Começo de semana e epílogo de feriado – notas

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Feriado hj em Conquista City. Seria o equivalente à quarta-feira de cinzas nesta micareta, para quem não é de Conquista. Passou rápido, mas, confesso, já tô cansado de feriados. Não tô com vontade de voltar pro trabalho, mas chega de minha própria vagabundagem, pô!

Notas Culinárias

Ontem comi um cozido à portuguesa no sítio de Seu Mário. Excelente pedida para quem chegou às 4:00 em casa vindo do tal do point do rock. É, a micareta em Conquista tá ficando que nem Mardi-Grass de Nova Orleans (ou pelo menos o que eu imagino que seja o tal do Mardi-Grass – mas esse é um assunto para ser discutido na nossa seção…

Notas da Micareta

Olha, eu não sou um micareteiro, não entendo do riscado (se é que isso seja algo do tipo ou se entende ou não se entende, que nem o Stilo… ehehh), mas não vou deixar de dar meu palpite: foi fraquíssima. Para quem se lembra da primeira, segunda e até terceira micareta, essa foi peba. Nas micaretas primeiras, você olhava do alto e via gente em todo canto, não dava para andar, Eram mais de 5 blocos grandes, digo, com atrações famosas, com muitos turistas e tal. O circuito era imenso.

Hoje o circuito parece reduzido (não sei se na prática está, mas a impressão é que está minúsculo), não há espaço pro pipoca, pois os camoratoes dos Doutores toma todo o espaço, as grandes atrações não se deslocam pra cá, etc. Eu nunca vi micareta onde se pudesse andar tranquilamente na rua, no sentido em que podia-se andar por entre os foliões sem qualquer dificuldade.

Porém pontos positivos houveram: devido à falta de atrações, muitos artistas locais foram contratados, e eu acho que o caminho é esse! Afinal de contas, porque tornar algo que deveria ser cultural, recreativo, em uma indústria? Não, a coisa é por aí, prestigiar os futuros talentos, e tal… Acostumar o povo a valorizar a prata da casa, ainda que não pareça in. Outro fator de destaque foi o ecletismo, já em reedição: havia point do rock, do forró, das bandinhas, etc. Alguém pode dizer que foge ao espírito do carnaval-axé, mas achei no mínimo respeitoso para com o resto da população que não é obrigado a engulir axé. É aí que entrou o toque New Orleans na bagaça… 🙂 Infelizmente, parece que os points, à exceção do do rock, não foram muito prestigiados, o que não diminui o mérito da coisa. Outro fator positivo foi o bom policiamento do evento (o que não impediu que, nos poucos trechos onde havia maior concentração de pessoas e dificuldade para passar, alguém enfiasse a mão em um bolso meu). Havia policiais em todos os cantos, embora isso dava uma certa sensação de opressão. Perto do Centro de Cultura, ou melhor, nos fundos deste, onde havia alguns sacos de lixo, um mendigo procurava comida nos tais sacos. É, isso faz a gente pensar: será que Micareta, Carnaval, essas coisas, não seriam para povos que já não tem que lidar com isso?

Bom, volto a dizer: não sou entendido, nem sequer participo da coisa (algumas vezes eu ia, olhava uns 10 minutos, e voltava), e nessa só fui pro point do rock. Mas que pareceu um negócio assim, menor, pareceu.

Autor: oculos

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