Sociedade do Espetáculo

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Muita coisa já foi dita sobre o fato de vivermos em uma sociedade que prioriza o espetáculo. E é claro que realmente vivemos. Os nossos políticos não trabalham pensando no bem-estar da população, mas sim fazendo alguma coisa que mostre à tal população que eles estão fazendo alguma coisa. Ou seja: se você for a uma audiência no Poder Judiciário, por mais “juizite” que tenha o juiz, dificilmente se verá uma cena de constrangimento das partes acusadas pelo julgador. Nas CPI’s, o que se vê é chegar para a parte e dizer “O senhor é ladrão”. Enfim, coisa de um país onde algumas apareências é que importam (outras, as das favelas, a da pobreza, a dos meninos de rua, realmente, não importam). A imprensa, por outro lado, alimenta-se do espetáculo, mas, como não sou jornalista, me vem a pergunta do dilema de Tostines: aposta-se no espetáculo porque há demanda, ou há demanda porque promove-se o espetáculo?

Uma das coisas que influenciam isso tudo e, segundo algum psiquiatra ou psicólogo que li, é que há uma tendência maior na sociedade moderna de buscar-se mais e mais emoções, como se a vida não pudesse ser tédio. Ou seja: há que se ter mais prazer, com menores intervalos de tempo entre as emoções. E aí consome-se muito, por exemplo. E isso tudo gera a um materialismo imenso, a um stress, etc. Já um psiquiatra amigo meu me diz que não há com que se preocupar: sempre foi assim, sempre queremos mais, e vamos continuar assim, que isso tudo é resposta do nosso organismo à complexidade da vida, e temos realmente que buscar preencher nossa existência.

Enfim, isso consola? Não seria mais bacana saber que é possível se contentar com vazio, negar a vontade de consumir, de zoar, e apenas contemplar as vaquinhas pastando (lá ele)? Um outro mundo é possível?

Autor: oculos

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