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Livros que li: Q&A

Posted by oculos on Feb 8, 2010 in Principal

Ok. Todo livro que eu vier a ler, publicarei aqui a notícia dele.

Li, semana passada, o livro Q&A, de Vikas Swarup, político indiano. Trata-se do livro que deu origem ao filme “Slumdog Millionaire” (Quem quer ser milionário? – título em português).

Livro muito interessante, ainda que com uma narrativa meio ingênua, como parece ser típico dos indianos, embora ou isso é preconceito meu, ou burrice minha, já que o personagem-narrador teria 16 anos.

Enfim, vale a pena ler.

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Uma semana de pausa

Posted by oculos on Feb 7, 2010 in Principal

Estive ausente durante a semana passada. Amigos de longa data chegaram, e fui acompanhá-los em uma pequena viagem a dois pontos turísticos da Bahia: Itacaré e Lençóis.

Fotos da viagem:

Itacaré: Praia da Concha e Tiririca.

Lençóis: Gruta Lapa Doce, Pratinha, Morro do Pai Inácio, Marimbus (Rio Santo Antônio e Roncador)

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O perfeito cretino inimigo dos direitos humanos

Posted by oculos on Feb 2, 2010 in Principal

Estive refletindo sobre a barbárie praticada pela polícia em Vitória da Conquista nos últimos dias. Para quem não é daqui, relato a questão:

Mataram um policial. Policiais, então, com as armas compradas com o dinheiro dos impostos que eu pago, com as viaturas compradas com os impostos que também pago, pagos eles mesmos com salários advindos dos tais impostos, invadiram casas e executaram membros da família do suposto assassino. É como se não houvesse lei, e como se voltássemos à época da vingança privada. Olho por olho, dente por dente. Não precisamos mais de judiciário, de advogados, de nada. Eles viraram a lei. Como eu já disse antes, a polícia virou uma galgue. O Estado não tem mais controle sobre os marginais que praticaram essa barbárie.

Mas acho que precisamos dizer mais sobre o tema. Por coincidência, dei carona a um policial militar no fim de semana, que, sobre a morte do policial, me disse o seguinte: “É uma pena, porque isso traz mais mortes”. Isso me fez relembrar toda cantilena que os marginais vestidos com fardas estatais começam a balbuciar toda vez que se ataca a conduta violenta que eles praticam.

O perfeito cretino que fala mal dos que defendem os direitos humanos normalmente faz algumas perguntas cínicas. Vamos a elas:

P: Você não mataria se isso tivesse acontecido com você/com seu filho(a)/com sua mãe/seu pai?

R: Sim. Mataria. Eu faria muitas coisas se tudo fosse como manda a minha vontade. Ocorre que o Estado tem leis, e a humanidade optou por não punir o criminoso com a sua conduta. Ou seja: desde há muito não se matam pessoas assassinas. Aliás, até se matam, mas sempre através do devido processo legal.
Assim como eu gostaria de ter muito dinheiro, de ter uma casa na praia, gostaria de punir quem me fez algum mal da mesma forma que a pessoa me prejudicou. Mas, felizmente, em um Estado Democrático de Direito, eu não escolho as penas – o Estado é quem o faz. E as penas são aplicadas através de um julgamento, que serve tanto para que se tenha razoável certeza da culpabilidade, como para provar que todos, em tese, são iguais perante a lei, e são julgados da mesma forma.

P: Você não entende nossas condições de trabalho. Você enfrentaria bandido alisando?

R: É a pergunta mais imbecil que existe. Ninguém está pedindo que policial algum se sacrifique para que um bandido escape. Mas não se pode conceber que a polícia seja composta de justiceiros, que matem para cumprir a própria agenda, para proteger os interesses corporativos. A polícia deve obediência ao Estado, deve agir em nome dele. Como eu disse, o Estado não paga a polícia para julgar – paga para que cumpram a lei. Se o policial é incapaz de fazê-lo, abandone a farda e vá vender picolé. O que não pode é fazer o que bem entende. Da mesma forma que eu, como advogado, não leso os meus clientes, não quero que o dinheiro que pago de impostos seja usado para financiar assassinatos.

P: Vocês defendem direitos humanos para bandidos. E para nós?

R: Quantas vezes o policial é vítima de abusos? Que eu saiba, não é tão comum assim. O que eu sei é que quando um policial mata alguém injustamente, como no caso de uma bala perdida, pedem desculpas e fica por isso mesmo. Já quando um policial é morto, como foi o caso relatado acima, acha-se a polícia na posição de fazer execuções ao seu próprio alvitre. Pergunto eu: a vida de um policial vale mais que a minha, ou do que a de uma vítima de bala perdida? Por que quando morre um cidadão de bem a polícia não sai por aí matando? A resposta é simples: comportam-se como uma gangue: o problema é que mataram um membro da gangue (e aqui falo de forma geral, e não especificamente do policial morto, a quem não conhecia e quem, decididamente, não merecia morrer dessa forma, assim como não deveriam morrer os menores “desaparecidos” após esse trágico assassinato).

Em suma: a polícia de Vitória da Conquista está acéfala. Não tem comando. Não há punição. Há endosso a essa conduta criminosa. Assim como houve endosso em relação aos policiais que prenderam advogados de forma arbitrária. Assim como houve endosso quando agrediram um cobrador de ônibus.
O comandante deveria, urgentemente, pedir a própria exoneração, já que incapaz de obter disciplina de um bando de delinqüentes que, com arma na mão, acha que está acima da lei à qual deveriam cumprir e fazer cumprir.

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A vingança contra o Ricardão

Posted by oculos on Jan 29, 2010 in Principal

Era só o que faltava:

C.FED – Terceiro que causar fim de casamento pode ter de pagar pensão
Publicado em 29 de Janeiro de 2010 às 12h39
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6433/09, do deputado Paes de Lira (PTC-SP), que obriga terceiros responsáveis por injúria ou culpa que leve à separação de um casal a pagar pensão alimentícia à parte que necessitar do auxílio. O terceiro pagará pensão ao cônjuge infiel quando este não tiver condições financeiras de subsistência e tiver renunciado a alimentos para fugir à apuração litigiosa da culpa na separação.

O parlamentar afirma que a medida tem por objetivo atribuir responsabilidades a quem contribui para o fim dos matrimônios. Segundo ele, depois que o adultério deixou de ser crime, “terceiros aventuram-se despreocupadamente a se imiscuir em comunhões de vidas alheias, concorrendo impunemente para desgraçar lares e desestruturar famílias, sem qualquer obrigação legal”.

Pelo Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/02), o cônjuge declarado culpado na separação perde o direito a alimentos.

Renúncia à pensão

O projeto também permite que o cônjuge renuncie ao direito de receber pensão. Hoje, essa possibilidade é vetada pela lei, e o titular pode apenas decidir não exercer esse direito.

De acordo com Paes de Lira, a renúncia ao direito de receber pensão alimentícia nos processos de separação ocorre normalmente no interesse da parte culpada, que quer evitar a exposição de sua imagem. No entanto, segundo ele, é comum que, mais tarde, quando a outra parte não tem mais condição de provar a injúria ou culpa, o renunciante entre na Justiça para requerer o pagamento do benefício.

