Nunca houve melhor época para usar um Mac

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Usar Mac era mais ou menos como fazer parte de uma sociedade secreta. Sempre houve uma certa mística. Quando criança, ouvia falar naquele computador fantástico, com seus gráficos e sons à frente do seu tempo. Ou do computador ideal para tratamento de imagens.

Nunca usei Windows – melhor dizendo, nunca tive um PC. Passei do Amiga diretamente para o Mac quando a Commodore faliu. E nunca olhei para trás.

Como em toda “sociedade secreta”, fiz vários amigos usuários da plataforma, alguns no meio da adversidade de se usar um computador que sequer falava português. E trouxe pelo menos umas 10-15 pessoas para a irmandade, dentre as quais a minha genitora, a quem, vez por outra, socorro quando surge algum problema (como da vez que ela tirou todos os ícones do Dock porque adorou os efeitos que faziam quando se esfumaçavam). Acho que nenhum deles se arrependeu. Lamento apenas não ter proporcionado à minha tia querida um Mac também, porque sinto que seria a forma que ela encontraria para finalmente fazer uso da internet. Bom, ainda há tempo…

Acontecem coisas engraçadas: antes, as pessoas me perguntavam: “como faço isso no Mac?”, e eu me virava para responder. Hoje, a pergunta típica é contrária: “Como faço isso no Windows?”, já que alguns dos mac-users que conheço já são tão acostumados com a plataforma que, quando têm que usar Windows, já ficam meio perdidos.

E fico feliz porque raramente preciso usar Windows – apenas quando algum programador preguiçoso desenvolveu algum sistema cujo acesso se dá apenas por Windows.

O fenômeno do iPhone de vez em quando faz com que pessoas me liguem perguntando como fazem determinada tarefa, normalmente envolvendo sincronização de dados entre o telefone e o computador. Eu quase nunca sei a resposta, porque eles usam Windows, e eu não. E é incrível a quantidade de software simples que permite que se façam coisas tão poderosas no Mac, de forma tão elegante e prática.

Hoje em dia, uso o Dropbox, SugarSync, Things, Bento, iCal, Mail, DragThing e Tweetie, tanto em casa quanto no trabalho. E a sensação é que meu dia é muito mais produtivo, porque tenho tudo sempre à mão, em casa, no trabalho, em todo canto. E estou quase decidido a não mais usar o Word, que anda muito pesadão, preferindo o Pages. Apenas na questão da navegação, embora prefira o Safari, vejo que este anda dando umas travadinhas.

Não é de hoje que o software para Mac é mais elegante. Mas de uns anos pra cá, parece que não há absolutamente nada que se procure pra Mac que não se ache.

E mais: com a Apple Store no Brasil, apesar dos preços oriundos dos impostos dessa terra, é fácil comprar Mac, é mais fácil ter assistência técnica (da qual só me lembro de ter precisado uma única vez em 13 anos de plataforma), é mais fácil encontrar gente que use.

O computador é mais fácil de usar, e a metáfora às vezes confunde quem vem do Windows, mas me torna muito mais produtivo, movendo janelas pra todo canto, tabs no navegador com textos de referência abertos, calendários, agenda… Enfim, é quase como uma extensão da minha mesa.

Relato isso tudo, porque, acredite: as possibilidades em termos de informática quando se usa Mac são muito maiores. Quer para se compartilhar uma conexão de internet, quer para se compartilhar arquivos em rede, quer para mover arquivos daqui para ali, ou para não ter que se preocupar com segurança e antivirus o tempo todo.

E eu não preciso ir reformatar o computador de minha mãe toda semana… E isso já é bom o suficiente.

Autor: oculos

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