Meu próximo celular não vai ser um outro iPhone

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A Oi vai vender o iPhone. A notícia teria tudo para me empolgar: eu finalmente teria acesso ao tal Visual Voice Mail (única razão para voltar a usar caixa de mensagens), teria a certeza que MMS funcionaria a contento, teria o tethering habilitado…
Pois bem: sábado passado conectei o iPhone no Mac do escritório, e o iTunes informou que estariam disponíveis ajustes para a minha operadora. Eu tomei um susto mas, após uma leitura na blogosfera (ainda usam esse termo?), descobri que a Oi já estava para vender o iPhone.
Não tive dúvidas: mandei atualizar o bicho.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que perdi o direito de ajustar manualmente meus APN’s, perdi o tethering, e perdi o logo da operadora que tinha. Enfim… perdi tudo.
Notifiquei a Apple sobre o assunto, e, se não obtiver uma resposta, vou pensar em propor alguma medida legal.
Agora façamos uma análise: por que a gente se submete a isso?
Eu comprei o aparelho por uma pequena fortuna, fruto da minha irresponsabilidade monetária e falta de família pra sustentar. Desbloqueei o aparelho legalmente. Não fiz jailbreak, mesmo sendo acostumado a fazê-lo (fiz no iPhone antecessor). Tudo isso para que? Para ter um telefone capado.
Em nome do ecosistema fantástico (eu diria imbatível), que nos dá uma interface inigualável, um ambiente familiar e confortável, uma sincronização divina e um aparelho fantástico de se usar, somos submetidos a coisas draconianas como:
– bluetooth capado (onde já se viu não poder enviar uma foto que seja via bluetooth, a não ser para outro iPhone, com aplicativos de terceiros?);
– tethering inexistente (falo sobre isso mais abaixo);
– falta de multitarefa (o push é uma boa idéia, merece existir mesmo havendo multitarefa, mas é muito bom poder ter vários programas abertos);
– falta de câmera de video-conferência
Sobre o tethering, o que dizer? Só a Apple, com o seu infinito chutzpah, conseguiu fazer com que operadoras mundo afora fizessem planos diferentes de dados, conforme se usa o celular ou um modem para o computador, como se fossem duas redes distintas de dados. E a coisa é tão absurda que quase todo celular que tem GPRS e bluetooth permite que o dito faça tethering. Onde já se viu um operador impedir isso de forma proposital?
Uma vez, trocando uma idéia com um rapaz bacana de uma loja de produtos Apple em Lisboa, ouvi dele algo que me chamou a atenção: o iPhone não foi pensado nem na Europa nem no resto do mundo. Só nos EUA eles iriam colocar tanta restrição em um aparelho.
Tomemos um Nokia, por exemplo. Desde 2006/2007 vende aparelhos que suportam Voz sobre IP de fábrica. Um aparelho como o E61 (e hoje o E71) era revolucionário. A própria Oi vendia esse aparelho para o mercado corporativo. E com ele se podia (e pode) usar dados no aparelho ou no computador, através do bicho. Pergunto eu: qual o sentido de capar o aparelho e limitar o tráfego, cobrado a peso de ouro pela Oi?
E não é de morrer de raiva ao pegar um N95, deixar ele todo configurado para
Não, pra mim chega. Se, ao trocar de aparelho, essas falhas não forem supridas, não vou ter outro iPhone. Vou de Android, ou do que estiver na moda.
Quero um aparelho que:
– Me deixe usar o bluetooth à vontade;
– Me deixe abrir quantos aplicativos eu quiser, e não fechá-los porque atendi ao telefone;
– permita-me usá-lo como modem para o meu computador quando eu viajar, principalmente agora com o 3G se espalhando;
– permita o uso de SIP (VoIP) de forma tão linda e transparente quanto os smartphones da Nokia permitem.
E notem que eu não reclamo aqui da falta de liberdade de poder instalar aplicativos a qualquer hora, de qualquer lugar – o ecosistema da Apple é restritivo, mas para mim funciona. O que é ridículo é a limitação proposital de características que já vem no aparelho, apenas por questões mercadológicas.

