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Quatro anos de corrida e o PS maior que o texto principal

Posted by oculos on Feb 5, 2012 in Corrida, Oslo, Principal

Agora em fevereiro completo 4 anos correndo. Eu sei que volta e meia volto a escrever sobre isso, como se fosse algum profeta, arauto ou religioso devoto e radical de uma seita qualquer. Mas vai ver é exatamente isso: escrevo sobre corrida, talvez para lembrar a mim mesmo porque quero continuar a correr, e porque preciso sempre acender uma vela nesse altar.

Acho que os melhores anos da minha vida vieram após começar a correr. Eu não acho que eu precisaria de um motivo para correr – correr basta por si só. Mas, após um período de stress em 2007-2008, após colesterol alto, após fim de um namoro, após atingir meu maior peso, correr parecia ser o escape, a promessa de redenção. E, de certa forma, foi.

Eu nunca fui disciplinado para nada, e não tinha fé alguma de que poderia sê-lo. Mas, curiosamente, conseguir sê-lo com a corrida, ainda que não tanto quanto deveria. E essa foi a primeira lição que aprendi: eu, também, posso ser disciplinado.

Agora, seis maratonas corridas (com duas previstas para esse ano), e, tendo chegado ao meu peso mais baixo desde que comecei a correr (16 quilos a menos), atingi o que Haruko Murakami chama de “running blues”. Já não tenho tanta vontade assim de correr. Mas corro. É como se fosse a corrida entregasse certa coesão a tudo o que faço, nÃo sei.

E não é que fiquei exatamente mais saudável depois que comecei a correr, se saudável significa não ter mais nenhum problema de saúde. Sim, minha alimentação é saudável, até onde se consegue manter uma alimentação saudável em um país onde a comida é, em grande medida, feita com molhos, produtos congelados e quase nada fresco. Mas desde que comecei a correr, tive várias intercorrências – desde asma, gastrite, a uma tireoidectomia. Nada provocado pela corrida. Aliás, cada problema de saúde, depois de superado, era um incentivo a correr não só pela saúde, já que nem sempre temos controle dela, mas sim porque correr em si basta. É, sem dúvida, uma religião, uma droga.

Não, não digo isso no sentido de vício, ou no sentido de corrida é mais um dos remédios de auto-ajuda que podem ser receitados para dar algum sentido à vida de alguém – embora até creio que isso tenha lá seu sentido. Também não me refiro ao efeito estimulante das endorfinas, algo já conhecido e que também já virou cliché (confesso que me sentiria muito mal em depender de um esforço monumental para correr só para produzir uma dose de um entorpecente). Digo que é uma religião porque, se nos rituais religiosos há certa catarse, há certa submissão a algo superior ou maior, nas pistas de corrida há certa diminuição nossa em razão de algo maior – chame-o de tempo, de distância, de suor, ou de desafio. Mas há também a atitude de trazer à pista, como se altar fosse, nossos problemas, nossos dilemas e aporrinhações, esperando que, através da auto-flagelação que é correr, alcancemos alguma luz, alguma absolvição, alguma misericórdia. E, desculpem-me por dizê-lo, frequentemente conseguimos alguma dessas coisas após a corrida. E logo eu, pessoa que não costuma comparar muita coisa às religiões deístas quer por crença, quer por devoção.

Mas não escrevo isso para fazer proselitismo. Odeio (mas com certa inveja) os promotores de lifestyles (e odeio ainda mais gente que usa expressões em inglês pra tudo). Odeio gente que diz que eu deveria defender o planeta, odeio gente que diz que eu deveria doar dinheiro para os pobres da África (ou de qualquer lugar – pobres, infelizmente, não faltam), ou que eu deveria ter melhor alimentação. Ou que deveria correr. Acho que o ódio é, em certa medida, porque essas pessoas estão corretas, assim como são nobres as causas que defendem. Mas não acho que eu, tão incerto que sou no que se refere à minha própria vida, tenho lá lastro para ficar dando palpite no que seria bom para os outros.

Se escrevo, é mais como um depoimento (ou como um pagamento de indulgência). Um relatório para mim mesmo, a fim de que compreenda que não se corre apenas para se chegar ao final de nada. Como Murakami, não ambiciono grandes tempos, grandes resultados. Corro, apenas, porque de certa forma, e não sei exatamente como, correr parece fazer de mim alguém melhor. Não melhor do que quem não corre, mas melhor do que eu seria sem a corrida.

E espero que o “running blues” seja apenas coisa de aniversariante da corrida. Que venham outros 4, 8, 12 anos de corrida.

E agora, em algo completamente diferente: descobri que adoro andar no transporte público de Oslo (bondes, principalmente), nas sextas e sábado à noite. Eles são inundados por hordas de gente jovem bêbada e falante, como se eu estivesse em uma praia baiana, e não em uma cidade onde os habitantes são silenciosos, via de regra, quando usam o transporte público – cada um com seu fone de ouvido e seu olhar distante.

