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Uma coisa que sempre me chateou no Orkut foi ver gente que nem sempre é tão chegada pedir pra fazer parte da sua lista de “amigos”. Aliás, não sei porque chamam aquela lista de “lista de amigos”. Amizade não deveria ser algo um pouco diferente de “conhecidos”? Gente que me vê em algum canto já solicita fazer parte da tal lista. Não me levem a mal, pelo amor de D–s. Eu não quero ser o cara antipático do pedaço, nem me acho melhor do que ninguém. Só acho que os brasileiros forçam um pouco a barra no Orkut. No começo eu negava adicionar conhecidos, sentia que daquela lista só deveria fazer parte quem eu realmente considerasse um amigo ou amiga. Mas depois a coisa desandou – fiquei com medo de ser tido como um cara cricri (e acho que esse post vai contribuir para isso), mas eu acho que tá na hora de definir o que é amizade. Penso eu que essa licenciosidade que temos uns com os outros tira muito do nosso senso do dever – sempre parece que devemos algo a alguém porque o conhecemos. Não somos muito profissionais. Não, não sou Diogo Mainardi, a quem não suporto. Acho que essa característica do nosso povo tem sua face positiva. Somos muito mais solidários. Mas que há lado negativo nisso, com certeza há.

Amigo meu foi deportado de Londres ontem. Não foi convincente na alfândega. Eu já cheguei à conclusão de que se diminuissem a violência, o Brasil seria o melhor lugar do mundo para se viver. Acho que o resto se ajeita. Ou não. A pobreza poderia ser resolvida, mas sinto que a violência chegou à beira do insolúvel, ainda que digam ser esta fruto daquela – e deve ser mesmo. De uns 3 anos pra cá descobri que me sinto bem no meu país, que não queria morar em outro lugar, exceto pela questão da violência. Vai ver é o preço que se paga por viver num país bacana. Não, não sou patriota. Mas eu gosto desta merda…

Autor: oculos

the guy who writes here... :D

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