Tailândia

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UPDATE: muito do que escrevi aqui foi precipitado. Escrevi um rápido post subsequente com uma atualização das minhas impressões sobre a Tailândia: http://maneblog.mgate.com.br/2013/11/11/tailandia-ii/

O melhor da Tailândia são os tailandeses.
Sim, caro leitor, encontro-me no Reino de Sião, hoje Tailândia. Nunca imaginei que viria aqui, embora sempre tenha nutrido enorme curiosidade de visitar esse país. Meu desejo de vir a esse país começou ao conhecer uma estudante intercambista da Tailândia que viveu em Conquista por um ano. Desde então sempre considerei vir visitá-la. Mas foi um acaso a minha vinda, o que achei ótimo, já que surpreendentemente, as boas coisas da vida quase sempre são oriundas do acaso.
O lugar é lindo, e me lembra muito o Brasil. Gostei de Bangkok, gostei de Phuket.
Mas confesso que não foi a natureza que me impressionou na Tailândia, mas sim o povo que vive aqui. Povo extremamente atencioso, simpático e educado. Pra se ter uma idéia, inventei de dirigir aqui, e eles dirigem “à inglesa”, com volante do lado direito e tudo. Apesar das minhas prováveis barbeiragens, nenhum xingamento no trânsito, e muita paciência por parte dos tailandeses. Sempre sorriem, sempre solícitos.
Quanto a Phuket, tenho sentimentos mistos em relação ao local. Tome-se Patong, por exemplo. É como se estivéssemos em uma Itacaré ou Porto Seguro, porém mil vezes mais inflada e caótica. Isso retira um pouco do charme natural que o lugar tem. Isso e a prostituição escancarada, que é quase engraçada nos primeiros 10 minutos, com ofertas para shows chamados “Banana show”, “ping-pong show”, ou coisas do gênero (talvez o Google explique isso melhor do que o decoro do espaço permite… ;), mas que se torna irritante depois de certo tempo.
Sim, se você se irrita com vendedores nas praias do Brasil, Patong será ainda mais irritante. E os ambulantes tailandeses insistem muito. Mas é um povo incapaz de cometer uma grosseria.
Fui às ilhas Phi Phi, conhecidas por terem sido cenário do filme “A Praia”. São de tirar o fôlego. Mas é triste sentir que há tão pouco planejamento público nesses lugares. Ao se chegar em Phi Phi, praia que bom, nada – milhares de quiosques vendendo bugingangas, e, para ir a uma praia, só pagando outros barcos para te levar lá. E ninguém nunca te avisou disso. Por outro lado, tinha umas poucas praias próximas, mas apenas uma me pareceu aberta para banho, já que as outras servem como ancoradouro de dezenas de barcos que fazem o transporte da ilha. Ou seja: ao invés de usarem as praias como devem ser usadas, desperdiçam um patrimônio excelente e o tornam em imensa bagunça.
O trânsito é lento, com milhares de pequenos “scooters” e motos em todo canto, a ponto de se levar 2 horas para percorrer 30-40km. É outra pena.
Comparar com o Brasil é inevitável. Se por um lado as praias são paradisíacas, as estradas sem buracos, o povo maravilhoso e a segurança ser a norma, por outro lado no Brasil, pelo menos na Bahia, as praias ainda são acessíveis por todos, são de fácil acesso, e não há tantos obstáculos até chegar a elas. E as cidadezinhas no Brasil, tipo Itacaré ou Praia do Forte, se mal planejadas (caso da primeira) ou meio descaracterizadas pela “modernagem” (caso da segunda), ainda são tranquilas e sem a sensação de se estar em uma feira do Paraguai. Mas, em compensação, aqui a comida é muito boa, a sensação de segurança é onipresente, e não se sente que estão tentando tirar vantagem o tempo todo.
Confesso que essa viagem aqui me deu certo orgulho do Brasil – acho que somos um excelente destino turístico, até porque somos um povo que gostamos de praia (eu quase não vi tailandeses nas praias, não sei se por razões econômicas (duvido)). Acho mais fácil desestressar em Itacaré ou na Praia do Forte (Porto Seguro pode ser meio complicada), porque tem-se uma charmosa vila para curtir com tranquilidade à noite, e praias maravilhosas de dia. Mas se a Tailândia não me impressionou tanto pelas praias (talvez mais bonitas que as nossas), o lugar me conquistou pelo seu povo e sua leveza.
Se você já foi à Tailândia, por favor, me diga o que achou.

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