No Brasil, não usava muito transporte público – aliás, usei no meu último mês, ao vender o carro e despertar certa curiosidade de meus colegas quando me viam andar de bicicleta ou pegar o ônibus. Cheguei a perceber certo olhar de solidariedade (ou pena) em um amigo que me viu na fila de um ônibus, como se pensasse “puxa, que pena, tão promissor, o mundo deve estar mau para os advogados”. E também nunca fui de falar com estranhos em um bar – no Brasil (ou em qualquer lugar) nunca me senti muito à vontade com estranhos em um bar – parece que não sou exatamente do tipo que vai ao bar e consegue engatar alguma conversa sobre alguma coisa relevante ao ambiente – qualquer que seja essa coisa – quando essa conversa implica em conseguir se inserir ali naquele contexto de diversão, paquera ou azaração. Mas, curiosamente, em Oslo parece não haver essa pressão, no sentido de que parece sempre ok falar com um estranho em um bar, falar merda com a garota bêbada ao lado, ou dar palpite se a amiga da menina deveria ou não ligar pro namorado dela para dizer que vai vê-lo ainda àquela noite. Sim, não consigo falar com estranhos em qualquer lugar, mesmo em um bar, mas em Oslo isso não me pareceu algo angustiante.

E no transporte público isso é um show à parte – desde gente vindo falar com você do nada, até escutar as maravilhosamente descontraídas conversas de gente bêbada e despreocupada, como se os sábados fossem carnavais e que as segundas podem esperar…

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Maratona de Oslo

Posted by oculos on Sep 26, 2011 in Corrida, Oslo

Ontem corri a maratona de Oslo, e foi tudo fantástico!

É sempre bom correr onde se tem amigos – não me canso de repetir. E assim foi correr em Oslo.

Bati meu próprio recorde, terminando em 3:10:52. Estou quebrado, mas muito feliz com o resultado.

A organização foi perfeita. Eu apenas acho que deveriam fazer a prova um mês antes – ao terminar, tive que me empacotar, porque tava frio. Bom, pra eles não, né? Mas pra gente, qualquer coisa abaixo de 15 graus é frio… :)

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Mudando de vida

Posted by oculos on Aug 31, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Uma pergunta que sempre quando converso com alguém “de casa” me é feita: “Sim, mas esse mestrado seu vai servir pra que depois?”.

A resposta para essa pergunta nunca me foi muito importante, porque, afinal de contas, se fosse para orientar minha vida para algum resultado, seria pra casar com a Julianna Margulies:)

Naaaa, falando sério: a experiência que estou vivendo é tão rica que bastaria em si mesma. Imagino que, acabado o mestrado, voltando ao Brasil, ainda que fazendo a mesma coisa de sempre, terei vivido algo fantástico.

Quase tudo aqui superou as minhas expectativas. As pessoas foram incrivelmente generosas. Alguns estudantes da faculdade se ofereceram como voluntários para orientarem e ajudarem os neófitos a conhecerem mais sobre Oslo e sobre a Universidade. E fizeram isso de uma forma tão bacana que todos nos sentimos imensamente bem-vindos.

A minha turma do mestrado é composta de gente fantástica, da Alemanha, Bulgária, Ucrânia, Turquia, Uzbequistão, Eritréia, Uganda, Estados Unidos, Indonésia, Suécia, Noruega, Lituânia, Taiwan… Os professores são muito bacanas, sendo que um deles foi um dos pioneiros, mundialmente falando, a pesquisar a área de Direito da Informática – pasmem – em 1970.

Assistir às aulas, pela primeira vez na vida, me é prazeroso. pois sempre estudei o tema, ainda que sem querer, pois sempre gostei dos conceitos de telecomunicações e de informática.

Enfim, eu não sou a pessoa mais altruísta do mundo. Caralho, nem sei se sou altruísta. Mas sei que muitos amigos meus lamentam um tiquinho o fato de que eu me afastei de uma carreira relativamente (e bota relativamente nisso) encaminhada como advogado, com já bastante experiência acumulada, para tentar algo completamente novo e incerto. Larguei todos os confortos de uma vida cercada por minha família, por amigos e amigas maravilhosos, com uma renda que, se não era nada de enorme, dava pra comer sushi de vez em quando, com meu carrinho lindo, para, agora, fazer minha comida, pegar busão, e estudar feito um louco. A saudade bate de vez em quando, mas não me arrependo nem por um segundo, nem olho para trás. Estou amando isso aqui. E, como diz uma música que sempre gostei desde o tempo da faculdade, “já tive carro e grana, e um montes de convite pra qualquer lugar. Hoje eu só ando a pé, mas eu continuo a andar…”.

Estádio de Bislett

P.S. – Tenho mantido contato com quase todo mundo de uma forma tão fácil que nem parece que viajei. VoIP o tempo todo (até número em Salvador eu tenho), Facetime, Skype, etc… E, no meu celular, é mais barato ligar para um fixo no Brasil do que se aí estivesse… Enfim…

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Correr em Oslo

Posted by oculos on Aug 28, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Decididamente, eu adoro Oslo. É uma cidade fantástica.

Mas não é uma cidade boa para correr.

A cidade tem excelentes passeios (parece-me que usam asfalto nos passeios, o que diminui o impacto das pisadas), e os motoristas são compreensivos com quem está praticando o esporte. Porém, a cidade não é plana, portanto correr é sempre um desafio.

Pra quem tinha o privilégio de correr em uma avenida plana com 5km de extensão (uma volta completa dava 10km), praticamente toda plana, correr aqui significa mudar o treinamento e se contentar com velocidades menores.

