Monocromático

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A coisa que considero mais idiota no mundo é tratar carro como se fosse investimento na Bolsa de Valores. Ou seja: comprar carro apenas considerando seu valor de revenda, como se todos não fossem se desvalorizar, uns mais, outros menos. Essa cultura de trocar de carro em períodos muito curtos é meio tola.

E a decorrência maior disso é o extremo mau gosto na escolha das cores dos carros hoje em dia no Brasil (presumo que o fenômeno seja brasileiro). As nossas ruas estão monocromáticas! Só se vêem carros pretos, pratas ou brancos. Às vezes, aqui e ali, um carro vermelho. Parece que a vida corre em preto-e-branco. Não se vêem mais carros azuis, verdes, amarelos, laranjas… Tudo por uma questão de pragmatismo negocial.

Com isso, escolher um carro hoje se torna algo enfadonho – todos são iguais, todos parecem iguais, e, na verdade, quase nenhum tem uma personalidade, como, por exemplo, a tinha um Fusca, um Maverick, uma Kombi, um Opala… A estética dos carros vendidos no Brasil é uniforme, refletindo apenas esse pragmatismo dos motoristas daqui.

Feio, muito feio…

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