Maratona de Curitiba – o post

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Ok. Vamos falar da Maratona de Curitiba.
Digamos que foi um evento emblemático. Foi o fim de um ciclo e, de certa forma, o começo de outro.

Há exatos 7 meses atrás, eu corri a maratona de Zurique. Foi importante, porque estava em uma fase de mudanças pessoais e profissionais. A conquista daquela prova coincidiu com a retomada de uma serie de outros projetos.

Após aquela prova, nos seis meses seguintes me aproximei mais dos amigos, relaxei com a dieta e com os treinos, passei a conhecer a felicidade de trabalhar exclusivamente com o que gosto. Conheci um grupo excelente de corrida, mas não me disciplinei com o treinamento como foi o caso da prova na Suíça.

7 meses depois, Curitiba. Fui pela força desse grupo de amigos. Fora de forma, mas fui. E completei a prova, bem mais lento, mas completei. E foi um fim do ciclo de retomada do controle da própria vida.

Hoje sei que outras maratonas virão, porque correr é a minha cachaça. E sei que graças aos amigos, tudo é possível: encerrar um ciclo ruim, atravessar um ciclo de recuperação e começar um outro. E quem sabe o que está por vir?

A prova em si foi perfeita na sua organização. Eu, longe disso. Quebrei aos 15km, junto com o iPod, que travou e nem 5 ou 6 resets depois resolveram. E agora? Sem os amigos do grupo de corrida e sem iPod, como eu iria conseguir?

Andava e corria, andava e corria. As pessoas reclamavam do calor; não era isso que me incomodava. As pernas não queriam correr. Doiam? Não. Apenas latejavam quando eu andava. Não sei explicar. Mas me arrestei, sempre incentivado por outros participantes, que nem sabem da inspiração que me deram, como um japonês da Equipe Takeda, que, sempre que eu andava, me ultrapassava, apenas para tornar a ser ultrapassado quando eu voltava a correr, para depois, finalmente, ele começar a andar na subida mortal do km 39/40.

E veio a chuva… Km 37/38. Chuva que varria o chão. Curioso: a chuva me fez querer correr mais, e, sob chuva, foi quando mais corri.

Terminei a prova em cerca de 4:33min, quase 50 min a mais que Zurique. Mas estava feliz: não desisti. E srviu de lição: maratona é como a vida: dura, mas, com preparo, disciplina e forca de vontade (alem de sorte), a gente tem um bom resultado.

Depois da chegada, uns 20min para andar 200m até o hotel. Descanso, chopp no Bar do Alemão, levar os amigos no Madalosso (restaurante fantástico apresentado pela amiga Curitibana-por-adoção ilustre), no Bairro Santa Felicidade, e depois cama.

Deiciu saudade: a prova, a companhia dos amigos e a simpatia dos curitibanos.

E outras maratonas virão, e vou estar preparado. Ou não… 🙂

PS – eventuais erros de português devido ao uso do iPhone para escrever o post.

Autor: oculos

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