A banda larga no Brasil…

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Com o Apple TV, o mundo (bem, os EUA) vai poder finalmente alugar vídeo pela internet, em alta resolução. O futuro parece ter chegado. Disse Steve que nesse ano o aluguel será possível (com escolha de áudio e legendas) no resto do mundo. Vamos nos iludir um pouquinho e pensar que isso vai ser disponibilizado no Brasil (onde nem a iTunes Music Store existe). E aí? Poderíamos alugar filmes?

Ora, duvido. Diz no site da Apple que é necessária banda larga para tal aluguel. No entanto, será que por “banda larga” eles se referem ao 1mb que é o máximo que sem tem na maioria das cidades brasileiras? (isso sem falar na loucura do compartilhamento de ADSL que existe em toda parte, pelo menos aqui no Nordeste).

Ou será que alguém espera baixar 5gb de filme em 2 horas?

Pois bem: a situação poderia ser diferente se a Anatel obrigasse as operadoras a adotarem preços coerentes nas áreas de sua concessão – como, aliás, é o caso da telefonia fixa. Por exemplo: a Telemar não pode oferecer minutos por um preço menor em Vila Velha só para enfrentar uma espelhinho que lá atue. Faz parte das regras do jogo. Mas fazem vista grossa quando o assunto é internet.

Ora, é que, na área de concessão da Oi (Telemar), apenas no Rio e em BH existe concorrência de peso na banda larga. Por isso, 8gb nessas duas cidades custa 199,90. Tá, é caro, mas são 8gb, caramba! Mas o pior é quando se vê os outros preços: 4mb a 99,90 e 2mb a 34,90. É uma afronta quando, no resto da concessão, cobram, por 600k, 44,90 e, por 1mb, 159,90.

Lembro-me que a TIM me ligou, 2 semanas atrás, perguntando se eu estava interessado no plano deles. O sotaque da promotora não deixava dúvidas: era de MG. O plano era sensacional. Mas expliquei a ela que era refém do Oi Conta Total por causa da banda larga, já que, só a internet de 1mb, custaria pra mim R$159,90. Ela custava a entender que era tão cara assim. Eu insistia, até que ela desabafou: “nossa, a internet aí na Bahia é cara assim???”. E admitiu que os planos da concorrência não poderiam competir com a Telemar.

Falta empreendedorismo no Brasil. No dia que aparecer uma empresa disposta a competir com a Oi na última milha, aí sim a gente vai ver queda de preços. Agora, depois dessa fusão com a Brasil Telecom, muito embora tal fusão não tenha eliminado a concorrência (as áreas eram complementares), tenho receio que o poder econômico torne difícil a entrada de novos players na telefonia fixa local e, principalmente, na transmissão de dados… Ou então vamos ter que usar o 3G no lugar do Velox…

Autor: oculos

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