A Oi vai vender o iPhone. A notícia teria tudo para me empolgar: eu finalmente teria acesso ao tal Visual Voice Mail (única razão para voltar a usar caixa de mensagens), teria a certeza que MMS funcionaria a contento, teria o tethering habilitado…

Pois bem: sábado passado conectei o iPhone no Mac do escritório, e o iTunes informou que estariam disponíveis ajustes para a minha operadora. Eu tomei um susto mas, após uma leitura na blogosfera (ainda usam esse termo?), descobri que a Oi já estava para vender o iPhone.

Não tive dúvidas: mandei atualizar o bicho.

Qual não foi a minha surpresa ao perceber que perdi o direito de ajustar manualmente meus APN’s, perdi o tethering, e perdi o logo da operadora que tinha. Enfim… perdi tudo.

Notifiquei a Apple sobre o assunto, e, se não obtiver uma resposta, vou pensar em propor alguma medida legal.

Agora façamos uma análise: por que a gente se submete a isso?

Eu comprei o aparelho por uma pequena fortuna, fruto da minha irresponsabilidade monetária e falta de família pra sustentar. Desbloqueei o aparelho legalmente. Não fiz jailbreak, mesmo sendo acostumado a fazê-lo (fiz no iPhone antecessor). Tudo isso para que? Para ter um telefone capado.

Em nome do ecosistema fantástico (eu diria imbatível), que nos dá uma interface inigualável, um ambiente familiar e confortável, uma sincronização divina e um aparelho fantástico de se usar, somos submetidos a coisas draconianas como:

– bluetooth capado (onde já se viu não poder enviar uma foto que seja via bluetooth, a não ser para outro iPhone, com aplicativos de terceiros?);

– tethering inexistente (falo sobre isso mais abaixo);

– falta de multitarefa (o push é uma boa idéia*, merece existir mesmo havendo multitarefa, mas é muito bom poder ter vários programas abertos);

– falta de câmera de video-conferência

Sobre o tethering, o que dizer? Só a Apple, com o seu infinito chutzpah, conseguiu fazer com que operadoras mundo afora fizessem planos diferentes de dados, conforme se usa o celular ou um modem para o computador, como se fossem duas redes distintas de dados. E a coisa é tão absurda que quase todo celular que tem GPRS e bluetooth permite que o dito faça tethering. Onde já se viu um operador impedir isso de forma proposital?

Uma vez, trocando uma idéia com um rapaz bacana de uma loja de produtos Apple em Lisboa, ouvi dele algo que me chamou a atenção: o iPhone não foi pensado nem na Europa nem no resto do mundo. Só nos EUA eles iriam colocar tanta restrição em um aparelho.

Tomemos um Nokia, por exemplo. Desde 2006/2007 vende aparelhos que suportam Voz sobre IP de fábrica. Um aparelho como o E61 (e hoje o E71) era revolucionário. A própria Oi vendia esse aparelho para o mercado corporativo. E com ele se podia (e pode) usar dados no aparelho ou no computador, através do bicho. Pergunto eu: qual o sentido de capar o aparelho e limitar o tráfego, cobrado a peso de ouro pela Oi?

E não é de morrer de raiva ao pegar um N95, deixar ele todo configurado para

Não, pra mim chega. Se, ao trocar de aparelho, essas falhas não forem supridas, não vou ter outro iPhone. Vou de Android, ou do que estiver na moda.

Quero um aparelho que:

– Me deixe usar o bluetooth à vontade;

– Me deixe abrir quantos aplicativos eu quiser, e não fechá-los porque atendi ao telefone;

– permita-me usá-lo como modem para o meu computador quando eu viajar, principalmente agora com o 3G se espalhando;

– permita o uso de SIP (VoIP) de forma tão linda e transparente quanto os smartphones da Nokia permitem.

E notem que eu não reclamo aqui da falta de liberdade de poder instalar aplicativos a qualquer hora, de qualquer lugar – o ecosistema da Apple é restritivo, mas para mim funciona. O que é ridículo é a limitação proposital de características que já vem no aparelho, apenas por questões mercadológicas.

* Há usos excelentes para o Push. O melhor deles é feito pelos aplicativos WhatsApp e Ping!. Funcionam como SMS, mas usam a rede de dados. Muito mais econômico que SMS. Já ouviram falar?

Autor: oculos

the guy that owns this thing... :D

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