Fonte: IOB

Foi a coisa mais esdrúxula que já li.

Eu não sou moralista de forma alguma, embora acho que temos vários Brasis – aquele, onde se mata em defesa da honra, e aquele que caminha para a despersonalização das relações afetivas – ou seja, a lei não teria que se meter nos relacionamentos, exceto no aspecto econômico da estabilidade de um relacionamento.

Agora, qualquer que seja a matiz valorativa, é o fim da picada que alguém que tem um caso com pessoa casada venha a ter que pagar pensão, como se tivesse colocado uma arma na cabeça dos outros. Como se a referência valorativa de um tivesse que ser imposta a outra pessoa.

Enfim, mais uma abobrinha vindo de Brasília. 

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O iPad, o monopólio da Apple e a imprensa livre

Posted by oculos on Jan 29, 2010 in Principal

Bom, o que eu vou escrever é só especulação. Mas, enfim, se uma empresa como a Apple lança um produto e não diz tudo o que queríamos saber, só nos resta especular, não é?

Algo me preocupa com o iPad. A Apple, alegando diversas razões, exerce rígido controle sobre os aplicativos vendidos pela App Store. As justificativas são várias: qualidade do aplicativo, uso correto de API’s, precaução para não evitar travamentos ou consumo excessivo de recursos do aparelho, etc. Eu, particularmente, acho que a justificativa que importa para a Apple é, no fundo, a financeira: contratos com operadoras, contratos com fornecedores exclusivos de conteúdo (inclusive ela mesma uma fornecedora de conteúdo), etc.

Mas e os livros?

A coisa mais obscurantista que poderia acontecer seria a Apple começar a agir como censora de publicações. Imaginemos um livro sobre determinado assunto. Imaginemos um livro, por exemplo, com teor que puritanos considerariam erótico e artistas “modernos” considerariam arte. Como vai ficar a Apple?

A pergunta é pertinente: a Apple já censurou livros sobre o Steve Jobs, barrando-os da Apple Store. Já rejeitou aplicativos de livros que continham linguagem considerada obscena. A Apple agora vai virar uma espécie de árbitro do que é lícito ler ou não ler?

A partir do momento que se controla os meios de acesso à informação, há também controle sobre qual informação é ou não disponibilizada. Se com a web há quase irrestrito acesso à informação, se com os livros há liberdade de expressão, distribuição, etc., o mesmo não se pode dizer quando uma empresa controla o acesso à literatura.

Aliás, deveria até haver legislação a respeito: uma empresa não poderá restringir o livre acesso à informação nem violar a liberdade de expressão quando seu aparelho servir para, justamente, acessar informação!

A Apple deu um passo pra frente ao adotar o ePub, formato livre para a publicação de livros. Só nos resta saber se qualquer um vai poder acessar qualquer ePub via iPad, sem necessariamente passar pela iBook Store.

Isso é algo que devemos observar atentamente.

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iPad – eu quero… quero mesmo?

Posted by oculos on Jan 27, 2010 in Principal

Bom, eu quero sim.
Pra quem estava em Marte, o iPad é o novo produto da Apple. Uma espécie de iPod Touch maior, criado para preencher uma suposta lacuna existente entre os smartphones e os notebooks. Hoje, essa lacuna estaria sendo preenchida pelos netbooks, mas acho que estes só fazem a gente querer um notebook de volta. Nisso, a Apple acertou.
Eu, como glaucomatoso e míope, sempre quis um bom aparelho de leitura. Se nesse único quesito o iPad se safar, pra mim já valerá a pena.
Porém, eis as minhas decepções até agora:
- falta de câmera de videoconferência – Apple, HELLO?????????????? Esse dispositivo tende a ser fantástico em viagens, por quais razões não tem uma câmera de videoconferência?
- falta de multitarefa (multitasking) – Até agora ninguém falou se o trem ai permitir usar mais de um aplicativo simultaneamente. Puxa, espero que dêem um jeito nisso. Seria fantástico ler um livro e ver um twit, por exemeplo.
- falta de dicionários em Português – na primeira versão, sem dicionários em nosso idioma. Péssimo.
De resto, acho que é o produto ideal para se levar em viagens e deixar o notebook em casa, principalmente com esse acessório que tem um teclado. Para mim, substitui qualquer notebook, principalmente se a idéia for blogar, escrever e-mails, etc.

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TeleAtlas, you suck!

Posted by oculos on Jan 25, 2010 in Principal

A empresa Teleatlas é dona de boa parte dos mapas usados pelos fabricantes de GPS e outros fornecedores (Google, por exemplo).

Pois bem: 30km ao Sul de Feira de Santana-BA, até não sei onde, os mapas estão completamente impretaveis. Estão desalinhados, ou seja, sempre te mostram fora da estrada ou em rua paralela àquela onde você de fato está.

Isso sem contar que, alem de desalinhados, os mapas de Vitoria da Conquista e outras cidades do Sul e sudoeste da Bahia estão desatualizados em pelo menos 6 anos.

Tudo bem, não querem atualizar. Mas alinhem os mapas, caramba!

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Certisign: vocês são incompetentes ou qual o problema?

Posted by oculos on Jan 22, 2010 in Principal

Adquiri um certificado digital (AC OAB), a fim de poder enviar petições eletronicamente.

Pois bem: só se instala o diabo do certificado com Windows XP e Internet Explorer 6 ou 7!

Já não basta a falta de competência para forçar a nós, que usamos MacOS e Linux, instalarmos o certificado em alguma máquina Windows, ainda demonstram completa falta de cuidado com o produto que vendem, determinando que a instalação seja feita em software atrasado POR DUAS GERAÇÕES!

E o pior: o Mac (assim como o Linux) tem suporte nativo para certificados digitais. Instalei os certificados raiz rapidinho aqui. A leitora de smartcard nem de driver precisa no Mac. Mas, por pura preguiça ou incompetência, a Certisign só instala certificados via um burocrático processo que usa ActiveX, só compatível com o IE 6 e 7.

Agora perguntou eu: como uma empresa que oferece um produto que está na vanguarda do uso da informática pode ser tão acomodada assim?

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Polícia

Posted by oculos on Jan 21, 2010 in Principal

Não sei não, mas acho que, no futuro, vamos ter que contratar bandidos para a proteção da sociedade.

Esse artigo aqui diz tudo. Infelizmente, criou-se uma cultura e um pensamento único dentro das fileiras dos policiais: quem critica o trabalho da polícia, ou melhor, a violência por ela perpetrada, o chamado “pessoal dos Direitos Humanos” (acreditem, é assim que falam), é porque não entende os riscos que correm, é porque não foi vítima de bandido, etc. E com esse mantra vão batendo, espancando, apoiando uns aos outros em suas campanhas pessoais de violência e arbitrariedade.

