iPad, 3 meses depois e iPhone 4 – 2 semanas

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Já lá se vão quase 3 meses desde que adquiri o meu iPad, e chamou a minha atenção a quantidade de notícias que venho lendo a respeito da queda nas vendas dos Netbooks, e é fácil entender o porquê disso.

O iPad realmente torna desncessário o uso de um netbook para a maioria das coisas que as pessoas fariam com um netbook. No meu caso, uso o tablet da Apple principalmente para ler, ouvir música e assistir vídeos, além de consultar um banco de dados ou compromissos. A bateria dura uma eternidade. Como costumo ler na cama, ler as notícias com agregadores faz mais sentido no iPad do que no computador. Ler jornais no danado também. E ler revistas nele é fantástico. Enfim, o que funciona, funciona bem.

O ruim é blogar no iPad. Twittar funciona bem, porque a interface de alguns programas é de cair o queixo. O próprio Twitter oficial funciona muito bem. Blogar é ruim não por causa do teclado virtual. O problema é que, estando na cama, é muito chato encontrar uma boa posição para digitar. Gostaria que inventassem um suporte para usar o iPad na cama. Assim, usaria o teclado sem fio sem problema algum.

Faz falta também uma câmera no bicho, mas entendo que seja assim e entendo que seria difícil manter uma conversa coerente segurando o tablet a fim de encontrar a posição correta para a câmera. Mas não me importaria de usar uma tipo as primeiras iSight. Digo isso porque percebo que, com o iOS 4, pra 90% do que faço com o notebook vou poder usar o iPad. Só vai sobrar digitação de textos longos e um Photoshop eventual. Com o iPad, até brincar com piano virtual é mais fácil do que simplesmente rodar o GarageBand. Tudo é muito flúido, tudo funciona rapidinho. Com multitarefa, vou poder usar os instant messengers, skype, navegar no Safari e ouvir rádio – tudo ao mesmo tempo. E com uma velocidade que nenhum notebook me proporciona. Coisas que tenho feito, surpreendentemente, com o iPhone 4.

Esse aparelho é uma coisa… O iPhone 4 tem a tela mais bonita que já vi. O duro é acordar à noite para ler uma mensagem e ter a visão ofuscada pelo brilho do maluco. A velocidade do aparelho é igual, para mim, à do iPad. Tudo flui com rapidez e agilidade. Esses dias usei o fring para fazer uma videochamada com um amigo. Funcionou perfeitamente. Podia ouvir uma rádio virtual enquanto batia papo através do skype e do msn. Mudar de aplicativos é super fácil. e era mais convortável do que no notebook, pois estava no sofá de casa, com preguiça de carregar um computador só para bater papo.

Sinceramente: esses dias mexi com um Milestone rodando Android. Gostei do aparelho. Mas não é tão descomplicado, e a interface é confusa. O iPhone tem uma tela maravilhosa, uma interface polida e aplicativos fantásticos.

Apesar dos defeitos do iPhone (bluetooth capado, falta de relatório de recepção dos sms enviados e falta de tethering liberado), acho que está a anos luz dos outros aparelhos. Nem tive coragem de fazer um jailbreak – ele tem se bastado do jeito que veio de fábrica.

Uma hora vou testar o FaceTime com a Bia Kunze, já que, ao que parece, só conheço ela com outro iPhone 4…

É, parece que a Apple acertou mesmo: aparelhos fechados, mas que cumprem o que promete. Foi um longo caminho desde o Apple II que, curiosamente, era excelente por ser uma máquina aberta, expansível e igualmente adorável.

E olha uma coisa: se esse novo Apple TV e seu AirPlay funcionar com outros aplicativos, tipo VLC, aí, meu amigo, vai ser PUNK!

P.S. – Encomendei o trackpad novo da Apple. Meu ombro não anda bem, e acho que é resultado do uso do mouse no escritório.

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