Esqueçam o que eu disse!

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Sabe aquela história de casar esse ano? Desisti. Não vou mais casar. Percebo que gosto mesmo é de ficar só. Gosto de mexer no computador, sair com os bons amigos, ver televisão (inclusive ficar assistindo à série “The L Word” – as mulheres são lindas, e tem uma que dirige um Mini Cooper – e justamente ela gosta também de homens – a série é sobre lésbicas, caso não saibam).

Ficar só tem suas vantagens. Às vezes cansa, é verdade, mas, como solução definitiva, prefiro-a a especular sobre futuros relacionamentos. Acho que gastei tudo o que tinha de amar. E agora não amo mais. Deveria ter economizado amor, mas gastei-o como pródigo que sou. Por outro lado, a solidão me seduziu. Não sinto mais tristeza em sua companhia em uma sexta ou sábado à noite, nem quero que ela vá logo embora na segunda-feira.

Estarei eu ficando cínico, mais do que o permitido? Ou será que a vida reserva uma surpresa na próxima encruzilhada, onde terei que desdizer-me novamente?

Enfim, D–s me livre de virar tropicalista e ter que ficar me contradizendo a todo instante. Mas ser contraditório faz parte da natureza humana, exceto por algumas certezas: mulher foi a melhor coisa já criada (por isso gosto das tias que gostam de tias – elas perceberam isso), as pessoas foram feitas para estarem juntas, caralho, e o café da Delícias é o melhor do mundo. Fora isso, o resto não é tão certo. Só espero também que o Criador tenha incluído na natureza humana a possibilidade da solidão – se isso não estiver programado em nosso DNA, a solidão tornar-nos-á zumbis.

Será que virei um zumbi?

A culpa é da DHL…

Autor: oculos

the guy who writes here... :D

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