O caso do Prof. Eduardo Viana diz tudo: o prof., advogado, ao tentar acompanhar um segurança vítima de agressão policial, foi também preso. E tudo por que? Porque um policial tentou entrar em uma festa sem pagar, tentou entrar armado, foi impedido de fazê-lo, entrou assim mesmo (deixando a arma de fora), embriagou-se, agrediu pessoas, foi impedido pelo segurança, chamou seus coleguinhas que deveriam estar cumprindo com seu dever e não fazerem papel de gang, e todos prenderam o segurança e o advogado. E a culpa é do “pessoal dos Direitos Humanos”. O policial, com o dinheiro dos nossos impostos, torna-se membro de uma gang. Em vez de protegerem a sociedade, protegem-se dela – protegem-se da transparência, da ética, do dever da farda. A farda não é mais o distintivo de um organismo público, mas de uma facção criminosa como outra qualquer.

E o Prof. Eduardo Viana, bem como o Pres. da OAB/VC, têm seus carros danificados por marginais. Duas vezes.

O trabalho policial é duro. Como é o de muita gente – desde um médico plantonista a um gari. No entanto, a proteção a colegas marginais, a suposta pretensão de “eu-sou-autoridade-portanto-saia-do-meu-caminho” ou “fique-quieto-ou-lhe-prendo-por-desacato”, falácias, mas motes dessas pessoas, são comuns e não questionadas pela sociedade. Até quando?

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O café e a Nespresso

Posted by oculos on Jan 20, 2010 in Principal

Não me levem a mal: adoro o café feito com a máquina Nespresso. Sou absolutamente viciado em café.

Mas um texto de Dieke Helder, uma suíça, sobre a tal máquina, me fez refletir muito sobre o assunto. E o texto dela, em inglês, não publicado, faz todo o sentido:

Ela começa explicando que, pra ela (e, pra mim também, confesso), tomar café é um momento de relaxamento, que o aroma do café faz a gente se sentir bem-vindo, e que o tal aroma traz sempre alguma boa lembrança do passado. Verdade, verdade, verdade.

Continua ela dizendo que a mesma experiência (a do aroma) infelizmente não é sentida com o Nespresso, com suas cápsulas que cheiram a papelão. Depois disso, ela fala do barulho que a máquina faz. Bom, constrangido, tenho que concordar: se estou ao telefone, tenho que sair da cozinha para concluir a conversa. A Diete, como boa suiça, teve o cuidado de cronometrar o tempo: 38 segundos com aquele barulho horrível, POR XÍCARA! (o lungo deve durar ainda mais, presumo).

Agora, algo que ela disse que reflete 100% a minha experiência com a Nespresso é também muito interessante: se chega visita e você vai oferecer o tal café, começam a te perguntar qual das cápsulas devem escolher, e você não faz nenhuma idéia. Depois de superado isso, você faz 3, 4, 5 cafés, e o primeiro já está frio. E o café é quase sempre pouco (tomamos muito café, não?), então quase todo mundo repete, e você fica fazendo 10 cafés ao invés de participar da conversa!

Eu ainda acrescentaria que o café da Nespresso não é quente o suficiente, principalmente pra quem vem de uma família que gosta de café do tipo que provoca queimaduras.

Bom, vivendo sozinho, a Nespresso é uma mão na roda pra mim: não tenho que coar café, não tenho que lavar coador ou outros apetrechos, e o café é melhor do que em qualquer cafeteria. Mas, constrangido, devo dizer: a Dieke tem toda razão.

O que se perde com uma abordagem tão prática ao café é uma rica experiência de sentidos – aroma, sabor, congraçamento entre amigos e o silêncio do processo de preparo.

O melhor de dois mundos? Vire um barista – faça o seu próprio café bacana sem a Nespresso. E me avise como depois. :D

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SuzanaSuzana(3)AnônimoAnônimo
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P.S.

Posted by oculos on Jan 18, 2010 in Principal

Eu não disse?

Enfim, escreveu, tá na rede…

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Ah, a internet…

Posted by oculos on Jan 18, 2010 in Principal

Bueno, publiquei esse post aqui. Meu amigo Esaú Mendes republicou no blog dele. E depois ele saiu no Blog da Resenha Geral, lido por Conquista inteira.

Confesso que não fiquei muito feliz – nunca me senti à vontade com grande exposição, e não quero ter que pensar muito ao escrever aqui. Apesar de público, esse blog é meu, é meu espaço e meu lugar de dizer minhas coisas. Não quero, ao escrever aqui, ficar preocupado com a repercussão de tudo o que escrevo.

E é chato, porque trabalhei para a atual administração da cidade, e jamais diria algo com intenção de prejudicar a imagem dela. O post, assim, publicado fora desse espaço, parece destinado a criticar essa ou aquela administração, e não foi essa a minha intenção.

Por isso, mandei a seguinte mensagem ao blog do Herzem Gusmão:

“Caro Herzem,

Foi com surpresa que vi um comentário meu, feito em um blog pessoal, ser reproduzido aqui, via o blog do Esaú Mendes. Em razão do alto número de acessos ao seu Blog, bem como em razão da temática política do mesmo, sinto ser necessários alguns esclarecimentos, antes que meu comentário tenha uma interpretação deturpada:

1 – Minha crítica ao projeto do Centro Cultural Banco do Nordeste é uma crítica pontual em relação à escolha do local. É uma opinião contrária de alguém que, tendo feito parte da administração atual, continua de acordo com seus rumos, projetos e ações. Porém, obviamente, há sempre algo a se discordar, já que acho que todo cidadão pode e deve ter opinião própria.

2 – Não sou urbanista. Não conheço quase nada de urbanismo, exceto pelo que ouço de amigos que, estes sim, são excelentes pensadores. Portanto, trata-se de uma opinião muito particular, mas sem autoridade técnica. Tendo sido a matéria reproduzida fora do meu próprio blog, fica a impressão de que me meti a dar palpite fora da minha área, o Direito. Portanto, fica aqui esclarecido que se trata apenas de um desabafo pessoal e atécnico, sem pretensões outras, principalmente sem a pretensão de escrever artigo abalizador de qualquer posicionamento contra ou a favor de projeto urbanístico. O Direito já me dá bastante trabalho.

3 – Confesso que, por lealdade, ética, gratidão e admiração, nem gostaria que texto meu contrário a ato da atual administração fosse publicado em espaço alheio ao meu, porque detestaria ver o que quer que eu escreva ser interpretado como uma discordância com o projeto político hoje encabeçado por Dr. Guilherme (a quem admiro desde a infância), projeto ao qual tentei dar a minha contribuição.

4 – Por último, minha opinião não foi a de “Dr. Francis Medeiros”, mas sim do cidadão Francis, que tem lá suas opiniões.

As explicações acima são necessárias para que não se pense que eu resolvi agora falar mal da atual administração, o que seria um disparate, e não seria apropriado, depois de ser tão bem acolhido pelo Prefeito e por toda a equipe, a quem sigo admirando, ainda que de longe.

Um abraço,

Francis

P.S. – Aproveitando dos meus 15 minutos de fama, há que estamos falando de urbanismo: Será que não está na hora da cidade cobrar do Min. Geddel, do Gov. Wagner, ou de quem quer que seja, uma alteração dessa Ferrovia Leste-Oeste? Há alguma razão técnica para a ferrovia não passar por aqui? Desde o início do século uma ferrovia ligando ilhéus a Conquista foi planejada, e agora vão nos fazer engolir isso?”

