, são filmes que apresentam situações tão simples e comuns, e por isso mesmo verossímeis, que nos encantam pela beleza como são retratadas.
Nesse filme, um carteiro de nome Eric, com a vida toda confusa, encontra-se com seu ídolo e xará, Eric Cantona, famoso jogador de futebol francês (ídolo no futebol inglês), e esse lhe dá conselhos sobre a vida.
Vamos começar uma campanha? Vamos juntar a maior quantidade de gente que não se sente imbecil e lançar um protesto para mudar o mundo. Aliás, mudar o mundo, não, que é fácil. Vamos, sim, fazer um desafio inversamente proporcional à nossa imbecilidade: convencer o mundo a não traduzir de forma idiota os nomes dos filmes para o português.
Se o mundo fosse do meu jeito, e já disse que sei que não é, deixaria o nome dos filmes em inglês e pronto. Mas, se tiver que traduzir, pqp, traduza para algo com sentido.
Tipo “Um Sonho Possível”, bom filme, fadado a ser exibido na Sessão da Tarde daqui a uns 2, 3 anos, com Sandra Bullock. Bom para assistir domingo a tardinha, com chuva, como me aconselharam. O título, em inglês, é “The Blind Side”, em referência à posição de um quarterback de time de futebol americano, que não teria visibilidade e por isso necessita de um outro jogador para auxiliá-lo.
Já “Amor Sem Escalas” pra “Up in The Air”? Que amor? Caramba… O filme é muito bacana, eu pelo menos gostei muito. Vale a pena. Mas com um título desses em português eu nem assistiria.
Falta-me inspiração para falar de outros títulos, como “Ferris Bueller’s Day off”, traduzido como “Curtindo a vida adoidado”. Mas, fazendo justiça, a tradução de “Central do Brasil” para “Central Station” faz a coisa perder um pouco da, hum, digamos, poesia, que o nome original traz.
Precious é algo fantástico, profundo, e, igualmente, depressivo. Um dos filmes mais tristes que já vi. Trata-se da vida de uma adolescente vítima de todo tipo de exploração: pobre, de família violenta, a adolescente que dá nome ao filme tenta progredir, estudar, apesar da vida miserável que leva. Não conto mais, porque seria revelar o que há de triste, mas essencial ao filme.
Saawariya é um filme de Bollywood, o primeiro que já assisti. Fotografia linda, cenários bucólicos, mas muito bonitos. E com coreografias interessantes, principalmente para quem gosta do gênero. E a trilha sonora é algo a parte. Gostei muito de uma das músicas, tanto que quero comprar a trilha sonora.
Bueno, na newsletter de Michael Moore vi a recomendação ao filme norueguês Águas Turvas (De Usynlige), e resolvi conferir.
Perturbador, para dizer o mínimo. Mas é um filme ao estilo escandinavo, que me é tão caro. História de que na vida às vezes é muito difícil ter uma segunda chance. Trata-se de Jan, recém-egresso de uma penitenciária onde cumpria pena pelo assassinato de uma criança, o que ele nega. Conseguiu o emprego em uma igreja, como organista. Mas seu passado não vai embora…
Enfim, o filme é muito bom, mesmo. Aliás, o cinema escandinavo é surpreendente: seus temas sempre são instigantes – sejam leves ou pesados. Sempre tratam daquelas situações da vida em que nem tudo é bom ou mal. Definitivamente, não é um cinema moralista, penso eu, porque sempre carrega a por vezes irritante neutralidade daquelas culturas, mas sem deixar de exalar emoção nos comportamentos aparentemente tão frios.
Excelente exemplo disso é o filme O’Horten, que já tinha visto, mas foi também recomendado por Michael Moore – mostrando o início da aposentadoria de um experiente condutor de trem, que, por toda a sua vida, conduzia trens. Ou o mais velho filme, Telegrafisten (O Telegrafista). Ou Ondskap.
Taí, o cinema europeu é muito interessante. Tenho gostado muito dos filmes que assisto, seja via Eurochannel, seja nos cinemas, seja… bom, seja lá onde quer que os assista.
Recomendo “Oui, mais…” (Sim, mais), bem como “Die Welle” (A Onda), e “Die Stille nach dem Schuss” (A Lenda de Rita). Sem falar em outros como “A Culpa é do Fidel”, “Cashback”, “A Vida dos Outros”, “Pret-moi ta main”, “O Escafandro e a Borboleta”, etc.
Sempre fica uma sensação de soco no estômago, com certa leveza, com uma mensagem de humanidade que esses filmes trazem – sensação essa que experimentei desde que vi “A Excêntrica Família de Antônia”…
Blog do cara chamado oculos. Esse cara é baiano, está em Vitória da Conquista, Bahia. Trata-se de um cara que acredita em D--s. Um cara que é obcecado por Macs, Apple, aparelhos eletrônicos, telecomunicações, direito, corridas, etc. Mas, acima de tudo, um blog dum cara que só quer aprender um pouco mais a pilotar esse carro chamado vida.
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"Num chora, conforma, mulé. Eu vorto, se assim Deus quisé…" (Elomar, Curvas do Rio) 6 hrs ago