Maratona de Paris

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Ontem corri minha sétima maratona, desta vez em Paris.

Muita gente torce o nariz quando eu digo, antes da prova, que estou com medo de correr a maratona, ou quando digo que, aos 30km, sempre me pergunto o que estou fazendo ali. E o motivo para tal incredulidade é que muita gente não entende que cada maratona é única, e imprevisível.

Não sei quanto aos outros atletas, mas tudo pode influenciar uma corrida – desde um alarme que não tocou no horário correto, até esquecer de descansar o suficiente alguns dias antes da prova.

Eu fiz um ótimo tempo nessa maratona – 3:13:48, mas não foi melhor do que a prova de Oslo no ano passado, onde corri minha melhor prova. Não tenho uma explicação satisfatória: terá sido o inverno, que não me deixou treinar como gostaria? Terá sido a alegria de finalmente encontrar amigos do Brasil (e de Conquista!) depois de 8 meses de exílio? Teriam sido as caminhadas em Paris, uma cidade absolutamente fantástica? Enfim, não acho que vou achar nada que explique. Vou treinar mais distância daqui pra frente, e tentar enxergar essa prova pelo que ela significou: uma oportunidade de correr no percurso mais bonito que já corri.

A organização da prova foi impecável. O chato foi o frio – cerca de 5 graus. Mas foi uma excelente corrida, e estou feliz por ter lá ido, apesar de ficar um pouco triste por não correr em Zurique, onde tudo começou, semana que vem. Será a 10ª edição da prova, e  seria muito legal participar.

Paris, com certeza, deixa marcas na gente. Estou com muita saudade de lá, apesar de ter ficado apenas 3 dias na cidade. Mas um dia eu volto…