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CamilaCamilaAnônimoAnônimo(2)Dani H.Dani H.
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A Oi me enerva – Parte 2

Posted by oculos on Jan 17, 2010 in Principal

Eu devo ser um desocupado pra ainda ligar pra esse povo.
Telefono para a Oi para contratar um pacote de dados. A atendente eletrônica diz que não identificou o meu número, e que a ligação está sendo transferida para um dos atendentes. O atendente, então, diz que tenho que ligar novamente, porque tenho que falar coma central do Oi Conta Total. Aí ligo novamente. “Desculpe, não identificamos o seu número…”. Já perceberam, né? Eu, de idiota, ligo umas 5 vezes, e não consigo falar com a central correta.
Gente, se existe justiça nesse mundo, que os culpados por isso sejam enrabados por corcéis árabes de grande porte. Ou por girafas. Ou rinocerontes. Ou hipopótamos.

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A Oi me enerva!!!!!

Posted by oculos on Jan 17, 2010 in Principal

No site da Oi, existe uma propaganda enganosa. Ontem liguei 35 – trinta e cinco vezes – para tentar adquirir um iPhone 3GS. O atendimento não estava funcionando. Hoje liguei, e falei com a atendente. Ocorre que eles oferecem dois descontos, mas não informam que os dois descontos não são cumulativos. Vejamos aqui o que diz no site:

Tabela de preçosCaso você clique na tabela, verá que oferecem descontos na contratação do Oi Conta Total. E, logo abaixo, dizem “As promoções não param por aí.”, e oferecem crédito de até R$1.750,00 para a compra de um Blackberry ou de um iPhone.

O que eu fiz? Assinei o Oi Conta Total 3, e fui comprar o iPhone. Só que os descontos não são cumulativos! Ou um, ou outro. Se u camarada escolher comprar o iPhone, Blackberry ou outro smartphone, ele terá apenas os tais R$1.750 (ou menos, se o plano for inferior ao Oi Conta Total 4) de desconto sobre o valor cheio do plano, e não R$1.300,00 + R$1.750,00.

Segue, abaixo, o PDF da página inteira.

E aí, me digam: estou enganado, ou a propaganda é mesmo enganosa?Oi Conta Total. Se preferir, vá direto ao site, clicando aqui – nesta data est’igual ao PDF do link anterior.

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Perguntar não ofende: CEP

Posted by oculos on Jan 15, 2010 in Principal

Pra que raios alguém comemora o fato de que sua rua finalmente ganhou um CEP pra chamar de seu, se NENHUMA empresa para qual ligo para alterar meu endereço tem o tal CEP nos seus sistemas?

Em suma: meu CEP é inútil.

Bosta.

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Precisamos de urbanistas

Posted by oculos on Jan 14, 2010 in Principal

Soube que o tal Centro Cultural do Banco do Nordeste em Conquista vai ser construído na Praça Sá Barreto.

Já começo a lamentar.

Puxa vida, será que vão perder uma chance de revitalizar o centro da cidade, construindo o bendito centro onde foi planejado pela administração anterior? Será que vão continuar a deixar aquela área naquele estado-tipo-mercado-persa? E vão mexer na Praça Sá Barreto, uma das poucas praças da cidade? Sim, porque Conquista não tem lá tantas áreas abertas, tem?

Conquista precisa de um plano urbanístico urgente – mas um discutido com a sociedade. Já temos um plano diretor. Mas é estranho que, por exemplo, entre a Av. Siqueira Campos e Vivaldo Mendes, do Centro ao Bompreço, temos apenas 2 praças (e mesmo assim uma delas é a da Normal. Nosso Centro é típico de uma cidade que cresceu de forma desorganizada, então acredito eu que qualquer iniciativa para revitalizá-lo seria positiva. Agora, colocar um equipamento público em uma área que poderia, no futuro, abrigar uma praça mais bonita, sendo que esse equipamento poderia servir para embelezar uma área central, realmente, não entendo.

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A prostituição chinesa

Posted by oculos on Jan 13, 2010 in Principal

Esse artigo me animou.

A Google finalmente fez a coisa certa: informou que não vai mais aplicar práticas de censura em seu site, conforme exigências feitas pelo governo chinês.

Está na hora de parar de tratar a China como uma prostituta: pagamos com a nossa fingida indiferença o preço da condescendência em troca do acesso ao mercado e às facilidades chinesas. Com esse nosso comportamento hipócrita, alimentamos um sistema baseado em opressão das liberdades individuais, trabalho indigno e sob condições desumanas e preços subsidiados. E fazemos tudo isso ou para que nossas empresas ganhem dinheiro ou para que possamos ter nossos brinquedinhos hi-tech a preços módicos.

Espero que outras empresas comecem a frear esse círculo de prostituição, e que a China comece a ser isolada. Ou o jogo fica justo, ou vamos parar de jogar.

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M. LuizM. LuizAnônimoAnônimo
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Gigaset – boa pedida

Posted by oculos on Jan 12, 2010 in Principal

Sou fã de telefone, muito embora hoje em dia não tenha tanta paciência para ficar pendurado neles.

Sempre gostei dos telefones da Siemens. No escritório, temos alguns eurosets básicos, que são bonitos e de excelente qualidade. Em casa, eu tenho um sem fio com secretária eletrônica que já está funcionando há bem uns 3 anos sem qualquer problema. Tinha um outro com secretária eletrônica que era bom, mas tinha uma coisa horrível: a eletricidade dele ia da tomada ao aparelho via um cabo de telefone proprietário – péssimo, vivia dando problema.

Pois bem: como vocês sabem, estou invocado com a tal VoIP. Em meu escritório, estou migrando as ligações de longa distância para VoIP. Em casa já fazia isso. E agora faço de forma ainda melhor: conheçam o Siemens A580 IP:

É um aparelho fantástico. De cara já funcionou lindamente. Conectei ele ao pbxes.org, onde tenho uma conta VoIP, e a qualidade da ligação é muito boa (notei um jitterzinho, mas vou testar mais). Consegui transferi alguns contatos do computador para o handset – truncaram-se os acentos, diga-se. Configuram-se até 6 contas VoIP nele, mais a linha fixa e mais a conta Gigaset.net. Na verdade, esse Gigaset-net é um serviço para os proprietários dos aparelhos Gigaset IP – podem falar de graça entre si pela internet. Maneiro, não?

E, detalhe: a base reconheceu o meu outro aparelho sem fio da Siemens (mencionado no início do post), e ele agora virou ramal desse outro! Jóia, não?

Enfim, boa aquisição. Espero que muitas empresas e amigos venham para o VoIP. Pagar por ligação, hoje, não faz sentido algum.

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Blog do José Antônio Oliveira

Posted by oculos on Jan 12, 2010 in Principal

Lembram-se da celeuma sobre a Nokia que mencionei no post anterior?

Esqueci de indicar o blog do José Antônio, que passará, segundo consta, a se dedicar ao seu blog pessoal, com seus relatos sobre coisas bacanas que acontecem na área da tecnologia.

Vale a pena: o link está aqui ou na barra do lado.