Me recomendaram correr na beira de um lago chamado Søgnsvann. Aí acordei às 6 da manhã de domingo (!), peguei o primeiro metrô e lá fui eu correr no lago. Lá, igualmente, também o percurso era enladeirado. Aí fui procurando rotas alternativas, me perdi no meio de uma floresta (quer dizer, me perdi em termos – estava na rua, só não sabia onde ia parar). Resolvi pegar uma trilha que uma placa indicava iria até a estação do metrô. Só que, por causa das chuvas, estava intransitável – o que pisei em poça de lama foi uma barbaridade…

Voltei para a estrada que passava na floresta e, depois de um tempo enorme, saí na rua de um bairro que eu sabia onde ficava (Kjelsås) mas não consegui também encontrar o caminho de casa. Como ainda tinha uns 18km para correr, fui passando pelas ruas, até que encontrei o bairro de Storo, e aí cheguei fácil ao estádio de Bislett, onde queria terminar meu percurso, correndo na pista de atletismo.

Ocorre que o dito estádio estava fechado, então corri umas 6 vezes em volta dele, e voltei para Grünerløkka.

Primeiro trecho da corrida

 

 

Segundo trecho da corrida

Os meus tempos aqui estão pelo menos 20s/km mais lentos que no Brasil, mas isso se deve mesmo às ladeiras. Espero que o percurso da maratona seja plano, porque se não for…

Também faz falta o açaí depois dos 31km, a reunião com os Pedinhas, enfim, todo o ritual das corridas de fim de semana. Tirando a família, os amigos e o Sushi, o que me faz muita falta é a corrida despreocupada na Av. Olívia Flores-UESB, sozinho ou com os amigos. Juntei-me ao clube de corrida da Faculdade, e conheci muita gente legal, mas, como ocorre em clubes desse tipo, são muitos níveis de praticantes, com objetivos diversos. Na quarta, por exemplo, fomos treinar tiros. Odeio tiros, com todas as minhas forças. O pessoal daqui é muito bom de treinos intervalados. Mas poucos estão treinando para longas distâncias. Não sei ainda como vou fazer no inverno para manter a prática da corrida, e o inverno, ao que parece, está chegando. Os dias já estão ficando mais curtos, a temperatura está caindo, e, nossa, como tem chovido!

Ontem comprei sapatos mais resistentes à chuva, a propósito. Eu sou muito estranho: acho que passo 90% do meu tempo usando tênis, e agora, ao usar um sapato “normal”, pareço que estou pisando em uma tábua. Enfim, coisas de um reclamão como eu… :)

De resto, devo dizer que continuo adorando tudo isso aqui. Amanhã terei a primeira aula. Agora é estudar, estudar, e estudar.

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Nostalgia

Posted by oculos on Aug 26, 2011 in Corrida, Oslo, Principal

Hoje resolvi me perder completamente na cidade ao correr. A idéia era sair aqui de casa, em Grünerløkka, e chegar até ao Frogner Park, passando pelo estádio de Bislett. Passei por esse último normalmente, mas, de alguma forma, passei pelo palácio do rei. Meio constrangido, fui para a calçada, passando em frente da embaixada dos Estados Unidos, achando que estava indo na direção correta. Corri uns 15 minutos mais, cheguei a um parque, era pequeno, mas não era o que eu queria.

Corri mais uns 10 minutos e… de novo no palácio do rei! Que coisa! Corri em círculo, e não entendi como ninguém veio me tirar dali (cheguei a uns 5 metros de um daqueles guardas que parecem uma estátua). Corri mais um pouco, e cheguei ao parque que eu queria, mas aí já era mais tarde, então peguei o metrô e o bonde para voltar pra casa.

Oslo não é a melhor cidade do mundo para correr. O cenário é sempre lindo, mas as pistas são melhores para a caminhada do que para a corrida.Muitas ladeirinhas, é difícil encontrar algo plano. Queria correr no estádio de Bislett, mas o problema é que só abre as 8 da manhã. Enfim, vou ter que dar um jeito, porque correr é minha droga.

O engraçado é que, quando se está longe de casa, qualquer coisa serve para dar saudade. Eu, apesar de protestante, vou ver se vou à igreja católica, apenas para ter uma lembrança de casa. Ouvir pagode ou música sertaneja no Brasil poderia, se por tempo prolongado (mais de 5 minutos), incitar-me ao suicídio. Aqui, serve para lembrar de coisas tão legais quanto quando pegava carona com um dos amigos de corrida para casa, e ele colocava “Trabalhador”, de Seu Jorge, ou “Voa Beija-flor”, de algum desses sertanejos.

Falando sobre música sertaneja, ao pegar o metrô de volta, coloquei essa música citada para ouvir, e, fato raro, prestei atenção na letra. Tem um verso que achei curioso:

“Voa beija-flor, você não vai mais sugar do meu amor
Vai sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”

Senhor, cheio de misericórdia! “Sentir o amargo de outras bocas lembrando o meu sabor”?!?!?! QUE DOR DE COTOVELO DA PORRA!!!!! Gente, isso é lá coisa que se diga? Pronto, não sei se consigo mais escutar essa porcaria.

