O bom e o mau da Apple

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A Apple acaba sempre por exigir dos seus usuários uma postura de “ame-a ou deixe-a”, o que às vezes é irritante. É ruim ser tratado como um mané e pagar preço alto por isso. Por outro lado, é fantástico às vezes não ter que fazer nada para que as coisas funcionem.

Neste fim de semana passei a usar dois novos produtos da Apple: o novo MacBook Pro de 13 polegadas (conforme post anterior) e uma Airport Extreme, que é, para quem não conhece, um access point sem fio com alguns recursos interessantes.

Coisas que a Apple fez por mim e que são fantásticas: a configuração do computador e do roteador – bom, existiu muito pouco a fazer, o que me deixou até meio sem graça. A Apple criou um mecanismo fantástico de migração de seus produtos que, se não é perfeito, é muito competente. Sair da airport anterior e do antigo computador para o novo foi absolutamente transparente, já que tudo foi migrado. Não tive que mexer em quase nenhum ajuste para que tudo funcionasse lindamente. Se isso agrada a mim, usuário de 12 anos da marca, imagine o que faz por usuários que, no mundo Windows, já dão seus dados por perdidos quando migram para uma nova máquina. É fantástico, ainda, poder colocar um HD externo, como eu fiz, na Airport e usá-lo como Backup – pela primeira vez na vida estou fazendo backups!

Algumas sacadas são geniais: posso compartilhar meu HD externo e, assim, acessá-lo de qualquer lugar. Posso criar uma rede para convidados, sem ter que ficar digitando a minha senha em todo e qualquer computador dos amigos que aqui chegam, e eles não enxergam meu HD ou a minha Apple TV. Pra quem sempre tem visita em casa, é muito legal essa facilidade.

Porém, isso tem um preço, e às vezes desnecessário: não há tanto espaço para fazer as coisas do seu jeito. Eu gostaria de colocar um endereço IP diferente para a minha rede interna, já que uso PPPoE no Airport. A Apple não deixa. Quero tirar uma foto no iPhone para colocar em um e-mail que estou a escrever – a Apple, novamente, não deixa. Essa última tarefa faço em segundos com qualquer outro telefone que tire fotos e tenha bluetooth: tiro a foto, envio, “boom”, tá no Desktop, é só arrastar para o e-mail. Com o iPhone, só do jeito Apple, complicado: sincronizar o aparelho ou enviar via e-mail, ou mandar pro MobileMe. O trackpad, sem botão, é lindo, mas para os destros é terrível, porque, penso eu, o polegar, dedo mais utilizado para clicar, fica mais à direita do que à esquerda, tornando meio esquisito o gesto de clicar, já que acaba-se por obter-se o menu contextual, que não é o mais usual que se quer ao se clicar em um trackpad.

Esta semana, pela primeira vez, estou usando tecnologias da Apple que sempre quis, e estou adorando. Mas é horrível não poder fazer algumas coisas do meu jeito.

Autor: oculos

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