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Eu odeio a Nokia

Posted by oculos on Jan 10, 2010 in Principal

Pronto, falei.

Os aparelhos da Nokia são bons, em termos de qualidade. O uso do VoIP, por exemplo, em alguns aparelhos, foi implementado pela empresa finlandesa da melhor forma possível. O sistema Symbian é o menos fresco de todos, permitindo coisas bobas, como trocas de arquivo via bluetooth, coisa que o iPhone ou Droid, poderosos, não fazem. Mas a interface deles já não é mais a mesma. Antes inovadora, passou a ser espectadora do que os outros fazem. Alguns dos seus aparelhos são intragáveis (o N810, por exemplo, tem um teclado horrível!). Outros são fantásticos – N71, por exemplo.

Mas a razão desse post é essa aqui: forçaram um fã da marca, um abnegado usuário que só promovia a empresa, a fechar um site que era, de forma despretensiosa, um dos melhores pontos-de-encontro dos possuidores e interessados nos aparelhos da Nokia. Tudo daquela forma arrogante, prepotente e sacana que só as grandes empresas agem.

Atiraram no próprio pé, desrespeitaram a liberdade de expressão e foram injustos justamente com quem divulgava positivamente sua marca. Azar o deles.

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A morte e/aos impostos

Posted by oculos on Jan 3, 2010 in Principal

Leitor(a) economista, me explica uma coisa:

Sempre me disseram, desde pequenininho, que os impostos de importação brasileiros são super altos justamente para proteger a indústria nacional, a fim de que ela se desenvolva e produza coisas legais. Antes, tínhamos até uma reserva de mercado para a informática (toc, toc, toc, vade retro!).

Alguém me explica por que diabos a indústria ainda não se desenvolveu? E alguém explica por que temos que continuar a dar incentivos? E alguém explica qual o sentido disso, já que nós, brasileiros, não temos exatamente o melhor poder aquisitivo do mundo, mas, mesmo assim, temos que comprar bens de consumo mais caros do que o resto do mundo civilizado porque ainda sonhamos em ter uma tal indústria de ponta que não chega nunca?

É ridículo, patético que todo brasileiro, quando um amigo vai para o exterior, precisa pedir para trazerem-lhe um tênis, uma câmera digital, ou até produtos que nem se quer se encontram aqui – já tentou, por exemplo, comprar um scanner (que seja só scanner) com alimentador de papel, por exemplo? Ou uma impressora sem fio? Quando se encontra tais produtos em um supermercado ou loja, o preço é tão absurdo que só empresas grandes os compram. No exterior, é corriqueiro comprar algumas coisas para uso doméstico, como um segundo ramal para o telefone, por exemplo. No Brasil, o alto preço dessas coisas triviais fazem-nas parecer próprias para empresas!

Quando é que alguém vai tomar vergonha na cara e parar de fazer de nós idiotas, e proteger essa indústria que vive da preguiça, da mera montagem de aparelhos do ano passado vindos da China?

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Então é 2010

Posted by oculos on Dec 29, 2009 in Principal

Eu parafrasearia a Simone, com o seu “Então é Natal”, se não fosse o caso de mandar Simone para a PQP por transformar o Natal em um chiclete Bubbaloo.

Mas, simpáticos e simpáticas leitores e leitoras – notem como estou politicamente correto, ainda que confuso :D . E 2009, o que foi?
Bom, foi um ano sabático para mim. Embora tenha feito coisas extraordinárias ao longo do ano, não consigo deixar de enxergá-lo como um ano do jubileu, aquele em que se para tudo a fim de refletir, organizar, retomar rumos, etc.
Foi um ano em que abandonei a função pública, corri 2 maratonas, perdi alguns amigos (embora espero que não irremediavelmente), ganhei muito mais outros. Ano em que emagreci, engordei e volto a emagrecer.
Aprendi a fazer pão durante o ano. Atendi meus clientes de forma muito mais próxima. Conheci pessoas maravilhosas. Reencontrei a Doce G., e isso fez do ano, só por esse evento, valer a pena.
Mas confesso que foi um ano perdido, no sentido em que não me sinto satisfeito com tudo quanto nele foi feito. Foi como se fosse um ano fechado para balanço – em reforma.
Embora acredito eu que o mundo não está pra brincadeira, acho que 2010, sim, vai bombar. A máquina está azeitada. Se nada atrapalhar, 2010 vai ser show.
Pelo menos até fevereiro… :D


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Organização no Escritório

Posted by oculos on Dec 28, 2009 in Principal

É, acho que finalmente terminei minha busca pela forma mais bacana de organizar minha vida digital profissional.

Comecei pelo Things, programa fantástico para organizar minha lista de tarefas Sincroniza com o iPhone, fala com o iCal, e é simples e elegante.

Depois, fui de Bento, para organizar clientes e processos. Também fala com o iCal e iPhone.

Adicionei Dropbox e Sugarsync – o primeiro, para sincronizar alguns aplicativos entre os Macs, entre eles o 1Password, e também para compartilhar arquivos com alguns amigos. Já o Sugarsync, devido à flexibilidade do local das pastas, uso para fazer um backup dos documentos.

Para notas, estou usando o Evernote, principalmente para idéias surgidas no meio do caminho. Voltei a usar o Stickies depois de pesquisar meio mundo por uma alternativa mais elegante e descomplicada. Não achei. Cansei de ficar abrindo editor de textos para anotar recados, daí o Stickies.

Coloquei algumas widgets da Dashboard permanentemente na minha área de trabalho: Organized (www.islayer.com), Weather e o Address Book.

Passei a usar o DragThing para só deixar no Dock as coisas que preciso instantaneamente ou que me dão feedback visual, tipo o Mail ou o Things.

E neste momento testo o Blogo, um blogador com alguns recursos interessantes.

Como vocês podem ver, a tela do Mac ficou simpática.

Estou me preparando para uma virada em 2010: quero que meu trabalho seja 100% digital ano que vem. Não quero mais gastar espaço com arquivos. Quero digitalizar todo documento que me for entregue pelos clientes. É mais barato ter espaço digital do que físico, além da comodidade.


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O direito de esquecer

Posted by oculos on Dec 25, 2009 in Principal

Li recentemente na Info do mês de dezembro/2009 um pequeno texto sobre “O Direito de Esquecer”. O texto falava sobre um livro de um escritor alemão cahamado Viktor Mayer-Schönberger, intitulado “Delete: The Virtue of Forgetting in the Digital Age“.

A idéia toda, que achei super oportuna, é que a Internet serve como um arquivo vigilante de tudo o que fazemos. Se escrevemos um texto horrível há 10 anos atrás, ele ainda estará aqui, para desespero do escritor, que nem poderá ocultar ou renegar seu trabalho.

O escritor, assim, receia que acabemos por refrear a nossa criatividade com medo de uma censura eterna, algo que, de fato, parece insuportável. Que nos tornemos pessoas cautelosas demais, frias demais, vazias demais, sem coragem para ousar e errar.