Melhor pra mim… heehehehhehe

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O esporte

Posted by oculos on Jun 12, 2011 in Corrida, Principal

Uma amiga comentou no Facebook dia desses de como estava surpresa por me ver tão ativo em relação à corrida. De fato, a coisa toda é realmente uma novidade na minha vida, novidade essa que se iniciou 3 anos atrás.
Eu sempre usava a desculpa dos grossos óculos para não praticar atividades físicas. Também tinha adenóide e, possivelmente, asma. Por isso, quando adolescente, não joguei futebol, não corri, não andava (muito) de bicicleta.
Isso me dá um certo arrependimento. Vejo como o esporte passa a ser inspirador. Na verdade, o que chamamos hoje de esporte, antigamente era a nossa profissão: nós, humanos, tínhamos que correr para sobreviver. Correr dos predadores, correr atrás da caça. Para mim, o estímulo maior é que, se consegui, após um passado tão sedentário, correr 5 maratonas (com a sexta a caminho), treinar 4, 5 vezes por semana, criar um círculo de grandes amigos através da corrida, emagrecer, etc., imagino que posso conseguir qualquer coisa – aprendi que disciplina e dedicação (algo que nunca julguei possuir) se consegue qualquer coisa.
Não quero, com isso, dar uma de escritor de auto-ajuda. Mas quero, apenas, que aqueles que sempre dizem “não consigo correr 10 metros” entendam que eu seria a última pessoa que todos os que me conheciam imaginariam correndo. Saibam que comecei andando, e andando devagar. Comi muita poeira na “velha” Olívia Flores. Tremi de frio no inverno, e cheguei molhado de chuva várias vezes em casa. Se eu consegui, qualquer um consegue.

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Maratona de Zurique 2011 (ou Ronaldinho vacilou…)

Posted by oculos on Apr 27, 2011 in Corrida, Principal

Não sei se porque gosto de ver algo mais nas coisas além do que elas por si só representam, ou porque gosto de um pouco de simbolismo, mas tento ver cada evento como cumprimento de mais uma etapa na vida.

Digo isso porque, como postei aqui no blog em dezembro do ano passado, realizei uma cirurgia de remoção da tireóide. E uma das coisas que me preocupavam era se isso iria atrapalhar minhas corridas. Por isso, de forma absolutamente irresponsável e contrariando orientações médicas, voltei a correr já depois de uns 20 dias de feita a cirurgia. Claro, corria, e ficava uns 10 dias sem correr. Em 19 de janeiro de 2011, o médico falou pra ficar mais uns 40 dias sem correr. Eu havia entendido que já poderia correr após uns 40 dias da cirurgia, por isso a notícia foi um balde de água fria.

Mas corri mesmo assim – com muitas dificuldades, pois ainda precisava encontrar a dose certa do medicamento, por isso nem sempre aguentava completar uma corrida. E pensei que isso nunca iria acabar. A minha médica, no fim de fevereiro, falou para eu correr só uns 5km. Mas, surpreendentemente, parece que a dose correta já foi encontrada, porque, logo depois, passei a correr normalmente. Infelizmente, já havia passado a época de inscrições para a Maratona de Santiago, onde meus amigos iriam correr. Resignado, mas frustrado, achei de ir pra Zurique, quando fui lembrado de que lá iria ocorrer a maratona no período da minha viagem! Como no ano passado já tinha planejado ir justamente pra lá correr, fiz minha inscrição.

E não é que tudo correu perfeitamente bem? Terminei em 3:22:12s, meu melhor tempo até hoje, bem inferior às 3h30m que estabeleci como alvo.

Por isso, percebo que foi um desserviço de Ronaldinho ter dito que um dos motivos de sua aposentadoria foi referente a problemas com a tireóide. Estou perfeitamente bem, ativo tanto no trabalho quanto no esporte, e percebo que, usando a medicação (uma vez por dia), não tenho absolutamente nenhuma diminuição de rítmo nas atividades diárias – o que só ocorreu na fase de dosagem inicial da medicação.

Assim, essa maratona teve o símbolo do recomeço, e espero que outras boas mudanças venham por aí!

Chegada!

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Correr por prazer

Posted by oculos on Mar 21, 2011 in Corrida, Principal

Sábado passado, participei de uma corrida aqui na cidade, e foi muito bom ver que as pessoas estão se interessando cada vez mais pela corrida.

É comum, quase todos os dias, alguém me pedir conselhos sobre como fazer para começar a correr. Aliás, acho que todo mundo que corre tem sempre uma história pra contar de alguém pedindo dicas de como iniciar essa “profissão”.

Eu tive a sorte de ter tido um excelente tutor na corrida – o “Notório Norberto”, com quem corria, faz uns 7-8 anos atrás, embora não tenha continuado a correr por longos anos, até que, 3 anos atrás, voltei e não parei mais.

Lembrei do Notório Norberto no sábado passado, quanto um pedido de conselho de um amigo, em uma festa de aniversário, me chateou um pouco.

Disse-me ele:

“Puxa, eu tenho muita dificuldade em começar. O meu personal trainer me disse que tenho que correr por x quilômetros com o batimento de XXX bpm. Isso pra mim é muito difícil, eu não consigo. O que eu faço?”

 

Sinceramente, e eu não estou aconselhando isso a ninguém, é apenas o que eu acho, o que é necessário às pessoas é bom senso, e não tanto de personal trainer – embora sempre ajuda ter alguém te orientando.

Embora os apetrechos tecnológicos fazem a diferença pra correr, embora seja excelente saber o batimento cardíaco, o tempo da corrida, etc. (e chamo a atenção – SEMPRE corra medindo seu batimento cardíaco, até por prevenção), as pessoas estão tirando o aspecto da diversão da corrida.

Ninguém vai se entusiasmar por um esporte se ele significar tortura.

Meu conselho a esse amigo, repetido hoje pela manhã para outro que me pediu ajuda, é o seguinte: corra por prazer. Corra por pouco tempo, tanto quanto você conseguir. Corra sem morrer de cansaço. Se não conseguir correr, alterne 4 minutos de caminhada e 1 de corrida – como Notório Norberto me ensinou e como eu comecei. Corra por você, porque é bom pra sua saúde, porque é divertido. E porque você pode. Você pode não conseguir correr 30 minutos a 140 bpm, mas você pode correr 10 minutos. O importante é começar, um pé após o outro.

