Páscoa

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Sim, chegamos à Páscoa. Estou menos tenso com o trabalho, porque tenho repetido um mantra que aprendi na Noruega: “Alt ordner seg” – Tudo se ajeita. Engraçado, aprendi isso num texto de uma velhinha olhando o passado dizendo como era feliz por ter realizado tudo o que realizou.

De repente isso faz bem. Embora muitos de nós vivemos angustiados com o que ainda não fizemos, nos esquecemos de olhar para trás e ver o que já foi feito por nós. Não em trabalhos, realizações, numerário em conta bancária, etc. Me refiro às experiências da vida, aquelas que nos moldaram, nos colocaram no fogo, nos forjaram para ser o que somos. As idas rotineiras a um supermercado. A espera de um médico que sempre chega atrasado. O espôrro que recebemos de alguém. Ou que demos em alguém. Uma conta telefônica astronômica. Um ovo de páscoa ganho. Uma páscoa em que não ganhamos ovos. Uma chuva que nos pegou desprevenidos. Alguém muito legal que conhecemos. Alguém muito chato… O primeiro amor. O último amor. O primeiro fora (e a sucessão de foras que o seguiu). A decepção. A conquista. O tédio. Sim, já vivemos demais, e parece que não nos saciamos de vida, pois mais banal, ordinária e repetitiva que ela seja. Nunca há mesmo nada de novo debaixo do sol.

Boa páscoa a todos. Não estou “sorumbático” não. Apenas chove em Conquista City…

P.S. – Passagem comprada – em julho tirarei merecidas férias…

Autor: oculos

the guy who writes here... :D

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