Fico pensando, assim, na classe dos políticos. Acho que nenhum deles escreveu um blog, e poucos devem fazê-lo hoje, pelo menos não de próprio punho ou sobre assuntos diversos. Claro, políticos vivem de aparências. Apresentam-se como seres humanos desprovidos das nossas características mundanas – irritação, raiva, fala coloquial, apego a assuntos amenos, etc. Políticos não devem ir ao banheiro – apesar de fazerem muita merda. Políticos não devem assoar o nariz. Não se vê políticos falando palavrões ou reclamando do tamanho da fila.

Não, decididamente, políticos não escrevem blogs.

Já os que escrevem, nós outros, não ingressamos na política. Deveríamos, até pela atenção que damos ao desnecessário e, com igual fervor, ao necessário, às coisas que nos são diretas e caras. Políticos, por certo, não ligam para call centers, por exemplo.

Mas, venhamos e convenhamos: blogueiros nunca seriam eleitos coisa alguma. Imaginem se alguém votaria em mim, por mais capaz que minha mãe me considere, após ler qualquer texto meu desse blog. Esse post aqui, dentre tantos, por exemplo. Imaginem isso exposto contra mim no horário eleitoral gratuito. Perderia eu todos os poucos votos que teria caso fosse candidato a alguma coisa.

Esse é o nosso problema: nossa hipocrisia em reconhecer que todos usamos de nosso verniz social. Somos todos sorriso ao sairmos de casa, embora, em nossa solidão, tenhamos todos os mesmos problemas: às vezes saco cheio de tudo, às vezes chateação com as contas, às vezes soltamos nossos palavrões. Mas temos que manter postura sacrossanta diante do resto das pessoas.

Pergunto eu aos antropólogos: será que a humanidade sempre foi assim? Quando será que viramos seres duais – o ser individual e o ser social? E quando foi que essa dualidade deixou de ser uma circunstância e passou a ser uma hipocrisia? Quando é que começamos a condenar o comportamento de um político, por exemplo, quando ele saiu com uma secretária, ao invés de prestarmos atenção na sua atuação no exercício do mandato?

Fico a pensar que, apesar da minha total descrença de que esse mundo seja administrável ou tenha conserto, imagino que se desejasse, por exemplo, ser prefeito de Vitória da Conquista, não bastaria que eu tentasse mostrar minhas credenciais acadêmicas/sociais (seja lá o que isso queira dizer)/profissionais. Eu teria que dizer o que realmente penso, e isso certamente me desqualificaria, já que, por suposto, imagino que não votariam em alguém que lava os pratos, que gosta de computadores, que acredita em que um adversário pode ser honesto e um aliado corrupto, fala com a boca cheia, etc.

Enfim, concordo com meu amigo do andar de cima, que infelizmente não atualiza mais seu blog: deveria haver sorteio na administração pública. Os políticos – ah, esses são todos iguais. Mas humanos, por definição, duvido que sejam. Eles não escrevem blog, e não se pode pegá-los nas coisinhas pequenas de nossa vida besta, nem reprovar neles aquilo que, talvez, reprovamos em nós mesmos.

Mas, well, se quiser um conselho, procure saber se seu candidato é de carne e osso. Se usa uma cedilha quando deveria usar dois esses. Se esquece as chaves do carro. Se dá um arrotinho depois de uma coca-cola gelada. Caramba, depois de uma lata de cerveja! Eu, de minha parte, não voto mais em ET’s.

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Feliz Natal!

Posted by oculos on Dec 25, 2009 in Principal

A você, dileto leitor que, nesse momento de festas, deu um pulinho aqui, desejo um Natal supimpa e um ano novo pocado de bom!

A aqueles que não são lá tão fans do Natal (como esse que vos escreve), desejo um Feliz Festivus! Quem não souber do que se trata, mas quiser considerar uma comemoração diferente , favor consultar nosso amigo Google sobre o Festivus.

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A Apple e a Oi retiraram o tethering do iPhone!

Posted by oculos on Dec 19, 2009 in Principal

E a batalha é infinita…

Pois bem: como todo mundo está cansado de saber, a Oi vai vender iPhone. Desbloqueado. Oh, que bom, oh, que maravilha.

Chega um belo dia, há duas semanas atrás, ligo meu iPhone – desbloqueado legalmente e sem nenhum hackeamento – e, ao conectá-lo ao iTunes, me pergunta o aplicativo se quero atualizá-lo com os ajustes para a minha operadora.

Pensei comigo, por que não? Li a página, que, por sinal, salvei, que diz claramente que nenhum mal virá sobre aquele que aceitar a atualização.

Aceitei e… lá se foi o meu tethering.

Tethering, pra quem não sabe, é a capacidade básica de compartilhar a conexão de dados do celular com o computador. Ninguém nunca usou esse nome bonitinho por aqui porque, ao contrário do iPhone, quase todo celular meia-boca que tenha dados e bluetooth faz isso. Porque no resto do mundo (exceto nos Estados Unidos e, pelo visto, aqui) ninguém fica capando o celular, tirando recursos triviais como esses.

A Oi, pousando de boa moça, tirou um recurso que TODOS os seus smartphones têm (pelo menos até quanto acompanhei o portfolio deles).

Houve uma nítida violação da minha privacidade quando a Apple, sem minha permissão, desabilitou um recurso que estava lá. E estava funcionando bem, com a mesma Oi.

Notifiquei a Apple do assunto, mas não me responderam. Então vou à justiça.

Será que existe outro usuário insatisfeito? Se formos muitos, poderíamos entrar com alguma representação no Ministério Público por violação dos Direitos do Consumidor.

A prática é ridícula: repito: qualquer celularzinho de 5, 6 anos atrás, possui o recurso de compartilhar a conexão de dados do celular com o computador. O T68 da Sonyericsson fazia isso. O N95 e E61 da Nokia, e modelos posteriores, idem. O iPhone, também, mas a Oi vai agora capar os seus clientes?

Enfim, quero o tethering no iPhone para a Oi JÁ. Senão, assim que acabar o recesso forense vou entrar com uma ação contra a Apple, já que foi ela que enviou a tal aplicação.

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Ainda sobre o Post passado – IPTU

Posted by oculos on Dec 18, 2009 in Principal

Eu não sei se o leitor conquistense sabe, mas o IPTU é responsável por uma fração mínima, de menos de um dígito, no percentual de receitas municipais.

No entanto, a população da cidade reclamou no aumento do valor do IPTU. Com ou sem razão, a reclamação foi egoísta.

Primeiro, porque o aumento foi todo realizado em bairros de classe média. Segundo, porque o IPTU é uma das poucas receitas próprias do Município (ao lado do ISSQN). O cidadão deveria era se informar sobre o que é feito do seu IPTU. Deveria se preocupar porque sua arrecadação não é suficiente para bancar as pesadas obras de infraestrutura de que tanto gosta.

Ou a cidade começa a pensar que não se fabricam obras por decreto, ou sempre viveremos nesse teatro de “a culpa é do governante”, ou “a culpa é da falta de recursos”, ou “o governo aumenta demais os impostos”.

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Vitória da Conquista, que será de ti?

Posted by oculos on Dec 18, 2009 in Principal

Bom, após tantos assuntos técnicos, vamos falar de coisas mais mundanas…

Algo tem me incomodado em Vitória da Conquista.