Não adianta colocar planilhas e mais planilhas, metas complicadas e distantes. Correr, na minha humilde opinião – opinião de alguém que não tem muita disciplina – deve ser hábito. Não treino para uma maratona, ou uma corrida. Corro porque correr é meu estilo de vida. Meus treinos são minha corrida – as provas são apenas excelentes momentos de comemoração. Mas não corro para as provas – corro para a vida.

Portanto, corra por você. Corra porque é gostoso. Há mil motivos para correr. Eu comecei a correr porque queria perder peso. Mas hoje corro porque sou viciado, dependente, porque é gostoso. Não corro para melhorar meu condicionamento, porque sei que ele vai melhorar.

Não tire o prazer da corrida. Você não vai continuar a correr se isso não te der prazer. Assim, corra porque quer, porque gosta, mas não porque precisa correr a 140 bpm.

Mas, atenção: faça sempre uma avaliação física, use equipamento adequado, e busque informar-se sobre práticas saudáveis: pisos recomendáveis, atenção no trânsito, protetor solar, alimentação, etc. Ah, e a satisfação garantida de ter feito algo por você, porque você quis.

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Maratona de Curitiba 2010

Posted by oculos on Nov 23, 2010 in Corrida, Principal

Fiz as pazes com Curitiba: no ano passado, fomos correr essa prova que é considerada uma das maratonas mais difíceis do Brasil. Fui muito mal em 2009, desacostumado com tanta subida e um pouco fora de forma.


Nesse ano, felizmente consegui fazer o tempo de 03:36:19, meu recorde em uma maratona. Foi uma prova muito bem organizada, como sempre, mas notamos que há um pouco de má vontade dos motoristas curitibanos para com a corrida: ficavam impacientes com os bloqueios, avançavam mesmo quando os guardas de trânsito faziam sinal para parar, etc. Uma pena, pois é uma das provas mais legais, em uma das cidades mais bacanas do País.

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Nike+ GPS

Posted by oculos on Nov 2, 2010 in Corrida, Principal, iPhone

Quando a Nike lançou o aplicativo Nike+ GPS para iPhone, pensei comigo que a novidade não serviria pra mim, já que eu acho o iPhone muito caro e pesado pra ficar carregar em uma corrida.

Pensava.

Hoje fui testar o programa, e achei uma sacada genial da Nike. É claro que há programas, como o RunKeeper, que fazem a mesma coisa de graça. Mas pra quem já usa os programas da Nike e já está enturmado com a comunidade do site, o aplicativo é simplesmente fantástico.

O programa registra o seu percurso com base no sinal do GPS, e achei bem mais preciso e confiável do que as medições que meus amigos conseguem com o Polar que usam.

Meu teste só não foi melhor porque me ligaram durante a corrida, e ele deu pausa e não tinha voltado automaticamente. Mas aprendi a lição: agora, coloco meu iPhone para encaminhar as ligações para o telefone de casa quando for correr. Assim não tenho mais esse problema, porque uma das coisas que gosto ao correr é ficar completamente desconectado.

Quer dizer, quase: não gosto é de ser interrompido quando corro. Mas o programa da Nike tem algo fantástico: ele informa, via Facebook, quando uma corrida é iniciada, e as pessoas podem te incentivar em tempo real! Quando isso acontece, o aparelho reproduz um som de incentivo. Muito, muito legal mesmo!

Não sei se vou ter coragem de ficar levando meu iPhone para corridas. Acho que não é a melhor opção, pois faz calor, a pochete que uso encharca, etc. Já imaginou se cai um toró no meio da corrida?

Confesso, todavia, que foi a melhor forma de medir a corrida que já vi. Ah, com um detalhe: eu usei o Nike+ GPS junto com o Nike+iPod. Coloquei esse último para rodar ao fundo, e o GPS em foreground. Curiosamente, a ligação telefônica não interrompeu o Nike=iPod, ou melhor, este voltou a registrar a corrida após ter atendido a ligação.

É fantástico, depois de correr, ver o mapa com o percurso efetuado. É pena que a Nike e a Apple não implementaram no iPhone 4 a compatibilidade com o monitor cardíaco da Polar (Wearlink+), o que já ocorre com o Sportband e o Nano. Assim, ao correr, continuarei a levar o sportband porque ele é o mais confiável de todos – nunca falhou comigo.

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Como iniciar na corrida

Posted by oculos on Aug 5, 2010 in Corrida, Principal

Se você sempre se perguntou como começar a correr como forma de se sentir melhor, de se exercitar ou para perder alguns quilinhos, Um guia excelente é esse site aqui. Ele é inglês, mas logo abaixo na página inicial você pode ter acesso ao guia em português.

Parece mesmo valer a pena!

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Meia Maratona de Aletsch

Posted by oculos on Jun 28, 2010 in Corrida, Principal

Bom, viajar e não correr um pouquinho não é viajar, não é verdade? :)

Meu amigo da Suíça, que só pode ser doido da cabeça, inventou fazer uma inscrição para uma meia-maratona que seria pedreira pura, tanto figurativamente quanto literalmente falando: Aletsch Halbmarathon. Aletsch é uma cadeia de montanhas com algumas geleiras (neves eternas) nos topos. A trilha, de 21km, é bastante irregular, com trechos só possíveis para caminhada. Para vocês terem uma idéia, o primeiro colocado terminou a prova com mais de 1h30m, o que, em uma meia-maratona, é muito tempo. Eu nem quero dizer o meu tempo, de tão alto que foi.

