A internacionalização do Brasil

| 2 Comentários

Em um artigo publicado na Folha de São Paulo em 24/02, Marta Suplicy fala do “soft power” que o Brasil começou a exercer na política externa, e sugere a criação de uma entidade nos moldes do Goethe Institute, Alliançe Française, Instituto Camões, etc., para promoção da cultura brasileira (e do nosso idioma) no exterior.

Acho que esse seria um passo importante. Várias pessoas ao redor do mundo têm vontade de conhecer mais sobre o Brasil, de aprender a língua, ou de manter contato com a “brasilidade” que conheceram em alguma viagem ao país.

Hoje, a promoção do Brasil no exterior é feita quase sempre por associações de brasileiros no exterior ou mesmo por iniciativas individuais (e heróicas) de brasileiros que têm prazer nessa empreitada. Claro que às vezes essas iniciativas têm apoio oficial do governo, diretamente ou via representações diplomáticas. Mas seria muito melhor se fosse estabelecida uma política firme e permanente de promoção do idioma e cultura no exterior, nos moldes das instituições citadas no início. Demanda não falta. Em toda grande cidade européia, por exemplo, há dezenas de pessoas empenhadas em aprender português.

As exibições culturais de arte brasileira têm público cativo – quer de brasileiros emigrados, quer de estrangeiros. Fazer disso um empreendimento viável economicamente pode ser desafiador, mas longe de impossível. De qualquer maneira, o ganho em “soft power” seria incalculável.

FireStats icon Produzido pelo FireStats