Essa cidade tem crescido de forma assustadora. Você, caro leitor, caso tenha estado aqui há uns 5-6 anos atrás e hoje tenha regressado, verá isso. Claro que não estou falando dos índices oficiais, onde, de fato, o crescimento é facilmente demonstrável em números (pra se ter uma idéia, o consumo de cimento daqui foi superior ao de Ilhéus e Itabuna somados e, salvo engano, superior ao de Feira de Santana).

Conquista ganhou as seguintes obras nos últimos 6-7 anos:

- Duplicação da Av. Olívia Flores até a UESB
- Reforma do trecho urbano da Rio Bahia
- Avenida Luis Eduardo Magalhães
- Duplicação da Av. Juracy Magalhães

São quatro exemplos, mas que demonstram, hoje, os principais vetores de crescimento da cidade. É indiscutível que a cidade tem crescido nesses vetores.

Pois bem: agora, sabe-se, Conquista tem a previsão, para 2010, de implantação dos seguintes estabelecimentos:

- Hiper G. Barbosa;
- Wal Mart;
- Hipermercado no Shopping Conquista Sul
- Shopping Boulevard

Isso somando-se a obras também recentes, como Atacadão, Shopping Conquista Sul e, mais distante, o próprio Hiper Bompreço, além de algumas indústrias, como a Dilly (Dass), a Coposchio, etc.

Pronto, chega de dados. Vamos agora à razão da minha chateação.

Penso eu que a cidade tem que ser pensada, agora, de forma coletiva. Não dá pra ser uma cidade pensada apenas em grupos esparsos, que, sim, merecem toda a atenção da administração, mas sempre dentro da perspectiva de grupos esparsos, e não com holofotes.

Exemplo: por que a administração municipal, sabendo que a frota de veículos de Conquista cresce em ritmo superior à média estadual, com um número enorme de concessionárias (recém inauguradas contam-se quantas – umas 10, sem contar as dezenas de multimarcas), parece não abordar o problema de forma satisfatória? Ou, para ser mais direto, por que interromper o fluxo de veículos em três vias centrais da cidade EM PLENO FINAL DE ANO, fazendo com que andar no centro, de carro, seja uma tormenta ainda maior?

Ora, interromperam o fluxo nos segmentos superior e inferior da Praça Tancredo Neves e o superior da Praça Barão do Rio Branco (Praça essa que, durante boa parte do ano, tem seu parque de estacionamento reduzido em razão da montagem de palcos). Ceparam várias vagas de estacionamento na Rua Maximiliano Fernandes, o que causa uma briga por estacionamento e desequilíbrio no contrato da empresa concessionária.

Tudo para que fossem instaladas barraquinhas para vender artesanato, cachorro-quente, essas coisas. CLARO que sou a favor de espaços para que a Economia Solidária prospere, e os pequenos tenham vez. Mas Conquista, agora, não pode parar, e me pergunto se os benefícios para os poucos empreendedores são suficientes para compensar os transtornos para toda uma cidade. Ora, há praças na cidade que poderiam muito bem ser usadas para tais fins – 9 de Novembro, com ampla calçada, parte das alamedas, enfim, nada que prejudicasse o tráfego e o estacionamento.

Antes que me perguntem se acho que os carros devem ser privilegiados em detrimento das pessoas, respondo com um NÃO enorme. Acho, inclusive, que já está mais que na hora de se pensar em intervir de forma radical no Centro, fazendo calçadas em um perímetro grande dali. Mas isso tem que ser pensado com a oferta de vagas nos arredores, como é feito em qualquer lugar civilizado. Bloquear vias de tráfego sem oferecer alternativas é horrível.

Outro aspecto, principalmente para quem já visitou Curitiba, por exemplo, é o tal transporte público. Noto que Conquista possui uma elite meio hipócrita, sempre crítica dos governos mais populares, como esses que estão aí, mas sei também que parte dessa elite é, de fato, interessada no desenvolvimento da cidade. Ora, por que raios não criam um forum para que a cidade seja pensada e construída de forma coletiva? A iniciativa privada precisa colocar a mão no bolso.

Idéias, são várias: Conquista precisa de abrigos modernos de ônibus, com informações das linhas, mapas, etc. Conquista precisa de sinalização dos logradouros, com CEP, guias de numeração, etc. A iniciativa privada poderia muito bem propor isso, e a Prefeitura poderia licitar a publicidade desses espaços.

O Poder Público não tem dinheiro pra tudo, mas a iniciativa privada pode muito bem meter a mão no bolso e dar uma força, com a contrapartida de tornar-se também um agente de desenvolvimento social e, ainda, beneficiando-se com publicidade, geração de tráfego, etc.

A cidade precisa de um pólo digital urgente – aqui se desenvolve software da melhor qualidade, mas é cada um por si. Somos uma cidade cuja única fonte de informação, hoje em dia, é um blog ou dois! Quando é que uma empresa jornalística de verdade vai se interessar em desenvolver um portal decente para a cidade? Quando é que teremos um canal de TV local, com notícias da cidade o tempo todo, cobrindo os eventos ao vivo, como sessões da câmara, festas de largo, exposição, tráfego, tempo? (aqui um parêntese tem que ser aberto ao esforço notável do Eduardo e a TV Local 36, infelizmente restrita aos assinantes da NET e aos internautas, que faz milagre com os recursos à sua disposição)

Na minha humilde opinião, Conquista precisa que o Governo Municipal e a Iniciativa Privada comece a andar junto, e não cada um seguindo suas próprias prioridades. Exemplos de atuações disformes, que precisam ser resolvidas:

- aeroporto – gente, isso é urgente! É pra ontem! Fechem a cidade, se for necessário, mas FAÇAM acontecer! Conquista não é uma vila! As pessoas estão brigando por espaço naquela biboca que chamam de aeroporto! A economia da cidade cresceu ao ponto de que as pessoas lotam os aviões, e o tráfego aéreo daqui tende a disparar se o investimento público for feito. Ou alguém tem dúvidas? E, pior: a cidade é humilhada com o descaso para a questão.

- ferrovia leste-oeste – o Governo do Estado fez descer goela abaixo esse raio de ferrovia, SEM QUE AO MENOS CONSIDERASSE INCLUIR VITÓRIA DA CONQUISTA NO TRAJETO! E não me digam que é por causa do aclive, que não precisa ser engenheiro pra saber que esse não é o problema. Conquista já é entroncamento viário, poderia ser ferroviário. Mas ninguém daqui sequer levantou a questão. NINGUÉM!

- Centro Cultural Banco do Nordeste – Uns querem no centro, outros fora do centro. Resolvam-se, mas tragam o centro!

- Centro de Convenções – Alguém já parou para contar a quantidade de congressos, seminários, simpósios e afins que acontecem aqui? E formaturas? Pois bem: a cidade só tem 1 – UM – lugar para realização de tais eventos. Aliás, vamos ser honestos? A cidade não tem NENHUM lugar decente para a realização de tais eventos. Tem um local na Avenida Juracy Magalhães, que é muito bonito por fora, mas não conheço por dentro. Mas… e estacionamento? Gente, Conquista é central – polariza uma região enorme, é palco para esses eventos! E ninguém fala nada no assunto?