Vejam abaixo a altimetria – a gente tinha que caminhar por pelo menos uns 5km, quer pelo terreno, quer pela inclinação:

A corrida foi fantástica: corri com uma camisa da seleção, e isso atraiu muita simpatia do pessoal que assistia. Uns gritavam “Gol do Brasillllll”, outros puxavam conversa – a corrida é bem socializante, porque ninguém está pensando em fazer um tempo de prova baixo – e isso rendeu algumas conversas, desde o alemão que queria saber sobre nossos preparativos para a copa de 2014 (e falou sobre toda a escalação deles para o jogo contra a Argentina), até uma suíça que estava hospedando uma amiga de São Paulo. Enfim, as pessoas ficavam admiradas por ter um brazuca correndo naquele lugar.

A vista foi um espetáculo à parte – um dos cenários mais lindos que já vi. A temperatura, lá embaixo, era de uns 25 graus. Lá em cima, menor que 9 graus. Ainda tinha muita neve e tudo mais.

A experiência foi fantástica, mesmo!

UPDATE: Esqueci de mencionar algo sobre a organização do evento: distribuição excelente de água, isotônico, chá (sim, chá) e pepsi (no final), além de banana e barra de cereais. Na chegada tinha nussschneke (bolinho de nozes), bärlimüsli, maçã, banana, etc. Muito boa a organização, como é típico na Suíça.

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Notas do gelo

Posted by oculos on Jun 13, 2010 in Apple, Corrida, Principal, Vitória da Conquista

Como bem falaria Emma (que saudade), “hace mucho frio!”…

E, com o frio, a preguiça, a comilança e a súplica pelo sol. O sol até veio, mas eu até que fugi dele um pouco, como se não o merecesse… Mas, enfim, isso é uma outra história.

O que eu queria falar de verdade é sobre algo que me irrita muito, e que hoje, se fosse num dia de muita endorfina, eu teria respondido: hoje em dia, ao comprar com cartões, somos encorajados, nós mesmos, a inserir os cartões nas respectivas maquinetas, correto?

Pois bem: fui ao McDonald’s hoje comer o tal McAlemanha (grande decepção – é apenas um cachorro-quente mais refinado que não é tão gostoso quanto um bom cachorro-quente de R$1,00 da frente do Seminário N. Sa. de Fátima), fui pagar com o cartão. Nisso, fiquei esperando que aparecesse no visor da máquina os dizeres “Insira ou passe o cartão.” Quando o texto apareceu, me diz a funcionária do caixa: “Pode inserir o cartão, senhor.” Tá, eu, zoiudinho, cidadã viu que era cegueta, achou que eu precisava que ela me dissesse. Quando, então, apareceu na máquina “Senha:”, informa a doce atendente: “pode digitar a senha, senhor”. Espumei um tiquinho, mas, bolas, é fim de semana, relaxa, homem. Porém, como tudo sempre pode piorar, aparece na máquina: “Transação Aceita” (ufa!) e “Retire o cartão”. Quando faço menção de fazê-lo, claro, a insofismável caixa arremata: “Pode reitrar o cartão, senhor.”

Vai ver o McAlemanha era bom – eu é que havia perdido o apetite… :D

Terminando um livro, bateu fome. Pés gelados, e fome. Penso em fazer um prato chinês que um amigo chinês me ensinou a fazer com utensílios chineses. Tá, é pirraça: trata-se de um ovo frito com shoyo e cebolinha. A merda é que não tenho cebolinha. Será que deixa de ser um prato chinês se eu não usar a cebolhinha? Sim, porque ovo com arroz domingo à noite é deprimente… :D

Semana começa. Férias idem. 20 dias fora. Muito a descobrir, muito a pensar, muito a decidir. De certo, só o iPad que virá, já que, como todo fanboy, tenho que trazer algo Apple de lá de fora. E, em uma provocação do destino, o forum poderá voltar, e eu que me internar com o stress que isso acarretará com viagem marcada pro meio da semana + jogo do Brasil + prazos que voltam a fluir. Enfim, A Vida é Bela, mas Central do Brasil é melhor…

Falando em McDonald’s, já testaram o McItália? Deveria entrar pro cardápio!

Eu devo dizer que quase nunca como no McDonald’s. Com a patologia da corrida, procuro me alimentar com coisas mais saudáveis (e insossas). Daí, ando muito mais no Subway (ou na Vida Natural, lanchonete aqui de Conquista que, um dia, vai tomar o Brasil). Mas sacumé… Férias chegando, a gente vai ficando menos neurótico, aí resolvi comer no McDonald’s, até pela nostalgia de voltar lá, relembrando que já trabalhei no McDonald’s (por 3 dias, mas trabalhei)…. Vi hoje que mudaram o método de salgar a batata! Antes, ensinavam pra gente que eram três séries de três sacudidas com o saleiro. Agora tem um dispositivo que, segundo me pareceu, é repousado sobre as fritas pelo preparador, deixando cair a quantidade certa de sal. Bah!

Ano passado, ao ir pra Maratona de Zurique, não levei nenhum adereço que demonstrasse minha origem brazuca – sabe como é, depois da moça que se cortou lá, acho que não seria boa RP… Mas esse ano, com copa do mundo, Brasil amiguinho do Irã, essas coisas, vou levar bandeira, camisa, a p… toda! E vou, talvez, se a coragem, Gaëlle e Matthias permitirem, correr a meia-maratona de Bettmeralp. Não deveria, porque é uma altitude danada, mas acho que devo encarar o desafio até como agradecimento por estar respirando novamente, com a asma sendo tratada.

