Vocação e pragmatismo
Ok, escolhi Direito, e mantenho-me fiel à escolha. Caralho, até mestrado em Direito estou fazendo.
Mas às vezes me pergunto se deveria deixar a vocação falar mais alto. Não que não tenho vocação para a área jurídica. Devo tê-la, ou pelo menos me dizem que a tenho. Mas acho que nada me interessa mais do que gente.
Acho que entender as pessoas, seus motivos, seus desejos – entender gente de verdade – queria que essa fosse a minha verdadeira vocação. É que nada me interessa mais do que as pessoas. E nada me satisfaz mais do que conhecer gente de bem.
Por isso talvez eu não seja a pessoa mais adequada para viver no exterior. É que a alegria de conhecer gente boa é facilmente ofuscada pela tristeza de perdê-las, porque, no exterior, quase tudo acaba sendo transitório devido à própria natureza de nossas estadias. Sim, nossas estadias são transitórias por natureza – quer em razão de nossas atividades – um curso, um estágio – quer em razão legal – há sempre algo chamado ”visto” a limitar nossas experiências.
Há, pra mim, algo triste em, por acaso, conhecer gente boa, quando esses encontros já vem com data de validade…
Enfim, que seja eterno enquanto dure!
Aplauda!
Olá Nobre. Gostei..
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