- Praças – Ok, esse assunto é difícil, porque exigiria desapropriações, e tal. Mas todo mundo percebe como o clima daqui tem mudado. Precisamos de áreas de circulação. A cidade está se verticalizando de forma vertiginosa. Ou se criam espaços para circulação de pessoas e de correntes de ar, ou isso aqui vai virar um monstrengo.

É preciso que a cidade comece a se ver no seu tamanho atual, e não como a vilazinha de 100 anos atrás. O crescimento não está tão ordenado, e melhorar isso depois vai ser impossível. E está na hora das pessoas começarem a pensar no coletivo sem lavarem as mãos, culpando o Poder Público. Ou a mobilização começa, ou já era. O Poder Público, sozinho, não tem estrutura, hoje, para cuidar da responsabilidade que o tamanho de Conquista trouxe a seus habitantes, e não por culpa de seus governantes, mas porque a própria economia estatal não permite uma ousadia maior.

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AnônimoAnônimo(8)M. LuizM. Luiz
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SIP é jóia

Posted by oculos on Dec 17, 2009 in Principal

Bendita seja a Nokia ao incluir o protocolo SIP nos seus smartphones.

Eu tenho achado que falar usando VoIP proporciona uma qualidade de voz muito melhor do que por telefone fixo ou móvel, pelo menos quando utilizada através de um telefone da Nokia. Uso o Gizmo, mas outros provedores são tão bons quanto (Nimbuzz, iptel.org, Vono – este daqui do Brasil), etc.

Enfim, se tiver rede wireless em casa e um celular da Nokia compatível dando sopa, experimente usar SIP para ligações interurbanas e/ou internacionais. É show!

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Bento veio pra ficar

Posted by oculos on Dec 17, 2009 in Principal

Sempre fui um usuário do Filemaker, como já disse aqui. Pra quem não vem do mundo Mac, o Filemaker é um banco de dados, assim como, no Windows, o Access. Utilizava o Filemaker para gerir os registros dos meus clientes e seus respectivos processos.

O Filemaker é excelente, flexível e muito poderoso.

Usar o Mac em um escritório de advocacia, no Brasil, tem dois problemas básicos: a falta de um programa para controle de processos e a inexistência de repositórios de jurisprudência compatíveis com a plataforma.

Esse segundo problema eu não tenho como resolver, muito embora nada custaria às empresas desenvolver soluções cross-plataform, já que, hoje em dia, isso é bem mais fácil, com Java, HTML 5, Web 2.0, etc. Portanto, vez por outra ainda uso o Parallels para pesquisar jurisprudência, muito embora os sites dos tribunais muitas vezes já possuem as decisões prontas para pesquisas.

Já o controle de clientes… Existiu, não sei se ainda existe, uma solução baseada em Filemaker, há pelo menos uns 5 anos atrás, acho eu. Mas, ao que eu saiba, hoje, não tem nada.

As soluções mais modernas para Windows controlam tudo – honorários, gestão de horas, consultas, etc. São capazes, inclusive, de baixar, durante determinada hora, as últimas movimentações processuais.

Sinceramente? Esses recursos não me interessam tanto. Primeiro, porque quando tenho que consultar um processo, faço-o no site do tribunal respectivo. Segundo, porque acho que esse tipo de controle em tempo real só será confiável quando o Poder Judiciário resolver unificar seus layouts de informações. Puxa, porque não padronizam tudo em, sei lá, RSS? Cada processo com seu feed? Assim seria fantástico, seria fácil colocar as novas informações nos bancos de dados, sem medo de uma mudança repentina.

Portanto, meu sistema nunca precisou ser desses parrudos – bastava controlar meus clientes e processos.

Algo, porém, me faltava: um sistema que controlasse, também, minha lista de tarefas, minha agenda, e falasse com o iPhone.

Senhores, conheçam o Bento. Não é à toa que vendeu que nem pão quente a versão dele para iPhone.

Ele é um Filemaker BEM diminuído, sem 10% da flexibilidade do seu pai. Porém, diria eu, é muito mais adequado para fazer o óbvio, o que, no Filemaker, nem sempre é tão fácil.

O Bento foi todo pensado para ser integrado ao Mac. Ele pode guardar (ou usar) sua lista de contatos nativa do Mac (Address Book), ou criar uma lista de contatos à parte. Ou várias listas. Ou cadastros de clientes. Ou o que você quiser. Coisas que, no Filemaker, exigem do usuário uma criação enfadonha e, por vezes, complicada, de relações entre tabelas, no Bento são completamente transparentes. Exemplo? Tente criar um BD do Filemaker com a possibilidade de adicionar vários endereços, vários telefones, e vários e-mails. Isso exigiria umas 4 tabelas no Filemaker, com relações entre elas. No Bento, isso é embutido. E, o que é melhor: a interface para isso é simplesmente linda. Não sei no Filemaker 10, mas a opção de “Lista de Endereços” do Bento é formidável (é como no Address Book: você adiciona quantos endereços quiser aos seus contatos).

A interface é linda, e montar as fichas dos clientes é até divertido. Claro, não se tem a flexibilidade de colocar os campos onde se quer, como no Filemaker, mas, em compensação, a interface é muito mais bonita no Bento.

A integração com o Mac não pára aí: ele trabalha com o iCal. Finalmente posso ter meu controle de prazos e audiências trabalhando com meu banco de dados de clientes. Ao atualizar a ficha de um cliente, ou do seu processo, posso adicionar a data de uma audiência que, automaticamente, é adicionada ao iCal. Assim, tudo funciona de forma integrada, com interfaces muito funcionais para quem se utiliza do programa.

Isso sem falar na versão pro iPhone: agora, minha relação de processos anda comigo. Nada de chegar no forum e ter que telefonar caso esqueça de anotar um processo que queria consultar. Tudo bem sincronizado. E, via MobileMe, fico sabendo dos meus compromissos, já que estão no iCal também!

Criar os bancos de dados é algo que chega a ser lúdico: criei gestores para os recibos emitidos, relação de processos ativos, relação de escritórios parceiros e correspondentes, etc. Tudo isso de forma integrada, podendo relacionar a quais processos determinado escritório tem interesse, etc.

E dá pra colocar o Bento para gerenciar os “assets” dos clientes, colocando links para os arquivos e documentos.

Penso que o Bento é melhor solução para qualquer profissional liberal – médico, advogado, principalmente. E tem outra vantagem sobre os programas específicos: você não fica na mão se o desenvolvedor parar de atualizar seu produto. E o programa cresce com você: qualquer nova necessidade, o programa pode ser modificado. E custa apenas US$49 (eu comprei a versão de US$99, que roda em até 5 computadores ao mesmo tempo, compartilhando as bases de dados).

Enfim, mais que satisfeito com o programa. Só espero não precisar de algum outro recurso do Filemaker no futuro, nem que padronizem logo algo na Web que seja impossível de implementar no Bento (o Filemaker fala com tudo: php, SQL, etc.).

Recomendo, pois.

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