A propósito, na hora de comprar a blusa para correr a tal meia-maratona, acidentalmente comprei a da seleção de vôlei. Feminina. Merda. Voltei pra trocar, e a masculina, mais feia e com o nome “Giba”, não tinha no meu número. Comprei da de futebol, triste, porque não tive coragem de dar R$250,00 na própria para esporte. Feita de garrafa pet, segundo o vendedor. Caraio, por que então não é mais barata, se é reciclada? :S E não me façam contar a saga para achar o tamanho da camisa…

Dêem licença, que vou firtar ovo… er… digo, preparar meu prato chinês.

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Maratona de Porto Alegre: Missão cumprida

Posted by oculos on May 23, 2010 in Corrida, Principal

Completamos a marvada. Minha terceira maratona. E foi fantástica.

Adorei a cidade de Porto Alegre, devo dizer.

A organização foi impecável, exceto pela entrega dos kits. Achei ruim ser em uma loja um pouco apertada, e não teve a tradicional feira de produtos esportivos. Isso achamos que foi bem ruim.

A largada foi às 7:15 da manhã, portanto tivemos que madrugar.

Pronto pra largar!

O tempo estava ótimo, e houve distribuição excelente de isotônicos e água. Achei o isotônico (PowerRade) ruim, deixa um gosto meio adstringente na boca, mas os meus amigos que foram comigo gostaram muito. Questão de gosto. Gatorade, pra mim, é imbatível.

A bronquite afetou um pouco o desempenho, sendo que, nos primeiros 20km, corri mais lento do que gostaria, mas corri bem. O iPod não registrou a corrida, mas serviu como inspiração: algumas músicas que escutei durante o percurso me animaram muito, sendo que, em alguns momentos, parecia que ia decolar!

Finalizei em 3h46m (mais ou menos, tempo não-oficial), o que considerei excelente, levando em conta a bronquite já mencionada.

Local da chegada e da largada.

Pertinho da linha de chegada!

Depois fomos comer churrasco gaúcho, e devo confessar que, a partir dessa data, sou torcedor do Inter… ;)

UPDATE: Saíram os tempos oficiais! Meu tempo foi de 3:46:22! Fantástico… Fiquei em 63 na minha categoria (30-34 anos), em um total de 130 corredores (masculino), e em 402 em um total de 1119 corredores que terminaram a prova!

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iPod: a saga

Posted by oculos on May 11, 2010 in Corrida, Principal, ipod

Hoje fui correr com o iPod e um receptor antigo (nike+). Funcionou bem, só que interrompeu o treinamento antes que eu mandasse, de forma aleatória.

Estou pra desistir. Não sei se o problema é do iPod (já é o segundo), ou do receptor (já é o quatro ou quinto). Será que a condensação de umidade no armband é que provoca isso? Coincidentemente, quando usava o primeiro iPod com aquele primeiro armband da Nike, isso não acontecia – acho que ele favorecia a não retenção de umidade (embora ficasse encharcado por fora). Com esse novo armband da Apple, fica tudo embaçado, e o receptor parece reter um pouco de água.

Arrisco dizer que 20-30% da graça de correr está em correr com o iPod cronometrando. Será que vou ter que passar a usar polar/garmin/sportband ou outra coisa? :(

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iPod funcionando com o sensor da Nike!

Posted by oculos on May 10, 2010 in Corrida, Principal, ipod

O problema era o receptor. Coincidentemente, dois receptores que tenho tinham esse problema. Achei um terceiro, mais antigo, que funcionou normalmente. Vamos ver até quando vai funcionar.

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iPod nano 5th generation

Posted by oculos on May 8, 2010 in Corrida, Principal, ipod

Gostei do iPod Nano da quinta geração (5th gen), principalmente do recurso de filmagem. Dá pra fazer vídeos curtos de vez em quando e mandar para quem mora longe.

Adquiri esse iPod para substituir o anterior, que já não funcionava bem com o sensor da Nike+, que é o meu equipamento principal para correr. Embora, no último ano, não esteja mais correndo sozinho, graças aos amigos de todas as horas que adquiri com a corrida, ainda acho que correr com música é a melhor forma de fazer essa atividade. Porém, o meu iPod anterior dava uns travamentos com os sensores, às vezes não reconhecia o kit da Nike, etc.

Pois o novo iPod Nano tem um probleminha: se sua mão estiver meio suada, como costuma acontecer quando se corre, você não consegue mudar o volume. Achei a roda do volume (click wheel) horrível nesse modelo. Sem sensibilidade alguma. Mesmo com as mãos secas, a gente não consegue fazer uma rolagem rápida das listas de música.

Mas, o pior: mesmo com novo sensor, novo iPod, enfim, tudo novo, continuo a ter problemas. Hoje ele dizia para conectar o receptor da Nike, eu tirava e reconectava, e nada de o aparelho aceitar. Estou nesse momento fazendo um restore. E, durante a última semana, tive problema de treinamento interrompido sem eu fazê-lo, workout truncado (e não aceito pelo site), etc.

Estou bem chateado com isso tudo. Pra mim, a razão principal do iPod é usá-lo para correr e fazer um log dos treinamentos, além de ter um aparelho portátil pra ouvir música. Mas a confiabilidade original foi embora, e parece que vou ter que desistir de fazer logs com ele. Pena, mesmo.

