Detalhes de Porto Seguro

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A viagem foi muito bacana. Chegamos lá na quinta-feira, sob forte chuva. O almoço foi no Expresso Oriente, restaurante de comida a quilo que tem lá (comida chinesa, brasileira e japonesa – pense numa crise de identidade…) Comida boa, e tal, embora não tinha a porquera do sushi, como anunciado.

Depois, fui tentar cochilar, mas, como não consigo dormir de dia, peguei o livro que tô lendo (Tempos Interessantes, de Eric Hobsbawm – tenho leitura… ;). À noite, passeada pela tal da Passarela do Álcool, comi umas torta lá, e tal… Impressionante como tem gente de fora em Porto Seguro, não só morando lá, mas trabalhando tb – até a venda de ingressos na rua era feita por mineiros, paulistas e cariocas. Muito estranho, parecia que eu não tava na Bahia (a não ser pelo som desagradável do pagode, praga que infesta as praias brasileiras, parece…).

No outro dia, outros amigos chegaram para um encontro de motoqueiros. Aliás, eu estava hospedado na casa desses amigos. A princípio não me agradava esse negócio de encontro de motoqueiros, parecia uma coisa meio de, digamos, jovens de outrora, bando de homem ficar viajando junto, etc… Isso sem falar do “quê” de americano que tudo isso parece (e vocês sabem que estou no meio de um boicote… :). Mas depois confesso que fiquei com vontade de, um dia (antes de ser jovem de outrora, diga-se) ter minha moto e cair na estrada. Lá conheci figuras do meio, tipo o Bagulhão, com o seu “Shopin do Bagulhão”, e o Tio Chico, outro motoqueiro conhecido das estradas. Bacana mesmo – vou até ajudar um recém conhecido amigo aqui da cidade a fazer o site dele sobre suas viagens de moto, e tal…

Pelas manhãs, fomos às praias – a do Mineiro e na Tôa Tôa. No segundo dia, inventamos de correr, e fiquei com umas porquera de bolha no pé. À noite, um amigo de Conquista me chamou pra ir prum tal de um show, e tal… Aí fui, ingênuo e enganado (porque o sujeito disse que o lugar era light, a gente ia com umas amigas, pra conversar e tal…). Quando chego, PAGODE!!!!!!!!!!! Deu uma vontade de que o chão abrisse e eu nele caisse… Mas houve uma salvação: esse amigo levou uma amiga que era, além de uma coisa linda, uma simpatia. Conversamos um tempão, e então veio a surpresa, como que para estragar tudo: a cidadã, pasmem, era argentina!!!!

Nota de Esclarecimento

Vocês sabem que eu não sou xenófobo, nem esse blog o é… Mas, pô, argentino é $^#%$^!!!!

P.S. – Se você é argentino, esse comentário trata-se de un chiste, ¿cierto hermano? (hermano uma Teresa, filho bastardo… 😉

Fim da nota de esclarecimento

Bom, o certo é que la chica era filha de pais brasileiros, e teve a infelicidade de nascer por lá. Mas era dessas pessoas que se sente ter valido a pena conhecer e que, infelizmente, não sei se vou ver de novo. São coisas que acontecem em viagens assim, não adianta eu querer mudar o rumo do mundo. Agora conhecer alguém bacana assim num pagode, foi ou não foi a sorte do milênio?

No outro dia, fomos a Arraial d’Ajuda e a Trancoso, lugares dos “bróder”, com sua névoa característica nessa (e em todas as) época do ano. Almoçamos num restaurante chamado Portinha, em Arraial (tem em Trancoso tb), com uma comida baiana muito bacana.

Atravessamos a balsa que liga Porto Seguro a Arraial d’Ajuda, já voltando, quando uma carioca fia dum cabrunco disse que não queria que construissem uma ponte pra ligar Arraial d’Ajuda a P.S. Disse que iria encher o lugar e tirar o sossego dela, que mora lá agora. Aliás, disse que gostaria que construissem uma ponte, desde que cobrassem pedágio, para que menos pessoas fossem pra lá. PQP!!!! Odeio gente assim, que quer ir pro primeiro mundo deixando o resto do país no terceiro. Disse uma frase lá, que achava a idéia dela meio excludente, discriminatória, e tal, mas parei por aí… Não fui pra P.S. pra gastar latim (que não tenho, tenho é leitura, vide parágrafos anteriores… ;).

Fomos a uma sorveteria lá em P.S., chamada, adivinhem: “Sorveteria Porto Seguro”. Tinha o melhor picolé de mangaba que já provei.

Hoje voltamos, a estrada entre a BR-101 e a BA (ou BR, não sei) que liga Conquista a Ilhéus (264?) tava uma porcaria. Quando vão consertar aquela porquera, aliás, quando vão consertar as estradas?

Foi uma viagem muiiito bacana, principalmente pela companhia – uma turma muito legal, que dispensaria aquilo tudo ser um paraíso para que a viagem fosse boa. Mas o lugar é sensacional, e com uma turma daquelas, foi daquelas viagens para não se esquecer.

Autor: oculos

the guy who writes here... :D

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