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Maratona de Curitiba – o post

Posted by oculos on Nov 23, 2009 in Corrida, Principal

Ok. Vamos falar da Maratona de Curitiba.
Digamos que foi um evento emblemático. Foi o fim de um ciclo e, de certa forma, o começo de outro.

Há exatos 7 meses atrás, eu corri a maratona de Zurique. Foi importante, porque estava em uma fase de mudanças pessoais e profissionais. A conquista daquela prova coincidiu com a retomada de uma serie de outros projetos.

Após aquela prova, nos seis meses seguintes me aproximei mais dos amigos, relaxei com a dieta e com os treinos, passei a conhecer a felicidade de trabalhar exclusivamente com o que gosto. Conheci um grupo excelente de corrida, mas não me disciplinei com o treinamento como foi o caso da prova na Suíça.

7 meses depois, Curitiba. Fui pela força desse grupo de amigos. Fora de forma, mas fui. E completei a prova, bem mais lento, mas completei. E foi um fim do ciclo de retomada do controle da própria vida.

Hoje sei que outras maratonas virão, porque correr é a minha cachaça. E sei que graças aos amigos, tudo é possível: encerrar um ciclo ruim, atravessar um ciclo de recuperação e começar um outro. E quem sabe o que está por vir?

A prova em si foi perfeita na sua organização. Eu, longe disso. Quebrei aos 15km, junto com o iPod, que travou e nem 5 ou 6 resets depois resolveram. E agora? Sem os amigos do grupo de corrida e sem iPod, como eu iria conseguir?

Andava e corria, andava e corria. As pessoas reclamavam do calor; não era isso que me incomodava. As pernas não queriam correr. Doiam? Não. Apenas latejavam quando eu andava. Não sei explicar. Mas me arrestei, sempre incentivado por outros participantes, que nem sabem da inspiração que me deram, como um japonês da Equipe Takeda, que, sempre que eu andava, me ultrapassava, apenas para tornar a ser ultrapassado quando eu voltava a correr, para depois, finalmente, ele começar a andar na subida mortal do km 39/40.

E veio a chuva… Km 37/38. Chuva que varria o chão. Curioso: a chuva me fez querer correr mais, e, sob chuva, foi quando mais corri.

Terminei a prova em cerca de 4:33min, quase 50 min a mais que Zurique. Mas estava feliz: não desisti. E srviu de lição: maratona é como a vida: dura, mas, com preparo, disciplina e forca de vontade (alem de sorte), a gente tem um bom resultado.

Depois da chegada, uns 20min para andar 200m até o hotel. Descanso, chopp no Bar do Alemão, levar os amigos no Madalosso (restaurante fantástico apresentado pela amiga Curitibana-por-adoção ilustre), no Bairro Santa Felicidade, e depois cama.

Deiciu saudade: a prova, a companhia dos amigos e a simpatia dos curitibanos.

E outras maratonas virão, e vou estar preparado. Ou não… :)

PS – eventuais erros de português devido ao uso do iPhone para escrever o post.

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Fotos da maratona

Posted by oculos on May 4, 2009 in Corrida, Principal

Eis aqui algumas fotos da Maratona de Zurique:

largada2largada1chegada3chegada2chegada

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Maratona de Zurique! Completei!!!

Posted by oculos on Apr 26, 2009 in Corrida, Principal

Inacreditável. Indescritível. Fantástico.

Nunca vou conseguir expressar direito o que significou pra mim correr a minha primeira maratona. Zurique sempre foi uma cidade especial para mim, onde tenho sólidas amizades. Mas pretendia correr a maratona de Nova York (desisti porque implicaria em despesas com visto pros EUA) e a de Estocolmo (cujas inscrições já haviam sido encerradas). Por curiosidade, pesquisei por uma maratona em Zurique, e a data era perfeita.

Foram vários obstáculos: algumas semanas sem treinar por causa de problemas de saúde, a temperatura aqui (uma história à parte), etc. Mas deu tudo certo. O clima foi perfeito – meio frio, tipo uns 10-12 graus no início, o que, acreditem, foi perfeito, pois não ventava muito. A temperatura foi esquentando gradualmente, e nos últimos 12km já tínhamos sol e uma temperatura, chutaria eu, em torno de 20-22 graus.

Terminei com o tempo de 3:45.43,4, o que, pra mim, foi inesperado – achei que não conseguiria terminar em menos de 4h, em razão da falta de treinamento nas últimas 2 semanas. As coxas estavam meio enrijecidas, e foi a primeira vez que isso aconteceu.

A organização da maratona foi impecável. Havia postos de hidratação em boa quantidade, muitos energéticos, e o público era um espetáculo: incentivavam, davam força, até meu nome (visível abaixo do número de inscrição) gritavam!!

Terminei a maratona cheio de endorfina, rindo que nem um besta, mas muito feliz por ter completado a prova. Não sei se me aventuro novamente a fazer isso, mas… quem sabe?

O que foi também legal é que corri os primeiros 16km ao lado de um amigo suíço, depois ele aumentou o passo e eu segui na minha. A família dele torcia por nós, assim como outros amigos daqui. Isso foi um estímulo enorme!

Enfim, pessoal – completei a dita cuja! :)

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Maratona de Zurique

Posted by oculos on Jan 17, 2009 in Corrida, Principal

Agora não posso mais amarelar. Inscrição feita, e, se De-s assim permitir, em 26 de abril de 2009, na cidade de Zurique, entre um Kebab e outro em Niederdorf, hei de correr e completar a minha primeira maratona.

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Ninguém aplaudiu! Pôôô...

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